Um Estranho Impar Poesia
o amor nem sempre é belo ou eterno
Mas sei que você é
Belo pois sua alma possui mais histórias que a maior parte dos livros que leio
E eterno, por que vejo em seus olhos que está disposto a criar mais linhas de uma história que não terá fim
Nas minhas lembranças
Nas nossas lembranças
Somos infinitos.
MEIO ANO DE NAMORO
6 meses se passaram
Meio ano já se fez
Em que dois jovens se amaram
Se entregando de uma só vez
São 26 semanas
De puro amor e paixão
Também coisas cotidianas
Como desentendimento e confusão
Tivemos tantos momentos
Alguns bons outros ruins
Com você o tempo é multiplicado por mais quatrocentos
Se pudesse parar, venderia até meus rins
A coisa mais gratificante
É poder te apreciar
Ver seus olhinhos brilhantes
E sua boca a me cativar
Eu preciso te dizer
Esse seu sorriso é apaixonante
É a coisa mais linda de se ver
Me deixa até ofegante
Muito obrigada meu amor
Por todos esses momentos
Do mais sério ao humor
Eles sempre tomam meus pensamentos
Porque cada momento contigo
É mais que precioso
De meu melhor amigo
Ao meu amor, meu bem mais precioso
Feliz 6 meses meu amor, que venha mais uma vida inteira para nós!
O rosto aparentava
ser como todos os outros.
No entanto, nunca havia visto
uma combinação de boca,
mãos e olhos tão belos.
Recomeçar
Quero ir embora
Saí mundo a fora
Esconder-me da solidão
Quero conhecer pessoas
Ficar de boa
Vai que rola uma paixão.
Quero ir bem alto
Equilibrar-me no salto
E dançar uma bela canção
Quero viver uma nova história
Pode ser aqui e agora
Não aceito não
Quero amor verdadeiro
Um fiel companheiro
Que faça bem pro meu coração.
Minha canoa...
É feita de itaúba preta,
É grande e confortável,
Boa para viagem.
Minha canoa...
Navega nessa Amazônia infinda,
Entre rios, furos e paranás,
Cortando, deslizando nas águas,
Do meu majestoso RIO-MAR.
Minha canoa...
Tem o japá, o remo, o estrado,
Tem anzóis, espinhéis, tarrafa,
Malhadeiras, arreios,
Sem faltar a cachaça para animar.
Minha canoa ...
Da proa à popa
É o meu bem-querer,
É minha patroa!
Horas de pescaria,
Horas de paciência,
Horas de precisão.
Mas já vai anoitecendo:
Arrumo minha canoa,
Estou de volta as muitas águas,
Trazendo comigo,
Bodós, pacus, tambaquis,
Pescadas, curimatãs e jaraquis.
Trechos da poesia, "MINHA CANOA".
DO LIVRO: "OLHA JÁ"!...
chuva solitária
que insiste em cair
para molhar lugares
pessoas e estações
que há tempos foram seca.
Como a amo meu Deus…
Como amo sua delicadeza.
Como amo seus negros olhos, são Tão brilhantes!.
Como, mais como, amo seu enorme cabelo, é Tão grande.
Como amo seu andar. As vezes é engraçado por conta do seu enorme cabelo.
Como, eu não sei, mas amo tanto minha querida Rosa. O coração bate muito mais rápido ao vê-la perto de mim.
Como não me apaixonar por você?
Por que você é sempre tão educada e gentil?
Por que você tem esse coração GIGANTE que está sempre acolhendo os outros?
Você precisava mesmo ter esse belo senso de humor?
Precisava mesmo desse sorriso lindo?
Precisava ser tão simples e ao mesmo tempo tão esperta e inteligente?
Como faz para parar de pensar em você?
Como faz para não te querer?
Você me ensinou muitas coisas, pelo seu exemplo, com palavras e seu modo de ser, mas faltou me ensinar COMO NÃO ME APAIXONAR POR VOCÊ?!!
Soneto à Diana
O sabor tão amargo de uma vida,
não me privou desta quimera doce,
uma jarra de crítica ferida
que hoje brinda uma paixão precoce...
Cativo desta saudade regida,
fenecer na clausura achei que fosse,
barganhei com teus seios a saída,
tornei-me mais ainda tua posse...
Tocaste-me, anjo, a carne consentida
na compulsão por ti só requerida,
domaste-me, lasciva, em sedução...
Com suas cifras vivas e fundidas,
maestrina destas notas tão ardidas,
soubeste me tornar composição.
Leia, e não tente traduzir nada...
Leia, e exercite a mais ingênua e maliciosa fantasia,
que se refugia dentro de você.
Leia, e pratique o que imaginou!
Tente olhar para o decote, mas não tente saber o que tem além dele...! Isso é Decote Poético, e esse é meu livro!
Faça-me sorrir, fala-me de amor
Há raras coisas imutáveis e poucas verdades absolutas, o resto são apenas crenças espalhada ao vento, como se fossem aquelas.
Há outras verdades que a desilusão pode extirpar, como se nunca tivessem existido e quando pronunciadas, nos soa aos ouvidos como poesia, como a beleza das flores que murchamda noite pro dia, entre elas está o amor que por, às vezes, não ser correspondido como um simples sorriso, nos faz pensar que não existe.
Talvez não exista, tão real quanto o ar, o sol ou a luamas, mais sutil, como asflores que precisam ser regadas, quase todos os dias.
Há tantas outras coisas que não existem e seguimos repetindo, falando, curtindo, como um intervalo entre um ano e outro e tantas datas que, se não fosse pelo calendário do comércio, já teriam sido ceifadas pelo esquecimento.
Na letra da música "Joana Francesa", de Chico Buarque diz "Mata-me de rir, fala-me de amor", como um desabafo de alguém que perdeu a fé ao fazer tantos votos ou promessas e não alcançar o seu pedido.
O amor é tão inexistente quanto todas as formas de fé e ainda existe, embora seja mais falado do que vivido.
O amor é tão real quanto a vida que flui como um rio, independente dos nossos desejos.
O amor existe e brota onde quer, o que o faz perecer é o gênero humano, ao permitir que a descrença e o egoísmo transforme o solo fértil num lugar árido, onde não germina coisa alguma.
Não há lugar
Não há lugar e não há nada que minha consciência não toque, nesta mesma ânsia de ser tocado; não há paisagens que minha imaginação não anteceda, crie, ou fabrique; não há nada que me possua por mais tempo, mas por hora, vezes ou outra há um desejo que me consome, me arrebata e me quebranta e tudo isto para nada, não há lugar...
Me faça chegar
Não sei se nomeio de vida, esperança
Ou amor, este tal desejo de ubíqua;
Sentinela em perigo, a quem irei avisar?
Este tal de desejo que me faz arruinar;
Sentado aqui neste sofá a escrever,
Penso em ti e em ti penso em você;
Somente mais um no ciclo, ou o ciclo em mim?
Sem propósito tão sublime, ao menos tenho a ti,
Tal desejo que nunca cessa e não há de cessar,
Mesmo com a força da vontade, ela me faz desaguar,
Em esperanças da imaginação, em um sonho de criação;
Crio-me ao escrever, ou escrevo-me ao transparecer
esta saudade que sinto, que sinto de você?
Meu coração é pena, voa com o ar;
Meu sorriso é tímido, como a profundeza do mar.
Te devoro nesta escrita, te escravizo pelo coração;
Te liberto desta vida de pensar com a visão.
A visão nem tudo enxerga e por não enxergar
não se enxerga, nesta dubitante poesia te falo
como quem tanto pensa e só se encontra em ferga.
Reerga-se e me albergue em seu coração;
Faça-me enxergar além da visão, para que, assim,
Possa tornar-me um pensando em ti e tu em mim,
Em ti-me, sentindo-te-me e assim possa chegar
a onde a razão não consegue me levar.
vodu
por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)
O poeta não precisa de barco para navegar
Do mar para mergulhar
Da luz para ver a claridade
Do amor para ter um par
Dos braços para um abraço
Da boca para beijar
Memórias
Pequenos fragmentos
do que ontem
se viveu
duras lembranças
do que já se perdeu
Vivencias passados,
recordações vivas
de que só viver não basta.
Óh amor
doce amor
Senti na conexão dos seus lábios com os meus
No escuro onde não te vejo
Senti amor ao primeiro beijo
Madrugada mágica
O silêncio da madrugada espalha mágia
Céu estrelado e lua cheia em sintódia
Vejo a mais bela obra de arte
Poesia não escrita
Minha filha não conheceu meus pais
mas eu conheci meu neto
Por isso faço versos
para que ele saiba
o que meus retratos sentiam por dentro
Que tua luz brilhe mais neste dia
Que a Sabedoria Universal
Que tudo alcança, que tudo permeia
Faça parte de todos teus momentos
Que teu respirar seja límpido
Como um mágico lago nas montanhas
Que teus passos sempre te guiem suavemente
Porém firmes, rumo ao teu melhor eu
Que teu espírito, repleto de humildade e perdão
Encontre a todo instante, motivos para agradecer
Que cada dificuldade encontrada
Se transforme em oportunidade imediata
E que, sempre, a vontade de perseverar
Te leve a superar a rotina e encontrar motivos para se feliz!
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