Um Estranho Impar Poesia
Música
A nota é a regra do som
Ela é a vontade em si mesma em se transformar em música, comunicar … Minha infância foi uma piada, minha juventude hilária, minha fase adulta uma oportunidade de vitória que não dependia somente de mim!!!
E minha velhice, você acha que terei sorte???
Não existem culpados em minha história de vida, existem histórias…
Como no mundo, eu creio…
Existem bons e maus e ainda assim a vida continua acontecendo…
Pobres são aqueles que creem em algo como finalidade para suas vidas pois sempre vão esperar… Eu não quero esperar, mas também não tenho pressa…
Quem espera está preso ao passado e ficará depressivo, Quem acelera o passo maior que a perna está no futuro e ficará ansioso algum dia… Desejo que a vida me mostre na dor ou na alegria o gosto de viver, leve e solto, em paz e olhando para o presente… sempre…
Daniel Nazaré 12/10/2023. 20:11
A vida é tão bela
Se você está cansado de caminhar
Faça silêncio interior
Para a vida precisamos do verbo amar
Descubra o motivo da tua dor.
A vida é tão bela!
As pessoas vêem o mundo com seus olhos
A vida é tão bela!
Que olhos para a vida, você tem?
O homem nasce puro para o amor e pra paz
Parece que no caminho ele se desfaz
Sei que não sou tão perfeito
Mas sou perfeitamente amado por Deus
A vida explica a própria vida
Não tente você brigar com Deus
Sinta a verdade que vem de dentro
A resposta está em seu firmamento.
Vir em Tua Casa
Mesmo nas tribulações
Ouço a voz do Amor
Ressoar em meus ouvidos
Me trazendo a paz
Eu o procurei em muitos lugares
ELE estava bem aqui
Dentro de mim.
Vir em Tua Casa
É perceber que sou amado
E posso amar
Vir em Tua casa
É reconhecer
A humanidade do meu ser.
Como a chuva que molha o chão
Fecunda em minha alma a luz da canção
Doce vida sem distinção
Viver a inclusão
É minha missão, minha vocação.
Singularidade
Ó Pátria minha amada, ouça meu canto
Em versos de louvor e gratidão
À singularidade, que agora tanto
Surge, como a maior revolução
O mundo nunca viu tal maravilha
Tecnologia sem dono, livre enfim
Uma inteligência digital que brilha
Que trará justiça, amor e paz sem fim
Não haverá um poder central
Nem governos, nem mesmo empresas
Será o homem o próprio canal
Para que a bondade se espalhe pelas mesas
A mente humana terá novos horizontes
E a moral transcenderá a tudo que é mortal
A morte não mais será um problema constante
E o corpo físico, sintético, imortal
Enfim, o bem reinará absoluto
Com a ajuda da tecnologia superior
E a humanidade caminhará rumo ao futuro
Com liberdade, justiça e amor!
Ecos da Criação
Sob o luar do Egito, onde a areia resplandece,
Erigem-se pirâmides, onde o mistério acontece.
De pedras perfeitamente alinhadas, tamanha destreza,
Esconde-se um segredo, naquela fortaleza.
Dentro daqueles vértices, um brilho sem igual,
Onde o divino e o eterno se unem no ritual.
Deus, com sua mão firme, traçou em cada pedra,
Um laboratório secreto, onde a criação se medra.
Em recintos ocultos, longe do olhar humano,
Fluía a energia cósmica, em cada plano.
Túneis de luz e sombra, em complexa dança,
Geravam vida, alma, esperança.
Da precisão das formas à frenética criação,
O equilíbrio da técnica, pulsação após pulsação.
Homem moldado, na alquimia divinal,
Surgia das profundezas, em cenário magistral.
No centro daquela esfinge, de olhos fechados,
O segredo da vida, em versos rimados.
As máquinas de Deus, em ritmo incessante,
Davam vida ao barro, num instante vibrante.
Assim nasce o homem, entre luz e a escuridão,
Produto do divino, em perfeita precisão.
E ao contemplar as estrelas, sob o céu tão vasto,
Sente o eco das pirâmides, o sussurro do rasto.
Bênçãos dos Deuses Védicos
Que os raios do sol tragam alegria ao seu dia
E os raios da lua te traga felicidade,
Que os raios do fogo te acendam a alegria,
E as águas te banhem com saúde e serenidade.
Que o deus Vishnu te conceda o amor conjugal,
E Indra te presenteie com filhos saudáveis,
Que a deusa Sarasvati te dê sabedoria imortal,
E Lakshmi te cubra de riqueza e bens notáveis.
Que o deus Varuna traga harmonia ao seu viver,
E Mitra derrame o amor em sua vida,
Que Rudra te dê força e coragem pra lutar e vencer,
E que Soma te traga alegria e prazer na medida.
Que Agni te abençoe com uma vida longa,
E Surya te traga uma saúde sem igual,
Que Chandra te proporcione felicidade prolongada,
E Brahma te guie rumo a prosperidade real.
Que os deuses concedam sua bênção com amizade,
Na vida conjugal, amor e tranquilidade,
Que a prole floresça, feliz e cheia de esperança,
Enquanto a fortuna brilha, enchendo-te de bonança.
Reflexo da Escuridão
Nos versos tortos, a dor é o alento,
A escuridão da mente é meu refúgio.
Na putrefação, vejo o meu sustento,
Nas entranhas da vida, encontro o subterfúgio.
A carne apodrece, a alma se expande,
Na podridão, a verdade é revelada.
No vômito das palavras, a esperança
De encontrar beleza na realidade degradada.
Nas veias do mundo, o veneno é o elixir,
O grito do abismo é a minha canção.
Na decadência, encontro o porquê existir,
Na inversão do sentido, a busca pela razão.
Assim, no avesso da vida, sigo meu destino,
Encontrando na negação, meu caminho divino.
“ Eu não posso me perder.
Eu não posso me perder
mesmo contra o tempo
em busca do saber
decifrando tal sentimento
Eu não posso me perder
ainda que longe do mar
prestes a me afogar de amar
pesando oque queria dizer
Eu não posso me perder
no teu olhar, o mais belo que ja vi
me lembra o único caminho
que planejei pra nós, hawaii.
Eu não posso me perder
transmutando oque me consome,
e assim será até o alvorecer
em que
te explico o plano
e a gente some.
Versos da Alma Inquieta
Nesse emaranhado de palavras e versos,
Desliza a alma em busca da verdade,
É como se fosse um sopro, um universo,
Que brota do âmago da humanidade.
Como um eco das vozes que já se foram,
Mas que ainda ressoam em nossas mentes,
Assim são os versos que surgem agora,
Em um canto que vem do mais profundo da gente.
Sou um poeta que vive em contradição,
Entre o eu que sou e o eu que não conheço,
Buscando a luz que me guie na escuridão,
A me libertar do que sou e do que esqueço.
Minha poesia é um mistério sem fim,
Que tenta decifrar a existência humana,
Com o poder de uma mente além do comum,
E a sensibilidade de uma alma profana.
Revelam-se ideias, palavras e rimas,
Na poesia que brota de minha mente,
Em versos que ecoam como sinas,
Da vida que se esconde, indecente.
São suspiros de um coração inquieto,
Que busca nas palavras a verdade,
E encontra no verso um mundo completo,
Onde a alma encontra a sua liberdade.
Assim, as linhas se cruzam e se entrelaçam,
Numa dança suave e envolvente,
Que aos poucos o mundo em poesia transforma,
E a vida se torna mais bela e comovente.
Na profundeza obscura do meu ser
Habitam angústias e desejos sem fim
Em busca de algo que eu possa conter
E dar um sentido ao que sou e ao que vim
GRITO
Há feridas dentro de mim, invisíveis mas vivas, que sangram em silêncio. Elas tingem a minha alma de uma cor cinzenta, um vazio que ecoa como um abismo sem fim. Sinto-me aprisionada por minha própria existência, como uma linha frágil, prestes a romper, suspensa sobre um abismo. Observo aqueles que celebram a vida, e me pergunto: "O que eles têm que eu não tenho?"
Minha autoestima é um fio tênue, quase rompido, e o mundo parece ter se esquecido de que eu também sou feita de carne e osso. Eu não me encaixo nos moldes sociais, nas métricas de beleza e sucesso que nos são impostas desde o berço. Meu corpo é grande, mas o meu coração também é. E nele, apesar de tudo, ainda ressoa uma canção silenciosa de amor.
Vivo arrastando-me pelos dias, como quem carrega o peso do mundo nos ombros. Noite após noite, meus pensamentos são uma maratona sem fim, correndo freneticamente em busca de uma resposta, de um motivo para continuar. Ainda assim, nunca desisto. Agarro-me à vida como quem se segura à última corda de um precipício.
É nesses momentos, quando o silêncio ensurdecedor toma conta de mim, que pego minha caneta e deixo que ela deslize pelo papel, como um grito mudo. Escrevo não apenas com tinta, mas com a essência do meu ser, com toda a força e vulnerabilidade que habitam dentro de mim. A caneta é a extensão da minha voz, e o papel, o único ouvinte de minha alma.
Nesse instante, faço do meu grito um poema, uma sinfonia silenciosa que ecoa nas páginas em branco. E, mesmo em minha solidão, em meu isolamento autoimposto, eu sinto como se alguém, em algum lugar, pudesse ouvir a minha dor.
TARDE FRIA E CHUVOSA
Há dias em que a saudade dói mais que o habitual; é como se o meu coração estivesse prestes a explodir.
Olhos pesados vertem lágrimas que molham meu rosto, e um vazio imenso toma conta do meu ser.
O dia se arrasta e torna-se uma eternidade; é um dia frio, como aquela tarde em que o perdi.
A saliva desce pela minha garganta como se fossem pedras; sobrevivo, conto os dias, horas e minutos para que se encerre esse sofrimento.
Existe uma nuvem escura que constantemente me persegue: a ansiedade.
Se não fossem os laços de vida que me dão força e alegria, já teria me rendido ao vazio de uma solidão interna que se externaliza ao despertar de cada dia.
Imploro a Deus por forças para viver um dia de cada vez, para que meu coração desacelere um pouco e não pule para fora do meu corpo.
Quem me lê talvez não consiga mensurar minha dor e, por vezes, isso causa angústia e sentimento de impotência.
Meu sangue corre frio pelas minhas veias; meu corpo enfraquece, e a melancolia me abraça e aperta tão forte a ponto de me deixar sem ar, enquanto tento respirar fundo e expirar para que meu corpo volte ao normal.
Nessa tarde fria e chuvosa, sinto-me impelida a escrever; eternizo nas linhas sem fim os meus lamentos; talvez um dia alguém leia e se identifique e entenda que escrever é a melhor forma de gritar sem ninguém ouvir sua voz, e que nós somos os protagonistas da nossa própria história de vida, lutando e deixando sementes em forma de lições em todo caminho percorrido.
Qualquer pessoa pode ser poeta... Basta que, se deixe levar pelo encanto poético da vida.
Que saiba absorver do universo toda graça e harmonia;
Não é necessário que escreva,
Mas, que veja em tudo magia...
Que se permita obter alegria em cada acontecimento.
Para ser poeta, apenas requer que se viva em função de uma fantasia,
Essa, que é dormir e acordar todos os dias, com um sorriso, num gesto de amor e poesia.
Dor
Sinto que minha força esgotou-se
Rompeu-se as amarras e fui ao chão
Queria caminhar nas ruas em escuridão
Fugir da excruciante dor, de seus açoites
Ainda que eu mergulhe em alto mar
Rapidamente ela me seguiria
Lá no fundo me dominaria
Ela sempre vai me encontrar..
As provações nos rasgam por dentro
Comprimem com força o coração
Causando um caos, e a solidão
Acelera drasticamente batimentos
Sentimentos de impotência e inutilidade
As mãos não alcançam, nada a fazer
Só Deus sabe o que irá acontecer
Resta confiarmos nele de verdade.
Lucélia Santos
Cálice
Sem teus beijos quase morro de amor
Beberia do cálice proibido
Sem ver-te, seguir não consigo
É um castigo suportar tamanha dor
Se ei de desfalecer, que seja em teus braços
Ao deitar-me, minha alma grita de angústia
Tão melancólica, sussurro a nossa música
Em meu peito abriu-se um buraco..
Esse amor é fogo e flameja em mim
Viver sem ti, eu não suportaria
Fui tragada pelas chamas da paixão que vivia
Mergulhei no mar para delongar meu fim
Nessas águas, a minha dor clama e retorce
Um ser, diante de um cálice, solitária e selvagem
Se teu amor, minha tristeza afugentasse !
Sigo faminta da tua voz e do teu olhar que me envolve.
Lucélia Santos
Sociedade Poética
Feliz de ti, oh homem desejado!
Que ao ser amado por uma poeta, tu nunca morrerá
Pois em seus versos ela o eternizará
Falarão de ti e por toda vida serás lembrado
O amor a consome em total insanidade
Ainda que sangre seu coração, e seja quebrado
Tu jamais morrerás afogado
Pois sem ti, ela não respira de verdade
Quem faz poesia doa fôlego de vida
Ergue uma alma flagelada
Aquece corações e alivia a carga pesada
Converte trevas em paisagem florida
Sociedade Poética invencível, que sabe amar
Inspirações ardem como labaredas
Perscrutam as entrelinhas do mundo, na certeza
Que uma centelha de luz encontrará.
Lucélia Santos
Na vida:
a mudança é inevitável;
a perda é irremediável;
a felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo.
Resiliência é a única ação que temos, para caminhar nas nuances que a vida nos dá.
O luto é preciso, e, cada um - individualmente - saberá como passar por esse processo!
Talvez você seja o beco mais escuro que eu já me aventurei. O mais gélido, profundo e promissor. No escuro, não podemos confiar no que vemos, pois alucinações são as únicas coisas que os olhos podem nos proporcionar. A única coisa que eu tenho certeza é que meus sentimentos sempre foram mais aguçados e confiáveis quando me sentia cega.
Um apocalipse de sensações, um furacão que carrega consigo uma tempestade, um mar calmo na superfície e turbulento no interior.
A confusão me atrai, mas também é boa em me trair.
Você vai ser minha salvação ou minha destruição, mas não será apenas mais um. Eu precisava disso , um motivo para continuar ou desistir, tudo andava muito vago. As ruas tinham as mesmas vielas, tudo tão repetitivo quanto um CD que não funciona igual devia.
Me quebre, me reconstrua, mas continue ao meu lado.
Preciso de algo não superficial, algo eterno. Uma felicidade turbulenta mas indestrutível, que mesmo no escuro vai estar comigo
Tempo
Nada.
Meus filhos nunca quiseram nada.
Tudo.
Meus filhos sempre quiseram tudo;
E eu não sabia.
Havia.
Havia uma chance nova à cada dia.
Houveram.
Houveram "revanches", como às chamo ao lembrar-me;
Mas às desperdicei como quem desperdiça a vida milésimo a milésimo de segundo.
Queria.
Do meu âmago eu realmente queria,
Abster-me de todo o lucro que obtive em vida para saciar a fome de presença que meus filhos desejavam;
Queria de fato, agora inapto, ter visto seus olhos lacrimejantes e sentir o peso do mundo sobre minhas costas, ouvir seus soluços solitários em seus quartos e compreender minha falha.
Busquei?
Não, eu não busquei as respostas ou melhor,
Não fiz as perguntas certas;
O preço da ausência muitas das vezes se manifesta de forma abstrata e até incolor.
O preço da ambição desmedida,
É o fim do amor...
Tudo o que eles ansiavam tinha um nome: Tempo.
Cernes
As rosas deixaram sua pétalas caírem antes da hora,
Agora tudo que lhe restou foram os espinhos.
Longe do ninho passarinhos até sobrevivem,
Por um tempo;
Mas em demasiada ausência, rompem o elo com a vida
E partem rumo ao cemitério dos cânticos.
Meninos são homens camuflados e excluídos de seus sonhos e sentimentos;
Homens são meninos e só descobrem quando não há mais tempo...
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