Textos sobre Medo
Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.
Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.
Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.
Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.
Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.
Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.
Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.
Tenho medo. O que mais sinto dentro de mim é medo. Das maiores até as menores coisas do mundo. Porém, me enxergo como uma pessoa mais valente e corajosa do que quem se diz ser. A razão disso é porque enquanto sinto estes medos paralisantes eu apenas vou e faço o que precisa ser feito. Enquanto os "corajosos" paralizam.
Eu, o medroso sou o verdadeiro corajoso.
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
O Pai
Deus não fala comigo
nem uma palavrinha das que sussurra aos santos.
Sabe que tenho medo e, se o fizesse,
como um aborígine coberto de amuletos
sacrificaria aos estalidos da mata;
não me tirasse a vida um tal terror.
A seus afagos não sei como agradecer,
beija-flor que entra na tenda,
flor que sob meus olhos desabrocha,
três rolinhas imóveis sobre o muro
e uma alegria súbita,
gozo no espírito estremecendo a carne.
Mesmo depois de velha me trata como filhinha.
De tempestades, só mostra o começo e o fim.
Já não tenho o mesmo medo de mudar esperando o amanhã que revele minhas intenções de certo sentimento que se solidifica em meu coração;
Sei que posso ser mais que feliz sem precisar me entregar ao fracasso, pois minhas lutas me darão vitórias que não serão em vão;
Me sinto tão estranho nessa confusão que meu coração se move com pequena destreza para com a vida que retribui com impossibilidades de encontrar a felicidade;
Não tenho medo da morte
Da fome, da estupidez ou do frio
Destas coisas eu sempre me esquivei
Porquanto, a solução pra todas elas
Podem ser encontradas por mim
Meu medo é não saber achar
Aquelas coisas que independem
da boa vontade da gente
Pois, sem elas
Tudo mais não tem valor algum
E sem elas não se vive uma vida
Sobrevive-se somente
Engole-se diariamente
O gosto amargo das desilusões
O peso da carga que advém
Resultantes do desdém
e da maldade alheia
Não tenho medo de parar meu coração
Eu tenho medo de não conseguir
Estancar o corte ou espantar a dor
Se porventura alguém a quem amar
Me pedir pra curar um corte em seu dedo
Não tenho medo de perder
Nada daquilo
Que novamente vai brotar
Eu tenho medo pelas coisas singulares
Coisa que não se conta
Não se recria, depois que se desmonta
Incomparáveis, sui generis
Coisas sem par
Tudo que eu preciso
é de um singelo sorriso
Não peço ao vento que me traga
Me diga onde está
Que eu vou buscar
Edson Ricardo Paiva
Se me aparecesse um gênio agora e me falasse que eu tenho direito a apenas um pedido, sem medo de errar, Eu pediria você para mim, muitos pediriam dinheiro, outros pediriam poder e alguns pediriam fama, mas para mim o dinheiro sem você não tem valor, O Poder Sem você não tem efeito e a fama Sem você não tem glamour, mas tendo você todas as demais opções não passam de Meros detalhes.
Daltro
Medo
Meu Jesus Cristo! Eu tenho medo de não saber fazer a tua vontade! Prepara-me para isso! Pois eu compreendo que para fazer a tua vontade, é necessário sofrer de verdade! Pois como tu sofreste, os que te amam, têm também de sofrer. Isto porque não somos do mundo. Por isso o mundo nos persegue.
Ajuda-me a sofrer por ti! Ou mesmo a morrer por amor de ti! Prepara-me para ser capaz de efectuar o meu caminho! Para efetuar o propósito que tens para mim! Eu acredito que se me deres porção dobrada do teu Espírito, eu jamais terei qualquer medo. Naquilo que queres que eu faça, sê comigo! E assim eu jamais falharei! Amém!
Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.
Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.
Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.
Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.
Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.
Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.
Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.
E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.
Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.
Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.
Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.
De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.
Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:
“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”
E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.
Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.
Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.
Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.
E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”
Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.
Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.
Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.
Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.
Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.
Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.
"Se eu tenho medo? Claro que sim! Só que, comigo (e quase sempre) meu medo é como medo que tenho de viagens de avião: tenho medo, mas enfrento... Ou teria perdido tantas coisas boas! Sou Ah-sim!"
Texto Meu 0989, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
1595
"Outro Medo que dizem que eu tenho é o de Avião. Medo de Avião, dizem que tenho. Mas não é Medo e muito menos de Avião. Adoro Aviões, Aeronáutica e tudo relacionado.
Eu tenho é Ansiedade de Voar de Avião, o que é diferente de Medo! Mesmo assim enfrento. Então, não é Medo, desculpem Meus Biógrafos e Meus Analistas!"
Se a barata soubesse o medo que eu tenho dela, ela me assaltava e levava tudo de casa, mas mostrar poder faz ela correr. É assim também com as pessoas, enquanto se escondem os medos e as fraquezas, elas não sabem como te atacar. Embora algumas baratas saibam nos surpreender, ainda assim algumas pessoas tem o poder de serem piores que as mesmas.
Ta faltando AMOR, e sobrando gente ruim!
Eu tenho medo de me encantar novamente, de apaixonar-me, de sentir frio na barriga, de suar intensamente minhas mãos, de desejar ter alguém ao meu lado a qualquer hora e em qualquer circunstância da vida. O sentimento não correspondido e a escassez do amor no mundo em que vivemos, acabam por nos isolar e deixar-nos mais sensíveis a tudo que se relacione ao amor.
Como amamos tanto é ridículo saber que existem aqueles que tratam esse tão valioso sentimento sem importância, com tanto desprezo. É tão doído também chegar a imaginar que esse sentimento não será recíproco, que podemos amar sozinhos. Eu me pego a refletir sobre os efeitos que isso pode nos causar e até onde chegarão àqueles que possuem o ato de amar verdadeiramente junto a sua essência.
Quando amamos e não somos correspondidos o sofrimento começa a ser frequente nos nossos dias, o que direta ou indiretamente proporciona-nos um amadurecimento gigantesco, que nenhum momento feliz é capaz de realizar.
Queria que quando atingíssemos esse patamar de amadurecimento, nos fosse tirado essa etapa da vida, que persiste em repetir-se e acaba por despedaçar nossos corações. Ou até mesmo, vivendo em um mundo mágico, coisas que só quem ama de verdade consegue exercer, descobrir um antídoto capaz de exterminar toda essa dor.
É eu tenho medo de amar, porque eu sei que eu vou acabar sofrendo, porque eu sei, que hoje em dia ninguém valoriza mais isso.
Mais eu não vou deixar de amar, mesmo sabendo que eu vou sofrer no final, ou talvez eu não sofra.
Você já pensou em quantas, inúmeras vezes, teve a oportunidade de ser feliz e nem se quer olhou para isso ou pensou nisso.
Pois é estamos tão cegos atrás do amor, que nem percebemos que ele está ao nosso lado, só esperando para ser visto!
Não tenho medo da morte da decepção e da saudade, o que me assusta é a vida a confiança e a presença.
Entenderei sempre a morte como um complemento da vida, uma consequência daqueles que viveram, é este viver que me assusta, é durante a vida que definimos quem somos, deixamos nossas marcas e são essas marcas que me assombram, os erros em vida ficaram marcados “e depois da morte, nunca mais cometerei erros”.
Além das aparências...
É isso que sou! Sou forte, sou fraco, tenho medo...
Medo de amar, de sofrer, de descobrir que amo alguém que não me ama. Medo de me perder em meu próprio mundo e descobrir que meu mundo é você.
Quem sou eu?
Não sei! Só sei que sou um personagem central de uma história...
História sem começo e nem fim, uma história sem sentido, que falta apenas um trecho para ganhar vida e fazer sentido. Falta você!
Mas quem é você?
Não sei! Só sei que é o lado bom de mim, que faz de mim um sonhador, um alguém forte, uma pessoa sem medo, um alguém além das aparências...
Eu tenho saudades.
Dele ?
Não, de mim. Daquela menina que eu era, que não tinha medo de se apaixonar, de mostrar os sentimentos, de amar. De não ligar para o que os outros pensavam ou não ouvir muito as opiniões alheias quando eu realmente gostava de alguém, aquela que acreditava, sabe. Ele me ensinou a desconfiar, a ter raiva, a sofrer, a me condenar, me culpar, me ensinou a não poder confiar em ninguém, me ensinou coisas que as vezes eu gostaria de não ter aprendido, ou vivido. Mas se não fosse com ele talvez fosse com outro. Eu tinha que aprender, não é mesmo ? É uma pena. Já que ele mesmo me ensinou a amar, talvez ele nem sabendo como é que seja isso, me ensinou a dar valor, mesmo ele nem dando tanto, me ensinou a se importar e se preocupar cada vez mais, mesmo que as vezes ele esquecesse de fazer isso... Ao menos eu aprendi.
Meu Senhor, sei que não sou nada diante de ti, que sou pecador, sou fraco, tenho medo,sozinho eu não posso mais, preciso da tua força, preciso da tua unção fazei que possamos sentir seu amor e que todas nossas mascaras possam cair por terra Senhor eu quero amar, não como o mundo ensina no eros, mais amar como o Senhor amou, no ágape,ter olhar amoroso assim como o Senhor teve compaixão no encontro com a mulher adultera, lhe curando
não pelo julgamento, mais sim pelo amor, e em momento algum lembrando do seu passado, mais sim do que seria capaz de fazer a partir do seu presente.
Senhor eu quero aprender a não julgar os meus irmãos, pois também sou pecador e preciso da sua misericórdia, do seu perdão, da-me Senhor um coração puro e sincero, sem rancor, sem magoas, sem ressentimentos.
da-me Senhor uma vida nova, onde eu possa continuar a lhe servir de todo coração, onde eu possa habitar nesse santo lugar que é o seu coração misericordioso.
Protejei-me das tentações do mundo, e das ciladas que ele nos oferece, fazei que eu possa buscar minhas respostas em ti Senhor somente em ti, não deixe que o encardido me aconselhe coisas vas, pois é mau o que ele me oferece,
não deixe que ele aja através de pessoas e de momentos para me seduzir, Senhor proteje-me, salva-me Senhor, fortaleça meu coração ferido, machucado, destruído, reconstrói Senhor esse coração e junte os pedaços e da-me um novo coração que eu possa perdoar meus irmãos na sua verdade e que eu possa amar assim como o Senhor nos amou, quero ser sua imagem e semelhança seu discípulo amado e professar a minha fé em todos os lugares e em todos os momentos, e onde quer que eu esteja que esteja contigo e a teu serviço.
Amém
