Textos para Mãe Morta

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Morta. Sem você.

E depois de todos esses meses eu continuo com a tua lembrança dentro de mim. Depois de todas essas idas e vindas, tanto tuas como minhas, eu ainda não ti esqueci. Continuo a lembrar-me das nossas conversas, das nossas raras risadas, do teu jeito de me acalentar, da tua maneira romântica de arrumar o meu cabelo.
Definitivamente, me pareces tão distante. Tão longe, cada vez mais profundo. Já faz um tempo que o teu rosto sério me entristece, a tua dura maneira de encarar a vida, tão diferente de mim, me deixa tão sem coragem de tentar. Eu sempre soube que um dia acabaria só que acabou mais cedo do que eu pretendia.
Há tantos meses não conversamos, e eu ainda não superei a dor da minha solidão, a minha mão longe da tua. Os teus cabelos anelados nunca mais foram os mesmos, os teus olhos nunca mais se revelaram com os meus. Alguma coisa mudou, tudo mudou. E agora, estou sozinha, ou melhor, sem você.
Perdi a droga e meu vicio me condena. Posso me considerar morta.

SENTIMENTOS

Vivo nas sombras, não sei o que pensar.
Sou parecida com uma árvore, morta e sem vida.
Os variados galhos secos mostram minhas dores escondidas em meus olhos.
Só eu sei da minha dor.
Só eu sei da minha tristeza.
E mesmo ardendo por dentro,
Eu sei como dói lembrar
De algo que poderia ter sido e não foi...
Não consigo sentir mais nada, pois essa tristeza me cala.
Talvez amanhã eu acorde alegre
E me liberte dessa tristeza que em mim se faz presente,
Minha alma senta na calçada
E meu coração chora.
Olho as poças de lágrimas que eu mesma criei.
Ontem eu chorei antes de dormir,
Eu estava triste e deprimida
Briguei com meus pensamentos
Estava pensando sem parar,
Não julgo o dia por amanhecer chorando, até porque hoje eu amanheci chovendo.

⁠Não acredite em gente morta.
Morta de espirito,
Morta de atitudes,
Morta em vida com propósitos e meta baseado em sua não conquistas.
...quando estes veem lhes falar daquele tudo que classificam de ``Bom e Mal´´, só porque não lhes trouxeram melhorias que queriam e assim julgam que será assim pro outro.
Todos os acontecimentos são episódios os quais chamam de convenções pra que saiamos dessa caverna escura tal qual mencionou Platão, quando vemos tudo tal qual feito um aprendizado.
... só ai daremos cada ser o seu salto quântico. Pois quando deixamos de lado o obvio enxergamos que tudo foi contraponto e perspectivas, possibilidades.

Me sinto viva. Me sinto morta. Eu sinto, e não sinto. Eu quero estar bem, eu quero estar viva, mas já estou morta há tempos. A vida me fez morta. A vida me enganou hoje de manhã novamente com suas belas palavras e sua voz doce como um bombom: "Hoje, hoje mesmo, você vai sorrir verdadeiramente.". Mentirosa! A vida me matou porque de manhã sua voz encantadora a noite se torna uma voz amedrontadora. A vida me machucou e me ensinou a não sorrir; ela é má.
Ela me abraça, mas me joga de um penhasco. Ela é colorida, mas em uma tintura desgastada. Vida que me ama, ou vida que me despreza? Felicidade passou por aqui, disse oi e foi embora, deixando sua máscara sorridente comigo, e uma carta: "Sorria, você está sendo observado.".

Odeio sentir.
Não se faz mais como peso, me considerando já morta mentalmente, mas então, por que ainda dói? Então, por que ainda incomoda?
De fato, não consigo fugir da vida e suas surpresas. Que ironia sentir tudo isso novamente despencando sobre mim em forma de culpa, fracasso, perda de tempo. De que me adianta correr e correr, apenas para despertar de mais um sonho.
Quando vou poder ir além?
Como me fazes te amar e te odiar ao mesmo tempo?
Vida, tu me limitas à morte, o maior segredo jamais desvendado e revelado entre todo o ser vivente. No entanto, me proporcionas paixão infinita pelas inúmeras e belíssimas coisas que só tu podes fazer. Como podem as palavras "paixão" e "limite" coexistir, juntas em uma só escrita, e ainda, escrita minha!?
Resumindo: vida.
Odeio limites, mas tu me fazes vê-los pela primeira vez não como ameaças ou desafios, e sim como um lembrete: de que, se ainda falta olhar, talvez até mesmo procurar.
A verdade que minha mente se recusa a ouvir, é que sempre haverá algo que vale a pena viver para ver.

⁠JUVENTUDE
Chorei por você como morta para tira- la do coração
E rio...
Mas não mais como uma vez.
Engano a minha recordação, Feita de pouca honra... Procuro a minha realidade.
Com corpos sem nomes Disso saboreio a ilusão.
Sepultei aquele eu Matei aquele orgulho.
Hoje , de vez em quando, presenteio-me um mestre...

⁠Cortejo fúnebre
(À esperança morta!)

Minha esperança de viver
Com o anjo da minha vida
Se foi, em mim a ferida
Ficará.... Até eu morrer
Ela está oculta, sem ver
Meu coração, não há ida
Só volto sem adeus, partida
Partes do meu ser a sofrer

No leito do caixão, esperança
Dorme.... Será? Um dia renascerá?
Trago-lhe rosas brancas, verá...
É como a cor de sua pele, branca
Tua pureza, inocência de criança
A minha paz é junto a ti, primavera
Quero o perdão do seu amor, se tivera
O meu amor estará em minha lembrança

Trago-lhe rosas azuis, cor do mar
Não quero perder tua amizade
Em ti coloco minha fidelidade
Lembro-me do brilho do teu olhar
Puros olhos azuis, feitos para amar
A minha confiança em tua integridade
E a harmonia que no meu peito invade
É o céu, o paraíso, vivo a suplicar

Trago-lhe rosas cor-de-rosa
Contemplando a tua beleza
Eu sinto tua delicadeza
Em tua presença amorosa
Teu corpo esbelto, és formosa
E tua juventude é realeza
Da mais bela nobreza
Em tuas bochechas rosadas, airosa

Trago-lhe rosas vermelhas
Cor de teus belos lábios
Teus pensamentos são sábios
Teus lábios de mel, sou abelhas
Que ficam a pousar-te centelhas
De paixão por teus anseios
Da fertilidade de teus seios
A fidelidade do meu amor, abelhas...

Trago-lhe rosas negras
Por esta separação, tristeza
Meu coração noturno, nobreza
Se mantêm firme nas regras
Queria estar ao teu lado, deveras
Juntos até a morte, certeza
Que a sorte seja a natureza
Pétalas coloridas e não alvinegras

Trago-lhe rosas verdes, esperança
Voltes a ser atuante em minha vida
O dinheiro não compra o amor, é devida
A sorte do equilíbrio de nossa dança
Na valsa da prosperidade, temperança
O descanso da juventude vivida
É crescimento do filho da grávida
Do parto a sorte, teu amor ter herança

Quem será teu filho futuro?
Agora és noiva de outro sortudo
Tua felicidade para mim é tudo
Respeito-te a decisão, é duro...
Aceitar.... Mas aceito e vivo no escuro
Adeus.... Infelizmente, contudo...
Tua felicidade a mim é tudo, sobretudo
A tua luz em meio a este cortejo fúnebre obscuro!

A árvore morta

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.

Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.

Então ele disse:

- Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.

Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:

- Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

Por que é tão difícil ser amada?
Será que sou muito feia?
Será que minha alma está morta?
Será que me falta sabedoria?
Será que minha cara é torta?
Eu queria ser amada de verdade
por uma pessoa que me amasse sem motivo
que o amor fosse tão forte que se tornasse inexplicável.
estou realmente triste
porque o amor, para mim, é uma coisa inalcançável.

Niño Muerto — Criança Morta
Matei um menino esses dias.
Ele ainda morava em mim.
Dormia no fundo dos planos,
nas promessas, nos enganos,
nos romances inventados
e nos sonhos exagerados
que eu chamava de futuro
pra não encarar o escuro
de aceitar que certas coisas
já nasceram sem durar.
O menino acreditava.
Esse foi seu maior pecado.
Achava que olhar bonito
era destino traçado.
Que silêncio era mistério,
não desinteresse calado.
Transformava migalha em festa,
fantasia em manifesto,
e qualquer toque pequeno
virava algo colossal.
Criava palácio em fumaça,
fazia altar de ameaça,
e chamava de “conexão”
o que era solidão
com maquiagem emocional.
Foi longe sustentando.
Nossa… como foi longe.
Carregou ausência no peito
como quem carrega medalha.
Defendeu gente vazia
em discussão, em batalha.
Mentiu pra si tantas vezes
que a mentira virou casa.
E toda ilusão alimentada
crescia igual incêndio em brasa.
Porque a idealização
é bonita no começo:
ela te veste de rei
mesmo afundado no avesso.
Te dá gosto de epopeia,
transforma carência em ceia,
faz o abismo parecer
só mais um caminho estreito.
Até que a realidade chega.
E ela chega sem poesia.
Sem música.
Sem fotografia bonita.
Chega igual água fria
invadindo quarto vazio.
Mostrando que o “pra sempre”
às vezes dura um desvio.
Que o amor que você jurava
era só necessidade.
Que metade da esperança
era medo da verdade.
Então o menino morreu.
Não com sangue.
Nem com grito.
Morreu quieto.
Sentado na beira da cama
olhando tudo aquilo
que ele chamou de destino
virar só mais uma lembrança
mal enterrada no caminho.
E o homem que ficou
aprendeu uma coisa amarga:
Quanto mais distante o sonho,
mais pesada fica a carga.
Porque toda fantasia
que a razão não desafia
uma hora cobra juros
com violência e ironia.
Hoje eu caminho mais seco.
Menos céu.
Menos excesso.
Porque crescer, às vezes,
não é ganhar maturidade.
É só descobrir
que a realidade
sempre encontra
a idealização escondida…
e termina o serviço
que a vida começou na ida.

A Água Morta


O barco rompe a corda desgastada,
Deixando o cais de espelho raso e frio,
Onde a maré mascara o seu vazio,
E a superfície brilha, imaculada.


Que importa a onda plácida e dourada,
Se não há poço, abismo ou desafio?
O mastro forte exige o mar bravio,
E foge à poça rasa e disfarçada.


É triste, sim, romper a corda gasta,
E ver o cais sumir no nevoeiro,
Sentindo o golpe seco que recorta;


Mas muito mais cruel, e que devasta,
É definhar no fútil estaleiro,
Ancoradouro raso de água morta.

Noite quase morta


Da noite quase morta
Surgem sombras quase vivas...
Povoam a noite...
Sempre há tanto escondido nas sombras da noite.
Tic... tac tic... tac
O tempo passa...
Noite noturna, soturna... melancólica e perfeita.
O escuro tenebroso, denso, se afasta.
Tic...tac tic... tac
Num clarão, a noite é desfeita.
Morre a noite...
Noite, tua escuridão não mais importa.
“O córrego chora.”... Vela, a noite morta!


Rosangela Calza

A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.


Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.


Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.


Então, ela sempre retornava.

Mamãe
Você está morta há 27 anos agora
E eu preciso te dizer
Que eu não sou mais o velho Aldo
Que você costumava conhecer
Também você costumava dizer que
Eu não era totalmente adulto
Mas todo dia, quando eu
Ouvia
Você dizendo isso
Meus sentimentos ficavam muito magoados
E eu também ficava muito chateado
Eu já era um homem naquela época
Você não me deixava ter
Amigos
Você também costumava me dizer
Que eu não sabia me socializar
Com as pessoas
Mas você também nunca me deixou
Ter
Liberdade na minha vida
Mamãe
Hoje, se você estivesse aqui
Para ver o Aldo maduro
Que eu me tornei
Hoje eu tenho 58 anos
Mamãe
E também tenho muita
Liberdade
Na minha vida
Eu simplesmente amo que você esteja
Morta
Porque assim eu posso ter minha
Vida
E ser maduro
Também você odiava tanto
Minha poesia
Mas hoje estou escrevendo poemas
Há 27 anos
E nunca vou parar de
Escrever
Poemas porque é terapia
Para mim
Mamãe
Eu ainda tenho minha vida aqui
Na Terra
E tenho bons amigos
Que me apoiam
No meu dia a dia
Mamãe
Espero que você esteja descansando
No céu
Mamãe
No dia em que eu morrer, irei
Para o céu
E lá estaremos
Reunidos novamente

⁠" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"

Na sombras a poesia está morta.
Seria simplório a música encanto da minha vida...
Então são metáforas de um sentimento...
Exposição da carne nua crua comida pelo corvo...
O corvo é preso pelo delito de comer...
Nas sombras o assassino se vangloria...
Seus caminhos são expostos pela lucidez..
Ar sombrio engana de madrugada...
Espinhos da rosa morta são belas...
Num suposto telema apenas olhares num estante vazio.
O glamour do pos morte na mesma palidez observa que o brilho do luar.
Sois antro perdido de alegrias e tristeza pois declínio do silêncio é o algoz do silêncio.
Tal conciliação atroz sentimento o fruto do esquecimento.
Embora seja maravilhoso o renascer do amanhecer,
Como amantes cansados espera o entardecer do dia para acordar e contemplar as trevas do anoitecer.

⁠FOLHA MORTA

Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?

A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.

Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.

Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.

EIS A FRIA.

Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.

As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.

Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?

Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.

E será ela, agora, o deslumbre do universo?

Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.

Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.

MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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A Borboleta


Coitada da Borboleta!
Encontrada morta na
parada de ônibus.
Linda de cor marrom
bolinhas azuis e laranjas!
Borboleta bonita sem sorte...
Seu destino poderia
ter sido outro.
Se estivesse passeando entre
jardins e flores
poderia ter recebido
outra sorte.
Enfim, morreu a borboleta Marrom!

Inserida por adaildianaalves