Textos para Mãe Morta
Mais um outono chegou, o primeiro sem ela. Nossa mãe, que hoje faria anos... Infelizmente, ela não está mais entre nós. Quem dera fosse apenas por uma estação! Assim como as folhas, as pessoas se vão e você partiu para não mais voltar… isso é tão definitivo, o que faz doer ainda mais. Para nós, o que resta são os momentos vividos ao seu lado que nunca serão esquecidos...
"Mesmo reconhecendo a importância que minha mãe tivera para mim, eu ainda não estava em total harmonia com ela. Sobretudo ao chegar à idade avançada, muitas vezes sentia-me invadido pela tristeza e pelo abandono quando pensava que meu irmão devia ter sido o filho preferido dela. Em um sábado, poucas semanas antes do meu aniversário de 92 anos, fui novamente acometido por esse sentimento. Então, Sophie me disse: "Venha, vamos constelar isso". Ela e uma amiga que estava nos visitando entraram na constelação como representantes, e mais tarde fui inserido. A realidade veio à tona, e senti o grande amor que minha mãe sempre tivera por mim. Sim, esse amor sempre estivera presente, assim como meu amor por ela. Desde essa experiência, minha alma se encheu de uma paz profunda. O que isso nos mostra? Que até mesmo com quase 100 anos ainda permanecemos crianças; que até mesmo para um quase centenário o relacionamento com a mãe é decisivo para o bem-estar da alma. A importância da mãe para nossa vida é incrivelmente grande. Onde começa, então, nossa alegria com nosso próprio ser? Ela começa com a alegria que sentimos com nossos pais." Bert Hellinger
"Todo Dia é Dia". de que ? De provar pra sua mãe que Vce é o filho(a) que ela sempre sonhou, que Vce é capaz do cargo que lhe foi confiado no seu emprego. Pros seus amigos (a) que lhe confiaram um segredo. E de Provar pra Deus que você merece sua misericórdia e seu Perdão. Porque a vida é assim; só lembramos de Deus no Fim.
Como dói o coração de uma mãe magoada com a filha. Dói tanto, mas tanto. Mas mãe é mãe. A gente sempre é capaz de perdoar nossos filhos. E a gente segue amando incondicionalmente. Mas, mesmo depois do perdão, tem certas feridas que o coração não consegue apagar, não importa quanto tempo passe.
Se, apesar disso, ela casar-se por acaso, seu casamento serve apenas para livrar-se da mãe ou então o destino lhe impinge um marido com traços de caráter semelhantes ao da mãe. Todos os processos e necessidades instintivos encontram dificuldades inesperadas; a sexualidade não funciona ou os filhos não são bem-vindos, ou os deveres maternos lhe parecem insuportáveis, ou ainda as exigências da vida conjugal são recebidas com irritação e impaciência. De certa forma, tudo isso não pertence às realidades essenciais da vida, uma vez que seu fim último é constituído unicamente pela defesa persistente contra o poder materno. A resistência contra a mãe, enquanto uterus, manifesta-se muitas vezes através de distúrbios da menstruação, dificuldade de engravidar, horror da gravidez, hemorragias e vômitos durante a gravidez, partos prematuros, etc.
Saudade daqueles tempos que eu era só um tuquinho de gente. Que ficava com raiva porque minha mãe não deixava pegar arroz em casa, pra fazer comidinha em panelinhas. Saudade de ficar triste porque minha mãe não quis comprar aquela boneca que todo mundo tinha, ou aquela certa boneca que fazia meus olhos brilharem. E mais saudades ainda ? , De ficar suja, brincar na terra, dizer que “AMO” do coração. E sem ter vergonha de ficar suja, e sem vergonha de dizer o que eu sentia. Só que agente vai crescendo, e vai ficando bobo … E já não tem mais aquela ingenuidade que uma criança tem. Não tem mais aquele brilho nos olhos. E o que sobra, é vergonha. Saudades disso. Saudades de quando eu não dizia “Eu te amo” para qualquer um. E sim, para quem realmente sempre me amou. “Os Meus Pais”. Saudades de quando eu não tinha vergonha de falar pra eles o quanto eu os amava. O quanto eu os amo.
A vantagem de ter sido filho de pais separados é que, para sustentar a casa, minha mãe, minha heroína, nunca teve tempo suficiente para contar histórias antes de eu dormir. Lance como contos de fadas e histórias do tipo. Hoje não acredito em princesas e em 3 pedidos saídos de uma lâmpada empoeirada. Agradeço muito a ela, pois sei aonde piso e não dou mais que uma única chance.
Mãe, você se foi, se despediu com um olhar. Não precisou de palavras, eu entendi. Através desse último olhar físico, você me falou tantas coisas, demonstrou seus sentimentos, seu amor, me beijou, me abraçou apertado e eternizou nosso elo de amor além da vida. Você está no meu coração, minha vida, na minha alma. Te amo para todo Sempre, meu Amor!
Folha Morta
A manhã de outono, varrida pela ventania, anunciava o inverno que daqui a pouco chegaria, o salgueiro quase desfolhado, um estranho "Ser" parecia, já era tardinha e sua última folha caia.
Outrora verde, macia, agora, sem vida, sem cor, a última folha morta, do salgueiro se despedia, sem destino certo, levada pelos ventos, perdida entre prados e cercanias, uma nova história escreveria.
Nessa viagem que a vida é, nas breves paradas, transformada, muitas coisas viveu, a folha morta, da chuva o besouro protegeu, um casulo em sí, a lagarta teceu, com outras se juntou, o ninho da coruja se formou.
Folha morta largada ao léu, entre a terra e o céu, se fez leito pro viajante errante que sua amante deixou, amanheceu o dia, o vento que nada sabia, pra longe a levou, a folha morta, do salgueiro lembrou.
Nessas andanças, arrastada de lá pra cá, a folha morta seus pedaços, aos poucos perdia, não reclamava, ela sabia que outras vidas servia, lá no fim da tardinha, solitaria, em algum lugar se escondia.
Ela mesmo morta vivia, levada pelos ventos pra casa voltou, debaixo do salgueiro, em mil pedaços se deixou, adubando a terra, o salgueiro alimentou, na sombra frondosa sua história terminou.
Autor
Ademir de O. Lima
E da ferida necrosada, retiro a carne morta e limpo-a para que cicatrize.
Devoro os cadáveres e deixo a terra pronta para o plantio.
Adubo o solo já seco e árido, ainda que não vá ver as flores que ali brotarão.
Eis que sou como os corvos, com sua aura de morte e dor, vivendo a par da humanidade
E ficando apenas o tempo necessário para fazer o que é preciso.
Ainda que não vá comer do fruto das futuras arvores, ainda que nem chegue a pousar em seus frondosos galhos, ainda assim faço meu trabalho.
E alço voou sem nunca ter um abrigo fixo.
Fé sem obras é fé morta
Fé sem amor já é morte
Fé é do saber, consorte
Só vale onde o amor exista
Um amor sem fé vale muito
Uma fé sem amor supura
Crença que só degenera
A cura é amor resoluto
Amor esse que suporta
Amor que gera perdão
Amor que se faz na ação
Na escolha que liberta
Não quero sua fé sem amor
Não quero sua fé pedante
Não quero sua fé de morte
Fé só É quando Amor For
Assim como "a fé sem obras está morta", o conhecimento sem a sabedoria está morto; uma mente cheia de conhecimento mas sem a capacidade de raciocínio e discernimento de nada vale. Acredite em sua verdade, mas saiba porquê acredita! Defenda sua razão, mas saiba porquê a defende!
Redigindo Neurônios
O abismo mais profundo é aquele em que a pessoa se encontra sem amor, sem esperança e morta em vida. A vida se torna um cenário abstrato em preto e branco sem criatividade, sempre mendigando ar para sua pobre existência.
O colorido só é possível quando o despertar partir de dentro para fora.
Deixe a luz fazer parte de ti, olhe com mais ternura p/dentro e note que essa vida é uma oportunidade rara de corrigir as muitas falhas que possuímos.
Inspiração.
É difícil escrever sem sentir inspiração, a vontade de estar morta e a súbita tristeza que sempre ecoam em minha alma.
Decidi por diversas vezes que não me deixaria afetar tanto pelo excesso de tristeza, quanto pela falta dela. Difícil decisão.
Como posso escrever todos os sentimentos mais obscuros que eu poderia sentir, sem ao menos estar triste ou arrependida?
Não sei aonde mais devo procurar a maldita inspiração para escrever essas palavras que tanto conturbam minha mente e machucam meu coração.
Nada permanece constante, tudo está diferente.
Escreverei sobre o que? Amor? Felicidade? Amizade?
Não! Esta não seria eu.
As pessoas reclamam de se sentirem magoadas e com raiva, mas diante de toda essa mágoa a inspiração se esconde. Não há dom melhor que a superação que vem constante com esta inspiração.
Quero estar presa em algo bom, que me faça sentir viva e que ao mesmo tempo me faça pensar na probabilidade de morte. Estranho e real.
Nem todos conseguem escrever... Acham que muitas vezes se deve apenas rimar e acabam criando um conteúdo vazio e tão pouco profundo, tão menos que obscuro.
Alma, sangue, coração, mente e lembranças, é disso que um texto precisa para se tornar algo profundo.
Gostaria de saber onde se esconde minha inspiração. Atrás de qual pessoa ou decepção?
Sei que ela não foi embora, apenas te dei um tempo, te soltei por uns dias, mas já quero de volta.
Maldita parte de mim. Inspiração é uma droga.
No silêncio desta noite...
Quando o amor bateu-me à porta
Não respondi.....
Fingi-me de morta....seca sem vida
Senti... as palavras a querem fugir
Para o papel rasgado ao vento
Espinhos trocados na alma.....
Delírios de um sonho, feitos em desilusão
Confusão de tantas dores....
Entre os amores...
Lágrimas sentidas....tardes floridas
Emoções guardadas das minhas emoções
Pedaços de mim, voam para ti....
No quadro que pintamos da forma que gostamos....
Lágrimas sentidas......tardes floridas...
Por do sol.....como inspiração....
suspiro forte...desejo intenso....
Emoção irreal ....transformada em ilusão
Preciso de ti na minha loucura ....
Quando fico...sem chão.....
Quando a solidão chama-me pelo nome..
A lucidez escapa-me...no silêncio desta noite...
Quando o amor bateu-me à porta..
não respondi......fingi-me de morta....
No final não resisti a dor da solidão.!!!
somos monstros por amar
por mata ser abandonado
somente saudades morta
morrer por dentro é nada
apenas o mesmo vazio
momento os valores se vão
na imensidão é uma dor sem fim
nessa arte de ter e ser
sempre a fim, morte sem querer
vaidade puro ador, sem mais quem amou?
realidade pouca se acabou!
uma dose de bebida não muda ninguém,
apenas adormece as feridas...
se esconder do mundo pior mentira,
as trevas estão em toda parte,
nada realmente importa, pelo que se passou.
as feridas são pequenas sentinelas...
no prazer sem fim do teu amor.
UMA PESSOA MORTA
Hoje eu vi uma pessoa morta. Não sei dizer o que houve, não assisti cena alguma. Não posso dizer qual era o nome dela, suas músicas preferidas ou o seu estado civil. Sobre ela eu não tenho nenhum som, a não ser o silêncio. Mas eu olhei, olhei para aquela direção, olhei logo no momento errado. Olhei e vi aquele corpo estendido, jogado, abandonado. Multidões ao redor faziam daquela tristeza um barulho ensurdecedor. Tantos e tantos olhares curiosos, cochichos, informações pulando de língua em língua... Enquanto o seu olhar, embora fosse o motivo da confusão, permanecia estático. Estático e preso. Preso ali dentro. Preso junto às dores e gritos e risadas que ela tinha por dentro até então. E agora todos juntos a sufocavam de uma forma muito mais dolorida do que as pessoas ao redor pudessem imaginar.
Eu não sabia o nome dela; continuo não sabendo. Podia ser Clara, Estela, Carolina, Clarice... Podia ser eu, você, a mãe de um amigo, uma ex-professora. Qualquer um ali, estendido no chão, perdido e parado. Completamente imóvel da forma mais desesperadora. Com o corpo coberto, transmitindo aos passantes uma paz falsa, enquanto seus pés extremamente brancos se deitavam no asfalto. Como se desistissem, como se enfraquecessem... E apareciam por fora do pano como quem pede socorro, com alguma espécie de esperança não conhecida por nós. Gelados, se chocando contra o asfalto quente, quase que implorando para serem soltos.
E eu passei, passei de carro. Olhei por alguns segundos enquanto todos os tipos de pensamento vinham à minha cabeça... Não parei, não quis saber, não perguntei o nome dela. Para ser sincera, eu não me importei. Preferi passar, fingir que não vi. Afinal, eu não conhecia seu gosto musical, seu estado civil, nem sequer sabia seu nome. Ela não era eu, você, a mãe de um amigo ou uma ex-professora. Era só alguém, alguém que ficou pelo meio do caminho. Era só uma pessoa morta.
Açucarado são seus beijos.
Com sabor de quero mais.
Deusa mulher,monalisa.
A mais belas das mortais.
Com um corpo de serei.
Meiga e singela flor.
Por todo canto que passa.
Deixa transbordar o amor.
E um doce e raro perfume.
De toda esta tua graça.
A me matar de ciumes.
Até parece pirraça.
Que fazes pra me mostrar.
Tudo aquilo que eu já sei.
Que és a mais graciosa.
Das mulheres que eu amei.
Religião.
Aquecida no regionalismo, habituada na cultura, morta em mim.
Por vezes é abrigo da loucura.
Entre vícios, artes, violência e esportes; camufla-se na ideologia.
Envelhece jovens, amamenta velhos.
Chega-me em partes, em pedaços. Retalhos de crenças. Capto pouco. Um mosaico sem credo.
A quem pertenço? A quem blasfemo? Para quem eu canto?
Sinto-me fora.
Sou devoto da gratidão.
Noite morta
Vejo a porta tão fechada.
Madrugada
Caminha pela rua
Onde a lua esqueceu
De mostrar quem sou eu.
Tão escuro!
Me procuro num futuro
Onde a sorte
Ou a morte
Podem vir "sem querer"
Numa bomba qualquer
Sem me dar a mulher.
Mas há um bar aqui
E outro bar ali.
Eu vou pisando
O chão da solidão
Sorrindo,
Mentindo um gesto
Num manifesto
De quem não vê mais,
De quem um dia já amou demais!
E eu tomo um trago aqui,
Eu bebo um trago!
Estrago tudo
E algo muda
A madrugada vai
E a namorada
Foi bem antes
Bem amada
Em meus instantes!
- Relacionados
- Frases de filho para mãe que são verdadeiras declarações de amor
- Frases de mãe e filho que mostram uma conexão única
- Frases de Mãe para Filha
- Mensagens sobre ser pai e mãe
- Textos para mãe: declarações emocionantes que tocam o coração
- Poemas para mãe que celebram e expressam amor
- Frases para mãe com reflexões emocionantes
