Textos para Mãe Morta

Cerca de 4330 textos para Mãe Morta

⁠Morri sem ter sido morta
Estive no fundo, na escuridão
Tentei sair por uma porta
Mas parecia não haver chão

Nadei num mar de desgosto
A angustia levou a razão
Parecia que era fogo posto
O que eu tinha no coração

Há noite nem sono havia
Era só tristeza e desilusão
Se amor ainda existia
Virou apenas frustração

Uma rosa sem as pétalas
Abraçada por um espinho
Não sei se veio delas
O ódio daquele botãozinho

Tentei acabar com tudo
mas pensei em quem me ama
Por quem eu daria o mundo
Que me embalou na sua cama

Há quem diga que é depressão
Alguns dizem que isso muda
Eu acho que é como uma canção
Reproduzida por uma pessoa surda

Inserida por Rosanegra17

⁠Doce sofre em gotas...
Sensato despertar...
Natureza morta...
Deixe me entrar...
No momento mais frio...
Desejos que desdenho...
Nós sussuros ao despertar...
Apenas resquícios de uma noite..
Os devaneios...
Vestígios dos senhores da noite...
Adores no fundo do poço...
As sombras clamam...
Respirando fundo...
Gritos no silêncio....
Expor palavras...
Meros sentimentos,
Estrelas que vago num espaço vazio,
Lágrimas de sangue...
Voz que encanta a alma...

Inserida por celsonadilo

⁠Dia que persiste em amanhecer...
Na poesia morta em teus lábios frios...
Cansaço de uma paródia sem fim...
Paranóia do amanhecer...
Tão disperso sono da madrugada...
Lhe agradeço muito por existir até acordar...
Lábios que me despeço num prevê sonho...
Seria apenas o despertar para um novo momento...
Beijo sonso seco da minha alma.
Desejos sangram minhas memórias...
Tão menos que o beijos frios são as lágrimas que cobrem seu corpo para eternidade.

Inserida por celsonadilo

⁠Agora necessito de sentir algo,
Me vejo morta pelos Protetores.
Me vejo sozinha após o final da tarde chegar.
A Vida é assim, Encerrei um dia na esperança de um Amanhecer sereno...
Mas mau consegui dormir, as gotas de água caiam sobre as páginas do meu diário e o vento forte e gelado batia em meu rosto, ali podia me sentir viva apesar da tempestade que estava intensa e parecia sem fim.
E coincidêntemente lá fora começou a chover também...
Mas a tempestade de lá de fora estava mais calma...
A rua deserta e só as luzes a expulsar o breu.
Os protetores vendo a chuva fecharam a casa toda, Mesmo sabendo que aquilo me satisfazia, Até quando me prenderam? Deixe-me juntar a chuva...
Não digam que me ama...

Inserida por cutxpisyc

⁠Eu tô morta e também tô viva
Isso não faz sentido, mas quem liga? E vou vivendo, essa loucura linda, uma bagunça chamada vida, que eu esqueço e logo depois me lembro, agora desejo, depois me arrependo, e assim vou vivendo, perdida e insana, é tão bonita, viver a vida, sem direção, sem limitação, sem sentido, sem algum motivo,mas sempre sentido, sempre assim, uma loucura sem fim

Inserida por Kayka

⁠Verdades Cruéis -

Em noites triste, caladas,
quando a vida parece morta,
há silêncios pela estrada
e ninguém bate à minha porta!

Em dias floridos, com vento,
passam flores a cismar,
passa a vida, passa o tempo
e até me canso de esperar!

E eu triste vou também
com minha dor a pesar,
vai a vida a morte vem
à minha porta a chegar ...

Inserida por Eliot

⁠Ela esta morta!

Dany preferia funerais a casamento.
Ela achava mais fácil se empolgar com a cerimonia... na qual você pode se envolver sem compromisso algum.
Bom, pra preparar o meu discurso, liguei para alguns amigos para saber como a Dany era vista por quem a conheceu.
O adjetivo mais usado para defini-la foi “doida”
Agora, por outro lado, alguns ligaram para dizer que a amavam.
Sei que ela teria adorado ouvir isto.
Lembram-se de sua hospitalidade... e de sua mania de fazer experimentos culinários...
Inclusive a receita de Pato com banana, com certeza se vai com ela...
Muitos de vocês... falaram de sua capacidade de alegria.
Espero que se lembrem dela assim
E não dentro de um caixão.
Lembrem-se dela com um de seus coletes
Seus vestidos um tanto quanto... escandalosos
A mais esplêndida... plena... generosa... de coração fraco... e a mais alegre criatura que já conhecemos.
Podem querer saber como eu me lembrarei dela... o que eu achava dela?
É difícil expressar com palavras... é difícil encontrar as palavras
Parem os relógios, cortem os telefones, impeçam o cão de latir, silenciem os pianos e com um toque de tambor... tragam o caixão.
Voem em círculos os aviões... escrevendo no céu a mensagem:
ELA ESTA MORTA!
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas,
Usem as luvas pretas de algodão
Ela era meu norte... meu sul... meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio dia, minha meia noite
Minha conversa, minha canção
Pensei que o amor fosse eterno... me enganei
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem os oceanos e varram os bosques.
Pois nada mais agora faz sentido... nada mais.


(Adaptação de Cena do filme “Quatro casamentos e um funeral” por Hellon Rocha)

Inserida por vih_dah

⁠Como se morta, clama pela vida.
Como se viva, da vida reclama.
Se vê nadando por um mar de drama,
Se vê voando por um céu, perdida.

Pensa: e se a morte me apagasse a chama?
Grita: e se a vida não me for vivida?
Arranca a morte dessa vida, dama.
Mete vida nessa morte atrevida.

Chora: e se a vida pela morte clama,
Como faço para não ser ferida?
Basta que corra quando a chama inflama.
Basta que viva descomprometida.




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Inserida por Versos_Desversados

⁠Todos os dias em que oque eu mais queria era estar morta, você é quem me acorda e me faz desejar viver.
Você alivia as feridas mais profundas, as que ainda estão sangrando, as recentes que doem mais, as que me fazem chorar todas as noites, aos poucos estão se fechando, cicatrizando.
As barreiras mais grandes e inquebráveis, você me ajuda a quebrá-las. Os medos mais agonizantes você me ajuda a acalmar, você trás o equilíbrio de que eu preciso para enfrentar.
E quando minha alma grita por socorro e ninguém escuta, apenas você é capaz de silencia-la, só você consegue acalma-lá.
Você colore meus dias cinzas como se fossem desenhos, você transforma em algo alegre e vibrante, você transforma em algo chamado amor.

só você para curar esse meu coração partido, essa ferida que me dói, essa minha alma que grita todos os dias e essas inúteis barreiras inquebráveis mais quebráveis que eu já vi.
Apenas você pra consertar alguém assim.

Inserida por carolzyns

Delírio


Memória morta que ainda se faz presente
Aquele a quem chamo de felicidade com um tom obsessivo
Esse que se faz ausente mesmo quando estou em seus braços
Minha pessoa é tão perfeitamente imperfeita que me faz lembrar as obras de Tim Burton e “Bathroom Dance”
Sempre mordaz e misterioso
Um delírio pretensioso que me fascina
Cada passo seu exala um perigo que insisto em sentir de perto
Meu anseio
Aviso previamente, pois espero que esteja ciente: eu aceitaria de bom grado esta minha morte se fosse ao seu lado.

Inserida por Darklee

⁠NO CÔNCAVO DA MÃO MORTA
.
.
No côncavo da mão morta
havia uma chave...
não sei para que castelos.
.
Para qual porta, oh Deus Entranhas,
tal chave – tão triste chave –
em certo dia foi forjada?
.
Havia aquela chave
não como uma pedra
no meio do bom caminho,
mas no côncavo da mão morta.
.
E essa mão,
tão inerte e já bem morta,
cujo corpo era seu mero apêndice,
ao mesmo tempo oferecia
e segurava a chave.
.
O gesto, embora pálido,
tinha a cor dos desesperos!
Parecia dizer, nos entrededos:
.
Pega esta chave,
se tu és digno dela,
e cuida do seu metal
como se fosse cristal
precioso, de tão frágil.
.
Antes de tudo o mais,
colhe-a como uma fruta
já por mais do que madura.
A ela recebe – tão suculenta –
entre teus próprios cinco dedos.
.
A chave, no côncavo da mão morta,
parecia a mim implorar-assim:
“Leva-me... a meu destino,
que para isso nasci”.
.
E a mão côncava
acrescentava:
“Leva-a, que somente por isso
insisto em me entreabrir”
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Ipotesi, 2021]

Inserida por joseassun

⁠Eu ainda lembro daquela "Natureza-morta" na tua sala, pintada à mão em cores térreas e verdes.

Sinto o cheiro da tinta , da brisa, do dia, do tom: batom vermelho, aroma de frutas de mesma cor.

Chovia em mim e eu rio lembrando de cada detalhe da tua sala-de-estar que, na maioria das tardes, somente contia nós em laços pelo chão, em qualquer lugar.

Eu ouvia os teus olhos e olhava a tua boca atentamente. Meu bem, nossa natureza vivia naquela casa-coração.

- Tudo se foi e cá estou eu te fazendo presente

Inserida por CarlaRamires

⁠Na minha mente, você está morta

Na minha mente, eu te matei,
E não há arrependimento algum, eu te asseguro.
Você me feriu profundamente,
Por isso, em minhas lembranças, você não vive mais.

Na minha mente, você está morta,
E digo sem sofrimento,
Pois, quando estávamos juntos, a dor era infinitamente maior.

Na minha mente, eu te expulsei,
Arranquei-te com todo o pesar,
Mesmo que isso tenha me rasgado por dentro.
Que Deus, em sua infinita misericórdia,
Jamais permita que você retorne à minha vida.
Eu te matei,
E para mim, você morreu.

Eu te odeio.

Michel Elias Dias Leite

Inserida por EDLMichel

Vivo sem fazer de conta
Que o que conta não importa
Que o passado é letra morta
Pro futuro que desponta.
Por isso nada amedronta
O traçar da minha lida
Na descida ou na subida
Não falseio os passos meus.
Tá pendurada com DEUS
A conta da minha vida.

Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Cidoval Morais de Sousa⁠

Inserida por eliezeraguiar

À Ophélia de shakespeare -

⁠Está morta Ophélia
em ataúde fechado - matou-se!
Seus olhos selados, longínquos,
rasos d'água dois pássaros caídos
vindos do passado.
Suas mãos em flôr dois barcos sem amarras,
sem côr.
O crepúsculo seu corpo inteiro, imóvel,
parado...
Ophélia matou-se! Matou-se!
E de braços em Cruz sobre o peito,
segue Ophélia pela morte, sem jeito,
como segue um romeiro ...
E aonde irá?!...
Qual será seu mote?!
Lívida a face.
Leva nos olhos a morte!
Dois pássaros caídos dum céu aberto.
Um céu que é longe mas que já foi perto.
Ophélia matou-se! Matou-se!
E com estrelas repousando no regaço,
botões de esperança a cada passo,
procura ainda sem descanso,
jaz morta arrefecida, no abraço do rio,
p'la face do seu amado ...

Inserida por Eliot

⁠Évora Morta -

Évora morta curvada à solidão,
ruas tristes, tristes ermos, calçadas e janelas
que na dolência, ao passar, ansiando por perdão,
gemem pelas horas a desgraça das vielas …

Évora morta deleitada à solidão
terra seca de melancolia
que o tempo leva pela mão,
na brancura, dia-a-dia …

Évora morta num silêncio que vigia,
num espasmo de quimera
numa noite que inicia … e quase desespera!

Mas quando manhã alta o Sol desponta,
Évora desperta, Évora amanhece,
para logo anoitecer, e voltar a ser, Évora morta!

Inserida por Eliot

⁠Vida morta: mate-a e viva!

Viver até que um dia venha a morrer;
Florir para no fim de uma tarde murchar;
Ajuntar até que um tempestuoso vento termine por espalhar;
Construir para a constante ação do vento corroer.

Crescer pra desgastado e cansado, envelhecer;
Sorrir até que o desencantamento leve a entristecer;
Lutar para ao fim exaurido e vencido, se entregar;
Amar até que desiludido do sonho, acabe por odiar.

Corroer a flor até que novamente torne a sorrir;
Destruir o ódio para que purificada a alma, cresça o amor;
Murchar o rancor até que em relacionamentos possa confiar;
Perder o medo para fazer recomeçar um fulgurante viver.

Morrer o desencanto até que em um momento consiga voltar a sonhar;
Amadurecer o interior para fortalecido continuar a lutar;
Espalhar a tristeza até que o tempo a faça desvanecer e o coração florir;
Abolir o mal para assim, supremo, o bem surgir!

Jeismalli G. F. Fernandes

Inserida por RHONASCY

⁠
UM PROFESSOR QUE ENSINOU EM SILÊNCIO
Cão inanimado,
De morta pelúcia
Que ganhava vida
Em meus devaneios.
Abrindo-me as portas
De um mundo encantado
Onde eu era tudo
Que quisesse ser.
Jamais proferiu
Sequer um latido,
Mas aos meus ouvidos
Dizia palavras,
Contava segredos.
Revelava uma alma
Repleta de sonhos
E de sentimentos.
E assim, me ensinou
A enxergar beleza
No que é faz-de-conta,
No que não se vê
Com olhos comuns.
Mas passou-se o tempo
E nossa amizade
Tornou-se tolice
Aos olhos do mundo.
Pois é proibido
Para nós, adultos
Ver a poesia
Do que é mais singelo.
Tive que crescer
E perder as chaves
Desse mundo mágico
Ao qual me levavas.
Mas quero que saibas,
Saudosa pelúcia,
Que nunca me esqueço
Do que me ensinaste.
Mesmo sem dizer
Nenhuma palavra.
Bruno Velásquez Rosa

Inserida por Lismoraes

⁠Poesia acústica morta...
Entre as aspas as lágrimas escorrem...
Angústia no livre árbitro...
Exclamação se perde no instante pede perdão...
Deseja voltar ao relacionamento...
Mas, é tarde nos falamos sobmersa na ilusão...
Perceba que tudo que aconteceu agora algo do passado...
Explicações e súplica são incapaz de voltar...
No profundo momento que ilusão do fel amargo...
Sentimentos são dilacerados num caminho de espinhos cravados na alma...
Aproxima se de você é pura irrealidade...
Aceito... O castigo de compreender o mundo sem vida.
Pois o que era lúcido era mero desdenho daqueles sentir que agora não é o nada...
Nem significado apenas a indiferença...
Nas contradições turbulências... Me tornei cativo de um sentimento imenso por alguém nem merece minha atenção.

Inserida por celsonadilo

⁠A cidade está morta
O mexicano que espantava a molecada
com sua espingarda de sal
estancou-se no tempo
A noite está muda.
Amordaçaram Vila Galvão.
Gritos de brincadeiras
fazem eco no quarteirão.
As vozes das crianças
são pedras soltas no caminho.
São concretos que mastigam os terrenos.
São gemidos de gatos
que assombram os telhados.
Ninguém brinca.
Ninguém grita. Ninguém fala palavrão
Ninguém acende um pneu
Ninguém solta um balão.Ninguém.
Na cara do presente
há uma faixa estendida :
É proibido ser criança..

Inserida por touchegrs