Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
Certo dia, ouvi um homem dizer:
— Seria mais fácil destruir todas essas pessoas ruins. O mundo seria diferente.
Olhei e pensei com calma... Então respondi:
— Posso explicar...
Imagine um saco de sementes preso sobre uma carroça vagante. O saco está com um pequeno furo. Ao longo da viagem, as sementes caem: algumas em bom solo, outras em solo ruim. Algumas deram frutos, outras não. Mas isso não significa que elas deram trabalho; elas estão lá, talvez porque ninguém as observou cair e crescer no lugar errado.
Felizmente, o acaso é derivado de uma ação que gera consequências futuras, que devem ser sanadas. Talvez alguém ruim tenha que morrer por sua invalidez de mudança, mas, no aspecto primordial de sua conduta, ao ser observada, ela nunca esteve naquele lugar; apenas foi enraizada em viver no próprio campo onde cresceu.
Mas não importa o erro. Eu observo as curvas dos acasos e suas consequências, não as pessoas e seus erros.
Até no mais ímpio há um resquício de entendimento.
Ela veio de um lugar
onde as pessoas estendiam as mãos,
não os julgamentos.
Onde a conquista de uma
não diminuía a outra.
Onde havia espaço para ajudar,
acolher e caminhar junto.
Talvez por isso ela ainda seja assim:
entrega ao mundo aquilo que um dia recebeu.
Não sabe viver na competição,
porque sua alma aprendeu a viver na conexão.
E, no fundo,
ela acredita que ninguém precisa perder a luz
para que outra pessoa possa brilhar.
O Que Restou
Perdi muito nessa vida. Perdi o medo de perder pessoas, perdi a mim mesmo... perdi a minha liberdade! Perdi tudo, menos uma coisa: a vontade de viver. Mas viver assim dói. É um pulsar cego no escuro, entre os escombros do que fui, no silêncio de uma cela vazia. Essa vontade é a única coisa que restou, uma chama teimosa que queima no frio.
Por trás da porta
Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.
O que é o talento?
As pessoas costumam dizer,
fulano tem o dom para isso ou aquilo.
Talento é a expressão ativa
do conhecimento universal das coisas
que o ser humano consegue absorver.
Contudo só vira talento quando se consegue
comunicar de maneira ideal, quase perfeita.
Sem estudo não se adquire conhecimento,
e o artista não pode escrever, ou produzir
qualquer arte daquilo que não conhece.
Porém toda arte reside na capacidade de comunicar,
na forma de expressão.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
ALGUMAS PESSOAS NÃO FICAM EM NOSSAS VIDAS. FICAM EM NÓS.
Há pessoas que o tempo leva, mas não consegue retirar. Elas deixam de ocupar a cadeira, de atravessar a porta, de telefonar no fim do dia, de perguntar se chegamos bem. Um dia percebemos que já não fazem parte da rotina e, no entanto, estranhamente, continuam fazendo parte de nós. É uma das contradições mais bonitas e dolorosas da existência: alguém pode deixar nossa vida sem conseguir deixar aquilo que somos.
Talvez porque presença e permanência sejam coisas diferentes.
Presença é corpo, voz, abraço, convivência. Permanência é aquilo que sobrevive quando tudo isso já não está.
Há pessoas que permanecem durante décadas ao nosso lado e quase não modificam nossa essência. Outras passam por um pequeno trecho de nossa história e deixam marcas tão profundas que, muitos anos depois, ainda encontramos seus vestígios em nossos pensamentos.
Elas ficam numa palavra que aprendemos.
Num conselho que finalmente compreendemos tarde demais.
Numa música que evitamos ouvir porque conhecemos o caminho que ela percorre até chegar ao coração.
Num prato cujo cheiro devolve uma cozinha inteira à memória.
Num jeito de sorrir que, sem perceber, herdamos.
Num gesto que repetimos e de repente pensamos: “Era exatamente assim que aquela pessoa fazia.”
É então que compreendemos:
ninguém permanece apenas nas fotografias.
As pessoas permanecem também naquilo que modificaram em nós.
Talvez seja essa a forma mais misteriosa de continuidade humana.
Somos feitos não apenas de nós mesmos, mas também dos encontros que tivemos.
Carregamos pedaços daqueles que nos ensinaram alguma coisa, daqueles que nos amaram, daqueles que ferimos, daqueles que nos feriram, daqueles que seguraram nossa mão quando o mundo parecia grande demais.
Até algumas despedidas acabam participando da nossa construção.
Porque há pessoas que nos ensinaram pela presença.
E outras que somente conseguimos compreender depois da ausência.
O tempo passa e faz seu trabalho inevitável. Os rostos envelhecem nas fotografias enquanto permanecem jovens em determinadas lembranças. As vozes começam a perder detalhes. Algumas datas escapam. Certas conversas já não conseguimos reconstruir completamente.
E isso assusta.
Tememos esquecer.
Como se esquecer um detalhe significasse perder novamente aquela pessoa.
Mas talvez a memória mais profunda não esteja na capacidade de recordar exatamente o som de uma voz ou a roupa usada numa determinada tarde.
Talvez esteja naquilo que essa pessoa deixou incorporado em nossa maneira de existir.
Se alguém nos ensinou bondade e continuamos sendo bondosos, alguma coisa dela permanece.
Se alguém nos ensinou coragem e um dia encontramos força justamente quando pensávamos não possuir nenhuma, talvez aquela pessoa ainda esteja ali.
Se fomos profundamente amados e, por causa disso, aprendemos a amar melhor, então aquele amor não terminou quando a presença terminou.
Ele mudou de endereço.
Passou a morar em nós.
E talvez seja por isso que algumas ausências doem tanto.
Não choramos apenas porque alguém foi embora.
Choramos porque alguma parte da nossa própria história caminhava naquela pessoa.
Quando ela parte, parece levar consigo uma língua que somente nós dois falávamos, determinadas piadas que ninguém mais compreenderá da mesma maneira, pequenos rituais, apelidos, olhares e silêncios que nunca precisaram de tradução.
Há universos inteiros que existem somente entre duas pessoas.
Quando uma delas parte, a outra torna-se a última guardiã daquele mundo.
Isso é saudade.
Não apenas desejar alguém de volta.
Mas continuar carregando sozinho um lugar que antes era habitado por dois.
Por isso talvez não devamos lutar tanto contra a saudade.
Ela dói, mas também testemunha.
Diz silenciosamente: “Aqui existiu alguém importante.”
E existe dignidade nisso.
Ter amado alguém suficientemente para sentir sua ausência significa que, por algum tempo, duas existências deixaram de ser completamente separadas.
Uma entrou na história da outra.
E depois disso nenhuma despedida consegue desfazer totalmente o encontro.
A vida continuará.
Novas pessoas chegarão.
Outras também partirão.
Nós mesmos um dia seremos ausência na vida de alguém.
E talvez essa seja uma das perguntas mais profundas que podemos fazer enquanto ainda estamos aqui:
o que ficará de nós dentro daqueles que amamos?
Talvez não sejam nossas conquistas.
Talvez ninguém se lembre de quanto trabalhamos, do que possuímos ou de quantas vezes estivemos certos.
Mas alguém poderá lembrar que fomos gentis quando poderia ter sido diferente.
Que ouvimos quando aquela pessoa precisava falar.
Que oferecemos um abraço numa tarde difícil.
Que fizemos alguém rir quando a vida estava pesada.
Que dissemos “eu te amo” enquanto ainda havia tempo.
E então talvez compreendamos que permanecer nunca significou impedir uma despedida.
Permanecer é deixar alguma coisa boa de nós vivendo no outro.
Porque algumas pessoas realmente não ficam em nossas vidas.
O tempo, a distância, as escolhas e a própria morte podem levá-las para lugares onde nossos braços já não conseguem alcançar.
Mas existem lugares aos quais nem o tempo tem acesso.
E quando alguém conseguiu chegar até lá, quando alguém participou profundamente daquilo que nos tornamos, já não importa apenas quanto tempo permaneceu ao nosso lado.
Porque algumas pessoas vão embora da nossa história cotidiana…
mas continuam escrevendo, silenciosamente, dentro de nós.
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo"
BOM DIA, AMIGOS DO FACE!
Se o futuro parecer incerto e escuro como nos mostra o panorama ao fundo desta foto, lembre-se das bênçãos que Deus prepara para cada um de nós todas as manhãs.
Siga confiante, seguro de que Deus guia teus passos. Vá devagar, com calma e gradativamente tudo ira se resolvendo.
Que o dia seja regado de flores de otimismo e colorido de bênçãos!
by edite lima/2014
pródigo.
Eu não pareço com ele.
Pelo menos não quando me olho.
Algumas pessoas dizem que sim.
Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.
Eu escuto.
Talvez elas estejam certas.
Talvez exista alguma coisa.
Mas eu nunca soube enxergar.
Quando olho para mim, não vejo ele.
Vejo a mim.
E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.
Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.
Foram os vícios.
Os malditos vícios.
Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.
E é estranho pensar nisso.
Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.
Não herdei conselhos.
Não herdei lembranças de infância ao lado dele.
Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.
Mas herdei isso.
E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.
Eu tento parar.
Consigo por um tempo.
Depois volto.
E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.
É aí que ele aparece.
Não na minha frente.
Dentro da minha cabeça.
No subconsciente.
Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.
Uma reação.
Um impulso.
Uma escolha.
E, por um segundo, eu paro e penso:
“Isso veio de mim?”
Ou veio dele?
Eu odeio não saber.
Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.
Não é só pela ausência.
É pelo que a ausência deixou.
Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.
O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.
Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.
E eu não quero ser ele.
Nunca quis.
Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.
Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.
Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.
Mas talvez eu precise admitir uma coisa.
Talvez algumas pessoas estejam certas.
Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.
Só que não é isso que me define.
Porque eu também carrego tudo o que veio depois.
As pessoas que me ensinaram.
As que me machucaram.
As que eu amei.
As escolhas que fiz sozinho.
As vezes em que consegui ser diferente.
As vezes em que falhei.
Tudo isso também sou eu.
E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.
Ele pode ter deixado os vícios.
Pode ter deixado perguntas.
Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.
Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.
Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.
Talvez um dia consiga.
Hoje eu não sei.
E talvez eu não precise saber.
Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.
Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.
Ele não esteve.
Isso também faz parte da história.
E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.
Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.
Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.
Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.
Não para provar que sou diferente dele.
Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.
Porque eu não sou ele.
Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.
Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.
Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.
Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.
Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.
E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:
eu não escolhi o que herdei.
Mas ainda posso escolher o que fica.
O Chão Não é o Fim.
Levar uma rasteira da vida ou das pessoas nos joga em um chão frio e solitário, onde a fragilidade bate forte e a sensação de destruição parece definitiva. Olhar para cima e ver o tamanho do abismo assusta, mas o chão só se torna o fim para quem desiste de lutar. Estar caído é apenas uma posição temporária na sua história. É exatamente do absoluto nada, quando não nos resta mais nenhuma ilusão ou expectativa externa, que nasce a força mais genuína do ser humano. Levantar-se após o pior tombo não é sobre esquecer a dor, mas sobre usá-la como impulso para ficar de pé novamente.
O problema, por vezes, não é sobre quem somos, mas sim sobre o que as pessoas pensam e o que esperam de nós.
Vivemos, tantas vezes, entre a essência e a expectativa, tentando equilibrar aquilo que somos com aquilo que os outros idealizam.
Contudo, a serenidade começa quando compreendemos que não fomos feitos para corresponder a todas as projeções, mas para sermos fiéis à nossa própria verdade.
Furucuto, 2026.
Usar as Escrituras de Deus para manipular os corações mais sensíveis, enganando as pessoas em benefício próprio, é uma das mais graves perversões da fé. Quem transforma a Palavra de Deus num instrumento de domínio e ilusão não apenas engana o próximo, mas profana aquilo que muitos consideram sagrado. O verdadeiro propósito das Escrituras é conduzir à verdade, ao amor e à justiça, nunca servir de máscara para a mentira ou para a exploração da consciência humana.
(Furucuto, P. D., 2026)
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
Frutos Humanos
Marco Arawak
Se a gente fosse explicar as pessoas como frutas, ia economizar muita terapia.
Ou pelo menos ia deixar o sofrimento mais organizado por categoria.
A banana é perfeita. Presente, fácil, resolve tudo, não complica.
Ou seja… completamente ignorada.
Porque se não te dá ansiedade, você nem reconhece como interesse.
A maçã é padrãozinho. Bonita, alinhada, parece saudável emocionalmente.
Você morde e descobre que já estava machucada faz três relacionamentos… só bem administrada.
A pera é madura, tranquila, sabe o que quer.
Basicamente tudo que você vive postando que procura…
e tudo que você ignora porque “não sentiu química”.
Química, no seu caso, é trauma com boa comunicação.
A uva é golpe silencioso.
Você pega uma achando que é leve… quando vê já está emocionalmente comprometido com um cacho inteiro de problema que ninguém combinou.
A cereja então… aparece pouco, fala pouco, some do nada.
Você cria uma história inteira.
A pessoa só mandou um “kkkk” e você já estava escolhendo nome de filho.
A manga é intensidade. Chega doce, quente, envolvente.
Você sabe que vai dar trabalho.
Mas vai mesmo assim, com a autoconfiança de quem claramente nunca aprende.
O morango é lindo. Perfeito. Instagramável.
Dura menos que promessa de “vamos ver no que dá”.
A melancia é animada, social, divertida.
Mas na intimidade… às vezes é só água gelada ocupando espaço emocional.
O melão é o primo que ninguém chamou mas apareceu.
Não é ruim… mas você também não lembra por que está ali.
O abacaxi tem fama de difícil que vale a pena.
Na prática, às vezes é só difícil mesmo e você está insistindo porque já investiu tempo demais pra admitir que errou.
O maracujá parece equilibrado. Vibe zen.
Três minutos sem resposta e já está escrevendo um roteiro completo de abandono.
O limão não tem filtro. Fala tudo.
Machuca? Machuca.
Mas pelo menos não te deixa meses tentando entender o que quis dizer com “depois a gente vê”.
O coco é fechado. Muito fechado.
Quando finalmente se abre… você já está emocionalmente em outro estado, com outra pessoa e outro trauma.
O kiwi é o diferentão.
Você julga, ignora… depois descobre que era bom e fica com cara de quem perdeu promoção por preconceito.
A tangerina é envolvente. Cheiro forte, presença marcante.
Mas dá trabalho, faz bagunça e deixa rastro.
Inclusive na sua paz.
A goiaba é sincera. Simples, direta, cheia de caroço.
Não é perfeita… mas também não te faz perder tempo fingindo que é.
A laranja é sociável. Fácil de gostar, fácil de dividir.
Mas sempre tem uma amarga pra te lembrar que você confia demais no básico.
E o abacate…
o abacate não é pra qualquer um.
Tem gente que prova e fala “não tem gosto”.
Claro que não tem… você também não tem maturidade pra sentir.
No fim, ninguém é só uma fruta.
Tem dia que a pessoa está madura, no outro está verde… e ainda assim quer ser tratada como sobremesa premium.
O problema nunca foi o tipo de fruta.
É você ignorar as boas, correr atrás das complicadas e depois abrir o Instagram pra postar “ninguém presta”.
E sejamos sinceros…
você não quer algo diferente.
Você quer o mesmo erro…
só que com uma casca nova pra não parecer repetição.
Jamais confie em pessoas que simplesmente jogam lixo na porta do vizinho para manter as suas limpas, sejas as escondias ou não.
Essas pessoas fúfias fofas estão atuando em todos os ambientes, agindo feito turma de porco e bombo como sempre sujos...
Saiba que essasmaldades são feitas sempre sorrindo mesmo que por dentro...
No dia de coleta... Observe mais... Quem vai manter a sua porta suja e do vizinho limpa.
Não é a câmera 4k que filma... ÉDeus mesmo.
Entregue-as e seja feliz, afinal quando a sujeira é de alma, não é você quem resolve.
Não estou falando de lixo... Se é que me entendes. - Ru Aisó
O Silêncio da Afinidade
O distanciamento entre as pessoas funciona como um movimento natural da jornada, que muitas vezes independe de brigas ou conflitos. Almas se atraem pelo que precisam aprender juntas, mas também se afastam quando os ciclos de aprendizado mútuo se completam. Quando a afinidade silencia, o esforço para manter o laço passa a ser um peso desnecessário para ambos os lados. Não há culpados no afastamento; há apenas caminhos que tomaram rumos diferentes em busca de sobrevivência emocional e auto reencontro. Compreender essa dinâmica nos dá a vigilância espiritual necessária para aceitar as despedidas sem o amargor da rejeição, entendendo que abençoar quem parte é o maior gesto de maturidade e respeito pela evolução do outro.
Definitivamente, não estou no lugar de fala.
Mas dói na minha alma o sofrimento das pessoas pretas. É asqueroso, vergonhoso e desumano. Vivemos em um país que provavelmente é um dos mais miscigenados do planeta e, mesmo assim, o racismo e o preconceito em geral estão presentes no dia a dia e em absolutamente tudo.
Apesar de ser parda, descendente de africanos, indígenas e caboclos, reconheço que, pela forma como sou percebida pela sociedade e por ter a pele mais clara, tenho privilégios que pessoas negras de pele mais retinta não têm. E, a partir desse lugar, que antes eu não entendia muito bem, venho aprendendo bastante e comecei a enxergar as coisas por outra ótica.
É triste perceber que todos estamos sujeitos a reproduzir preconceitos e comportamentos racistas, mesmo que inconscientemente. O racismo está impregnado na nossa cultura, na linguagem e na sociedade em geral. Até mesmo expressões que usamos no dia a dia podem carregar associações entre o negro e algo negativo, e muitas vezes nem paramos para refletir sobre isso.
Quando nos silenciamos diante de uma situação real de racismo, contribuímos para que ele continue. Quando nossos colegas de trabalho, amigos ou familiares fazem um comentário racista e não nos posicionamos, também ajudamos a naturalizar esse comportamento.
Por fim, a primeira coisa que devemos fazer é nos conscientizar sobre o racismo estrutural do nosso país. É um aprendizado diário e, em seguida, precisa vir a mudança de atitude!
P.S.: Tenho muito orgulho da minha ancestralidade!
As redes sociais estão tornando tudo mais opaco. Criamos na cabeça cenários perfeitos, pessoas perfeitas, corpos perfeitos e relacionamentos que parecem existir apenas na tela. Esperamos encontrar alguém exatamente como a Internet nos ensinou que deveria ser, enquanto esquecemos que pessoas reais têm defeitos, inseguranças, dias ruins e histórias que não cabem em uma fotografia.
Antes mesmo de conhecer alguém de verdade, já carregamos expectativas demais, muitas delas plantadas silenciosamente pelas redes sociais. E assim os relacionamentos se tornam cada vez mais rasos ou sequer começam.
Pare de procurar uma pessoa que só existe na sua imaginação. Viva a sua realidade, conheça pessoas reais, permita-se ser surpreendido. O tempo está passando enquanto você procura pelo perfeito. E talvez, enquanto você procura por alguém que nunca existirá, percebe que oque você realmente precisava estivesse bem na sua frente.
Hoje eu fiquei pensando nas pessoas.
Nessas pessoas que a gente chama de comuns.
Talvez porque a palavra “comum” pareça pequena demais para tanta coisa que uma pessoa pode carregar dentro de si.
Pensei que talvez o extraordinário não esteja necessariamente naquilo que alguém faz, mas naquilo que ninguém vê.
Na pessoa que acorda todos os dias e continua, mesmo quando não está bem.
Naquela que carrega seus próprios medos e, ainda assim, consegue acolher os medos de alguém.
Na que já foi ferida, mas não deixou a dor decidir completamente quem ela seria.
Na que recomeça em silêncio, sem aplausos, sem testemunhas e, muitas vezes, sem nem perceber que está sendo corajosa.
A gente olha de fora e vê uma vida comum.
Mas não sabe quantas batalhas existem por trás de um sorriso.
Quantos sonhos ainda estão guardados.
Quantas vezes aquela pessoa precisou se reconstruir para chegar até ali.
Talvez sejamos todos um pouco assim.
Comuns aos olhos de quem passa.
Extraordinários para quem consegue enxergar além da superfície.
E fiquei pensando...
Talvez o extraordinário não seja ser diferente de todo mundo.
Talvez seja conseguir continuar sendo você, com tudo o que a vida já tentou tirar de você.
Talvez existam pessoas extraordinárias por toda parte
Depois de nós, conheci outras pessoas e até encontrei novos amores, mas nunca mais encontrei aquela conexão estranha: de pensar em fazer algo errado, ou até estar a fazê-lo, e receber a tua ligação, mesmo estando distante de mim, apenas para me lembrar que aquilo não era bom para nós.
E talvez seja isso que eu mais sinta falta😔
