Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
Santos para a Plateia
Há pessoas que passam a vida vestindo máscaras tão bem ajustadas que já não sabem mais quem são quando estão sozinhas. Diante dos outros, pregam bondade, compaixão e humildade, mas, quando chega a hora de transformar palavras em atitudes, nada existe além do discurso. Falam sobre fazer o bem como se fossem exemplos, embora raramente tenham estendido a mão quando alguém realmente precisou.
E ainda encontram tempo para julgar aqueles que escolheram caminhar por uma estrada diferente. Chamam de perdidos os que não seguem suas regras, de distantes de Deus os que questionam, de sem fé os que procuram respostas por outro caminho. Dizem que falta oração quando, talvez, o que realmente falte seja respeito pelo livre-arbítrio e humildade para aceitar que ninguém é obrigado a enxergar o mundo através dos mesmos olhos.
É curioso como algumas pessoas acreditam que conhecer o caminho certo lhes dá o direito de condenar quem escolheu outro. Esquecem que fé sem bondade é apenas aparência, oração sem compaixão é apenas palavra, e um discurso sobre amor perde todo o sentido quando é usado para diminuir alguém.
No fim, a máscara pode enganar uma multidão, mas não transforma uma pessoa naquilo que ela finge ser. Porque caráter não se veste para uma ocasião, bondade não precisa de plateia e quem realmente carrega luz não precisa apagar o caminho de ninguém para provar que o seu é o certo.
Não são pessoas,
lugares ou circunstâncias
que nos afastam de Deus.
Mas, a falta de uma
verdadeira transformação
interior.
O resto, é só uma desculpa.
Existe uma enorme
diferença entre falar
que anda com Deus,
e viver como se
com Deus andasse.
Quem anda com Deus,
carrega a presença
de Deus por onde vai.
Tenha cuidado com algumas pessoas, sim, mas não julgue todas por causa de algumas. Há muita gente que realmente quer o seu bem, que torce por você e que ama você de verdade.
Antes de julgar alguém, peça sabedoria a Deus. Antes de acreditar em todo pensamento que surge em sua mente, coloque-o diante dEle.
Que Deus continue cuidando do seu coração, do meu coração e do nosso coração.
“Para que os negros conquistassem a liberdade, foi necessário que pessoas brancas também quisessem essa liberdade. Para que as mulheres conquistassem direitos iguais, foi necessário que homens também reconhecessem e defendessem essa igualdade. As minorias continuam sendo minorias porque, muitas vezes, têm medo de tomar o poder que lhes pertence por direito.”
Urbano Cardoso
Relacionamentos
Algumas pessoas costumam dizer: "Relacionamentos são complicados". Mas não precisam ser, acho que algumas coisas precisam ser normalizadas:
* Relacionamentos podem acabar, e tá tudo bem, ao invés de reclamar ou lamentar quando acabar, agradeça pelo que acontecer de bom.
* Algumas conexões de dias, ou meses, podem ser mais fortes do que outras de anos, as pessoas julgam, "Ah, mas se conhecem a tão pouco tempo, e já postam foto, dizendo estar apaixonados". E podem estar mesmo, só eles sabem o que estão sentindo. Não ligue para a opinião dos outros, ninguém sente o que você sente, não espere que eles entendam.
John Lennon escreveu na canção 'Beautiful boy' a seguinte frase: "A vida é o que acontece enquanto você tá ocupado fazendo planos pro futuro". Então pare de ficar se preocupando com o depois, viva o hoje intensamente, abrace com força, beije com intensidade, diga o que sente, sem medo. Um dia você dará o último abraço em alguém, o último beijo, e não saberá que é o último, então faça todos valerem a pena.
Poucas pessoas controlam toda a riqueza da Terra, a grande maioria se mata pra ter apenas 1% dela.
Poucas pessoas controlam os mercados financeiros, os mercados financeiros controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam os governos, os governos controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam as corporações, as corporações controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam a tecnologia, a tecnologia controla a grande maioria.
Poucas pessoas controlam os recursos naturais, os recursos naturais controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam as forças armadas, as forças armadas controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam as mídias, as mídias controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam as religiões, as religiões controlam a grande maioria.
Poucas pessoas controlam os sistemas educacionais, os sistemas educacionais controlam a grande maioria.
Quanto menos as pessoas estiverem alertas sobre o que acontece, menos elas vão saber. E quanto menos souberem, mais ignorantes elas continuarão sendo. E, se continuarem ignorantes, nenhuma mudança será vista no meio social.
Quando alguém não entende ou não está consciente do que acontece ao seu redor – seja na sociedade, na política, na cultura ou em seu próprio ambiente – ela se torna incapaz de questionar e mudar algo. Isso mantém tudo parado, sem transformação.
A ignorância, nesse caso, não é só falta de conhecimento, mas também falta de interesse em buscar a verdade. E enquanto isso continuar, nada muda de fato, nem no social, nem no pessoal. Para mudar, é preciso primeiro entender o que está acontecendo, enxergar a realidade e agir.
Se ninguém busca saber, tudo fica como está. Por isso, é necessário se manter consciente e atento para que algo possa realmente mudar.
Podemos nos adaptar a diferentes ambientes, pessoas e situações, assim como aos nossos próprios sentimentos e pensamentos. A cada momento, temos o poder de mudar nossa aparência, nossos pensamentos, nossas atitudes e até a forma como vemos a vida.
Podemos perceber a vida de diversas maneiras: boa, ruim, simples, complexa, independente ou limitada. Podemos ser uma pessoa hoje, e outra amanhã, mas ainda assim permanecemos sendo quem somos em essência.
Temos a capacidade de transformar nossa realidade e nossa percepção sobre o que nos cerca. Nossas palavras, gestos e expressões também são moldáveis de acordo com o que escolhemos acreditar.
As possibilidades são infinitas, mas para realmente viver de forma ampla, é necessário deixar para trás ou pelo menos reduzir o que nos limita, como o medo, o orgulho, a raiva, a tristeza, a insegurança e o egoísmo. Só assim seremos independentes para criar a vida que realmente desejamos.
Pessoas com interesses egoístas só se importam com você enquanto você satisfaz suas necessidades ou desejos. Elas podem querer que você alimente seu ego, busque sua aprovação, ou esteja sempre disponível para elas. Quando você não consegue mais atender a essas demandas, o interesse delas por você desaparece, pois o vínculo delas é baseado no que você pode fazer por elas.
Já as pessoas que têm um vínculo emocional verdadeiro não esperam nada em troca. Elas se conectam de forma verdadeira, sem interesse próprio, e o amor e o respeito entre elas são recíprocos. A conexão que elas criam é duradoura e verdadeira, porque não depende de ações ou favores, mas do carinho e da confiança que se constroem naturalmente.
Pra mim,
Parente não é necessariamente uma família;
família é um conjunto de pessoas com as quais me sinto bem.
Minha família pode estar espalhada por onde eu for, em qualquer lugar onde eu seja bem recebido.
Família está onde há pessoas de bom coração, onde há acolhimento, respeito e amor.
No fundo, as pessoas querem o mesmo objetivo:
Afeto, companhia, amor, carinho, abraço, toque, sentimento, sensações, palavras positivas, estímulos, harmonia social, paz.
E ao mesmo tempo, é o que elas mais evitam;
Evita por medo, orgulho, insegurança, vingança, ego, arrogância, vaidade, ganância, egoísmo e ódio.
Ninguém muda ninguém.
Ninguém ensina ninguém.
As pessoas mudam quando querem, ou até mesmo quando não querem.
Elas aprendem quando estão dispostas, ou quando a vida as força a isso.
E vivem da forma como escolhem, ou às vezes como não escolhem.
A única pessoa que eu sou capaz de mudar, sou eu mesmo.
A única pessoa que eu devo ensinar, é a mim mesmo.
A única pessoa de quem eu realmente aprendo, sou eu mesmo.
Porque eu penso com a minha própria cabeça;
Sinto com o meu próprio peito;
Vejo com os meus próprios olhos;
Ouço com os meus próprios ouvidos;
Respiro com o meu próprio fôlego;
E vivo dentro de mim mesmo.
Acreditar que eu mudo ou ensino alguém é uma ilusão, um equívoco, uma pretensão alimentada pelo ego.
A única verdade é que a única pessoa que eu posso mudar no mundo sou eu.
O que eu faço por mim pode, sim, inspirar ou servir de algo para outra pessoa, mas isso não significa que fui eu quem a mudou. A mudança dela foi uma escolha dela, uma decisão própria de enxergar em mim algo que foi útil para ela.
Nós apenas colhemos o que encontramos no outro. Mas isso não quer dizer que o outro nos esteja ensinando ou nos mudando. O que colhemos é aquilo que nós mesmos escolhemos absorver. Ou seja, a mudança vem de dentro de nós, quando decidimos, de fato, mudar.
Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.
Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.
Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.
FINJA!
Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!
Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...
Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!
Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.
Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!
Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.
Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.
Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!
As pessoas não são obrigadas a viver por você.
As pessoas não são obrigadas a te amar.
As pessoas não são obrigadas a te dar atenção.
As pessoas não são obrigadas a gostar de você.
As pessoas não são obrigadas a te ajudar.
As pessoas não são obrigadas a te reconhecer.
As pessoas não são obrigadas a fazer o que você quer.
Mas você pode viver por quem quiser.
Amar quem quiser.
Dar atenção pra quem quiser.
Gostar de quem quiser.
Ajudar quem quiser.
Reconhecer quem quiser.
Fazer o que quiser.
O que você dá ao mundo não vem com garantia de retorno, mas ainda assim, é sua escolha.
As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.
Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.
Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...
Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...
Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.
A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.
A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.
Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.
Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.
E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.
Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.
O sentimento sente o que de fato é.
As relações entre as pessoas podem acontecer de três formas:
1 - Amor é cuidado, respeito, carinho, ajuda e companhia. No amor, as duas pessoas se sentem bem juntas, se ajudam e podem ser elas mesmas sem medo.
2 - Posse é querer mandar, controlar, cobrar e prender a outra pessoa. Quem age assim quer que o outro faça tudo do seu jeito. Isso faz mal e acaba com a liberdade da pessoa.
3 - Frieza é falta de cuidado, falta de atenção e falta de interesse. Quando existe frieza, a pessoa já não se importa mais com a outra e a relação fica vazia.
Você precisa entender a diferença entre essas três formas e escolher qual quer ter na sua vida.
Quando chega os 60 anos....
A nossa sociedade tenta colocar as pessoas em caixinhas por causa da idade. Quando a gente faz 60 anos, parece que o mundo espera que a gente mude de ritmo, fique estática ou apenas olhe para o passado. Mas a verdade é que o nosso espírito, a nossa criatividade e a nossa essência não envelhecem.
Maurício Rodrigues Lucas: uma vida que permanece na memória
Há pessoas cuja existência não pode ser resumida por datas, documentos ou acontecimentos. Algumas vidas adquirem significado sobretudo pelos vínculos que constroem, pelo afeto que despertam e pela marca que deixam naqueles que tiveram a oportunidade de compartilhá-las. Maurício Rodrigues Lucas foi uma dessas pessoas.
Conhecido carinhosamente como Maumau, Maurício construiu sua presença no mundo através de uma característica que se tornou inseparável de sua memória: a capacidade de despertar amor. Para quem o conheceu intimamente, ele não foi apenas um companheiro, um amigo ou uma presença cotidiana. Foi parte da própria história afetiva de quem caminhou ao seu lado.
Sua trajetória esteve marcada por encontros, separações, reencontros e, acima de tudo, por um vínculo que resistiu às circunstâncias. Durante anos, William Contraponto e Maurício Rodrigues Lucas construíram uma relação na qual o amor não se apresentou como uma ideia abstrata, mas como convivência, cuidado, conflito, reconciliação e escolha.
Maumau também ocupou um lugar singular na vida de William. Se William era frequentemente conduzido pela intensidade de suas convicções, Maurício funcionava como contraponto. Não necessariamente porque pensasse da mesma maneira, mas porque sua presença fazia William refletir. Era o freio diante do acelerador, a lembrança de que uma convicção também precisa encontrar humanidade.
Essa dimensão talvez seja uma das mais importantes de sua memória.
Maurício não foi apenas alguém amado. Foi alguém que transformou quem o amava.
Há uma imagem particularmente forte nessa lembrança: o sorriso de Maumau. Um sorriso capaz de representar felicidade, reconhecimento e intimidade. Mesmo diante das circunstâncias mais difíceis, esse sorriso permaneceu associado àquilo que havia de mais precioso na relação entre os dois.
A doença e a proximidade da morte modificaram brutalmente o cotidiano, mas não apagaram essa história. Pelo contrário, fizeram com que pequenos elementos da convivência adquirissem uma dimensão ainda maior. Um olhar, um sorriso, uma lembrança, uma palavra ou simplesmente a presença de alguém ao lado passaram a carregar o peso de uma vida inteira compartilhada.
A morte encerra uma existência biológica, mas não determina sozinha o destino de uma memória.
Maurício continua existindo nas histórias contadas sobre ele, nas fotografias, nos objetos, nas lembranças e, principalmente, naquilo que modificou dentro das pessoas que o amaram.
Por isso, falar de Maumau não é apenas escrever sobre alguém que morreu. É escrever sobre alguém que continua produzindo significado depois da morte.
A memória de Maurício Rodrigues Lucas pertence também àqueles que o conheceram, mas existe uma dimensão profundamente particular nessa lembrança. Para William, Maumau foi o amor da sua vida. Foi companheiro, confidente, presença afetiva e referência. Foi também alguém que, de maneira silenciosa, ensinou que amar uma pessoa é permitir que ela transforme nossa maneira de enxergar o mundo.
Talvez seja justamente por isso que a memória de Maumau não precise ser construída como uma estátua distante ou como uma imagem idealizada. Sua grandeza está na humanidade.
Maurício foi uma pessoa real, com sua personalidade, seus afetos, suas contradições, suas alegrias e suas dificuldades. E é justamente essa humanidade que torna sua lembrança tão verdadeira.
A homenagem que permanece não precisa transformar Maurício em alguém que ele não foi. Pode simplesmente preservar aquilo que ele significou.
Nesse sentido, lembrar Maumau é uma forma de ação.
É afirmar que uma vida não desaparece completamente quando seu coração deixa de bater. Parte dela permanece naqueles que foram tocados por sua existência. Permanece no amor recebido, nas experiências compartilhadas e nas mudanças provocadas pela convivência.
William Contraponto, poeta e pensador, pode escrever sobre muitas coisas: existência, desamparo, sociedade, democracia, humanidade, liberdade. Mas existe uma dimensão de sua própria história que nenhuma reflexão filosófica consegue substituir.
É a experiência de ter amado Maurício.
E talvez seja justamente aí que a memória de Maumau encontre sua forma mais profunda.
Não como uma ausência absoluta, mas como uma presença transformada.
O homem que foi companheiro continua sendo lembrança. O sorriso continua sendo imagem. O amor continua sendo sentimento. A história continua sendo contada.
E enquanto houver alguém disposto a dizer seu nome, Maurício Rodrigues Lucas não será apenas uma pessoa que pertence ao passado.
Será alguém que continua fazendo parte da história de quem ficou.
Maurício Rodrigues Lucas.
Maumau.
O amor de uma vida.
E algumas histórias, mesmo quando terminam, nunca deixam de ser vividas dentro de nós.
SONHAR
Sonhar, as pessoas de hoje, não sonham mais, pois a mente, está tão ocupada, com pré-conceitos e soberba, que o sonho não tem lugar pra viver, a mente vagueia na sombra da violência contra a essência da vida. Sonhar é permitir conhecer a realidade da vida: que nada somos, que nada temos, que nada dura para sempre, que tudo é ilusão. Então permita sonhar dormindo ou acordado, daqui, nada carregará, para outra vida. Não permita, que outras pessoas, interrompa seus sonhos, .... viva todos Eles.
Natalirdes Botelho
