Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
Eu sei que em alguns lugares,
algumas pessoas me pintam de vilã,
distorcem os meus feitos...
Mas, eu não me explico à julgamentos externos, e não vou perder tempo tentando mudar suas percepções.
Sei da minha integridade.
Respeito o nível de cada um.
Daí me afasto, protegendo a minha energia, o meu bem estar, e consciente de que já fui e continuo sendo luz e exemplo no caminho dessas pessoas.
Haredita Angel
10.11.25
O que mais me machuca é discutir com uma das pessoas que mais amo. E dói tanto saber que tudo o que você fez a essa pessoa parece ter sido NADA ou muito pouco. Não é questão de lágrimas, mais neste momento meu coração sangra. E não é Dramatologia, é que dói muito, mais muito mesmo. -Só queria que você entendesse que você é um pedaço de mim e mesmo que eu não esteje contente com o que vejo, não consigo viver sem você. Agora conquiste outros valores que são importantes também, entenda que isso é pra você e somente para se incorporar na sua meta ao auto-conhecimento, faça-me admirar-te na vida, orgulhar-me das suas ações, aplaudir sua jornada no caminhar, vibrar com suas vitórias, por que meu amor a ti sempre terás.
—By Coelhinha
“Não mudei, deixei de ser a moçinha inocente que as pessoas manipulavam. Se você observar vai ver que foi você que mudou comigo. Eu sei que prefiro ficar literalmente sozinha, porque prefiro minha própria companhia do que estar cercada de pessoas que não fazem a maior diferença na minha vida ( Me importa un pepino). Sei que meu sorriso incomoda, que minhas lágrimas, disfarçam. Que minhas respostas assustam. Sei que meu carinho vicia e meu desprezo desespera!. Sei que falo palavrão, que sou bipolar e posso mudar meu temperamento em segundos com o mesmo tempo que você gasta em piscar seus olhos. Sei que meu lado sincero às vezes não agrada porque fere sentimentos de alguém. Mais este é o meu lado[...]que se eu mudasse...Já não seria Eu!.”
—By Coelhinha
Existem pessoas que precisam o "1º de Abril" pra falar algumas VERDADES como se fossem MENTIRAS.
Essas são chamadas de "Oportunistas".
Outras de falar sempre MENTIRAS como se fosse VERDADES.
Essas são chamadas "Falsas".
E outras que tem dissernimento pra saber o que "dizer e quando dizer".
Essas são chamadas de "Sensatas".
—By Coelhinha
"A vida tem um jeito lindo de nos encaixar em lugares e pessoas que são um bom lugar. E eu acabei aprendendo que sou uma pessoa que no final não são necessárias tantas pessoas. Apenas as necessárias. Lembre-se. Sua certeza precisa ser maior do que a dúvida dos outros."
—By Coelhinha
"Pessoas autênticas, transparentes e até às vezes ingênuas. Aquelas que erram, acertam e não têm medo de dizer 'não sei'. As que sonham, as que deixam sua marca na vida, causando saudades. As que vivem intensamente quando choram e quando sorriem. Estas pessoas que fazem a diferença, vale a pena estar ligadas a elas."
—By Coelhinha
"Algumas pessoas surgem em nossas vidas como uma benção, a estas faço questão de manter-las. Outras como lição; a estas já faço questão de despedir-me assim que aprendo...na busca de não ter que conviver no mesmo recurso do cansaço de não cometer os mesmos erros."
―By Coelhinha
O coração se o calas, o corpo fala. As pessoas ficam doentes porque cultivam e guardam as coisas não digeridas, dentro do coração.
Se tiveres consciência que a tua alma pertence a Deus, serás guiado.
Não acumules raiva, ódio, esqueçe a razão e cuida do coração
Não será este um dos propósitos de todas as almas?!
Procura que a tua alma vá leve no dia da tua partida, rápido chegarás ao teu destino.
Psicopatia / Pessoas Antissociais
Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.
É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.
É impressionante como algumas pessoas acabam se tornando tão importantes sem que sequer percebamos. Mesmo quando acreditamos estar cientes disso, há momentos em que a ficha simplesmente cai.
Quando eu já não tinha um lar, quando me sentia perdida em um desvaneio lúgubre, você, mesmo sem poder, me trouxe de volta. Foi meu lar por algumas horas, mas foi. E foi naquele momento que percebi que você sempre foi meu lar — só não da forma óbvia.
Nada foi tão sereno quanto você naquele instante turbulento da minha vida.
Eu vejo beleza nesse sentimento nada óbvio entre nós. Não sei exatamente o que ele é, mas sei que me faz bem. Você desperta minha ataraxia do lugar mais profundo do meu ser. Talvez seja isso a amizade: sentir-se em casa na presença de alguém, saber que existe um lugar para onde voltar quando tudo parece desabar.
Às vezes penso que poderíamos simplesmente fugir. Ou talvez eu compre um apartamento, e você durma lá todos os dias, para que eu finalmente consiga me sentir em casa na minha própria casa, aquecida sobre seu abraço. Podemos fugir... Quero dizer, o que realmente nos prende aqui? Há tanto para descobrir no mundo — e tanto para descobrir sobre nós.
Muitas pessoas amam a justiça quando ela corrige os erros dos outros, mas Deus nos chama a amar a misericórdia também.
Foi isso que Jesus revelou continuamente. Ele não ignorava o pecado, mas via além dele. Enxergava pessoas feridas que precisavam de restauração.
A cruz é a maior demonstração dessa verdade. Nela vemos a justiça de Deus contra o pecado e, ao mesmo tempo, Sua misericórdia para salvar o pecador. miriamleal
Corações de Pedra
Há pessoas que parecem duras como pedras, mas, na verdade, nem sempre foram assim. Um dia, foram delicadas como pétalas de rosa, sensíveis ao toque e às palavras.
E corações sensíveis, como pétalas, tendem a ser mais frágeis, ferindo-se facilmente ao encontrar outros corações que, por também terem sofrido, deixaram de ser pétalas e se transformaram em pedras afiadas e cortantes.
Assim, a dor passa de um coração para outro, criando um ciclo de feridas que parece não ter fim.
Se um dia você tiver a sorte de encontrar um coração sensível como uma pétala de rosa, cuide dele. Não o machuque apenas para se vingar de um coração de pedra que, um dia, feriu o seu.
Porque quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.
-Kaiane Macedo
As pessoas não fazem viagens. As viagens fazem as pessoas.O cabelo fica mais claro. A pele fica mais escura. A água fica mais quente. A bebida fica mais gelada. A música fica mais alta. O dia fica mais longo. A vida fica melhor. Que bom sempre ter mais água salgada molhando os pés do que escorrendo pelos olhos.Quando o coração é de sol, toda estação é verão.Se o pensamento é positivo, a maré sempre é boa...
Sentido da Vida,
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi
Do não que já se tem
A maioria das pessoas não está preparada para receber um 'não'. Mas, se elas se dessem conta de que o não elas já têm... perderiam o medo. Se já o têm, não há como ganhá-lo.
Então, se não fizerem nadinha de nada, o máximo que pode acontecer é permanecer no não. Que já é terreno conhecido, é zona de conforto.
Com você é assim também? Não consegue administrar os 'nãos'?
Então, acostume-se, sua vida estará repleta de 'nãos' – é tudo o que você já tem.
Agora, arrisque-se... o mínimo que pode acontecer é você permanecer no não.
O mínimo...
Rosangela Calza
Da motivação
Motivação – “Motivação é um impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir seus objetivos [...] Motivação é o que faz com que os indivíduos deem o melhor de si, façam o possível para conquistar o que almejam” .
Em tempos de pandemia (Covid – 2020), a falta de motivação em um grande número de pessoas tem aumentado consideravelmente.
É difícil falar de motivação em tempos assim... como falar desse tema se parece que o mundo está se esvaindo dia a dia? Tudo está tão indefinido... como, então, ter objetivos se o que temos é nebulosidade total? Como planejar para sair em busca de algo se não sabemos nem quando poderemos sair de casa sem o medo do vírus?
Entende-se perfeitamente que as pessoas estejam tristes, assustadas, desmotivadas...
Mas, vamos lá! A vida continua... e pode ser que na próxima curva venha a solução para o que nos assola neste momento... e como temos de seguir procuremos seguir da melhor maneira possível os dias que se apresentam.
Um dia de cada vez – eis uma forma de seguir em paz e com serenidade.
Viva com atenção o seu presente... organize seu dia... planeje o seu dia (nada além de um único dia)... tenha uma agenda de atividades diárias e cumpra-as, valorizando o momento e o que está sendo feito... você sabia que o passado e o futuro são ilusões, não sabia?
Pois é... Tinha razão Dalai Lama ao dizer “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.
Vamos viver o hoje, ou melhor, o AGORA!
Rosangela Calza
Existem pessoas que carregam tamanha luz, compaixão e propósito, que até a morte precisa esperar. São corações que curam com palavras, mãos que semeiam esperança, vidas que refletem o caráter de Cristo.
Pessoas assim não vivem para si, mas vivem para abençoar. São como árvores plantadas junto ao ribeiro, que dão fruto no tempo certo , e às vezes, até fora de tempo, porque são regadas pelo céu.
Ele construiu uma vida inteira sendo forte. Ele salva pessoas. Ele segurou o mundo com as mãos.
Mas o que ele está aprendendo agora é que o amor não é um resgate. O amor é um lugar onde a gente pode finalmente descansar.
Ele nunca teve um lugar assim. Não na infância. Não na vida.
Mas Ela está te oferecendo esse lugar. E ela não está pedindo que Ele seja perfeito. Ela está pedindo que apenas tente.
Que Ele se permita. Não para agradá-la, mas para e por Ele mesmo. Simplesmente porque merece saber o que é ser amado sem precisar segurar o mundo com as mãos.
... mas talvez Ele só não queira mesmo. Talvez, não com Ela.
... coisas sobre Ele
A POBREZA HEREDITÁRIA QUE MOLDA A SUA VIDA
Existe um peso silencioso que muitas pessoas carregam sem nomear. A pobreza. Não como uma fase pontual, mas como uma herança. Algo que atravessa gerações, molda escolhas, limita horizontes e ainda assim é tratada como falha individual. Você, homem ou mulher, em algum momento já sentiu essa culpa disfarçada de responsabilidade excessiva. Como se bastasse querer mais, trabalhar mais, tentar mais, para sair de um lugar estruturalmente desigual.
A pobreza não é um fracasso pessoal. Ela é um fenômeno histórico, social e familiar que se repete porque cria ambientes onde as opções são reduzidas desde cedo. Você não começa do zero. Começa do menos. E isso muda tudo. Muda o tempo que você leva para aprender, as oportunidades que aparecem, a margem de erro que você pode ter sem ser destruído ou destruída.
Quando alguém diz que basta esforço, ignora o custo invisível de crescer sem rede de apoio. Ignora o cansaço acumulado de quem precisa resolver o presente antes de pensar no futuro. Ignora que errar para quem tem pouco custa muito mais. Um erro financeiro, uma escolha profissional mal informada, uma doença, uma crise familiar podem empurrar você anos para trás.
A narrativa do mérito absoluto é confortável para quem recebeu reforços. Educação estável, apoio emocional, referências, tempo para errar, incentivo para tentar de novo. Quando esses elementos não existem, o esforço sozinho vira uma corda curta. Você puxa, mas não alcança o outro lado com facilidade.
Isso não significa que sair da pobreza seja impossível. Significa que é raro. E quando acontece, costuma envolver algo além da força de vontade. Um encontro, uma oportunidade específica, um acesso inesperado, alguém que estendeu a mão, uma política pública, uma mudança estrutural. Reconhecer isso não tira o mérito de quem consegue. Tira a culpa de quem ainda não conseguiu.
A pobreza também molda a mente. Cria urgência constante. Você aprende a resolver o agora, não a planejar o depois. Aprende a sobreviver, não a expandir. Isso não é falta de visão. É adaptação. O problema surge quando essa adaptação é julgada como limitação moral.
Você não escolheu nascer onde nasceu. Não escolheu o nível de instrução da família, o bairro, a escola, as referências. Essas condições iniciais influenciam diretamente o quanto de energia sobra para sonhar, arriscar e persistir. Dizer que tudo depende apenas de esforço é ignorar a realidade concreta da vida.
A pobreza atravessa gerações porque se reproduz no cotidiano. Na necessidade de trabalhar cedo. Na interrupção de estudos. Na normalização do cansaço extremo. Na falta de tempo para errar com segurança. Cada geração herda não apenas menos recursos, mas mais responsabilidades.
E ainda assim, você é cobrado e cobrada como se tivesse recebido o mesmo ponto de partida que todos. Essa cobrança cria vergonha, e a vergonha paralisa. Ela faz você acreditar que não merece querer mais, que sonhar é ingenuidade, que tentar é perda de tempo. Esse é um dos danos mais profundos da pobreza. Não é só material. É simbólico.
Reconhecer isso não é se vitimizar. É se localizar. É entender o terreno em que você pisa antes de se culpar por não correr mais rápido. Quando você entende o contexto, pode buscar estratégias mais realistas. Pode valorizar pequenos avanços. Pode procurar reforços externos sem sentir que está trapaceando.
Esforço importa. Mas ele não opera no vazio. Ele precisa de estrutura, de tempo, de margem para erro. Sem isso, o esforço vira exaustão crônica. E exaustão não liberta ninguém.
Você não é menos capaz por ainda estar onde está. Você está operando dentro de um sistema que exige mais de você para entregar menos. Isso não define seu valor. Define a dificuldade do caminho.
Sair de uma hereditariedade de pobreza exige mais do que vontade. Exige acesso. Exige suporte. Exige rupturas que nem sempre estão sob controle individual. Entender isso devolve dignidade. E dignidade é o primeiro passo para qualquer transformação real.
Você não precisa carregar a culpa de um sistema inteiro nas costas. Pode carregar apenas a responsabilidade possível, aquela que cabe dentro da sua realidade atual. O resto não é fracasso. É contexto.
E quando você para de se tratar como defeituoso ou defeituosa por não ter vencido uma corrida desigual, algo muda. Você passa a se mover com mais consciência e menos vergonha. E isso, embora não resolva tudo, já rompe um ciclo silencioso.
A pobreza não define quem você é. Ela explica parte do que você enfrenta. E entender essa diferença é um ato profundo de lucidez e respeito consigo mesmo e consigo mesma.
O FRACASSO CONDICIONADO QUE AFASTA PESSOAS
Existe um abandono que não acontece de uma vez. Ele vai se espalhando conforme você não conquista o que o mundo chama de sucesso. Quando não há posses, status ou resultados visíveis, as pessoas se afastam com uma naturalidade fria. Não é sempre hostilidade aberta. Muitas vezes é silêncio, distância, ausência. Convites que param. Conversas que não continuam. Você, homem ou mulher, passa a existir menos nos olhos alheios.
A pobreza e o fracasso funcionam como filtros sociais cruéis. Eles revelam o quanto a maioria das relações é condicional. Enquanto você tem algo a oferecer, presença é garantida. Quando não tem, o espaço se fecha. Isso dói porque confirma uma suspeita antiga. O valor que te atribuem não está em quem você é, mas no que você representa.
Esse afastamento costuma ser interpretado como prova de inadequação pessoal. Você pensa que há algo errado com você. Que não é interessante, útil, digno. Mas o que está acontecendo é outra coisa. As pessoas se afastam porque o fracasso as incomoda. Ele lembra que a estabilidade é frágil. Que o sucesso pode não durar. Que o sistema não protege a todos. É mais fácil se afastar do que encarar essa verdade.
Há uma solidão específica em não conquistar nada segundo os parâmetros externos. Você não é procurado ou procurada para conselhos, oportunidades, trocas. Você se torna invisível. E a invisibilidade machuca porque você ainda é o mesmo por dentro. Seus pensamentos, sua sensibilidade, sua lucidez continuam ali, sem plateia.
Mas existe um lado que poucos têm coragem de admitir. Esse afastamento também limpa o terreno. Sem posses, sem prestígio, sem resultados para exibir, não há interesseiros. Não há bajulação estratégica. Não há relações baseadas em conveniência disfarçada de amizade. Quem fica, fica por algo mais raro.
Essa fase mostra quem se importa com você e quem se importa com o que você pode fornecer. Mostra quem enxerga sua humanidade e quem só enxerga utilidade. É um aprendizado duro, mas extremamente esclarecedor. Porque você para de confundir presença com lealdade.
Quando você está no fundo, não há performance possível. Não há como impressionar. Não há como negociar valor social. O que sobra são vínculos desarmados ou nenhum vínculo. E embora isso doa, também devolve verdade. A verdade de que muitas relações eram sustentadas por expectativa, não por afeto ou respeito real.
Se um dia você vencer na vida, e isso pode significar muitas coisas além de dinheiro, você saberá com quem pode contar. Não porque essas pessoas estarão ao seu lado no topo, mas porque estiveram quando não havia nada a ganhar. Essa memória se torna um critério interno poderoso. Você não se ilude com facilidade depois disso.
A pobreza e o fracasso ensinam algo que o sucesso raramente ensina. Ensina a ler pessoas. Ensina a perceber silêncios, ausências, prioridades. Ensina que algumas despedidas não são perdas. São revelações.
Isso não torna a solidão fácil. Não romantiza o abandono. Mas retira a culpa que você costuma carregar. O afastamento dos outros não é prova de que você não vale. É prova de que muitos vínculos eram frágeis demais para atravessar a escassez.
Você aprende também a se tornar companhia de si mesmo e de si mesma. Não por escolha idealizada, mas por necessidade. E dessa convivência forçada nasce uma autonomia que não depende tanto de aprovação externa. Você passa a se ouvir mais, a se observar mais, a se fortalecer internamente.
Quando o mundo se afasta, você descobre que ainda existe você. E isso muda a relação consigo. Você começa a construir valor interno sem aplauso. E isso, paradoxalmente, prepara você para não se perder quando o aplauso eventualmente vier.
Se a vitória chegar, você não estará ingênuo ou ingênua. Saberá que nem toda aproximação é afeto. Que nem todo elogio é respeito. E terá critérios mais firmes para escolher quem entra e quem fica.
Até lá, essa fase de vazio relacional não é uma punição. É um período de depuração. Dói porque revela, mas também protege. Protege você de se cercar de pessoas que só caminham ao seu lado enquanto há algo a extrair.
Você não perdeu todo mundo porque fracassou. Você apenas perdeu quem não suportaria caminhar com você sem garantias. E isso, embora machuque agora, pode ser um dos aprendizados mais valiosos da sua vida.
Quando você entende isso, a solidão deixa de ser humilhação e passa a ser um intervalo de lucidez. Um tempo difícil, sim, mas honesto. E honestidade, no fim, vale mais do que companhia interesseira.
Geralmente, a maioria das pessoas que estão em um púlpito pregando, são pessoas que se escondem atrás da Bíblia. As que assistem também. É impressionante como a fé, que poderia ser algo tão genuíno, tão transformador, acaba se tornando um escudo, uma máscara para as coisas mais horríveis. As pessoas fingem ser o que não são, e ninguém parece perceber. Fico pensando em quantas vidas são moldadas por palavras que saem de bocas que escondem intenções nada nobres.
Eu mesma tenho uma história que me deixa sem palavras quando lembro. Fui quase abusada na adolescência por um presbítero que pregava todo dia na igreja com a Bíblia na mão. A imagem dele, o semblante sério, a autoridade que parecia inquestionável, me perseguem até hoje. É revoltante pensar que alguém que se dizia guardião da palavra de Deus, alguém que todos confiavam, podia ser tão cruel, tão oportunista. E não é que a vida me mostrou que isso não é exceção. Hoje conheço pastores que vivem uma vida infernal, que batem na mulher, que manipulam, que julgam, que destroem, e continuam lá, com a Bíblia na mão, como se nada tivesse acontecido. É de deixar qualquer pessoa abismada.
O problema não é que a religião ou a fé existam. O problema é a hipocrisia, a falsidade, a postura de santidade que não se traduz em atos. É fácil pregar sobre amor, perdão e compaixão quando se está cercado de olhares que acreditam na máscara. É muito mais fácil fingir. O púlpito virou palco, e a plateia, cúmplice. As pessoas que deveriam questionar, refletir, se proteger, também acabam se escondendo atrás do mesmo livro sagrado, como se fosse uma proteção contra a verdade incômoda.
E eu fico aqui pensando nas marcas invisíveis que isso deixa nas pessoas. Porque quem assiste, quem confia, quem ama, acaba aprendendo que a aparência vale mais que a essência. Que a palavra é importante, mas quem segura a palavra pode ser desonesto, cruel, manipulador. Que o medo de desagradar ou de duvidar é maior do que o medo de se ferir. A fé se transforma em algo confuso, em um jogo de poder, e a cada história como a minha, a cada abuso quase consumado, a cada violência disfarçada de autoridade, eu me pergunto como alguém consegue seguir acreditando sem perder a lucidez.
É revoltante, mas também é engraçado se pensar por outro lado. É engraçado como o ser humano consegue usar a religião como uma fantasia, um disfarce para os próprios vícios, para as próprias fraquezas. É quase cômico se não fosse trágico. É como assistir a uma peça de teatro onde todos fingem ser santos enquanto a plateia aplaude sem perceber que está sendo enganada. É um absurdo que se repete, geração após geração, e que deixa marcas invisíveis que às vezes só quem já sofreu consegue ver.
E eu rio, às vezes sozinha, do quão contraditório tudo isso é. Rir da tragédia, rir da hipocrisia, rir da plateia que acha que está assistindo a algo divino quando, na verdade, é só uma performance muito bem ensaiada. Rir para não chorar, rir para não enlouquecer, rir para lembrar que a verdade existe, mesmo que ela seja escondida atrás de uma Bíblia e de olhares que fingem virtude.
Mas não é só indignação, também é aprendizado. Aprendi a desconfiar, a questionar, a não aceitar máscaras nem nos púlpitos nem em qualquer outro lugar da vida. Aprendi que fé de verdade não se mede pelo que alguém fala ou prega, mas pelo que alguém faz, pelo cuidado que oferece, pela integridade que demonstra mesmo quando ninguém está olhando. Aprendi que o medo de abusos, de manipulações, de pessoas falsas, pode ser enfrentado, e que a indignação pode se transformar em força, em clareza, em liberdade.
E assim sigo, abismada, indignada, às vezes rindo, às vezes quase chorando, mas sempre acordada para a realidade. Porque a vida é muito curta para fingir, para se esconder, para aceitar que a santidade é apenas uma máscara. A fé que vale a pena é aquela que não precisa de máscara, que não se esconde atrás de púlpitos, que não destrói quem confia. A fé verdadeira é transparente, humana, justa, e quando existe, é impossível passar despercebida, mesmo em meio a tantos farsantes com a Bíblia na mão.
