Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
Tirando raras excessões, cristãos costumam ser as pessoas mais perversas e com maior potencial de fazer mal pelas razões mais ridículas e sem sentido possíveis! Principalmente a pessoas inocentes, incluindo crianças. O deus bíblico é um ser extremamente perverso, que faz coisas abomináveis, imperdoáveis e sádicas, cometendo inclusive infanticídios, autorizando e regulamentando a escravidão, relativizando abusos, cometendo genocidios em nome do seu frágil ego, além do sentimento continuo de pequenez que claramente tem, e ainda assim é admirado e venerado pelos cristãos.
A história nos mostra os horrores que isso gerou, os absurdos que justificou, e o pior, além de se colocarem, tirando raras excessões, como donos da verdade absoluta, ainda acreditam que qualquer coisa que façam será perdoada, e que qualquer ação verdadeiramente perversa pode ser justificada e seria "fazer o bem" quando em nome do deus deles. A prova disso está nas notícias que aparecem todos os dias, nos livros de história, nos textos bíblicos, e nas ações da maioria dos que se denominam cristãos, sejam católicos ou evangélicos/protestantes.
O discurso cristão desumaniza diversos grupos sociais, além de qualquer um que rejeite a crença ou não se encaixe nela. Combater o cristofacismo é salvar vidas! Questionar a religião em si, é lutar por um mundo melhor, mais justo, empático, com menos desigualdade, ódio gratuito, intolerância descabida, preconceitos, misoginia, além de com mais amor, assim como pensamento crítico. Por menos Jesus e mais conhecimento, sabedoria, empatia e respeito!
- Marcela Lobato
Dos meus feitos em vida, o que mais me orgulho é ter libertado pelo menos uma dúzia de pessoas, provavelmente mais que não lembro e não sei, do cristianismo.
Posso morrer em paz com isso.
E essas pessoas libertam outras pessoas.
A questão não é a crença, mas a escravização da mente e perpetuação do ódio, da intolerância, da arrogância de se achar a única verdadeira.
Que mais e mais pessoas se libertem, e a juventude seja a nossa salvação do Evangelhistão!
Meu trabalho está feito. E será feito até o meu último segundo de vida.
- Marcela Lobato
As vezes a melhor relação que teremos é com a gente, sem mais ninguém. As pessoas se cobram muito sobre encontrar relações românticas, mas talvez ficar sozinha seja a melhor opção. O amor é algo poderoso, talvez a força mais poderosa do mundo, podendo ser a melhor ou pior coisa na vida de alguém, curando e destruindo na mesma proporção, mas se você não ama ninguém ou não pode estar com quem ama, talvez a melhor coisa seja ficar com você mesma.
Eu amo estar sozinha, amo a minha própria companhia. Filosofar sobre a vida, entender minhas emoções mais profundas no meu bom e velho quarto escuro. Praticamente não tive relacionamentos na vida, justamente porque nunca busquei em outra pessoa uma mera companhia ou "cura pra carência". Sempre levei o amor e a ideia de namorar com alguém como algo muito sério. A única forma de eu desistir da minha amada solidão, ou solitude, como alguns chamam, é se eu realmente amar muito alguém, a ponto de gostar tanto de estar com ela quanto gosto de estar sozinha com meus pensamentos.
Não há nada de errado em se escolher. Não tem problema não querer ter um relacionamento. Eu sempre fui "a última romântica", porém nunca fui alguém buscando matar a carência com relações e pessoas. Cada vez que sofri por estar sozinha, não era sobre não ter alguém comigo, mas sim sobre não ter aquela pessoa específica ao meu lado. Claro, como humana, às vezes queria ter alguém com quem dividir as coisas, e alguém pra ser meu apoio, assim como eu queria ser o apoio dessa pessoa também, porém jamais conseguiria me relacionar apenas pela busca de companhia. Eu amo estar sozinha. Não abriria mão disso por qualquer uma.
- Marcela Lobato
Nós estamos constantemente a errar com as pessoas porque nos esquecemos de que, antes de conhecermos alguém e passarmos a fazer parte do seu círculo, essa pessoa já existia, mesmo sem sequer saber da nossa existência.
Ainda assim, por vezes, comportamo-nos como se o mundo das pessoas à nossa volta só fizesse sentido porque fazemos parte dele. Quando, na verdade, antes de nós chegarmos, já existia um mundo na vida dessas pessoas. Já existiam outras pessoas, já havia sorrisos, sonhos, planos grandiosos, momentos de felicidade e histórias que não conhecemos.
A verdade é que não somos tudo aquilo que imaginamos ser na vida das pessoas. Por isso, precisamos de ter mais empatia, mais amor e mais compreensão. Precisamos de aprender a ceder, a reconhecer os nossos erros e a dar o braço a torcer quando necessário.
Porque, com ou sem a nossa presença, a vida continua. O mundo não para por ninguém, e as pessoas, por mais que sintam a nossa falta, acabam por encontrar formas de seguir em frente.
Há muito mais pessoas no mundo do que conseguimos imaginar. Há pessoas incríveis, capazes de nos surpreender, de nos acolher e de nos oferecer aquilo que, por vezes, julgávamos impossível encontrar noutra pessoa.
Por isso, não te comportes como se fosses insubstituível na vida de alguém, nem trates como garantida a presença de quem te ama. Aprende a valorizar, a compreender e a cuidar das pessoas enquanto elas caminham ao teu lado.
Sê, para as pessoas à tua volta, aquilo que gostarias que elas fossem para ti. Porque, no final, não se trata de ser indispensável na vida de alguém, mas de fazer a diferença enquanto fazemos parte dela.
Uma Parceria Real e Inconfundível
Certo que valorizar a interação com certas pessoas que fazem a diferença, é muito sensato — o mínimo que se espera. Entretanto, a valorização da própria companhia é indispensável; muitas vezes, a melhor que se pode ter nos altos e baixos, independente do que possa acontecer entre o bem querido e o mal indesejado,
Perder o prazer de estar com ela chega a ser muito preocupante: um desencontro da sua singularidade. É solidão e não solitude; falta de solidariedade com a própria existência, com aquela pessoa do íntimo que estará com você até o final. Uma parceria real inconfundível, muito especial, que necessita estar em equilíbrio
É normal desentender-se consigo, ter diálogos internos — breves ou demorados — e reflexivos. Tem que saber dizer não para si quando necessário, já que não se trata de achar que não precisa de ninguém e nem de esquecer que é a vontade de Deus que prevalece (O Ser mais importante), e sim a respeito de se amar que, de fato, é algo muito significante.
"Algumas pessoas podem parecer distantes financeiramente, mas, para Deus, elas não saíram do lugar."
Algumas pessoas podem parecer sábias, mas, Deus conhece o ego da ignorância.
Deus é dono de tudo e não precisa de nada.
Deus é eterno e eu sou passageiro.
A morte é o fim para quem passou a vida tentando ser melhor que o outro.
Na porta da espiritualidade o material não entra.
O tempo está acabando para quem não está encontrando o que Deus procura.
Com o tempo, o coração se acostuma com o que tem. As bênçãos viram rotina, as pessoas parecem presença garantida, e aquilo que um dia foi resposta de oração passa a ser tratado como obrigação. É assim que o inimigo age, tirando o que é precioso, fazendo a gente esquecer o valor que aquilo tem. Valorizar o que precisa ser valorizado é voltar a enxergar. É agradecer pela paz que antes não lhe faltava, pelo amor que um dia você pediu, pela saúde e por cada detalhe que Deus permitiu viver. O que é comum para nós agora, pode ser milagre para alguém que almeja ter tudo isso que você deixou para trás. Que o seu coração volte a reconhecer o valor do que já tinha ou tem, antes de pedir o que ainda não chegou, porque quem é grato, nunca vive em falta. "Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração."
Mateus 6:21
As pessoas erram e, muitas vezes, querem exigir o esquecimento, como se o simples passar do tempo apagasse tudo o que fizeram. Mas não é assim que funciona.
Uma xícara quebrada pode até ser colada, mas jamais será exatamente a mesma. E, por mais que tentem restaurá-la, o brilho de antes talvez nunca mais volte.
Da mesma forma, a confiança pode até ser reconstruída, mas as marcas permanecem. Quem feriu não pode determinar o tempo da cura de quem foi ferido, muito menos exigir que tudo volte ao normal só porque decidiu seguir em frente.
O erro pode ter durado um instante, mas suas consequências podem permanecer por muito tempo. Perdoar não é esquecer, e continuar ao lado de alguém não significa que a dor deixou de existir.
Quem quebra algo precioso precisa entender que o arrependimento não apaga o que aconteceu, e que recuperar o que foi perdido exige muito mais do que palavras: exige atitudes, paciência e verdade.
QUEM DECIDE POR VOCÊ QUANDO VOCÊ NÃO DECIDE?
Há pessoas que passam a vida inteira fazendo escolhas que nunca foram verdadeiramente suas. Reproduzem expectativas, obedecem aos próprios medos e confundem adaptação com liberdade.
O maior perigo não é alguém controlar sua vida. É você acreditar que está no controle enquanto apenas executa decisões que outros escreveram.
Consciência sem autoria é perceber a vida e permitir que outros a escrevam.
É sobre essa diferença entre existir, escolher e assumir a própria trajetória que desenvolvi minha pesquisa científica sobre o Método PROTAGONISTA.
Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE AS PESSOAS ACREDITAM EM FAKE NEWS, MESMO DIANTE DAS EVIDÊNCIAS?
Porque nem sempre procuram a verdade. Muitas vezes, procuram informações que autorizem aquilo em que já decidiram acreditar.
A mentira mais perigosa não é aquela que engana os olhos, mas aquela que encontra abrigo nas convicções.
O senso comum comumente mente.
Em minhas pesquisas sobre Alfabetização do Discernimento Consciente e METADISCERN, examino precisamente esse problema: a incapacidade de distinguir a força de uma crença da qualidade das evidências que a sustentam.
Quem acredita sem examinar pode acabar defendendo a própria manipulação.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
Pessoas como eu, que escolhem a solidão e o silêncio carregam uma força que poucos conseguem perceber. Elas não são antissociais; pelo contrário, são profundamente leais e autênticas, mais do que aquelas que buscam companhia constante. Essas almas apreciam a própria presença, vivendo em paz e sem interferir na vida alheia, porque sabem que, assim, sua própria vida permanece intacta.
O silêncio delas não é sinal de fraqueza, mas de poder. São seletivas, observam com atenção quem cruza seu caminho e sabem distinguir quem transmite confiança e valor daqueles que só trazem desgaste. Buscam qualidade, não quantidade; profundidade, não superficialidade.
Quando você consegue conquistar seu espaço nesse círculo restrito, descobre pessoas intensamente fiéis e verdadeiras. Por trás de sua tranquilidade, existe um mundo interior vasto, repleto de reflexão, autenticidade e lealdade. Elas preferem a solidão não por desprezo pelos outros, mas por valorizarem demais a própria paz interior, aquele refúgio silencioso onde encontram equilíbrio e sentido.
Você se identifica com esse tipo de pessoa?
O grande problema das pessoas hoje é que elas simplesmente distorcem as coisas. Por exemplo, o "Super-Homem" de Nietzsche acabou se tornando um símbolo nazista, sendo que de nazismo não tinha nada.
A mensagem de amor e tolerância de Jesus virou, nas mãos da igreja, uma mensagem de manipulação e intolerância.
Ou então a ideia é deturpada porque quem não entende a matéria acaba explicando tudo errado.
É como dizer "eu peso tanto"... Na verdade, você não pesa nada, você mede a sua massa, peso é uma força!
Ou falar em força centrífuga... Ela não existe, o que existe é a inércia!
E por aí vai.
Antes de querer mudar as pessoas, transforme suas próprias atitudes. Antes de exigir justiça, seja justo. Antes de cobrar respeito, aprenda a respeitar. Antes de apontar os erros do mundo, tenha a coragem de reconhecer os seus.
Vivemos esperando que alguém mude, que a sociedade desperte, que o mundo se torne mais justo. Mas, muitas vezes, esquecemos que toda grande transformação começa em um lugar pequeno, silencioso e poderoso: dentro de nós.
Não podemos controlar todos os acontecimentos, nem corrigir todas as injustiças, mas podemos escolher não reproduzir aquilo que condenamos.
Não espere que o mundo mude para começar a fazer a diferença. Mude você — e faça da sua própria vida a prova de que um mundo melhor é possível.
10:40 domingo 22 de junho de 2025
Sonhei hoje á noite com um cortejo, era de pessoas muito ricas, carros luxuosos algo assim, eu tentava identificar quem passava, mas eu não sabia quem era, só sei que alguém muito importante.
Eu e meu marido, estávamos dentro de um cemitério assistindo esse cortejo passar lá fora e eu me virava para ele, enquanto o abraçava, chorava e dizia "e quando for a gente amor?" Nós dois nos abraçamos e choramos, eu acordei
No dia 24 de junho do ano passado, eu tive um sonho, estava eu no banco de espera de um hospital, ao meu lado esquerdo estava uma mulher estranha sentada, eu não a conhecia. Eu perguntava para ela sobre a prima do meu marido que estava de frente para nós, me olhando fixamente, com o lado direito do rosto todo vermelho de uma mancha que parecia câncer. Ela me encarava bem séria.( Ela já é falecida há algum tempo, antes mesmo desse sonho) Ao meu lado direito eu virei o rosto e vi meu irmão mais velho, me olhando com uma cara de muita tristeza, enquanto a pergunta era o seguinte "É verdade que fulana está internada e só tem mais um ano de vida?" A mulher estranha ao meu lado respondeu"sim". Então, eu acordei.
Tentando desenhar o que vi no sonho...
Um barco caravela da era colonial em um cais, muitas pessoas descendo e subindo do barco...
Eu desci, e logo vi alguém encostado no parapeito da orla, era ele novamente o 'C', nos olhamos profundamente, e rimos um para o outro.
Me despedi desse alguém, e dissemos um adeus que seria para sempre...
Porque enquanto eu estava descendo naquelas terras, ele estava indo para outras.
Eu continuei caminhando, e indo com a minha mala cheia de pertences, para não sei onde...
Eu estava tão feliz naquele instante, mas alguma coisa me dizia que eu deveria embarcar com aquela pessoa de volta, porque depois daquele momento, nunca mais nos veríamos.
Lembro que eu estava com roupas de camponesa.
Uma saia longa e uma blusa de meia manga branca...
Porém, tudo o que fiz foi andar para frente, e olhar para trás, até sumirmos das vistas um do outro.
Ele me olhava com amor e ternura, como quem dissesse "fica comigo e vamos viajar juntos, para nunca mais nos separarmos..."
Antes de partir, havia me aproximado dele e o abraçado. Era como se fosse o último abraço das nossas vidas.
Tão intenso.
É só disso que me lembro ❤️
10/11/2021
A POBREZA HEREDITÁRIA QUE MOLDA A SUA VIDA
Existe um peso silencioso que muitas pessoas carregam sem nomear. A pobreza. Não como uma fase pontual, mas como uma herança. Algo que atravessa gerações, molda escolhas, limita horizontes e ainda assim é tratada como falha individual. Você, homem ou mulher, em algum momento já sentiu essa culpa disfarçada de responsabilidade excessiva. Como se bastasse querer mais, trabalhar mais, tentar mais, para sair de um lugar estruturalmente desigual.
A pobreza não é um fracasso pessoal. Ela é um fenômeno histórico, social e familiar que se repete porque cria ambientes onde as opções são reduzidas desde cedo. Você não começa do zero. Começa do menos. E isso muda tudo. Muda o tempo que você leva para aprender, as oportunidades que aparecem, a margem de erro que você pode ter sem ser destruído ou destruída.
Quando alguém diz que basta esforço, ignora o custo invisível de crescer sem rede de apoio. Ignora o cansaço acumulado de quem precisa resolver o presente antes de pensar no futuro. Ignora que errar para quem tem pouco custa muito mais. Um erro financeiro, uma escolha profissional mal informada, uma doença, uma crise familiar podem empurrar você anos para trás.
A narrativa do mérito absoluto é confortável para quem recebeu reforços. Educação estável, apoio emocional, referências, tempo para errar, incentivo para tentar de novo. Quando esses elementos não existem, o esforço sozinho vira uma corda curta. Você puxa, mas não alcança o outro lado com facilidade.
Isso não significa que sair da pobreza seja impossível. Significa que é raro. E quando acontece, costuma envolver algo além da força de vontade. Um encontro, uma oportunidade específica, um acesso inesperado, alguém que estendeu a mão, uma política pública, uma mudança estrutural. Reconhecer isso não tira o mérito de quem consegue. Tira a culpa de quem ainda não conseguiu.
A pobreza também molda a mente. Cria urgência constante. Você aprende a resolver o agora, não a planejar o depois. Aprende a sobreviver, não a expandir. Isso não é falta de visão. É adaptação. O problema surge quando essa adaptação é julgada como limitação moral.
Você não escolheu nascer onde nasceu. Não escolheu o nível de instrução da família, o bairro, a escola, as referências. Essas condições iniciais influenciam diretamente o quanto de energia sobra para sonhar, arriscar e persistir. Dizer que tudo depende apenas de esforço é ignorar a realidade concreta da vida.
A pobreza atravessa gerações porque se reproduz no cotidiano. Na necessidade de trabalhar cedo. Na interrupção de estudos. Na normalização do cansaço extremo. Na falta de tempo para errar com segurança. Cada geração herda não apenas menos recursos, mas mais responsabilidades.
E ainda assim, você é cobrado e cobrada como se tivesse recebido o mesmo ponto de partida que todos. Essa cobrança cria vergonha, e a vergonha paralisa. Ela faz você acreditar que não merece querer mais, que sonhar é ingenuidade, que tentar é perda de tempo. Esse é um dos danos mais profundos da pobreza. Não é só material. É simbólico.
Reconhecer isso não é se vitimizar. É se localizar. É entender o terreno em que você pisa antes de se culpar por não correr mais rápido. Quando você entende o contexto, pode buscar estratégias mais realistas. Pode valorizar pequenos avanços. Pode procurar reforços externos sem sentir que está trapaceando.
Esforço importa. Mas ele não opera no vazio. Ele precisa de estrutura, de tempo, de margem para erro. Sem isso, o esforço vira exaustão crônica. E exaustão não liberta ninguém.
Você não é menos capaz por ainda estar onde está. Você está operando dentro de um sistema que exige mais de você para entregar menos. Isso não define seu valor. Define a dificuldade do caminho.
Sair de uma hereditariedade de pobreza exige mais do que vontade. Exige acesso. Exige suporte. Exige rupturas que nem sempre estão sob controle individual. Entender isso devolve dignidade. E dignidade é o primeiro passo para qualquer transformação real.
Você não precisa carregar a culpa de um sistema inteiro nas costas. Pode carregar apenas a responsabilidade possível, aquela que cabe dentro da sua realidade atual. O resto não é fracasso. É contexto.
E quando você para de se tratar como defeituoso ou defeituosa por não ter vencido uma corrida desigual, algo muda. Você passa a se mover com mais consciência e menos vergonha. E isso, embora não resolva tudo, já rompe um ciclo silencioso.
A pobreza não define quem você é. Ela explica parte do que você enfrenta. E entender essa diferença é um ato profundo de lucidez e respeito consigo mesmo e consigo mesma.
O FRACASSO CONDICIONADO QUE AFASTA PESSOAS
Existe um abandono que não acontece de uma vez. Ele vai se espalhando conforme você não conquista o que o mundo chama de sucesso. Quando não há posses, status ou resultados visíveis, as pessoas se afastam com uma naturalidade fria. Não é sempre hostilidade aberta. Muitas vezes é silêncio, distância, ausência. Convites que param. Conversas que não continuam. Você, homem ou mulher, passa a existir menos nos olhos alheios.
A pobreza e o fracasso funcionam como filtros sociais cruéis. Eles revelam o quanto a maioria das relações é condicional. Enquanto você tem algo a oferecer, presença é garantida. Quando não tem, o espaço se fecha. Isso dói porque confirma uma suspeita antiga. O valor que te atribuem não está em quem você é, mas no que você representa.
Esse afastamento costuma ser interpretado como prova de inadequação pessoal. Você pensa que há algo errado com você. Que não é interessante, útil, digno. Mas o que está acontecendo é outra coisa. As pessoas se afastam porque o fracasso as incomoda. Ele lembra que a estabilidade é frágil. Que o sucesso pode não durar. Que o sistema não protege a todos. É mais fácil se afastar do que encarar essa verdade.
Há uma solidão específica em não conquistar nada segundo os parâmetros externos. Você não é procurado ou procurada para conselhos, oportunidades, trocas. Você se torna invisível. E a invisibilidade machuca porque você ainda é o mesmo por dentro. Seus pensamentos, sua sensibilidade, sua lucidez continuam ali, sem plateia.
Mas existe um lado que poucos têm coragem de admitir. Esse afastamento também limpa o terreno. Sem posses, sem prestígio, sem resultados para exibir, não há interesseiros. Não há bajulação estratégica. Não há relações baseadas em conveniência disfarçada de amizade. Quem fica, fica por algo mais raro.
Essa fase mostra quem se importa com você e quem se importa com o que você pode fornecer. Mostra quem enxerga sua humanidade e quem só enxerga utilidade. É um aprendizado duro, mas extremamente esclarecedor. Porque você para de confundir presença com lealdade.
Quando você está no fundo, não há performance possível. Não há como impressionar. Não há como negociar valor social. O que sobra são vínculos desarmados ou nenhum vínculo. E embora isso doa, também devolve verdade. A verdade de que muitas relações eram sustentadas por expectativa, não por afeto ou respeito real.
Se um dia você vencer na vida, e isso pode significar muitas coisas além de dinheiro, você saberá com quem pode contar. Não porque essas pessoas estarão ao seu lado no topo, mas porque estiveram quando não havia nada a ganhar. Essa memória se torna um critério interno poderoso. Você não se ilude com facilidade depois disso.
A pobreza e o fracasso ensinam algo que o sucesso raramente ensina. Ensina a ler pessoas. Ensina a perceber silêncios, ausências, prioridades. Ensina que algumas despedidas não são perdas. São revelações.
Isso não torna a solidão fácil. Não romantiza o abandono. Mas retira a culpa que você costuma carregar. O afastamento dos outros não é prova de que você não vale. É prova de que muitos vínculos eram frágeis demais para atravessar a escassez.
Você aprende também a se tornar companhia de si mesmo e de si mesma. Não por escolha idealizada, mas por necessidade. E dessa convivência forçada nasce uma autonomia que não depende tanto de aprovação externa. Você passa a se ouvir mais, a se observar mais, a se fortalecer internamente.
Quando o mundo se afasta, você descobre que ainda existe você. E isso muda a relação consigo. Você começa a construir valor interno sem aplauso. E isso, paradoxalmente, prepara você para não se perder quando o aplauso eventualmente vier.
Se a vitória chegar, você não estará ingênuo ou ingênua. Saberá que nem toda aproximação é afeto. Que nem todo elogio é respeito. E terá critérios mais firmes para escolher quem entra e quem fica.
Até lá, essa fase de vazio relacional não é uma punição. É um período de depuração. Dói porque revela, mas também protege. Protege você de se cercar de pessoas que só caminham ao seu lado enquanto há algo a extrair.
Você não perdeu todo mundo porque fracassou. Você apenas perdeu quem não suportaria caminhar com você sem garantias. E isso, embora machuque agora, pode ser um dos aprendizados mais valiosos da sua vida.
Quando você entende isso, a solidão deixa de ser humilhação e passa a ser um intervalo de lucidez. Um tempo difícil, sim, mas honesto. E honestidade, no fim, vale mais do que companhia interesseira.
Geralmente, a maioria das pessoas que estão em um púlpito pregando, são pessoas que se escondem atrás da Bíblia. As que assistem também. É impressionante como a fé, que poderia ser algo tão genuíno, tão transformador, acaba se tornando um escudo, uma máscara para as coisas mais horríveis. As pessoas fingem ser o que não são, e ninguém parece perceber. Fico pensando em quantas vidas são moldadas por palavras que saem de bocas que escondem intenções nada nobres.
Eu mesma tenho uma história que me deixa sem palavras quando lembro. Fui quase abusada na adolescência por um presbítero que pregava todo dia na igreja com a Bíblia na mão. A imagem dele, o semblante sério, a autoridade que parecia inquestionável, me perseguem até hoje. É revoltante pensar que alguém que se dizia guardião da palavra de Deus, alguém que todos confiavam, podia ser tão cruel, tão oportunista. E não é que a vida me mostrou que isso não é exceção. Hoje conheço pastores que vivem uma vida infernal, que batem na mulher, que manipulam, que julgam, que destroem, e continuam lá, com a Bíblia na mão, como se nada tivesse acontecido. É de deixar qualquer pessoa abismada.
O problema não é que a religião ou a fé existam. O problema é a hipocrisia, a falsidade, a postura de santidade que não se traduz em atos. É fácil pregar sobre amor, perdão e compaixão quando se está cercado de olhares que acreditam na máscara. É muito mais fácil fingir. O púlpito virou palco, e a plateia, cúmplice. As pessoas que deveriam questionar, refletir, se proteger, também acabam se escondendo atrás do mesmo livro sagrado, como se fosse uma proteção contra a verdade incômoda.
E eu fico aqui pensando nas marcas invisíveis que isso deixa nas pessoas. Porque quem assiste, quem confia, quem ama, acaba aprendendo que a aparência vale mais que a essência. Que a palavra é importante, mas quem segura a palavra pode ser desonesto, cruel, manipulador. Que o medo de desagradar ou de duvidar é maior do que o medo de se ferir. A fé se transforma em algo confuso, em um jogo de poder, e a cada história como a minha, a cada abuso quase consumado, a cada violência disfarçada de autoridade, eu me pergunto como alguém consegue seguir acreditando sem perder a lucidez.
É revoltante, mas também é engraçado se pensar por outro lado. É engraçado como o ser humano consegue usar a religião como uma fantasia, um disfarce para os próprios vícios, para as próprias fraquezas. É quase cômico se não fosse trágico. É como assistir a uma peça de teatro onde todos fingem ser santos enquanto a plateia aplaude sem perceber que está sendo enganada. É um absurdo que se repete, geração após geração, e que deixa marcas invisíveis que às vezes só quem já sofreu consegue ver.
E eu rio, às vezes sozinha, do quão contraditório tudo isso é. Rir da tragédia, rir da hipocrisia, rir da plateia que acha que está assistindo a algo divino quando, na verdade, é só uma performance muito bem ensaiada. Rir para não chorar, rir para não enlouquecer, rir para lembrar que a verdade existe, mesmo que ela seja escondida atrás de uma Bíblia e de olhares que fingem virtude.
Mas não é só indignação, também é aprendizado. Aprendi a desconfiar, a questionar, a não aceitar máscaras nem nos púlpitos nem em qualquer outro lugar da vida. Aprendi que fé de verdade não se mede pelo que alguém fala ou prega, mas pelo que alguém faz, pelo cuidado que oferece, pela integridade que demonstra mesmo quando ninguém está olhando. Aprendi que o medo de abusos, de manipulações, de pessoas falsas, pode ser enfrentado, e que a indignação pode se transformar em força, em clareza, em liberdade.
E assim sigo, abismada, indignada, às vezes rindo, às vezes quase chorando, mas sempre acordada para a realidade. Porque a vida é muito curta para fingir, para se esconder, para aceitar que a santidade é apenas uma máscara. A fé que vale a pena é aquela que não precisa de máscara, que não se esconde atrás de púlpitos, que não destrói quem confia. A fé verdadeira é transparente, humana, justa, e quando existe, é impossível passar despercebida, mesmo em meio a tantos farsantes com a Bíblia na mão.
Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu.
Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo.
Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar.
No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia.
Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.
