Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres

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A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.

Há pessoas que partem, mas não vão embora por inteiro.
Deixam um pouco de si em cada coração que tocaram, em cada gesto que ensinaram, em cada lembrança guardada com carinho.
Você foi exemplo sem precisar ser perfeita, foi abrigo para teus filhos e netos.
Sentiremos sua falta, mas quando a saudade apertar, não lembraremos apenas da sua partida, mas da pessoa forte que você foi e do exemplo que deixou e que o tempo não será capaz de apagar.
Porque algumas pessoas
não permanecem ao nosso lado,
permanecem dentro de nós.
E você permanecerá.
Em nossas histórias, em nossas lembranças, em tudo aquilo que aprendemos com você.
Até que a saudade deixe de doer
e passe a ser apenas a maneira mais bonita de dizer: foi um privilégio ter você em nossas vidas Vó.
Que sua passagem seja tranquila e que você descanse em paz.
Adeus, Vó!

Que, a cada dia permitido por Deus, possamos ser pessoas melhores, evoluídas e dispostas a fazer valer a pena a nossa estadia na terra.
É tolice viver de intrigas, confusões, disputas negativas, guerra de quem está "certo" ou de quem está "errado". Vamos emanar coisas boas, promover a paz e aprender a viver sem perder tempo.

O MENDIGO

Todo dia o mendigo Manoel saía andando pela cidade a procura de pessoas que lhe dessem uma esmola em dinheiro ou em comida. Ele não tinha nada de bem material nesta vida. Tudo que tinha se resumia a trapos de roupas, panelas velhas, sapatos velhos e chinelos, também, velhos. A sua jornada em terra distante começa quando ele sai do Piauí rumo a São Paulo a procura de serviço e por muitos e muitos anos conseguiu trabalhar em uma firma da "terra da garoa". Em um certo dia foi demitido e depois disso não conseguiu mais emprego. Como escape se entregou à bebida e a mendicância. A única coisa que ainda esperava dessa vida era a chegada da morte. Sonhava com ela todas as noites. Apesar da mente já estar bastante enfraquecida pela pouca comida e pela muita cachaça ele pensava nas injustiças dessa sociedade perversa. Para ele a maior parte da burguesia era constituída de pessoas insensíveis que se alimentavam do suor do trabalhador. Ele pensava muito e muito que poderia ser tudo diferente. Talvez, uma sociedade mais igualitária onde todos seriam mais irmãos nessa curta passagem pelo planeta terra. Pobre Manoel!

Pessoas como eu, que escolhem a solidão e o silêncio carregam uma força que poucos conseguem perceber. Elas não são antissociais; pelo contrário, são profundamente leais e autênticas, mais do que aquelas que buscam companhia constante. Essas almas apreciam a própria presença, vivendo em paz e sem interferir na vida alheia, porque sabem que, assim, sua própria vida permanece intacta.
O silêncio delas não é sinal de fraqueza, mas de poder. São seletivas, observam com atenção quem cruza seu caminho e sabem distinguir quem transmite confiança e valor daqueles que só trazem desgaste. Buscam qualidade, não quantidade; profundidade, não superficialidade.
Quando você consegue conquistar seu espaço nesse círculo restrito, descobre pessoas intensamente fiéis e verdadeiras. Por trás de sua tranquilidade, existe um mundo interior vasto, repleto de reflexão, autenticidade e lealdade. Elas preferem a solidão não por desprezo pelos outros, mas por valorizarem demais a própria paz interior, aquele refúgio silencioso onde encontram equilíbrio e sentido.
Você se identifica com esse tipo de pessoa?

Alguns obstáculos que uma mãe atípica pode enfrentar:
💙 Preconceito e julgamentos das pessoas.
🧩 Dificuldade para conseguir diagnóstico e terapias.
🏥 Filas e dificuldades no acesso à saúde.
📚 Falta de inclusão e apoio na escola.
💰 Gastos elevados com tratamentos, medicamentos e transporte.
😔 Cansaço emocional e físico.
🗣️ Ter que explicar constantemente as necessidades do filho.
⚖️ Lutar pelos direitos da criança e da família.
🤝 Falta de uma rede de apoio.
🌻 Mesmo diante de tudo isso, continuar lutando e acreditando.
“Os obstáculos podem ser grandes, mas o amor de uma mãe atípica encontra forças onde ninguém imaginava existir.” 💙

a níveis cósmicos

Talvez algumas pessoas não voltem para a nossa vida.

Talvez elas nunca tenham realmente saído.

A gente só aprende a conviver com a distância. Aprende a seguir a rotina, conhecer outras pessoas, ocupar os espaços vazios e fingir que certas histórias ficaram para trás.

(receio de parecer redundante)

E funciona.

Até o dia em que a gente se encontra de novo.

Então acontece uma coisa simples demais para ser ignorada, parece que nada precisou ser recuperado.

A conversa volta ao lugar onde parou. A risada ainda tem o mesmo efeito. Os apelidos continuam fazendo sentido. É como se o tempo tivesse passado para todo mundo, menos para nós dois.

Talvez seja isso que torna algumas pessoas tão difíceis de transformar em passado. Porque, com elas, o passado nunca parece completamente encerrado.

A gente pode passar meses tentando ficar longe, convencendo a si mesmo de que é melhor seguir caminhos diferentes. Mas, quando estamos no “mesmo lugar”, existe uma familiaridade que não precisa ser chamada.

Ela simplesmente aparece.

Como se alguma coisa dentro de mim dissesse

“Ah. Era aqui.”

E tudo volta a funcionar. Não de um jeito perfeito, mas natural.

A conversa se desenrola sem esforço. Uma piada puxa outra, um assunto qualquer vira uma conversa de horas e, quando percebo, estou falando de coisas que COM CERTEZA não contaria para mais ninguém.

Com você, eu não preciso escolher tanto as palavras. Existe um idioma que construímos sem perceber. Você sabe onde tocar para me fazer rir, entende meus silêncios, reconhece minhas manias e percebe qual versão de mim está aparecendo.

Talvez essa seja uma das formas mais profundas de intimidade, não precisar reaprender alguém.

A gente já se conhece.

Só precisou se reencontrar.

E é aí que tudo fica estranho.

Quando estamos longe, parece possível seguir em frente, colocar cada coisa no seu lugar e aceitar que algumas histórias pertencem ao passado. Mas, quando estamos juntos, o mundo parece discordar.

As cores ficam mais vivas. As coisas pequenas ganham importância. Uma conversa qualquer parece suficiente para salvar o dia. Um problema enorme perde o tamanho, não porque foi resolvido, mas porque estamos ali.

Você não melhora a minha vida como quem chega para consertá-la. Você me faz lembrar de como é gostar dela.

Não precisa trazer respostas, prometer que tudo vai dar certo ou mudar alguma coisa. Basta estar. E alguma coisa em mim descansa.

É como se meu corpo reconhecesse uma casa que minha cabeça passou muito tempo tentando esquecer.

Talvez por isso eu tenha a sensação de que nos conhecemos há mais tempo do que deveríamos. Como se a nossa história tivesse começado antes da primeira página que consigo lembrar.

E existe uma coisa ainda mais difícil de explicar mesmo quando a distância vence, alguma parte de mim parece continuar orientada na sua direção.

Não é pensamento. Não é exatamente saudade. É uma espécie de insistência silenciosa.

Como se os olhos ainda soubessem procurar você antes mesmo de eu perceber que estou procurando. Como se meu corpo tivesse guardado, em algum lugar que a razão não alcança, uma noção muito particular de onde você está.

Talvez seja por isso que, entre tantas pessoas, tantos lugares e tantos caminhos possíveis, existe sempre alguma coisa estranhamente familiar quando o caminho termina em você.

Como se certas conexões não dependessem de proximidade para continuar existindo.

A gente pode até tentar ficar longe, mas distância não é o mesmo que ausência. Distância é quando não estamos juntos. Ausência é quando a pessoa deixa de existir dentro da gente.

E você nunca chegou a esse lugar.

Não é que eu precise de você para existir. Nós dois conseguimos viver separados. Mas, quando existe a possibilidade de compartilhar a vida, aparece uma vontade maior do que a lógica.

Ela não pergunta se é conveniente. Não calcula a distância, não consulta o calendário nem faz uma lista de motivos. Apenas olha para tudo que está no caminho e pergunta

“Tá. Mas como a gente faz?”

Os obstáculos continuam existindo. Só deixam de parecer maiores do que a vontade.

A distância vira um detalhe. O tempo pode ser atravessado. O medo vira conversa. O passado deixa de ser uma sentença e passa a ser apenas parte da história.

Porque existe alguma coisa entre nós que não se repete.

Não é só química, saudade ou carinho.

É reconhecimento.

É olhar para alguém que eu já conheci de tantas formas e ainda encontrar algo novo. É saber quem você é e, mesmo assim, continuar querendo descobrir quem está se tornando. É ter história suficiente para entender o silêncio e curiosidade suficiente para continuar perguntando.

E talvez seja justamente isso que torna tudo tão difícil de explicar, há coisas que a gente entende sem saber dizer como. Um olhar que encontra o outro no meio de uma sala. Uma presença que o corpo percebe antes da cabeça. A sensação de que, mesmo depois de tantos caminhos diferentes, existe uma espécie de direção que nunca deixou de existir.

Não sei se algumas pessoas ficam gravadas na memória.

Talvez fiquem em lugares mais profundos do que isso.

Quando compartilhamos a vida, mesmo que por pouco tempo, existe uma paz difícil de explicar para quem olha de fora.

Ninguém entende completamente as nossas piadas, os apelidos, os silêncios ou o motivo de uma frase qualquer fazer nós dois rirmos daquele jeito.

E talvez nem precise entender.

Algumas coisas ficam mais bonitas quando não podem ser traduzidas. Existem relações que podem ser explicadas e existem relações que só podem ser vividas.

A nossa parece pertencer a segunda categoria.

É por isso que nada se compara. Não porque não existam outras pessoas incríveis, mas porque nenhuma delas é você. Nenhuma carrega exatamente a nossa história, conhece a nossa língua ou sabe chegar naquele lugar específico dentro de mim.

O que mais me impressiona é que nós já tentamos ficar fora da vida um do outro. E, ainda assim, quando voltamos a compartilhá-la, tudo parece fazer sentido rápido demais.

Como se, apesar de todos os caminhos diferentes, alguma parte de nós ainda soubesse voltar.

E talvez o mistério não seja entender por que continuamos sendo puxados um para o outro.

Talvez seja perceber o que acontece quando paramos de resistir.

O mundo fica mais leve. A conversa acontece. A vontade vence algumas distâncias. Os problemas diminuem de tamanho. A gente volta a falar aquela língua que só nós dois conhecemos.

Por algumas horas, não existe passado, futuro ou necessidade de definir nada.

Existe você.

Existe eu.

E existe a sensação quase inacreditável de que, entre todas as possibilidades da vida, estamos exatamente onde deveríamos estar.

Quando estamos juntos, não parece que estamos começando de novo.

Parece que, depois de tanto tempo tentando ficar longe, finalmente paramos de lutar contra algo que sempre soubemos

juntos, existe paz.

Existe paz quando abraçamos as nossas crianças internas, um refúgio.

E talvez você não faça a minha vida parecer melhor.

Talvez você faça a vida parecer o lugar certo.

Certo dia, ouvi um homem dizer:
— Seria mais fácil destruir todas essas pessoas ruins. O mundo seria diferente.
Olhei e pensei com calma... Então respondi:
— Posso explicar...
Imagine um saco de sementes preso sobre uma carroça vagante. O saco está com um pequeno furo. Ao longo da viagem, as sementes caem: algumas em bom solo, outras em solo ruim. Algumas deram frutos, outras não. Mas isso não significa que elas deram trabalho; elas estão lá, talvez porque ninguém as observou cair e crescer no lugar errado.
Felizmente, o acaso é derivado de uma ação que gera consequências futuras, que devem ser sanadas. Talvez alguém ruim tenha que morrer por sua invalidez de mudança, mas, no aspecto primordial de sua conduta, ao ser observada, ela nunca esteve naquele lugar; apenas foi enraizada em viver no próprio campo onde cresceu.
Mas não importa o erro. Eu observo as curvas dos acasos e suas consequências, não as pessoas e seus erros.
Até no mais ímpio há um resquício de entendimento.

Ela veio de um lugar
onde as pessoas estendiam as mãos,
não os julgamentos.

Onde a conquista de uma
não diminuía a outra.
Onde havia espaço para ajudar,
acolher e caminhar junto.

Talvez por isso ela ainda seja assim:
entrega ao mundo aquilo que um dia recebeu.

Não sabe viver na competição,
porque sua alma aprendeu a viver na conexão.

E, no fundo,
ela acredita que ninguém precisa perder a luz
para que outra pessoa possa brilhar.

Psicopatia / Pessoas Antissociais




Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.




É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.

O Que Restou


Perdi muito nessa vida. Perdi o medo de perder pessoas, perdi a mim mesmo... perdi a minha liberdade! Perdi tudo, menos uma coisa: a vontade de viver. Mas viver assim dói. É um pulsar cego no escuro, entre os escombros do que fui, no silêncio de uma cela vazia. Essa vontade é a única coisa que restou, uma chama teimosa que queima no frio.

Uma das prerrogativas da socialização
é o reunir-se com pessoas,
que no fim da contas,
tomam conta da vida dos outros
criticando e dando sugerimentos em tudo... sem dar-sem conta de nada...


E é por esse motivo ,
dentre outros,
que prefiro evitar de socializar...
✍©️@MiriamDaCosta

Num futuro muito próximo,
viveremos das memórias de um passado
em que as pessoas lutavam por aquilo
em que acreditavam, criavam
e acreditavam naquilo que criavam
e pelo que lutavam.


No presente,
a banalização, a futilidade
e a emulação reinam.
A escassez de conhecimento
e de consciência histórica,
de talento, sacrifício, estudo,
leitura construtiva, criatividade,
originalidade e idealismo
faz com que essas palavras
já pertençam ao passado.
✍©️@MiriamDaCosta

Nesses meus anos de vida
pude perceber que as pessoas
que mais encheram a boca para falar
de Jesus ou de Deus...


foram as que mais
(de um modo ou de outro)
tentaram infernizar o meu viver...


e as que mais demonstraram ser
as concorrentes do diabo
nesse meu trilhar a vida.


Visto e considerado esse dado de fato,
perdi a total confiança em qualquer pessoa
que em qualquer tipo de proferimento inclui o nome de Jesus ou de Deus.


Sobretudo aquelas que como fossem, de alguma forma, superiores aos demais,
estufam o peito , levantam o rosto e exclamam como fosse uma intimidação:


- Eu tenho Jesus!
- Eu vivo em Jesus!
- Jesus vive em mim!
E por aí vai...


E eu?!
Aprendi a observar,
escutar
e "sofrer" de afonia.
✍©️@MiriamDaCosta

Umbral Park


As pessoas temem o umbral
como se fosse um abismo distante,
um território sombrio reservado
aos que “caíram”.


Mas caminham, distraídas,
por corredores de um mundo
onde a luz é fachada
e a sombra é norma.


Vivem em um parque temático
de ilusões e crueldades sutis,
um Umbral Park
onde a dor é naturalizada,
a indiferença é entretenimento
e a consciência… opcional.


Aqui,
fantasmas vestem carne,
e muitos corpos
já não abrigam presença alguma.


Temem o pós-morte,
mas não percebem
a morte em vida
que respiram todos os dias.


E assim seguem,
comprando ingressos para o próprio esquecimento,
sorrindo nas filas do absurdo,
sem notar
que o verdadeiro umbral
não é para onde vão…


é onde já estão.
✍©️@MiriamDaCosta

Fé de Aparências


É impressionante como algumas pessoas conseguem vestir uma personalidade diferente dependendo de quem está diante delas. Quando estão entre os irmãos da igreja, são palavras doces, abraços, sorrisos, “Deus abençoe” e discursos sobre amor, respeito e união; mas basta sair daquele ambiente e a máscara cai.


A gentileza desaparece, o julgamento aparece e aquilo que pregavam como amor se transforma em desprezo por quem pensa, vive ou acredita de maneira diferente.


São bons apenas para os seus, acolhem apenas os que consideram dignos de pertencer e chamam isso de fé. Tratam os seus como irmãos, mas os diferentes como estranhos; oferecem a mão para quem compartilha da mesma crença, mas parecem esquecer toda a bondade quando encontram alguém que não cabe dentro dos limites que criaram.


Talvez o problema nunca tenha sido a falta de religião, mas o excesso de aparência: porque é fácil falar de Cristo diante de quem aplaude, difícil é praticar aquilo que Ele ensinou quando ninguém está olhando.


No fim, não é a roupa de domingo, o louvor ou as palavras bonitas que revelam o caráter de alguém, mas a maneira como essa pessoa trata aqueles de quem não precisa da aprovação.

Santos para a Plateia




Há pessoas que passam a vida vestindo máscaras tão bem ajustadas que já não sabem mais quem são quando estão sozinhas. Diante dos outros, pregam bondade, compaixão e humildade, mas, quando chega a hora de transformar palavras em atitudes, nada existe além do discurso. Falam sobre fazer o bem como se fossem exemplos, embora raramente tenham estendido a mão quando alguém realmente precisou.


E ainda encontram tempo para julgar aqueles que escolheram caminhar por uma estrada diferente. Chamam de perdidos os que não seguem suas regras, de distantes de Deus os que questionam, de sem fé os que procuram respostas por outro caminho. Dizem que falta oração quando, talvez, o que realmente falte seja respeito pelo livre-arbítrio e humildade para aceitar que ninguém é obrigado a enxergar o mundo através dos mesmos olhos.


É curioso como algumas pessoas acreditam que conhecer o caminho certo lhes dá o direito de condenar quem escolheu outro. Esquecem que fé sem bondade é apenas aparência, oração sem compaixão é apenas palavra, e um discurso sobre amor perde todo o sentido quando é usado para diminuir alguém.


No fim, a máscara pode enganar uma multidão, mas não transforma uma pessoa naquilo que ela finge ser. Porque caráter não se veste para uma ocasião, bondade não precisa de plateia e quem realmente carrega luz não precisa apagar o caminho de ninguém para provar que o seu é o certo.

Vai chegar um tempo
em que as pessoas frequentarão a escola
até a conclusão da alfabetização.


Depois?...


Para que tantos anos
de bibliotecas empoeiradas,
professores pacientes,
debates que exigem escuta
e silêncios que amadurecem ideias?


Para que diplomas
sustentados por pesquisa,
por método,
por dúvida?


Basta acessar
a grande “Universidade Global”
da Internet,
com seus cursos relâmpago,
suas certezas embaladas
em vídeos de dois minutos
e seus especialistas
formados em algoritmo.


O saber virou produto,
o conhecimento, tutorial
e a reflexão, opinião instantânea.


E pensar?!...
Pensar profundamente,
talvez se torne artigo de luxo.


Analisar ?!..
Vai ser prerrogativa de uma espécie extinta.
✍©️@MiriamDaCosta

Por trás da porta

Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.

⁠O que é o talento?

As pessoas costumam dizer,
fulano tem o dom para isso ou aquilo.
Talento é a expressão ativa
do conhecimento universal das coisas
que o ser humano consegue absorver.
Contudo só vira talento quando se consegue
comunicar de maneira ideal, quase perfeita.
Sem estudo não se adquire conhecimento,
e o artista não pode escrever, ou produzir
qualquer arte daquilo que não conhece.
Porém toda arte reside na capacidade de comunicar,
na forma de expressão.