Textos de Liberdade
Enquanto os homens
não entenderem que o Amor é vida...
Vagarão ao longo de sua existência,
sem a consciência de que não poderão
com matéria preencher
aquilo que só pode ser sanado
com o verdadeiro Sentir...
E se digladiarão em si mesmos
até não haver sentido para existir...
E se perderão (e em vida morrerão!)
por não serem capazes de serem livres...
O amor é o capacitador...
E a liberdade está em entender
uma verdade imutável,
real e universal:
Dar é receber!
Um amor que deixou de ser verdadeiro...
pra que continuar na luta, guerreiro?
Amor de verdade
só diz a verdade...
não há falsidade...
Amor de verdade
encara a realidade,
quer liberdade,
chega de ilusão...
por um fio preso o coração.
Amor de verdade...
verdade no amor...
só quero pra mim
o que desse jeito for.
eternamente
vivemos em um mundo severo
vivemos em um mundo desigual
vivemos em um mundo mundano
vivemos no mundo real.
assim já era antes dos tempos
assim será eternamente
iniciativa não muda o mundo
o que precisa mudar é a gente.
vergonha na cara é pra poucos
coragem nos atos também é
as igrejas puseram-nos vendas
tememos um livro qualquer.
vivemos em plena ditadura
camuflada como democracia
porem se fosse o que diz
obrigado a nada eu seria.
quero tomar minhas decisões
quero viver livre de verdade
hoje só vivemos de aparências
e a aparência se tornando verdade.
"Nem sempre estou livre e sempre sou"
Pensar me fascina, me engrandece
É uma droga sem limites a qual sou viciado;
Acredito que a vida me proporcionou o gosto de escrever, porque não tenho medo de expor o que sinto para outras pessoas.
É uma arte de expressão que proporciona uma mesma visão.
Não me falta pensamentos, por isso brinco com as palavras e pode acreditar as vezes até brigo.
Escrever é expor as últimas batidas de seu coração sem nenhuma sombra de dúvida.
Uma folha de papel onde nem sempre estou livre e sempre sou.
Desde sempre fui muito atrapalhada. Sabe, era uma criança que toda hora caia no chão, raspava o joelho na parede áspera, batia a testa na porta, cortava a perna na quina da escada, enfim, vivia sempre machucada.
Tudo bem, criança é assim mesmo, precisa de toda essa adrenalina pra crescer. Só que além de ser travessa, eu era (ainda sou) teimosa. Ah, quantas vezes minha mãe falou: “menina não cutuca essa ferida, vai ficar marcado”, “para de arrancar as casquinhas”.
O problema era que eu não escutava a minha mãe e, confesso, adorava puxar a proteção que o meu organismo produzia para tapar a ferida. Eu ficava admirada e vivia me perguntando, como aquilo era possível.
O tempo foi passando (eu ainda continuei caindo), só que eu já não cutucava mais as casquinhas. Aquilo que a minha mãe dizia começou a fazer sentindo. Passei a ter vergonha das minhas pernas, pois estavam todas manchadas.
Uma vez fui para a escola de bermuda. As outras crianças começaram a zombar de mim. Lembro-me de escutar “Ah que pernas finas e perebentas”. Depois disso não usei mais vestidos, bermudas e condenei as saias. Só deixava as pernas respirarem dentro de casa.
Por conta deste aprisionamento poupei meus cambitos das tardes de sol. O resultado são duas pernas brancas.
Comecei a perceber que com o tempo, as cicatrizes que eu carregava nos braços foram desaparecendo por conta do sol, mesmo assim, não libertei os membros inferiores do corpo humano. Eu ainda tinha vergonha e continuava a preferir as calças.
Dias atrás eu refleti. Essas marcas são lembranças do que eu vivi, não são motivos para eu me envergonhar. Muitas delas vieram a partir das buscas de aventuras no quintal, outras foram produtos de coisas ruins, mas que eu superei e cicatrizaram. Enquanto eu não deixá-las “livres”, elas continuarão ali. Não que eu queira esquecer, mas tenho que começar a me alforriar deste trauma.
Sábado passado usei uma bermuda pela “primeira vez” depois de muito tempo, na frente de pessoas que não eram meus familiares. E sabe qual foi à sensação? De ter saído de uma masmorra, onde eu mesma me acorrentava.
Deixa-me partir
O prêmio de quem amou é ser livre para partir.
Quem verdadeiramente amou, partir é uma ausência presente!
Uma dor que não sufoca, mas liberta.
Portanto, o amor exige uma fiel liberdade: deixa-me partir!
Sinto que separar-me de ti
É como despedir constantemente de quem nunca partirá em mim!
No entanto, nosso amor é tão divino
Que a separação enriquece e purifica os sentidos,
É a saudade daquele que nunca partiu: deixa-me partir!
Se juntos construímos história,
E o amor foi o ápice das nossas relações,
Partir nos lançará ao novo
Rumo ao verdadeiro AMOR maior
E para isso, meu antigo amor: deixa-me partir!
Partir pode soar sofrimento
A triste certeza da ausência!
Mas só posso sofrer tal ausência
Se o teu amor tão perfeito
Deixar-me partir
Se me deixares partir,
Talvez não mais nos veremos
Ou talvez, pela força do tempo, não te lembres quem fui.
Ao menos a certeza que tenho, é que teu amor
Um dia fez-me ver a face de Deus
E assim, livremente respondeu: deixo-te partir!
Portanto, meu amor,
Deixa-me partir!
AJUSTAR AS COISAS
Vou juntar a minhas coisas
e me jogar sem rumo
na vida, nas ondas
e no mundo.
Essa é a velha história
que eu preciso escrever
para ficar registrada
nos anais da existência.
Quero um pouco mais de mim
do que eu mesmo aqui
não sei se corto os meus cabelos
e o vento batendo no meu rosto.
Saio um pouco para permanecer
acerto de contas são novos caminhos
já até separei as minhas roupas
e o meu corpo querendo liberdade.
O QUE JÁ FOI
O que eu já tenho
é o tanto que me restou.
E não vou mais procurar
pois o vento já levou.
Aquela brisa do mar
e o que vai ser do que não fiz?
A presença de um olhar
vai dizer o que eu quis.
Devo querer sem pedir
o céu pra minha liberdade.
E as minhas asas vão abrir
ao vento, ao tempo e à idade.
Ave que fugiu do ninho
sou o mesmo de outro dia.
Quem de mim ficou sozinho
na tristeza ou na alegria?
SEM RAZÃO
Nas relações da minha vida as idéias loucas surgem e o medo esta ao lado eu gosto da minha casa, meia desarrumada, coisas sem sentido me atraí.
Mais o que séria sem sentido. Agir com liberdade, felicidade, amor, paixão, razão e fazer um shake deles nas minhas idéias.
Coisas que não sei, totalmente sem nexo. Desturpam e mechem com minha razão e coração. Desarrumam a mente e meus sentidos, e o engraçado gosto disso.
Mais te digo me decifre e tire o melhor das minhas idéias, que florescerá uma bela história louca, desarrumada mais com muita liberdade, felicidade, amor, paixão e razão.
E o medo? Esta ao lado, totalmente sem razão.
Eles...
Sou e serei o que quero,
Não aquilo que eles imporem.
Sou e serei o que sonho,
Não o que eles mandarem.
Não sou escravo,
Minhas mãos estão libertas.
Não sou prisioneiro,
Meu grito é livre e minha liberdade é certa!
Não vou trocar minha vida por um engano,
Não vou dar a mão a quem quer meus braços.
Não vou me reduzir a um coitado,
Sou livre e não romperei os laços.
Tenho vida, sonhos, metas,
Ser tratado como número é humilhação.
Sou pessoa, não um dígito,
Tenho alma e coração.
Não peçam o que não está no contrato,
Não esqueçam o nosso conchavo.
Meu registro é a liberdade,
Não a imposição a ser um escravo.
Pela verdade eu vi que é hora de viver, de enfrentar
De frente ser amor, transbordar amor na minha melhor essência
Deixei passar tudo aquilo que um dia petrificou. Quebrei como vidro, soprei, passou...
Voou!
Voei na imensidão do céu, tirei o véu dos olhos e encontrei a liberdade.
Me livrei das grades e descobri com as asas do vento, que a qualquer momento é possível recomeçar. E que por mais que tenha doído, há sempre um novo tempo para reaprender amar.
A mulher, no Brasil e em todo o mundo, tem sido agredida, enganada com falsas promessas, tratada como se fosse "propriedade", e não raras vezes por outras mulheres. Este texto é em homenagem à mulher que busca, com toda sua força, com toda sua garra, a liberdade através do conhecimento. Conhecimento de si mesma, de seu ambiente e das conquistas a serem conquistadas.
MULHER
M de montanha, M de movimento, M de mulher
Nasceu livre, vive livre, não tem dono!
Mesmo que os machistas queiram
Que os fracos desejem e que os covardes apregoem
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo que ganhe menos e mesmo que sofra mais
Mesmo que lhe tirem a voz
E mesmo que, em tantas filas, fique para trás
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo que algumas aceitem as correntes
Mesmo que algumas até gostem das correntes
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo presa em quatro paredes e amarrada aos “deveres”
Criados, inventados por aproveitadores, covardes de plantão
Mesmo fingindo “prazeres”
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo agredida, diminuída, destruída
Mesmo que não seja ouvida
Sua voz ecoa, ganha espaço, incomoda
Seu grito de liberdade cresce, toma corpo
Mesmo que usada sutilmente e sutilmente enganada
Mesmo ludibriada, sutilmente levada por promessas vãs
Acorda a cada dia mais determinada
Aprende, compreende, e mais forte se torna
E mais bela se torna!
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Tenho vontade de voar, aliás,
Tenho necessidade de voar.
De me libertar de prisões que eu mesmo me impus.
Arrebentar os grilhões, romper as grades,
Bater asas o mais depressa possível,
Buscar o céu, o vento, a chuva.
Tenho necessidade de liberdade.
Tenho precisão do vento correndo pelo meu rosto.
Da chuva rolando pela pele.
Tenho necessidade de voar, solto, livre pelo céu aberto.
Apenas com a imensidão a minha frente... Apenas eu e o nada.
@charlesluz.
E ela se sentia livre! Era nítido, dava pra ver.
Seu semblante esbanjava leveza e alegria,
mas o que com ela acontecera ninguém sabia.
Seu sorriso aberto e largo se fazia mar e
forte afogava a solidão.
Tudo nela estava solto,
voz, alma, pele, cabelo e coração.
Ao certo, ninguém sabe de onde surgiu tanta liberdade e
vontade de viver.
Ela virou a cabeça, virou o mundo
e poesia passou a ser.
Lavou a alma de toda a tristeza e viuvez.
Não estava em sintonia com ninguém,
era feita apenas do seu sim mais uma vez.
Já não amarrava mais os cachos e os pés preferiam
estar descalços do que presos aos chinelos.
Determinada e corajosa, com o céu fez novos elos.
Descobriu no amor próprio o seu mais novo abrigo.
Ela agora está em paz,
Vivendo o amor que só o verdadeiro EU nos traz.
Deram-me remédios dizendo "tome isto e ficarás bem" e não explicaram o que eu tinha. Um dia parei de tomá-los e me senti melhor.
Fizeram-me acreditar que eu precisava de muletas para caminhar enquanto eu tinha as pernas saudáveis para correr livremente.
Indicaram-me uma direção dizendo que aquele era o caminho. Questionei e me perdi nas incertezas... Não tinha uma direção a seguir, mas também já não tinha um fardo a carregar, por mais leve que tentassem fazer parecer aquele jugo. Então percebi que quem não tem pra onde ir inventa seu próprio caminho; é livre.
Prazo De Validade
Tristeza tem prazo
de validade em meu coração.
Dura pouco!
Tenho alma aventureira e adoro liberdade...
Doenças, amores não correspondidos, sonhos desfeitos...
Entristecem-me por pouco tempo.
Minha lei é a liberdade de cavalgar em caminhos de sonhos...
Por onde passeio todos os dias à galope!
Não devemos nos cobrar tanto. Não somos perfeitos, embora tenhamos, dentro de nós, todos os ingredientes para alcançarmos a perfeição. Mas isso demora. É preciso experienciar muitas vidas para nos aproximarmos da verdadeira iluminação. Enquanto isso não acontece, vamos tentando...
Temos que ser compreensivos com as nossas limitações. Deixar o orgulho de lado e aceitar que desconhecemos muitas coisas, não podemos tudo, não somos infalíveis. Essas são ilusões deixadas pelo orgulho. Vencer o orgulho é difícil, é vencer a parte mais ditadora em nós, aquela que luta para comandar nossos pensamentos e atitudes mais mesquinhos e danosos.
O esforço é próprio e pessoal e deve começar com a aceitação. Aceitar que somos orgulhosos é complicado, mas é preciso. À medida que vamos caminhando, vamos deixando pelo caminho nossas imperfeições, mas o orgulho costuma ser o último a nos abandonar.
Mas só seremos verdadeiramente livres quando conseguirmos, finalmente, nos desapegar das armadilhas do orgulho e fazer brilhar em nós a luz da simplicidade e do amor.
A IDADE QUE LIBERTA
A idade nao me limitou, pelo contrario, ela me libertou.
A certeza da finitude é que tem me mantido vivo, cada dia mais.
Pra tudo que ja vi, senti e vivi, o tempo me foi pai, nao padrasto.
Foi muita coisa em pouco tempo.
80 em 40.
Cheguei na metade da pista de decolagem e nao me dou ao luxo de perder tempo (bem cada vez mais precioso para mim) com o que me fizer mal.
Nao tenho o tempo que quero, tenho o que me é devido e é o que basta.
Ser produtivo se tornou uma obsessão e fazer a diferença na vida de mais e mais pessoas, uma missão.
No fim da jornada é só o que conta, só o que vale a pena:
Quantas vidas voce transformou pra melhor, quantas pessoas ajudou, quanto do mundo você preservou.
Completos 40 anos, passei pela historia e fiz minha pequena historia.
Dormi em estações de trem, O Muro de Berlim caiu, terrorismo e intolerancia cresceram, maquina de datilografia, kardex, telex, Fac-símile operei.
Telefone? Era luxo.
Com um número de telefone apenas falávamos com uma Familia inteira.
Hoje os amigos tem vários números de telefone (celular, fixo, trabalho), redes sociais e mesmo assim nao os encontramos.
vi surgir o computador, internet (e a AIDS tambem).
Vi nascerem lideres.
Vi morrerem herois.
Chorei muito.
Sorri muito mais.
Perdi familiares e amigos.
Ganhei tantos outros.
Evoluímos todos, afinal a evolução é a soma (acertada) de três coisas:
Leitura
Observação
Experimentação
Quando alterada a ordem, nem sempre o resultado é positivo, mas tudo cria uma historia.
E que beleza as historias que surgiram nessa viagem extraordinária.
Muitas foram as estações e muitos de vocês me acompanharam em algumas dessas paradas.
Sou novamente maquinista de uma nova etapa de vida.
Pensando bem...
A locomotiva continua rodando e a pleno vapor.
Não sei se vou acompanhar ela seguir seu rumo, ou se vou descer no próximo ponto e trilhar novos caminhos.
Porque na vida, de certo mesmo, só a mudança e de diferente temos o caminhar!
Enquanto você vê o que perdeu me desvalorizando, me usando como uma boneca, pensando que como tal eu também não tenho sentimentos nem pensamentos, eu vejo o que ganhei desde o dia em que resolvi não mais te ter, tampouco te ser.
Ganhei a liberdade de voltar a pensar sem me remoer nem me sentir culpada, ganhei a oportunidade de voltar a sentir sem que isso doa. Ganhei a vida de volta, ganhei o sopro do vento, o abraço das flores. Me ganhei, me amei e com isso me doei àqueles que realmente nutrem bons sentimentos por mim.
Por tudo isso, eu é quem te agradeço. Obrigada por ser tão desprezível ao ponto de ter se tornado tão irrelevante.
Todo encanto alcança
Sempre algum olhar
Toda verdade a alguém há de libertar
Todo rio sem querer corre para o mar
Força aparece quando se precisar
Saudade acaba quando se abraçar
O amor nasce em algum pensar
Pensando em alguém se aprende a amar
A verdade do Amor
Todo ser que ama saber chorar
Quer de amor chora está a esperar
Por alguém que queira sempre lhe amar
Que enxugue o pranto quando precisar
Quem procura um dia há de encontrar
Quem na vida seja sempre o seu par
Porque todo mundo precisa amar
Como todo rio corre para o mar
