Coleção pessoal de PamelaGinez

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As palavras. Talvez possam me salvar.
Ou não.
Nunca se sabe afinal.
Eu sinto muito.
Eu sinto tudo.
Eu sinto o mundo.
As coisas me afetam mais do que deveriam.
As pessoas me machucam mais do que deveriam.
Um dia à toa eu li o que parecia um pedaço de um poema,
Dizia assim: “O mundo doí mais pra uns do que para outros.”
Então pensei comigo, é isso?
Será que doí mais para mim?
Porque eu acho que sim.
E isso não me parece algo bom.
Deveria ser?
Quando entro no meu quarto e apago as luzes.
Quando agradeço pelo céu nublado.
Quando fecho os olhos e posso ser eu.
Só eu.
Quando choro debaixo do chuveiro.
Quando grito.
Quando me desespero.
Quando posso me esconder dentro do meu casaco.
Nesses momentos tenho certeza que não é.
Então, como faço para não sentir?
Porque eu tenho uma ideia do que fazer,
Mas ela também não me parece boa.
Parece errado,
Triste e
Solitário.
Eu sempre soube que era diferente dos outros e por muito tempo acreditei que isso fosse bom.
Meu problema foi sonhar demais, sabe?
Eu sempre gostei muito de ler, e de certa forma os livros me davam algo, sei lá, complicado tentar explicar,
Acho que chamariam de esperança.
Isso.
Os livros me davam esperança.
Eu esperava algo diferente.
É muito cedo?
Porque eu sei que é cedo.
Mas,
Existe a vida e,
As coisas.
E as coisas acontecem.
Quando não deveriam acontecer.
E tudo que consigo perguntar é: porque?
Não me parece muito justo.
Tem as fotos na parede do meu quarto
E eu vejo aquela menina sorridente
E me pergunto se ela sabia.
Ela sabia?
Em outro momento, não me enxergo em nenhuma foto,
Somos mesmo a mesma pessoa?
Estou tão diferente agora.
Diferente de tantas formas.
Eu me sinto diferente.
Isso era para ser um poema?
Porque não se parece com um.
E tenho medo do que isso seja.
Ou possa se tornar.
Porque no fundo,
Estou gritando.
Implorando.
Por favor Deus.
Mantenha seus olhos em mim.
Estou com tanto medo.
Me sinto tão confusa.
Perdida.
Não consigo pensar no que fazer.
Não consigo pensar no depois.
Porque parece que não tem depois.
Parece que tudo parou.
Também sinto raiva,
De mim,
Da vida,
Das coisas,
De tudo.
As coisas parecem tão insignificantes agora.
Será que são?
Só queria que fosse um sonho ruim.
Ou só uma fase ruim.
Tudo chega ao fim não é?
Sempre me indaguei sobre quem eu era e quem queria ser
Afinal sempre pareceu ter tantas versões de mim,
Apesar de que no fim do dia, longe de olhares
Sempre era a mesma
Não era a versão mais feliz de mim
Mas parecia a mais adequada.
A verdade é que essa poucos conhecem
Quase ninguém eu diria.
A maioria das pessoas só querem estar ao lado
De alguém divertida e espontânea,
Do meu eu que sorri e concorda quando é apropriado.
Do que diz sim e é sempre gentil.
Mas não é quem sou.
Não é o que penso.
Não é o que sinto.
Embora esteja sempre rodeada de pessoas,
São poucas das quais gosto
A grande maioria só suporto
Educada demais para mandar ir à merda.
Então respiro fundo e sorrio.
Sempre funciona.
Talvez viva uma grande farsa.
Mas, estou ficando cansada do espetáculo
“Se tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, seja gentil”
Sempre escolhi ser gentil.
Minha vida seria diferente se eu não fosse legal o tempo todo.
É horrível se sentir na obrigação de agradar os outros,
É horrível não ser capaz de dizer o que pensa.
NÃO, NÃO, NÃO E NÃO
Era não o que ia falar, porque disse sim?
Não sei.
É um saco ser assim.
Eu me odeio,
Por isso e outras coisas.

Nem toda música vende, nem todo cantor faz sucesso. Não são muitos livros que se tornam best-seller, são poucos textos que são lidos até o final. São muitos sonhos, que ainda não foram realizados - e nem vão ser -, nem toda menina bonita é metida, nem todo homem conquista uma carreira de sucesso, nem toda mulher magra vira modelo e na vida é raro amores correspondidos. Desculpe decepcionar vocês.
Assinado, Vida.

Ao escrever sinto me vulnerável, como se pusesse minha alma a nu.

As pessoas falam de céu, quando alguém morre. Mas poucas falam de perdão, quando alguém erra.

Mas que clichê.
Minha sorte foi te conhecer e meu azar foi me apaixonar por você. De todos os antônimos que a vida poderia me dar este é o pior.

Ela: Não consigo achar uma palavra que descreva isto. Adorar escrever, e nunca encontrar as palavras certas.
Ele: Agoniante.
Ela: Como?
Ele: Agoniante, esta é a palavra.

Não quero um amor, que dure apenas um inverno. Quero um amor, que dure as quatro estações.

Eu costumava tantas coisas antes, costumava fazer falta pra algumas pessoas, costumava existir também, costumava realmente ser feliz . Mas hoje eu meio que me acostumei, a estar sozinha presa em pensamentos e momentos que nunca voltarão a ser como antes.

Incrível como é a vida, quando um machucado finalmente cicatriza logo vem outro para substituí-lo.

Não espere dos outros, algo que nem mesmo você pode fazer ou ser.

Eles eram opostos, como água e fogo. Mas de uma forma engraçada, juntos eles se completavam.

Ela odiava mentiras, mas vivia dizendo que estava bem. Ela odiava enganações, mas vivia enganando a si mesma. Ela odiava, tudo o que era, tudo o que sentia.

Eu sou frágil demais, boba demais, qualquer ventania me derruba, qualquer chuva me inunda e a solidão anda me castigando demais. E esses são só alguns dos meus pequenos defeitos, sou ciumenta em relação á coisas e pessoas que não me pertencem. E como se não bastasse sempre acabo me apegando rápido demais, e o problema disso é que nunca dou tempo pra as pessoas fazerem o mesmo. Mas talvez o problema não seja isso, e sim eu .. meu jeito de viver e ver as coisas ou minha incrível capacidade de estragar tudo. Já me aconselhei a mudar como já me aconselharam também, mas a verdade é que não sei por onde começar pois que eu saiba não se recomeça uma obra que nem ao menos foi concluída.

Estava num desses passeios sem destino, sem hora de chegar ou retornar. Andava por aí distraído e despreocupado. Então á vi, parada do outro lado da esquina, como se estivesse me esperando ou pior como se me conhecesse. Minhas mãos suaram frio, uma sensação de embrulho no estomago e um coração batendo a mil por hora, não era essa sensação que sentimos quando estamos apaixonados? Mas esse não era o caso, quanto desdém. A minha vida toda, me julgaram pelo o modo como eu me vestia, agia e ironicamente o modo como amava. Todos os meus fracassos, meus erros, tudo o que eu queria esquecer nem que fosse por um período curto de tempo, não foi possível, afinal qual era a necessidade das pessoas jogarem na minha cara o tempo todo? Como se isso fosse mudar alguma coisa. Um turbilhão de coisas passavam pela minha mente, o rosto da menina, que se recusou a brincar comigo na terceira série pairava na minha cabeça, porque? Qual era o meu problema? Minha infância perturbada, minha adolescência insana, me fizeram de mim uma pessoa fria, ignorante, anti-social e confesso com uma natureza, rancorosa e vingativa. E todos aqueles analgéticos, me inibindo da dor, pena que temporariamente. Todo aquele álcool, me fazendo esquecer o quão eu estava perdido e sozinho, preso nas lembranças boas. Mas agora nada disso me importava, depois de tanto tempo, encontrei a cura definitiva pra minha dor e agora estava indo em direção a moça que me esperava na esquina pacientemente. Olá Dona Morte.

Desculpe, fui fraca demais e logo me rendi ao abismo que a vida me ofereceu. Eu cai do precipício mais alto e não obtive nem sequer um aranhão. Não apenas escolhi o precipício mais alto como escolhi o errado. Escolhi o precipício da alma onde infelizmente meu estado de espirito se acolheu ou melhor adoeceu. Evitei por um longo período de tempo pessoas e quaisquer maneira de contato com as tais. Evitei a academia, o bar, a praça, supermercados e até a esquina de casa. Desliguei meu telefone e apaguei a agenda do meu celular, para assim eu não recorrer a ninguém. E não recorri até agora. No tempo em que estive afastada, ninguém me procurou, nem um recado na caixa postal, nenhum telefonema .. nada. Sou um tanto faz na vida das pessoas, sou como um enfeite pra mesa cuja serventia é apenas destaca-lá. Pelo menos, posso garantir que fui uma boa filha de Jesus, sem envolvimento com drogas ou bebidas alcoólicas. Sem dizer nenhuma palavra ”feia” sobre o teto dos meus pais e acima de tudo, virgem. Você deve ter notado que isso está longe de ser uma ”despedida” ou uma simples nota de suicídio. A questão é que nunca me senti inteira ou completa, que a verdade seja dita nunca senti como se pertencesse a esse mundo. Tal dor, magoa e rancor apagaram de mim qualquer sentimento bom ou puro relacionada a minha forma de agir ou viver. Papai e mamãe sempre me deram tudo, nunca deixaram me faltar alimento ou cobertor no frio. Mamãe até me ensinou a falar e o papai me ensinou a andar de bicicleta. Papai e mamãe não perceberam que a filha deles tinha algo de errado, que talvez precisaria de umas 12 sessões com uma psicologa que só traria mais problemas, como se eles já não fossem o suficiente. Teriam que bancar uma clinica de reabilitação ou até um reformatório. Decidi me tornar uma atriz, sucumbi meus sentimentos mais prolíferos no canto mais obscuro que havia em mim, e lá os tranquei. Sobre tudo, passei um longo tempo sorrindo quando meus demônios internos me dilaceravam por dentro. Diga-me papai e mamãe vocês perceberam? Não. No momento em que me dopei, me dei conta que as coisas nunca mais seriam a mesma, que estaria deixando pra trás todo sofrimento e angústia que habitava em mim. Dei-me conta também que aquela garotinha que ficou toda contente com o presente de aniversário de 10 anos, morreu. A ”eu” de agora nunca se sentiu tão viva e perplexa, meus órgãos internos estão mortos á muito tempo, as olheiras embaixo dos meus olhos entregavam isto. Por favor não chorem sobre meus restos mortais, nem ao menos sussurrem que farei falta. Comprem apenas um caixão que me caiba. Estou ansiosa pra conhecer o céu.

Ultimamente andei reprimindo as sensações de raiva e mágoa que sempre me deixavam a beira de lágrimas. Eu era boa em esconder lágrimas tinha que ser, tive um bom tempo de treino pra ficar boa nisso além do mais são poucas pessoas que se importam com o motivo das minhas lágrimas, poucas e raras.

Sinto tanto a sua falta, o tempo todo. Sinto falta do seu sorriso, das suas brincadeiras sem graças, de como a gente nunca brigava. Sinto falta das suas dancinhas malucas e como fica distraído quando estava preocupado. Sinto falta de dividir meus segredos com você. Sinto falta de como você era antes. Você mudou sabia? Tá mais bonito, é claro. Mas ha algo no seu olhar, em que eu não gosto. Você tinha muitos planos eu sei, mas nunca pensei que um deles era me substituir e fingir que nunca me conheceu.

Finalmente consegui me erguer, a vida me obrigou a ter que recomeçar de novo. Farta de lágrimas e de tentativas falhadas de mudanças, a garota frágil que chorava por saudade e de tristeza não existe mais. Como todo mundo, ela cansou,cansou de esperar por certas pessoas,cansou de fazer planos a noite que nunca aconteceram, cansou de ser sempre a ”boba” da história. Pequenas feridas,também machucam e algumas feridas depois de abertas, levam um certo tempo para cicatrizarem. Finalmente depois de tantas quedas, tantas decepções,ela entendeu que se deixasse pequenas coisas corroerem, ela nunca conseguiria ser feliz.

Ás vezes me pego perguntando ao meu reflexo “que diabos aconteceu comigo?” Há algum tempo atrás eu era umas daquelas garotas que ficavam no meio de rodinhas, observando como o cabelo de fulana era feio e como o professor andava engraçado. Saia nos finais de semana, curtia com a galera e até paquerava aquele gatinho da escola. Dançava ao som de Rihanna e Lady Gaga e mandava a ver no refrão de Last Friday Nigh, da Katy Perry. E veja agora, perdi toda a vontade de sair da cama. Comer virou uma obrigação, uma obrigação rotineira. Ando com a pele pálida, com olheiras debaixo dos olhos, mesmo tendo dormido o suficiente. Que a verdade seja dita, nem me reconheço mais. Nem ao menos me lembro qual foi a última vez que ri de uma piada, que escovei meus cabelos ou passei um batom. Num momento eu estava ali fofocando com algumas amigas, no outro eu estava no meu quarto debruçada sobre o travesseiro, chorando quietinha pra ninguém ouvir, por um motivo que não fazia nem idéia de qual era. Completamente perdida, e confusa. Assim que eu passei a me descrever. A única certeza que tinha, é que estava ali viva .. respirando, ainda. A tristeza batia de repente e de uma forma grosseira, era como uma depressão, vinha sem motivo e ia sem explicação, era tão confuso, eu cheguei á pensar que estava enlouquecendo. Qual é, eu sempre fui uma guria forte, nunca deixava-me abalar por qualquer coisa que fosse, e agora, logo agora, no auge da minha vida, o momento em que eu deveria estar agindo como uma garota normal, deveria estar no shopping comprando aquelas roupas de grifes, mas ao invés disso eu estou trancada nesse cômodo escuro, com as janelas fechadas e o meu travesseiro encharcado. Mamãe acha que estou ficando depressiva, vamos colocar as cartas na mesa: concordo com ela. Mas assim, sem motivo? Como pode meu Deus, eu procuro alguma luz que possa me tirar desse abismo que caí, mas parece que quanto mais eu tento, mais escuro se torna o túnel. Eu tento levar uma vida comum, tento sorrir quando me cumprimentam ou quando elogiam a minha cor de cabelo, mas é um saco ter que fingir algo que não sou ou melhor já fui. Mas deixei de ser assim, há tempos. Se alguém souber a fórmula para a felicidade, favor avisar-me, antes que seja tarde, o coração ainda bate, mas não sei por quanto tempo nós vamos resistir. É como um fio prestes a se arrebentar, e como não há ninguém segurando a outra ponta, está sugestível a se romper.

O tempo não vai curar suas feridas, mas ele vai dar tempo suficiente pra elas se cicatrizarem.