Textos de Chuva
ANIVERSARIAR!
Não quero desapegar do riso de criança
Descobrindo inocente, novos sabores e cores.
E depois, o botão carmim virando flor,
A cada amanhecer uma valsa debutante.
Da juventude colher cada conquista,
E na sequência, com o fruto sazonado e pronto,
Viver na madura plenitude e esplendor
De mais um dia, mais um ano... Enfim.
Até que, com os grisalhos e voz trêmula
Espécie perpetuada correndo e gritando
Eu possa, em sessões nostalgia
Lembrar de todos meus amores, viagens e amigos...
E sorrir para a vida, aniversariando mais uma vez!
E na 125ª primavera (não duvide, eu chegarei lá!)
A fibra que enlaça o espírito ao meu corpo se arrebentará
... E dormirei o sono eterno
Tendo todos os meus deveres cumpridos
(E os meus impostos e pedágios pagos!)
E para sempre ficarei no coração e na mente
Daqueles que bem me querem... 🌼
E todas as vezes que o calendário chegar
No três de janeiro, às sete da manhã
Esfregue os seus olhos e me veja renascer
Olhando pela janela, ao amanhecer
Em cada gota do orvalho evaporando sobre as folhas
No ar que enche os seus pulmões de vida
Em cada piado e algazarra dos pássaros
Nas frutas multicoloridas penduradas nas árvores
Nos pisca-piscas do Natal ainda não retirados
(Ou nas luzes por apagar dos postes e das casas)
No calor esplendoroso do sol
Ou na úmida chuva de verão que cai de fininho...
Lá estarei pra todo sempre
Enquanto eu for lembrada
No terceiro dia de cada ano:
Aniversariando!
COMERCIAL DE MARGARINA COLETIVO
.
Em uma quarta feira qualquer
Juntei palavras em um texto que mudaria a vida
Colei madrugadeira pelos muros da cidade.
.
Amanheceu.
Quem leu, boquiabriu
A lavadeira deixou a trouxa cair
O ciclista por pouco não trombou no poste
A correria foi tanta
Que ventou nas saias das meninas
O semáforo piscando feito luz de Natal
O rasante do pássaro assustou o guri
Que caiu para trás com o peso da mochila
O caderno se abriu
E folhas escritas bateram asas naquela direção...
Nuvens escuras foram se despedindo
O sol morninho arrancou suspiros e agasalhos
(Os ousados despiram também outras partes)
Moças desprenderam cabelos, retocaram batom
O casal tímido resolveu se abraçar
A senhorinha girando a bengala no ar
Uma música começou a tocar... Aaah!
.
E em uma quarta feira qualquer
(Se contar ninguém acredita)
O tempo parou, o povo dançou
E por um minuto eterno a tristeza se foi
Em fileiras sincronizadas
Mãos levantadas, corpos embalados
No compasso da música
Uma chuva multicolorida caiu do céu
Cada gota pintava o cenário
Um sabor diferente em cada cor...
Línguas de fora, braços em ondas
Toda dor subindo, girando em espiral
Desconhecidos se abraçaram
Pretos, brancos, ricos ou pobres
Motoristas estacionando os carros
A vaidade, os falsos pudores, a vergonha
Arrastados pela enxurrada multicor
Sorrisos escancarados, mãos dadas
Ritmo que todo mundo sabia de cor
.
E em uma quarta feira qualquer
(E pela primeira vez na história)
Um comercial de margarina coletivo
O ódio, o rancor, a inveja, a desumanidade
Feito lagartixas cascudas subindo os muros
Explodiram como pipoca em óleo quente
Desabrochando flores perfumadas
Confortando o coração de toda a gente...
DEIXE-A CAIR!
– Mamãe, você está chorando?
Mesmo disfarçando ela percebeu. De mãos dadas na porta de saída do restaurante, observávamos a chuva que havia iniciado e nos impedia de seguir.
– Sim, meu amor, mamãe está ficando velha e boba e se emocionou com a chuva. – Reparei então, pelo seu semblante, que não havia entendido bem a minha resposta. Continuei: – Chuva é riqueza para nosso povo tão pobre de água.
– Mamãe, mas estamos sem guarda chuva. Como chegaremos até o carro? Está bem forte. – Alertou a minha pequena, sempre tão prática e racional, e naquele momento também preocupada com o horário do prometido cinema.
– Não se preocupe, filhinha. Para a chuva, temos todo o tempo do mundo. Deixe-a cair! O Sertão está com tanta sede… E vê-la assim, tão densa, é bem melhor do que qualquer filme, tenha certeza.
Nesse momento, ajoelhei para ficar da sua altura. Eu poderia ter só me abaixado, é verdade, mas era de joelhos que todo o meu Ser queria estar naquela hora.
Na perspectiva visual da minha menina, pude observar ao longe um grupo de jovens em algazarra tomando banho na chuvarada, gritando, cantando, dançando e pulando poças. Nos edifícios, várias pessoas debruçadas nas janelas, sorrindo e observando a água cair. Os carros passando, vagarosamente, vidros entreabertos e os “caronas” com as mãos para fora (pelo jeito buscando sentir as grossas gotas ao encontro da própria pele).
Um senhor que passava ali portava um guarda chuva fechado (e não parecia ter a intenção de abri-lo), e o vi pedir muito sorridente um “saquinho plástico” ao garçom do restaurante que estávamos, decerto para proteger o celular enquanto enfrentasse o aguaceiro. Cada um demonstrando a sua emoção de um jeito diferente.
Continuamos ali paradas por mais alguns minutos, abraçadas, nos deliciando com o cheiro, o som e a visão daquele precioso evento, que alegrou sobremaneira o nosso domingo.
As dores chegaram antes de um sorriso, e a minha vontade de não sobreviver é interrompida por todo o amanhecer. Sinto meu corpo adoecer, vejo que estraguei cada pedaço de terra que pisei, e as pessoas com quem caminhei. Porque eu nunca consegui me levantar sozinha, me desculpe. Por mais que eu me mostrasse de pé, eu sei que sou um fardo pesado.
Eu queria esquecer as correntes que me prendem e chorar no meio do caminho, sem ter medo de conhecer o que virá pela frente, só assim me sentiria corajosa. Eu tentei viver longe, tentei cuidar de mim e deu tudo errado… estou me deteriorando por dentro, sinto minhas necessidades clamando dentro de mim e eu não podendo fazer nada, aos poucos a escuridão vai me encontrar, enquanto isso estou me saciando com lágrimas.
Estou privando todos os meus movimentos, estou gritando no silêncio da minha cabeça, porque não quero enlouquecer, os meus sonhos são cinzas, a minha cabeça é o meu hospício… com diversos pensamentos que me ferem, e me fazem desacreditar que já houve um dia feliz com esperança, amor, e sorrisos.
Ninguém sabe o peso da lágrima que eu carrego em cada olhar, são como pedras…
Hoje choveu.
O cheiro de terra veio tomando conta. Senti-me inebriado com as lembranças de infância.
Pés descalços, pulando nas possas e escurregando no barro.
Hoje choveu!
Delicia de molecagem que molhou o corpo franzino de criança.
Hoje sentido a chuva, senti a inocência e a criança que não morreu dentro de mim.
Cresci!
Hoje sinto a chuva que molha meu rosto, vem com mesmo cheiro de terra, e não molha o corpo do menino.
Hoje choveu!
Ela é linda! Tem frescor e molha o meu corpo.
Hoje choveu!
Senti à leveza; à alegria; e às lembranças do homem com alma de criança que a observou e não a esqueceu.
Hoje choveu.
Por Rica Almada
Por entre a sombra do bambuzal
Vazam os derradeiros raios de sol
O lago vai sombreando
Os pássaros recolhem-se
O dia se acaba de forma tranquila
Vento calmo de chuva que vem
Certamente, pelos clarões ao longe
Cheiro de umidade
Traz boas lembranças
De quando se era criança
Pingos no teto
Canção de ninar
Acalma a alma
Facilita respirar
Abrigado então
Fecho os meus olhos
Vejo as folhas, as flores
Acenando à criança
Que sorri ao passar
Responde o adeus
Retornando ao lar
Na face o sorriso
Mais sincero
Sorte a minha
Presenciar
Hoje acordei chorando, a cabeça molhada de suor, acordei desejando que toda aquela mentira fosse apenas um pesadelo, mas não era...
décadas de sonhos que vejo escorrer pelos meus dedos ano após ano...
Uma vida inteira sem acreditar no ser humano, ninguém “ me decepciona” mas ainda me machucam. Sim, sim eu espera um mentira, eu sabia o quanto doeria, mesmo assim, dei um voto de confiança, tento acreditar que sua verdade, seria diferente de todos os outros...
Hoje como nuvem nos olhos, o mundo se torna neblina, chuva, caos e dor, novamente...
Como fênix, a gente precisa morrer, pra viver novamente, nesse inferno de mundo chamado vida!
O mal se aloja nas mentiras contadas olhando em seus olhos, a dor, A tão profunda e injusta dor dos momentos escondidos por trás das inúmeras desculpas fracas, consumidas pelo desespero do medo...
em 8 meses o que eram flores, sol e vida, mais uma vez se torna morte, escuridão e espinhos que sangram!
A criança solta enganada e feliz, é jogada novamente em uma cela com mil cadeados sem chave, sem desculpas, sem arrependimentos, sem esperança, sem sorrisos internos, e sem amor no olhar...
agora a mulher, ressurge, com o enorme vazio na alma, com falso sorriso nos lábios e o negro coração sangrando em chamas e desespero eterno!
Nessas horas, e como se estivéssemos em um coma profundo, onde coração e cérebro fazem seu papel obrigados, onde olhamos para o nada, ouvindo o mundo mas incapacitada de correspondê-lo.
Nada mais será como era antes, quando olhar em seus olhos, sempre terei a devastadora visão da dúvida...
Em 04/03/2018 novamente
Segunda-feira dia típico de preguiça, de começar a dieta, de começar mil planos que acabarão antes do café da manhã.
O cheirinho de café fresco invade a casa, é segunda-feira e muito chuvosa por sinal. Hoje eu me dei folga.
Me dei folga da dieta, do trabalho, da correria, da vida, inclusive de você.
Hoje eu tirei o dia pra ficar de pijama e planejar outras mil coisas pra começar amanhã ( tecnicamente minha segunda-feira começará na terça, entendeu? Não? Deixa pra lá, eu sou um mar de confusão mesmo!)
Hoje eu tirei o dia pra anotar de lembrar o que eu deveria esquecer.
Hoje a chuva veio me lembrar que os dias chuvosos continuam nostalgicos e cabe a mim tentar mudar.
(Re)colei post it na casa inteira pra lembrar que amanhã definitivamente eu devo apagar você....até a segunda-feira que vem.
Definição
Ontem,
uma brisa tênue
quase sopro
quase névoa
Breve
com cheiro amendoado
Quase esperança
Quase paz
Uma promessa.
Tinha a sensação pungente
que a brisa representava
o efêmero da vida
que eu canto.
Hoje,
a chuva cai tão fortemente
como o som de alegria.
Nosso bailar pelo salão traduz
eternidade de um momento
de luz e encanto.
Isso me faz sentir
vagamente eterna
antes de partir.
Eu vejo o dia amanhecer, ou
O entardecer do dia. A brisa
Dos meus olhos, me fazem
Compreender uma mente
Criativa.
Uma mente que me faz
Pensar: flor, chuva e sol,
Não dar pra combinar...
Se você não entendeu,
Nem procure entender. Pois
A vida ao nascer é difícil
Até crescer; assistindo todo
O meu viver.
Tudo me faz pensar: flor, chuva
E sol, não dar pra combinar; um
Poema sem rimas, uma dança
Sem par.
"Flor, chuva e sol", poema criado em 02 de dezembro de 2002
Cai outra vez
Gotas que o céu derramou no meu quintal
Vem carregando bem um pouco de mim
e vem voando feito num vendaval
Regando as flores mortas do meu jardin
Que agora dançam nas bodas de cristal
Que os meus vizinhos fazem pra declarar
velho amor e a paz de um velho altar
Fico daqui me perguntando o que foi
Que eu fiz pra ficar nesse lugar
De folhas mortas e a cidade a aflorar
Tudo aquilo que o homem destrói
Cai entre nós
Nao vai pra lá eu tenho cá meu valor
Deixa pra lá, agora eu tenho que ir
eu vou partir e não pretendo voltar
Chuva lavou
levou consigo meu velho saravá
que cai do céu em choro de sabiá
bem no quintal de um velho a ouvir
O seu passado feito num recital
Cai outra vez
Eu?
Eu sou um enigma
O explícito do indecifrável
As chaves perdidas no bolso
O ''quiçá'' que precede a tragédia
Eu sou a tragédia!
Sou a tempestade que encanta pela avidez
E sou também os raios de sol que cessam a voracidade de céus aterradores
Eu sou o pulo do gato
E sou também a madeira bamba, afoita para forçá-lo
Eu sou a consequência de um caos certo e interminável
Grande ironia do destino me presentear.
Agente nunca se entendeu muito bem, por isso ainda é difícil acreditar.
O Dejávu de já ter vivenciado o momento, crescia cada vez que eu me aproximava e quando me abriu aquele sorriso, nada mais me importava.
A sua voz, as caricias enquanto eu cochilava, tudo me encantava. Foi ai que eu percebi como tudo perfeitamente se encaixava.
O diferencial era apena a chama da vela, que me tornou de dentro pra fora especial. E a chuva que caia lá fora, me fez ver o quão lindo pode ser um temporal.
Esta história foi muitas vezes contada, mas Jung, que nos dava poucos conselhos diretos, disse-me um dia: “Nunca faças seminários ou conferências sem contar às pessoas esta história”. Num dos seus últimos Natais, pouco tempo antes da sua morte, quando nós participávamos do Jantar do Clube (Club Psychologique de Zurich), ele contou-a para nós de novo. Não havia certamente ninguém na sala que não conhecesse já a história e portanto, depois que ele a contou, toda atmosfera mudou.
Houve uma terrível seca na parte da China onde vivia Richard Wilhelm (sinólogo, amigo de Jung e tradutor do I Ching). Depois de as pessoas terem tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva. Isto interessou muito a Wilhelm que se preparou para estar lá quando o fazedor de chuva chegasse.
O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior, diante da porta. Não se ouviu falar mais dele durante três dias. Depois disso, não somente choveu, mas nevou intensamente, o que nunca se tinha visto nessa época do ano.
Muito impressionado, Wilhelm procurou o fazedor de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve. O fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”. Wilhelm insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve. O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou”.
Os alquimistas procuravam sem cessar unir os opostos, pois não é senão quando estão unidos que se pode encontrar a verdadeira paz. Coletivamente nada podemos fazer; Jung repetia-o constantemente: a única forma que temos para fazer alguma coisa, é no indivíduo, é em nós mesmos.
É o princípio do fazedor de chuva: quando o indivíduo está em Tao – local onde os opostos estão unidos – há uma influência inexplicável sobre o ambiente.
Há em nós um lugar onde os opostos estão unidos e nós devemos aprender a ir visitá-lo, permitindo assim à luz voar pelo mundo.
Barbara Hannah
Posso te servir mais um café
Na intenção de fazer você ficar
La fora tocam gotas d’agua na janela
Fazendo o cantar das aves cessar
E na porta aberta o vento vem dizer
Que o tempo para pra quem sabe viver
O vento carrega teu perfume
E o conforto pousa aqui
Nos meus braços cheio de espaço
Com meus abraços sempre a te cobrir
"Me encanto
E fico no meu canto
Quando canto, lembro do seu nome
Enquanto isso tudo
A chuva cai, molha e me espanto
Encho meus olhos d'agua
E de tão molhado, molha todo o pano
Canto na chuva seu nome
Enquanto no meu canto fico só
Molhado, gripado me espanto
Passa dia e noite, continuo em pranto
Hora triste, hora alegre, sigo adiante
Sem mais pano, me espanto quando não lembro mais do seu nome."
(Alexandre dos Reis)
SILÊNCIO
A vida esta cada vez mais barulhenta,
quero ouvir o galo me acordar,
mas ao invés disso escuto
carros buzinando, obras começando, pessoas tagarelando,
e aos poucos vou pirando.
O despertador toca,
continuo a dormir,
nem ouvi,
me acostumei com o barulho.
Vou ao restaurante almoçar,
o garçom não ouviu o meu pedido,
mas consegue ouvir a promoção de emprego na mesa ao lado,
O término de namoro,
em uma fofoca com a amiga na outra mesa.
Quero silêncio, de dentro pra fora,
de fora, para escutar o que digo
por dentro,
por favor faça silêncio.
Por dentro eu me calo,
por fora escuto a poluição sonora.
Quero um lugar no mundo onde eu não possa ouvir nenhum ser humano,
quero um encontro silencioso com a natureza que me rodeia,
quero sair dessa teia
ensurdecedora de palavras faladas.
Amar em silêncio,
falar com os olhos,
e escutar apenas o barulho do seu coração,
para mim já estará bom.
Encontro então, a melhor forma de gritar em silêncio,
escrevo alto, falo com letras maiúsculas,
desabafo nas letras miúdas.
Escrevo,
enquanto o mundo dorme,
escuto a melodia da chuva e penso,
enfim o silêncio.
“Érica neste momento estou pensando em você, e só agora quando a distancia nos separa, tenho coragem para te falar, apesar de tantas oportunidades que eu tive na Academia Golfinho, não conseguia te falar, pois você não me dava oportunidade e mantinha-se séria o tempo todo. O único momento em que estivemos juntos foi proporcionado pela chuva. Naquele dia o pátio da Academia estava molhado e você estava apressada, eu também havia terminado o treino e saí, estava andando um pouco atrás de você quando de repente você escorregou, então vi aquela mulher linda caindo, não pude chegar a tempo de evitar, mas logo estava ali próximo a você, ajudando-a a levantar-se. Foi rápido sim, mas o suficiente para ter você em meus braços por um instante, e sentir aquele corpo feminino malhado que nunca mais pude esquecer.”
Ah! Érica nunca saberemos o que a chuva do dia seguinte nos reserva.
Abraços, beijos........ “Que saudades daquela chuva.”
O que eu me tornei ?
Meu doce amigo…
Todos que eu conheço vão embora no final. Esses tempos difíceis,esse frio que chega a doer os ossos,essa chuva que parece não ir embora,as gotas de chuva na janela. Segure minha mão nesses dias de tempestade,eu poderia fingir que sou forte,poderia cantar essa música sozinha mas o que ela seria sem você?
"Que o vento toque seu rosto
Que o sol brilhe seu dia
Que a lua embale seu sono
Que a chuva caia suavemente ,
Até que nos encontremos de novo
Que eu possa te encontrar em meus sonhos,
e tocar o seu rosto todas a s noites
que sua boca encontre a minha
em um êxtase de amor
que ao acordar sinta o gosto
enquanto esse dia não chega
sonhe ,sonhe, pois também sonharei"
