Textos Arte
Infelizmente, a arte e a diversidade cultural brasileira sobreviveram até aqui muito por Deus e por ela mesma. Desde o começo da história ministerial por parte do governo federal a cultura nunca teve a grande atenção que merece. A maior parte do patrimônio material e imaterial só colecionam prêmios e chancelas internacionais como patrimônios da humanidade, mas por aqui muitas vezes morrem ou sobrevivem pelo trabalho obstinado de alguns amantes da cultura e profissionais que tiveram um contato um pouco mais dedicado sobre eles. Faltam governança, plano, projeto, políticas públicas para estudo, catalogação, manutenção, preservação de todo rico patrimônio artístico e cultural brasileiro. Diante disto, faltam oportunidades para os profissionais que existem, implementações de cursos profissionalizantes, suprindo a grande carência de mão de obra que existe no setor, também políticas de subvencionar os materiais que são quase em sua totalidade internacionais, publicações governamentais, programas de turismo artístico-cultural científico via o que tem amontoado em nossos museus. A cultura tem pago um preço alto no Brasil por sempre estar ligada ao escambo indevido de promessas de pastas nas campanhas políticas. Resultando na falência do setor e o não entendimento da verdadeira atmosfera de urgência pela maior parte de seus funcionários federais, estaduais e municipais e secretariados. Ainda o que existe de melhor vem inicialmente da iniciativa privada e na maioria das vezes pelo pensamento erudito patrimonialista de grandes multinacionais que tem vastos negócios por aqui. Difícil entender como existem milhares de imóveis abandonados por todo território brasileiro e ao mesmo tempo centenas de academias, institutos, grupos, coleções, museus, associações, escolas, sindicatos ligados ao setor sem um lugar para funcionarem. Será que existem vantagens políticas escondidas para não visibilizar a falência crescente no setor ou será que é só analfabetismo operante? Mil perguntas sem as respostas devidas. Quem sabe um dia o Brasil conheça o Brasil artístico e cultural e promova de verdade a institucionalização como patrimônio nacional para as nossas novas gerações.
Acredito mesmo que a arte e a cultura sejam o único caminho e plataformas educacionais corretas de transformação em uma sociedade contemporânea feia, egoísta, doente, injusta e violenta. Acredito mesmo que seja ela a única corrente institucional brasileira que tenha se preservado das contaminações politiqueiras usurpadoras do poder e que por isto possa de forma cultural se esparramar em todos os locais escuros, vazios e esquecidos, bem perto mas escondidos e longínquos por alguns torpes interesses onde as políticas públicas ineficazes governamentais da entravada maquina publica, até hoje não chegaram.
A criação de uma obra de arte por um consciente artista plastico e visual nacional deve seguir as regras de ser criteriosa, com boa qualidade e um verdadeiro sentido no convite visual a interlocução criativa em sua cultura e seu tempo. Pois não existe mercado de arte consumidor gigantesco no Brasil para tanta produção.
Na arte do seculo XX, aprecio mais o mundo metafisico do que surrealista. As composições frente ao desconhecido enigmático e doutrinariamente diante de uma supra realidade secreta da divindade em austeras construções. A exemplo disto, nunca tão distante da metafisica obra do hermético mestre Giorgio de Chirico, nascido na Grécia e notabilizado na Itália, por um alicerce de pensamento renovado da matriz antiga greco-romano. O contraste da organização e pavimentação geométrica das polis e as buscas proféticas do futuro pelas inspirações aromatizantes do templo de Delfos. A Matemática Sagrada o zero como vazio, infinito e absoluto.
Conceitualmente, hoje a arte é efêmera mas a cultura da arte é gigantesca e completa. Pois é deste conceito cultural da arte que advirá ainda múltiplos desdobramentos e linguagens.O tempo é aceleradamente tecnológico e não há a menor possibilidade de qualquer expressão artística permanecer circunscrita nos limites e nas formas dos arcaicos templos do belo. A contemporaneidade da arte é livre e cada vez mais publica. Uma metalinguagem entre o artista e o espectador, que se trans- posicionará em intrépido admirador.
Cabe a cada artista brasileiro não só fazer arte em seu universo pessoal mas exercer sua cidadania cultural a partir de movimentos e politicas publicas e privadas de cultura. Pois em um momento que a nação segundo o IBGE, tem vinte e dois por cento da população com algum poder econômico constituída de aposentados com mais de sessenta anos e na sua maioria com baixo nível de escolaridade e de cultura, que são a base da remota economia familiar de grande parte da população nas grandes cidades. Por conta disto, agrava se um marasmo cruel por parte do estado cultural, gestado geralmente por não profissionais gabaritadas do setor e sim afilhados paraquedistas por indicações políticas que não conhecem, não sabem, não provem e não oferecem plataformas de oportunidades profissionais nem na educação, na arte e na cultura. Diante deste quadro caótico, o mercado de arte nacional vive um hiato, pois está bem mais para a compra de arte acadêmica e para as antiguidades do que para qualquer tipo de arte contemporânea. Este é infelizmente hoje um Brasil Cultural que eu não quero para mim.
A verdadeira obra de arte vai um pouco mais das belas formas e das bonitas cores, parece me ser tudo que edifica o nosso orgulho criativo de sermos humanos, capazes de irmos além e revigora nossa alma pela beleza da indescritível oportunidade de semearmos a vida com o melhor em uma só cultura universalista e planetária.
A nacionalidade de uma obra de arte móvel em regra corresponde da nacionalidade de quem a fez mas em alguns casos especificamente pode ser considerado a temática local, social, religiosa, histórica e cultural que a obra focaliza. Está colocação refere se especificamente para obras moveis pois quando se trata de obras imoveis, a exemplo nacional brasileiro temos o Cristo Redentor, no cidade do Rio de Janeiro uma estátua monumento art déco que retrata Jesus Cristo, localizada no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar, no Parque Nacional da Tijuca, que foi concebida pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa e construído em colaboração com o escultor francês Paul Landowski e com o engenheiro compatriota Albert Caquot. No entanto o rosto da estátua foi criado a partir dos desenhos do escultor romeno Gheorghe Leonida e o corpo pelo artista pintor e gravador brasileiro Carlos Oswald. A construção da obra durou nove anos (entre 1922 e 1931), cartão postal oficial internacional da Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro e a sua nacionalidade é brasileira por que aqui está. Por mais que neste caso tenhamos uma multiplicidade de nacionalidades dos artistas envolvidos que participaram e elaboraram a obra, e por conta disto, até hoje, travam uma verdadeira batalha jurídica em vários tribunais, via herdeiros sobre os usos da imagem autoral do monumento.
Envelhecer é um privilégio, uma arte, um presente. Somar cabelos brancos, arrancar folhas na agenda e fazer aniversário deveria ser sempre um motivo de alegria. Mas é deprimente.Era pra ser de alegria pela vida e pelo que estar aqui representa. Todas as nossas mudanças físicas são reflexo da vida, algo do que nos podemos sentir muito orgulhosos. Mas com certa nostalgia, vemos que começamos a nos destruir, a deteriorar desde que nascemos. Somos frágeis, ficamos moles, doloridos, enrugados a cada dia que passa, e foge de nós o vigor. Nada somos além de criaturas passageiras, que duram menos que uma arvore, vivemos menos que uma tartaruga, e muitos de nós se acham, mas nada somos alem de pó. Tudo o que resta de nós são as nossas ações, a nossa melhora, nosso crescimento, e compreensão, e o bem e o mal que fazemos a nossos semelhantes. Tanto o bem como o mal que fizermos nos será cobrado, quer morramos jovens ou mais velhos, a colheita do que plantarmos será inevitavel.
A vida é uma OBRA de Arte d Deus!! Pinte c todas as cores do arco íris . AZUL...TRANQUILIDADE, branco...Paz...vermelho..paixao...roxo...espiritualidade...amarelo...alegria...verde...esperança... E todas suas tonalidades!! Lembre se: seja uma obra prima, valorizada e apreciada ...n simplesmente um quadro guardado num canto qualquer!!. A escolha é sua....
Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.
Nota: O pensamento costuma ser atribuído a sabedoria budista e a James Michener, mas a evidência mais antiga de que se tem notícia é o trecho no livro "Education through Recreation", do educador Lawrence Pearsall Jacks, mais conhecido como L. P. Jacks.
...MaisO artista é temporal, pessoal, preso, circunscrito ligado e derivado de seu tempo mas sua arte é infinita, transmutável, obliqua, renova se por si só milhões de vezes dentro dela mesma de tempos em tempos, segue a lei inexorável e mais que sagrada da vida, que não tem medo explicito, nem fim e nem começo.
Eu sinto um prazer perigoso no drama toda aquela arte do caos me faz ter a sensação de que tudo posso se eu pensar que posso, a dor me faz mas criativa, o descontrole me revela verdades profundas. Talvez seja da amargura que nasce o artista escondido dentro da sua própria negação eu não ter coragem pra ser do jeito que é.
Da mesma forma que vemos nossos animais de estimação aprontando arte, tentando rasgar alguma coisa, comer o que não pode, atacar e roubar um do outro, como se essas coisas fossem as mais importantes daquela existência, creio que Deus deve ver muita gente com pena. Gente que tenta trapacear, gente que acredita no egoísmo, gente que manipula, acreditando serem os maiores feitos de sua vida enquanto Deus decide se ri de tanta tolice ou pune por piedade, para que aprendam a olhar o próximo como uma última esperança a elas mesmas.
Eu poderia passar o dia falando sobre a natureza, a vida, a beleza e a arte, mas não estou aqui para isso. Estou aqui para lhe agradecer por romper comigo,por ser estúpido e mostrar sua verdadeira essência , demostrando que você não servia para mim. "Nós aceitamos o amor que achamos merecer" é a famosa frase, não é? E eu mereço, querido, eu mereço muito, eu mereço um amor que tire meus pés do chão, encha meus dias de esplendor , que faça a poesia em mim mais vibrante, mais sentida. Não pense que isso é egocentrismo, porque não é, eu apenas preciso pensar mais em mim...
A arte está em todo lugar... em cada esquina, cada beco, cada bosque... em cada olhar ou sorriso. E ainda assim é tão difícil captar... andando por estas ruas, tudo que vejo é digno de um olhar especial, e ainda assim... ainda assim, sou limitado demais para mostrar a todos o mundo como eu vejo e fazer com que sintam o que sinto... Por que se tornou tão difícil ser eu mesmo?
A arte exerce um importante papel de catarse na clinica terapêutica, pois vai de encontro com processos psicológicos profundos, dos nossos arquétipos em que simbolicamente confirmamos determinadas características e condições que diz respeito ao inconsciente coletivo da humanidade, tendo, portanto importância contributiva na formação da nossa personalidade individual. O ser humano se desenvolveu com a arte e sua saúde não poderia estar dissociada dela.
Por ser “alquímica”, a arte transmuta sentimentos e emoções, materializa medos, receios, fantasias, indo de encontro a nossa própria essência, ao nosso eu, às nossas raízes genealógicas, históricas, sendo um importante recurso de auto-transformação, pois como foi dito anteriormente, conteúdos que não eram da ordem da consciência passam a emergir de modo que possam proceder uma descontrução e ressignificação de elementos que, embora nao estavam à luz da consciência, não eram menos vivos e atuantes, muito pelo contrário. Estes conteúdos que não estavam clarificados, trabalham de forma mais viva e forte, exatamente por não estar no ambito da consciência e consequentemente dificultando o controle e elaboração deles. A partir da elucidação e conscientização destes, se pode trabalhar elementos da história de vida do paciente, tais como dificuldades relacionais, interpessoais, intrapessoais e familiares, bem como a ansiedade e o estresse do dia-a-dia, resgatando através da arte o potencial criativo e ressignificando vivências do paciente.
Nos tratamentos psiquiátricos, a arte é uma ferramenta fundamental, pois os portadores de distúrbios mentais, taxados pela sociedade como incapacitados e improdutivos, e por consequência marginalizados, podem, através da produção artística trabalhar os processos de cura, atribuindo sentido e significado à sua existência, por sentirem-se úteis e produtores, ao mesmo tempo em que desenvolve uma atividade psicolúdica na manifestação íntegra de seu ser e no resgate da sua criança interior. O resultado deste processo nao só proporciona o alivio de sintomas, mas o trabalho ativo de conteúdos psíquicos subjacentes represados, encontrando oportunidade de ressignificação através de novas (re)leituras da realidade e da mudança de perspectiva neste tipo de abordagem psicoterapêutica.
"Assim como a arte do palhaço, o poeta em mim esta morrendo, estou me tornando um cara muito serio, minha rebeldia de adolescência já não esta presente, parei de planejar, expectativas morreram, dependente do destino, que se tornou implacavelmente cruel, devolva me o que você levou, meu sorriso, meus olhos meu ar , meus cabelos. Castanhos, destino conserte o erro, nada mais lhe peço " Asp brito
