Que seja dela a arte, as vísceras, e... Allamerk Benne
Que seja dela a arte, as vísceras, e tudo aquilo que em mim se contradiz; seja dela a ambição que me devora, e o coração que nunca mais se quis.
Seja dela o reino que me invento, as conquistas, a glória e a euforia; sejam dela os versos que lamento, e a tardia luz da minha alegria.
Seja ela o canto derradeiro nos dias em que a tristeza me consome; e a canção que há de erguer-me inteiro, quando a glória novamente me der nome.
Seja ela, somente ela, sem princípio, sem razão, sem fim; pois, entre tantas coisas que há no mundo, que seja dela tudo o que há em
mim.
— Allamerk Benne
