Textos Arte
No interior de um belo momento particular, aproveitando uma experiência única, uma arte renascentista desfruta da sua própria companhia, banha a suavidade das suas curvas em um lugar incrível, cada detalhe dela é exuberante, está claramente numa satisfação pessoal profunda, sentindo uma emoção veemente, abundante, que está tomando conta de toda a sua estrutura
Admirando e ficando bastante imerso nessa cena, caso não seja uma falsa impressão, posso concluir que o seu coração é um mar grandioso, cuja vitalidade é fascinante, a movimentação das suas ondas são os seus batimentos, influenciada pela ocasião, pelo clima de seus sentimentos, pela vontade recorrente de não viver em vão, passando por agitação e por tranquilidade, sempre uma inspiração
Então, essa exposição tão inspiradora poderia ser descrita como uma visão da renascença, intensa e harmoniosa à semelhança de uma linda canção, encontrada durante uma navegação inesquecível, navegando entre águas calmas e um grande sonho com os olhos atentos, deslumbrados com a sua venustidade atraente, a sua personalidade de bem consigo, apresentando uma naturalidade sublime, pintura viva aprazível, que supera a superficialidade de um jeito que não deve ser confundido.
A sua fragilidade está apenas na sua aparência física como uma arte bela e delicada, claro que tem seus momentos de insegurança e de fraqueza, porém, ela é mais forte do que muitos imaginam, tudo tem contribuído para a sua resiliência, o fortalecimento da sua alma, ninguém pode questionar a sua persistência, a menos aqueles que não a conhecem de fato, guardada por Deus e a sua Providência
Sem dúvida, a sua voz faz referência a sua personalidade por expressar força e delicadeza, expressando a sua musicalidade cantando músicas intensas com uma certa doçura, que se misturam com a sua essencialidade, a emoção pulsante que se abriga no seu íntimo, na profundidade do seu coração, num ritmo de poeticidade, fé e de romantismo, a paixão verdadeira de uma linda mulher, que nas tempestades se faz Fortaleza
Fruto apaixonante do Amor Divino, uma bênção de sentimentos sonoros e diversas emoções, choros providos de tristezas e de alegrias, inspirações a cada cena ou parágrafo de uma linda poesia, um ser bastante abençoado, tão cativante quanto uma melodia imponente gerando um sentimento grato que vai tomando conta aos poucos de todo o ambiente, o que faz da sua presença ser assim inevitavelmente amável.
Aquarela do Criador
Nem toda arte está exposta em uma tela a partir de uma inspiração humana.
Existe também aquela majestosa e complexa, uma das obras da criação divina: uma bela pintura celeste que parece uma linda aquarela entre as nuvens.
Às vezes em tonalidade amarela, pintada com as luzes do sol, consequentemente, uma paisagem calorosa — uma poesia quente, criada com alma e amor.
A vitalidade notória que exibe é provocante, à semelhança de uma arte realista, sublime e exuberante, que deixa pupilas dilatadas com um ar lúdico renascentista diante da sua beleza e da sua integridade. Emana o fogo da sua alma, que se destaca dentro de uma paisagem praiana — uma inspiração que se propaga.
Como se, de alguma forma, ela estivesse conectada ao mar, o que justificaria as belas ondas do seu corpo: abundantes e chamativas. A vida emocionante que aparenta existir no seu coração, uma sensação contagiante de renascimento entre as águas salgadas e os raios de sol, que torna único cada momento.
Nas tardes ensolaradas, o deslumbramento mais forte já é previsível; seduz com naturalidade mesmo sem nenhuma intenção, apenas desfrutando da sua liberdade. Ela é o elemento principal de uma composição farta de muitos detalhes, como uma pintura em movimento: uma venustidade intensa em um lindo cenário, transmitindo vida e sentimentos.
A Arte do Amor Divino que se põe
Gosto de pensar que os pores do Sol são uma das maneiras de Deus nos mostrar artisticamente o seu amor, como lindas aquarelas de cores quentes.
Parte da Sua arte complexa que, ao mesmo tempo, é repleta de simplicidade, cada vez com um detalhe diferente, emanando uma luz emocionante.
Que ofusca os problemas por uma brevidade cativante que faz toda diferença: sendo assim, por alguns bons instantes, a minha mente fica liberta e os meus olhos exultantes.
A arte de amar é viver cada dia como se fosse o último — e, ao mesmo tempo, como se fosse eterno.
Último, porque devemos amar intensamente todos os dias e ter coragem de fazer o que ainda não fizemos, sem adiar sentimentos ou atitudes.
E eterno, porque existe algo além desta vida, uma dimensão maior, que não pode ser comparada a tudo o que conhecemos aqui.
A Arte de Colorir o Invisível 🎨
Existem fios invisíveis que nos conectam ao longo do dia, tecidos por gestos que a pressa insiste em apagar.
São os “pequenos milagres” silenciosos:
uma gentileza que não vira notícia,
um cuidado que não pede aplauso.
É o café servido com um carinho extra,
o olhar que acolhe quando você se sente perdido,
ou o silêncio respeitoso de quem percebe
que você só precisa de paz.
Esses gestos são curiosos:
eles não alteram a rota do seu destino,
não pagam suas contas, nem mudam
o cronograma da sua semana.
Mas, de alguma forma mágica, eles
mudam completamente a cor do seu dia.
É como se o mundo, antes cinza e automático,
ganhasse uma camada de luz.
A gentileza não resolve a vida,
mas torna a jornada muito mais
bonita de ser percorrida.
Dudu Amaral
27/04/2026
Arte de Viver como Irmãos
Aprendemos a cruzar os céus,
a mergulhar ncas profundezas dos mares,
a conquistar distâncias que antes pareciam impossíveis.
Mas ainda estamos aprendendo o essencial:
olhar o outro com amor, respeito e humanidade.
Porque o verdadeiro progresso
não está apenas no que conseguimos alcançar,
mas na forma como caminhamos juntos.
E quando o coração aprende a reconhecer o outro como irmão,
a vida, enfim, encontra seu sentido mais bonito.
Simone Cruvinel
Sobre Ágape e Vermífugos
Arte
é o que diferencia
memória e esquecimento.
Arte
é nossa alma perene,
nosso fragmento único
Imortal.
Enquanto houver
Arte,
os parasitas estarão em perigo.
Onde a
Arte Reinar,
estaremos imunes aos vermes.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Sobre Arte e Cidadania
Demétrio Sena - Magé
Posso até não gostar das "pegadas" musicais, mas quando há esses shows pop em Copacabana, com públicos de milhões, e artistas que celebram a paz, a liberdade, os direitos humanos e a diversidade, algo me deixa feliz: saber quantas pessoas não estão socadas em igrejas, fazendo nem ouvindo pregações de ódio, de preconceito, misoginia, intolerância, supremacia religiosa nem mentiras convenientes, naquelas misturas de religião com política extremista, golpista e de bajulação das elites que massacram o povo trabalhador... inclusive, os membros mais simples e trabalhadores dessas igrejas, que pensam que vão pro céu por terem sido capachos na terra.
Tenho a mesma sensação de alegria e conforto, embora quase sempre não esteja lá, quando vejo as mesmas celebrações da paz, da liberdade, o sonho, democracia, o bem viver e a diversidade humana, religiosa, cultural, nos mega eventos folclóricos, musicais e outros, como o carnaval, Rock in Rio e Lollapalooza... só não incluo os eventos sertanejos e gospel, porque esses estão contaminados pelas políticas anti-povo e democracia. No mais, me alegro e conforto ao ver quanta gente não está socada em templos, movimentos golpistas e outros eventos que celebram o fascismo, o massacre dos menos favorecidos, o poder político anti-povo e as elites.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Dizem que o tempo cura, mas o tempo também é um mestre na arte de esconder o que a gente se recusa a perder. Eu aceitei a distância, mas nunca aceitei o adeus. Caminhei por estradas que não tinham o seu rastro, conversei com silêncios que não tinham a sua voz e, ainda assim, em cada esquina da minha memória, você continua lá.
Minha vida se tornou uma coleção de "quases" e de "talvezes". Eu guardei o seu nome num lugar onde a poeira da rotina não alcança. É um amor que não precisa de presença para existir, mas que implora por um sinal para não se sentir sozinho.
A verdade é que:
Meus passos mudaram de direção, mas meu olhar ainda busca o horizonte por onde você sumiu.
A esperança é uma chama teimosa que se alimenta de lembranças antigas.
Viver sem você foi a escolha que a vida fez, mas amar você foi a promessa que minha alma nunca quebrou.
Se o destino for justo, ele entenderá que caminhos diferentes também podem se cruzar de novo lá na frente. E, se você perguntar, a resposta será a mesma que o vento sopra todas as noites: eu nunca, nem por um segundo, te esqueci.
"A arte de narrar a existência transcende a captura do visível; ela exige a coragem de mergulhar nas sombras onde a alma sussurra suas verdades mais cruas. Cada cena, cada palavra e cada silêncio são pinceladas em uma tela de mistério, onde a luz só ganha sentido pelo contraste da escuridão. O mestre não é aquele que oferece todas as respostas, mas o que instiga a dúvida necessária para que o espectador se encontre no labirinto da própria percepção. Criar é dar vida à imortalidade."
— Anderson Del Duque
Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade
Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.
Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:
Só quero loucuras
de amor entre a gente.
A Arte da Necrofagia
O homem já não caça.
Habita corredores de luz artificial,
onde cadáveres repousam
sob o brilho estéril das vitrines.
Não há grito.
Não há perseguição.
Não há olhos fitando olhos
antes do fim.
A morte lhe chega limpa.
Lavada em conservantes,
selada a vácuo,
temperada com ervas
para que a consciência
não reconheça o odor da ruína.
E então mastiga.
Mastiga distraído,
enquanto conversa sobre o tempo,
sobre dinheiro,
sobre a próxima manhã.
Como se não houvesse um corpo
silenciosamente desfeito
entre seus dentes.
Há um necrófago refinado
sentado à mesa da civilização.
Usa perfume,
traja linho,
ergue taças em celebração
sobre túmulos invisíveis.
Especializou-se na arte
de consumir a morte
sem precisar contemplá-la.
Porque o homem moderno
não suporta o peso daquilo que devora.
Por isso cobre o cadáver com molhos,
renomeia músculos como iguarias,
transforma vísceras em tradição
e sangue em mercado.
O abutre, ao menos,
desce faminto sobre a carne exposta
e não profana a verdade do apodrecimento.
Mas o homem…
o homem embalsama a própria cegueira
e, com requinte, a serve quente no jantar.
Arte e poesia
A arte utiliza de plásticas e performance
Expressa a realidade e a visão do artista.
Cria cenários e expressa romances
De tudo que está à vista.
A poesia transcende palavras,
Busca beleza, sensibilidade e emoção
E se manifesta na letra que desbrava,
Contando a história do coração.
A poesia é a alma lírica,
E a arte é o corpo físico,
Ambas se manifestam de maneira infinita
Com expressões e palavras bonitas.
A poesia expressa a beleza da alma,
A arte externa a beleza de uma face.
Ambas exteriorizam e acalmam:
Sentimentos, leveza e classe.
Arte e poesia são expressões humanas,
São profundas formas que se entrelaçam,
Evocam beleza e essências soberanas,
Ideias que o tempo e a alma abraçam
Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026
... da rudimentar cognição
aos expressivos lampejos de sabedoria,
a arte de viver, exigirá perspicaz similitude
com nossa inalienável interioridade como
espíritos em fazimento... Para tanto, as
ininterruptasidas e vindas por mundos
e humanidades endossando
tão especialíssima
travessia!
A ARTE DE VIVER
Viver é uma arte ou é arte viver a vida? Eis aí perguntas que confundem nossa mente e nos deixam em reflexão.
As duas são verdadeiramente e simplesmente verídicas. Viver é simplesmente uma arte, seja ela moderna ou contemporânea não importa, o que importa é que temos que ter em mãos o pincel, a tela e as tintas.
Escolher bem as cores, o que pintar e habilidade com o pincel, são os atributos principais para uma tela perfeita. Esta tela requer luz, harmonia, vida e principalmente aos olhos de quem a aprecia pureza e paz.
Assim é a nossa vida, regada com uma pitada de cada um dos ingredientes usados para a pintura da tela da vida; que consiste em saber qual caminho trilhar e o que fazer quando o caminho escolhido está diante de nós.
Quando começamos a pintar, todo nosso pensamento deverá estar focado exclusivamente para à tela a nossa frente. Os traços deverão ser harmoniosos, os objetivos traçados deverão seguir o alvo desejado e com a ajuda do cosmo dar o que há de melhor da nossa alma ao que planejamos.
A tela da vida depois de pintada com a sabedoria de um grande mestre requer que tenhamos todo um cuidado especial para não deteriorar com o tempo por falta de cuidados e carinho.
Estes ingredientes que deverão ser utilizados para que a tela seja conservada sempre com a mesma cor e harmonia deverá estar em perfeito equilíbrio com muita vida, só assim sobreviverá os futuros conflitos do tempo.
Que a tela da vida esteja eternamente viva e em harmonia.
A Arte de Recomeçar
Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.
Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.
Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.
As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
A ARTE DE SOLTAR AS ÂNCORAS
(Entre o conforto da companhia e a liberdade do ser)
Observei, olhando para o horizonte, o sol ao longe e pensei na lua. Mesmo distantes, nunca se encontram. Foi então que veio esta reflexão: como a presença do outro, aos poucos, pode nos fazer desaprender a caminhar lado a lado, sem perder o próprio eixo?
Ser independente é garantir que, caso todos os outros partam — seja vínculo familiar ou não —, teremos a nós mesmos. Isso quer dizer que devemos ser livres e não depender de ninguém. Às vezes, essa dependência surge porque o outro facilita nossa vida e nós nos acomodamos. Passamos a nos aproximar, ou nos deixar aproximar, por essa escolha — ou melhor, por esse comodismo de estar sem agir.
Essa conexão inconscientemente passa a ser: "por favor, me preencha, mas saiba que sou completo; caminhar ao seu lado me dá segurança, mas sei que um dia terei que me libertar". Porque, no fim das contas, nascer e morrer só nos lembra que somos essências únicas e responsáveis pela nossa caminhada. Afinal, a liberdade reside em saber soltar o que prende e permitir que flua, com leveza, tudo o que a vida nos entrega.
Lu Lena / 2026
