Textos Arte
A ARTE DE VIVER
Viver é uma arte ou é arte viver a vida? Eis aí perguntas que confundem nossa mente e nos deixam em reflexão.
As duas são verdadeiramente e simplesmente verídicas. Viver é simplesmente uma arte, seja ela moderna ou contemporânea não importa, o que importa é que temos que ter em mãos o pincel, a tela e as tintas.
Escolher bem as cores, o que pintar e habilidade com o pincel, são os atributos principais para uma tela perfeita. Esta tela requer luz, harmonia, vida e principalmente aos olhos de quem a aprecia pureza e paz.
Assim é a nossa vida, regada com uma pitada de cada um dos ingredientes usados para a pintura da tela da vida; que consiste em saber qual caminho trilhar e o que fazer quando o caminho escolhido está diante de nós.
Quando começamos a pintar, todo nosso pensamento deverá estar focado exclusivamente para à tela a nossa frente. Os traços deverão ser harmoniosos, os objetivos traçados deverão seguir o alvo desejado e com a ajuda do cosmo dar o que há de melhor da nossa alma ao que planejamos.
A tela da vida depois de pintada com a sabedoria de um grande mestre requer que tenhamos todo um cuidado especial para não deteriorar com o tempo por falta de cuidados e carinho.
Estes ingredientes que deverão ser utilizados para que a tela seja conservada sempre com a mesma cor e harmonia deverá estar em perfeito equilíbrio com muita vida, só assim sobreviverá os futuros conflitos do tempo.
Que a tela da vida esteja eternamente viva e em harmonia.
A Arte de Recomeçar
Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.
Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.
Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.
As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
Você ainda não aprendeu a maior lição da vida,
continua perdido.
Não aprendeu a arte de perder..
se perde... quer guardar tudinho.
Perca, perca devagarinho
cada dia um pouquinho,
fique só com o que sobra,
e do que sobra... amanhã perca mais um pouquinho.
Devagarinho, devagarinho
quando você se dá conta perdeu tudinho.
Ficou sozinho... errante pelo caminho.
Tudo bem....perder tudo não é nada sério...
que não se leva nada da vida não é nenhum mistério...
e pra onde se vai... se vai mesmo sozinho.
Viva a poesia!
Poesia; cultura escrita, arte vibrante na mente dos leitores e autores que carregam um potencial incrível de interpretação, interação e imaginação.
Poesia; vai de uma fantasia remota ou uma leitura sem compreensão á um mundo fantástico de ilusões, transformações e aplausos.
Poesia; seus versos podem nascer de um sonho, de um desejo, de viagens, recordações, saudades, homenagens, podem ser fruto de um amor antigo ou atual, brota de corações apaixonados, da vida á músicas de qualidade, vai do lúdico e surreal á experiências vivenciadas e fatos reais.
Poesia; trás esperanças e palavras fortes de auto ajuda, tem o poder de alegrar e mudar a vida das pessoas, em suas linhas existe o encantamento, o conhecimento, as histórias e as verdades; na poesia, a natureza, o sol, os animais, o ser humano, a lua e as estrelas tem seu lugar de destaque.
Poesia; veio para abrir nossos olhos á inúmeras realidades, ela nasce a cada dia nos quatro cantos do mundo e vem acompanhada de muita luz, do saber e de muito amor!
Arte é singular
A arte é o fermento que leveda o mundo, ela é a expressão máxima da criatura modelando_se ao seu Criador.
Assim, toda arte é uma reflexão poética e filosófica que enaltece o poder transformador e espiritual.Arte é fruto da emoção com a verdade e crenças de quem a expressa.Metáfora que na sua apresentação deixa transparecer que ela não é simplesmente um adorno para o mundo.Arte tem fala,tem movimento, expressão ,voz e vez.Trata_,se de um elemento ativo e essencial e enriquecedor cultural. Fonte de vida na Educação ,na cultura social e analogia ao fermento.Esse, junto ao trigo,parece uma metamorfose , fazendo surgir o "milagre "o pão.
Arte é a expressão mais elevada e completa pela qual os seres humanos podem expressar às suas ideias, emoções e visões do mundo! Através dela solta-se a imaginação e a criação.E o artista reflete e emula o feito divino toda sua obra.Encontra o seu propósito maior ,a forma transcendente de dizer algo pela sua arte.Portanto,celebre à vida , use a arte, força propulsora, transformadora,quase "sacra." Ela eleva a alma humana e a conecta com a essência Superior.
Arte de amar
Amar é aprender a nadar em mar revolto, onde o vento não pede licença e as ondas testam a coragem do peito.
Ainda assim, o coração
insisteem ficar à deriva.
O amor é arte feita sem esboço,
pincel molhado de sal e esperança,
cada toque um risco, cada erro uma nova forma de beleza.
Há noites em que o medo parece afogamento, o silêncio pesa como âncora no fundo do peito, mas até o mar mais bravo ensina
que respirar é um ato de fé.
Porque amar não mata
— transforma.
Desmonta, refaz,
ensina o corpo a flutuar.
Quem ama não foge da tempestade:
aprende a chamar o caos de casa.
Obra de Arte
Há quem procure beleza nas paisagens, nas estrelas ou no nascer do sol. Eu, porém, encontrei tudo isso quando meus olhos cruzaram os seus. Desde então, passo os dias pensando em você, imaginando o calor do seu abraço e o doce encontro dos nossos lábios. Sem perceber, fico te admirando em silêncio, como quem contempla a mais rara e delicada obra de arte.
Quando a noite chega, o silêncio faz ecoar a falta que você me faz. Sem ouvir a sua voz, sem ver o seu sorriso e sem sentir a sua presença, a saudade aperta o meu peito. As horas parecem caminhar devagar, enquanto a ansiedade insiste em me lembrar o quanto desejo estar ao seu lado.
Ainda assim, não deixo de acreditar. Guardo no coração a esperança de que um dia os meus versos deixem de falar de distância e passem a contar a nossa história. E, quando esse dia chegar, terei a certeza de que a mais bela obra de arte nunca esteve em um museu, mas sempre viveu no brilho dos seus olhos e no amor que despertou em mim.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
A Arte Imprevisível de Habitar o Outro
As relações humanas constituem o palco mais exigente e, simultaneamente, mais revelador da nossa existência. Saber estar com as pessoas, cultivar a autoestima, escutar com profundidade, aprimorar a palavra e exercer a liderança são dimensões indissociáveis de um mesmo eixo: a qualidade da nossa comunicação interpessoal. Não raras vezes, quem falha na dinâmica relacional com o mundo exterior acaba por reproduzir essas mesmas fraturas no seio familiar e junto dos seus pares, evidenciando que a forma como nos relacionamos com o outro é, no fundo, um reflexo direto da relação que mantemos com o nosso próprio interior.
1. A Relação Consigo Mesmo: O Alicerce da Autoestima
Tudo começa no território invisível e íntimo da relação comigo mesmo. A autoestima e a autoconfiança não são traços estanques; funcionam como o filtro através do qual interpretamos e navegamos o relacionamento com os outros.
Quando nos valorizamos e compreendemos as nossas próprias vulnerabilidades, deixamos de projetar nos demais as nossas inseguranças latentes.
A autoconfiança saudável permite estabelecer limites claros sem agressividade e acolher a crítica sem aniquilação pessoal.
Sem este alicerce interno bem consolidado, qualquer tentativa de diálogo externo torna-se frágil, assemelhando-se a uma construção sobre areias movediças.
2. A Comunicação com os Outros: Motivações e Escuta Ativa
A transição do "eu" para o "outro" exige o domínio dos princípios fundamentais da comunicação interpessoal. Comunicar vai muito além da mera transmissão de dados; implica decifrar e compreender as motivações humanas que movem cada indivíduo — os seus medos, anseios, necessidades de pertença e de reconhecimento.
Saber escutar os outros constitui a ferramenta mais poderosa de conexão, exigindo silenciar o ruído interno para dar espaço genuíno à perspetiva alheia.
Falar melhor não significa recorrer a erudições vazias, mas sim escolher com precisão as palavras que constroem puentes em vez de muros, harmonizando o tom, a empatia e a clareza da mensagem.
3. Liderança e Relações Humanas: A Dança da Influência
No vértice desta pirâmide encontra-se a liderança, entendida não como um exercício de poder hierárquico, mas como uma arte fina de guiar e inspirar educandos, equipas e comunidades.
A verdadeira liderança exige a mestria na arte de lidar com a diversidade humana, compreendendo que cada pessoa reage de forma única aos estímulos do meio.
No entanto, em matéria de relações humanas, não existem dogmas absolutos nem fórmulas infalíveis.
A realidade social é dinâmica e fluida, exigindo de quem lidera uma capacidade constante de adaptação a cada circunstância concreta, calibrada pelo grau de intimidade da relação e guiada, acima de tudo, pelo bom senso.
Refletir sobre estes alicerces deixa em aberto o desafio diário de calibrar a nossa escuta, repensar o impacto das nossas palavras e ajustar a nossa postura perante o outro...
O deslumbre do realismo ressoa no Iluminismo, enquanto a arte cubista aflora conceitos, experiências e linguagens no ambiente. As cores — vivas, mortas ou sombrias — despertam sensações e revelam dimensões para a contemplação do quadro, expondo a alma do artista.
Metáforas, sombras e dimensões notáveis oferecem a noção psicológica do pintor no instante exato da criação. A cada renovação, damos livre-arbítrio à evolução existencial, que reluta contra a superficialidade em busca de um olhar profundo, mesclando sensação e percepção.
A imersão dos valores éticos na cor deforma o sentido e instiga a surpresa; é a transição do espectro visual para o mosaico cubista, moldando uma realidade alternativa. Torna-se, assim, o reflexo instável da entropia humana, congelado no tempo.
Uma cadeira de balanço ou o olhar de uma velha mulher transpõem o tempo e o espaço, reluzindo nas rachaduras da tinta, no ar pesado do chumbo e na terra misturada à pigmentação. A geometria do mosaico cubista se renova e aflora. O espírito renascentista surge em palavras lançadas como imagens em uma folha seca.
Olhos fixos, perdidos e focalizados emanam uma energia massiva no contraste dos contornos, evoluindo para sombras desfocadas que traduzem o primor da época. Esta obra-prima busca o equilíbrio emocional na dobra das pinceladas, evocando o ar rústico da arte barroca. Erguem-se muros de cores abstratas numa fonética dramática: aqui, o autor à beira da loucura cortou a própria orelha; ali, outro pintou sua musa. A arte ressoa da loucura à própria existência magnânima.
Instável, assimilada como reflexo da entropia do tempo, a arte viaja através das eras — assim como meus escritos. Muitas vezes vejo cenários para os quais evoluímos por um simples pingo: a assinatura da própria arte.
A tinta respira enquanto o thinner ou o solvente secam. A ação do catalisador e a secagem revelam um processo lento e doloroso, pois a obra exige constante retoque e reconstrução; muitas vezes, a evolução existencial da arte é apenas o sentimento do artista registrado em seu diário visual.
— Por Celso Roberto Nadilo
A Alquimia das Cores Assimiladas
Por Celso Roberto Nadilo
A arte nasce da transformação da matéria e da alma. O amadurecimento da tela ganha vida no banho de chá preto ou chá mate, onde pinceladas de café coado imprimem uma sensação envelhecida e escura — uma atmosfera gótica construída pelas sombras do preto e por um tom sóbrio e único. A camomila, quando diluída com gotas de limão, provoca a expansão de um amarelo corrompido pela acidez. A consciência expande-se diante da pimenta, que realça no vermelho uma tonalidade singular, viva e irrepetível. A tela pode até se desgastar no manuseio e na interação dos elementos com a composição, enquanto o fogo esmorece as cores assimiladas e sela a secura de cada camada.
Imagine uma obra assim: o chumbo diluído na tinta confere a originalidade de uma cor única, tornando-se a própria assinatura da composição. Elementos vegetais incorporam-se à tela — como a urtiga e a palma —, trazendo uma seiva viscosa que, misturada a vernizes, inova a textura com o brilho sutil de um olhar. Fios de ouro sintético ou o próprio pó de ouro conferem à obra-prima um toque de riqueza, enquanto, muitas vezes, o sangue e o suor do próprio artista se fazem presentes na matéria.
O estado psicológico do criador transborda para a pintura. É a filosofia da especulação ambiental e a oscilação da temperatura expostas nos traços, revelando os desequilíbrios do desempenho artístico. Tudo pode começar num esboço simples — no caderno, no papel-manteiga ou na riqueza do papel-carbono que nos permite duplicar a ideia. Uma folha seca de árvore integra a composição da arte renascentista, atravessa o cubismo e alcança a arte abstrata. Na abstração e nas metáforas, dá-se livre-arbítrio à criação, permitindo até a pureza da arte infantil com tinta nos dedos, onde o desespero e a angústia tornam-se nítidos, marcando o despertar da genialidade.
O vermelho que salta aos olhos denuncia a violência ou a dor superada — estigmas cravados na tela. As ferramentas ditam o ritmo: pincéis de crina de cavalo ou cerdas sintéticas alteram drasticamente a textura, do traço mais espesso ao mais fino. Linhas e panos integrados à obra podem ser costurados à mão ou à máquina, enfatizando o caráter tátil da criação.
Nas mãos do artista, o produto bruto toma forma na mistura do zinco, das ligas metálicas, dos tijolos decompostos em pó e até dos cristais ou diamantes moídos, que elevam a pureza do desenho. A colagem de fragmentos de outras obras transcende a imagem original, construindo um perfil visual próprio. Afinal, nem tudo na história da arte esteve à vista de todos: Monet expôs sua pintura, mas manteve seus esboços guardados no segredo do ateliê. Da mesma forma, latinhas de refrigerante ou cerveja, derretidas ou transformadas em pó para se fundirem à tinta, trazem à obra as inovações e as marcas da nossa própria época.
A arte enfeitiça porque é o reflexo direto da história, da vida e da essência de quem a cria. O respeito aos mestres reside na forma como escolhemos lembrar e perpetuar a sua arte.
Na arte teu sono meu sonho.
Aberto meus pensamentos fragmentos de meus sentimentos.
Longis meu sonho cobra o preço terminal de alma perdida por amor definho em teus lábios sois o amanhã...
Tão profundo quanto mares deste mundo pujante floresce no meu coração...
Frio na escuridão dentro do corpo mantém a vida.
Para nuvens do céu encontrei o sol mais nunca o toquei pois minhas asas de cera derretem sobre mar repouso do seu lados espero anoitecer para cantar o luar te ver na madrugada.
O barro que foi feito para se moldar....
Para esculpir... para fazer arte....
Ontem e a 3 anos atrás ceifaram vidas...
A mesma mão do homem que constroi.. esculpe.. faz arte....
Essas mesmas mãos destroem....
O Barro é vida... hoje é morte..
Culpa da ganância... culpa da desordem...
Culpa da irresponsabilidade... culpa da falta de respeito com as pessoas...
Ontem fui luto.. a 3 anos atras fui luto..
E enquanto a vida for tratada com desprezo..com descaso... continuarei sendo luto...
Fecham os olhos... fingem que se importam...
Mas a vida é um sopro... até quando? Até quando? Até morrer mais inocentes nas mãos dos sem carater..
Será mesmo que a vida VALE alguma coisa?
Pra esses poderosos que se acham donos de tudo... a vida não vale nada..
Hoje sò meu silêncio...
#Luto Mariana
#luto brumadinho....
O Portal Quântico da Visão, da Matéria e da Arte: A Alquimia do Sentir
I. O Lobo Occipital e o Teatro do Mundo: Da Luz à Geometria da Consciência
O lobo occipital, situado nos confins posteriores do nosso cérebro, ergue-se como a catedral sagrada onde o universo exterior deixa de ser mero eco físico para se transmutar em imagem viva. Quando abrimos os olhos, os fótons de luz — esses corpúsculos e ondas que cruzam o espaço — embatem na retina, acendendo os sensores primários da visão. É aqui que se inicia a grande alquimia: impulsos elétricos brutos viajam pelas vias óticas até ao córtex visual primário (V1), onde o cérebro desmembra a realidade em linhas, contornos elementares e contrastes cruciais.
Mas a visão humana nunca foi um ato puramente mecânico ou passivo. Nas áreas associativas e no diálogo constante com o sistema límbico, a imagem funde-se com a emoção. Os bons e os maus momentos que esculpem a nossa pele e a nossa alma alimentam este teatro interno. Quando o meio em que estamos inseridos nos aprisiona, quando as amarras do quotidiano sufocam o passo, o cérebro humano clama por uma rota de fuga. É nesse preciso instante que a criatividade se acende como um farol cósmico. Desligar-se do cativeiro do meio através da pintura, da escrita ou da poesia é cruzar o umbral para um portal imaterial.
II. A Dualidade da Existência: Entre a Partícula e a Onda de De Broglie
Como nos revelam os estudos fundamentais da física clássica e quântica — ecoando nas reflexões sobre as ondas de De Broglie —, a dualidade onda-corpúsculo não pertence apenas ao reino da luz ou da matéria subatómica; ela espelha a própria condição humana. Louis de Broglie estendeu a dualidade da luz à matéria, mostrando que a aparente solidez corpórea é acompanhada por uma manifestação ondulatória subjacente.
Na nossa vida quotidiana, nós somos ora o corpúsculo denso, preso às coordenadas rígidas da matéria e às pressões do meio, ora a onda de probabilidade, fluida e imaterial, quando viajamos pelos rituais da arte.
A hipótese da onda piloto de De Broglie sugere que a partícula não se move no acaso absoluto, mas é guiada por uma onda subjacente. Assim também é o artista: a nossa partícula corpórea (as ações, os erros e acertos nas relações interpessoais) é guiada pela onda invisível do pensamento, do desejo e da vontade de tornar real a vivência interior.
As ondas de probabilidade de Born lembram-nos que o futuro não está gravado em pedra, mas desenha-se nas zonas de maior intensidade da nossa intenção criativa. Na câmara de Wilson da nossa mente, cada experiência deixa um rasto: nuns momentos, um traço grosso e pesado, ionizado pelas provações da vida; noutros, um traço fino e subtil de inspiração pura.
III. A Alquimia do Erro, da Prática e da Energia de Ligação
A assertividade na vida e na arte não nasce pronta; ela lapida-se através da repetição contínua, da experimentação corajosa e da aceitação das emoções na sua forma mais crua. Errar e acertar são os eixos de rotação da nossa evolução pessoal.
Esta transmutação lembra os processos da física nuclear e as reações estudadas por Cockcroft, Walton e Chadwick, ou a famosa equação de Einstein (E=mc
2
). No núcleo de um átomo, o chamado defeito de massa converte-se numa prodigiosa energia de ligação — a força colossal que mantém os protões e neutrões unidos contra todas as repulsões.
Na alquimia humana de Emanuel Bruno Andrade, o sofrimento, os momentos difíceis e as pressões do meio funcionam como esse "defeito de massa": a matéria densa da dor e do aprisionamento social é fundida, através do fogo da criatividade (a pintura, a escrita, a poesia), numa gigantesca energia de libertação e conexão. Cada pincelada, cada verso declamado no Cordel de Prata ou exposto num espaço cultural, é a transmutação da dor em beleza pura, unindo pares em intercomunicação empática e verdadeira.
IV. O Meio, os Pares e o Horizonte da Conexão
As influências do meio exercem sobre nós uma força centrípeta, tentando confinar-nos a padrões estáticos. Contudo, a arte atua como a radiação gama de alta energia que penetra os núcleos rígidos do conformismo, provocando uma transmutação interior ("efeito fotoelétrico nuclear" da alma).
Ao partilharmos as nossas vivências cruas com os pares — seja através de exposições em galerias de prestígio, de conversas na rádio ou de contos em coletâneas —, criamos uma rede de ressonância onde o isolamento se dissolve. O lobo occipital reconstrói a imagem do outro não apenas como um corpo físico, mas como um campo de energia afim.
Que a nossa arte continue a ser o feixe de ondas que guia a partícula da nossa existência para além de todas as fronteiras do visível.
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Poema - Amizade Colorida
Peguei as tintas da arte
Passei o pincel
Pintei nossa amizade
Como arco-íris no céu
Deixei toda colorida
Linda igual o paraíso
Frases escritas
Criei esse improviso.
Meu coração a sua segunda casa
Só você tem a chave
O que ninguém sabe, ninguém estraga
Inspiração de novas frases
Você tem tudo que desejo
Amizade verdadeira
Carinho, abraços e beijos
Não é carteira
Mas tem valor
E um lugar seguro
O seu amor
Pra mim vale tudo.
Eu me moldo na arte, me visto, invento,
crio mil formas, me reinvento.
De todas que posso ser, eu deixo uma morrer,
pra outra versão mais forte nascer.
Sou mutação, sou mudança no vento,
meus passos marcam meu sentimento.
Quebro a corrente, refaço o caminho,
mesmo sangrando, não ando sozinha.
Recrio na dor, floresço no peito,
cada derrota me ensina o jeito.
Eu sou mil, mas nunca me perco,
matei uma parte, agora renasço inteira.
A arte da Paula não se limita à pele, ela atravessa.
Cada traço que ela desenha carrega intenção, história e uma precisão quase ritualística. Não é só tatuagem, é linguagem ancestral sendo reescrita em carne viva.
A tattoo maori exige mais do que técnica. Exige respeito. E Paula entende isso como poucos. Ela não copia, ela interpreta. Ela não marca, ela traduz.
O que ela fez em mim não foi apenas estética. Foi identidade. Foi força. Foi um símbolo que agora respira comigo.
Existe artista… e existe quem transforma pele em narrativa.
Paula é dessas.
E eu carrego isso comigo agora. Permanente. Como tem que ser.
A Arte de Refazer-se
Reconstruir não é voltar ao lugar
onde a ruína aprendeu a morar.
É olhar cada resto, sem se iludir,
e escolher o que fica, o que vai ruir.
Depois da queda, muda-se o mapa,
a voz já não pede, a presença não escapa.
Muda-se a língua, o jeito de falar,
porque quem se refaz aprende a se nomear.
Também muda o acesso, a porta, a janela,
nem toda presença merece a sala mais bela.
Existem distâncias que não são abandono,
são muros erguidos para proteger o sono.
Reúne-se tudo: silêncio e memória,
feridas, desejos, fracassos, história.
Nada é varrido para fingir perfeição,
até o que doeu ganha outra posição.
E então se percebe, no fundo da pele,
que mudar não é negar aquilo que fere.
É retirar da ferida o direito de mandar,
sem deixar que o passado escolha onde ficar.
Quem se reconstrói não volta igual,
troca o caminho, recalibra o sinal.
Não distribui chaves por medo de perder,
nem abre a própria casa para qualquer querer.
E se perguntarem por que tudo mudou,
não foi o mundo: foi quem se encontrou.
Mudou a linguagem, a porta e a direção,
porque reconstruir também é mudar a própria posição.
O mais belo poema da vida
Universo escondido
Nos recônditos da alma
Arte esculpida de algodão
Nas nuvens que vi no céu
Dos sonhos de criança
Que um dia todos sonham
Em voltar a ser
Onde a única lei
Que desejamos ver obedecida
É a lei da gravidade
Quando a gente escorregar num papelão
Por sobre um imenso barranco gramado
Não precisa ir muito longe
Não preciso ter dinheiro
A beleza mora nos detalhes
Agora mesmo, olhando em volta
Olhando as folhas lá no alto
Eu pressinto, um dia vão cair
Meus passos apressados ao pisar o asfalto
As contas atrasadas
A parede que precisa há muito uma pintura
Vamos todos cair, a exemplo das folhas
Minha pressa não levou-me a nada
A conta que interessa é o correr
Dos dias que não vão jamais voltar
As paredes das nossas vidas
Essas sim, precisam ser pintadas
Com as cores da coerência e fantasia
Pra que a gente enxergue em volta
A mais linda poesia da vida
Continua sendo escrita todo dia
Com a tinta da saudade que sentiremos
Das pessoas apressadas e insensíveis
Que um dia fomos.
Edson Ricardo Paiva
