Textos Arte
A FILOSOFIA DE EMANUEL BRUNO ANDRADE
Novo Humanismo — A Arte de Saborear o Viver
A filosofia de Emanuel Bruno Andrade parte de uma pergunta essencial:
O que fazemos com aquilo que vivemos?
O ser humano recebe a vida através da matéria, percebe-a através da sensibilidade, experimenta-a através da existência e procura compreendê-la através da consciência. É neste percurso que nasce o Novo Humanismo.
O Novo Humanismo não procura criar um ser humano perfeito. Procura criar um ser humano mais consciente daquilo que é, daquilo que sente, daquilo que faz e daquilo que transmite aos outros.
I — A Fórmula da Experiência
A primeira expressão filosófica é:
F = (M × S × E) / (N − k)
onde:
M representa a matéria e os elementos concretos da realidade;
S representa a sensibilidade, a perceção e a dimensão estética;
E representa a experiência e o significado vivido;
N representa o nível de consciência, conhecimento e compreensão;
k representa os fatores de resistência, bloqueio, medo, preconceito ou distorção.
Esta fórmula não pretende medir matematicamente o ser humano. É uma metáfora conceptual para pensar a experiência.
A matéria, sozinha, é apenas matéria.
A sensibilidade permite senti-la.
A experiência permite vivê-la.
A consciência permite compreendê-la.
E os bloqueios podem impedir que aquilo que vivemos se transforme em conhecimento.
Assim, a experiência humana não está apenas naquilo que acontece, mas naquilo que conseguimos fazer acontecer dentro de nós depois que acontece.
II — A Fórmula da Comparação
A segunda expressão é:
C = [(M₁ + S₁ + E₁) − (M₂ + S₂ + E₂)] / (N − k)
Esta fórmula introduz o outro.
Já não existe apenas uma experiência. Existem duas realidades que se encontram.
Duas pessoas.
Duas obras.
Duas culturas.
Duas ideias.
Duas experiências.
Comparar, neste sentido, não significa estabelecer imediatamente quem é superior.
Significa descobrir:
o que aproxima, o que diferencia, o que falta, o que acrescenta e aquilo que podemos aprender com cada realidade.
Por isso, no Novo Humanismo:
«Comparar é reconhecer diferenças sem destruir a ligação entre as coisas.»
A verdadeira comparação não diminui o outro.
Amplia a nossa compreensão.
III — A Consciência como ponte
Nas duas fórmulas existe uma variável fundamental:
N — Consciência, conhecimento e compreensão.
É ela que transforma a experiência em aprendizagem.
Sem consciência, podemos repetir indefinidamente os mesmos erros.
Sem conhecimento, podemos confundir opinião com verdade.
Sem compreensão, podemos transformar a diferença em conflito.
A consciência é, portanto, uma ponte entre aquilo que somos e aquilo que podemos tornar-nos.
Quanto mais compreendemos, menos necessidade temos de destruir aquilo que é diferente.
IV — O papel do bloqueio
O elemento k representa aquilo que impede a compreensão.
Pode ser o medo.
Pode ser o preconceito.
Pode ser o ego.
Pode ser a ignorância.
Pode ser a intolerância.
Pode ser a dor não compreendida.
Pode ser também a dependência da aprovação dos outros.
O Novo Humanismo não pretende negar esses obstáculos.
Pretende reconhecê-los.
Porque aquilo que não reconhecemos dentro de nós pode acabar por controlar-nos.
Conhecer o bloqueio é começar a libertar-se dele.
V — A Arte como transformação
Para Emanuel Bruno Andrade, a arte é uma das formas mais profundas de realizar este processo.
O artista recebe o mundo.
Observa.
Sente.
Experimenta.
Transforma.
E devolve ao mundo uma nova realidade.
Uma mancha pode tornar-se linguagem.
Uma cor pode tornar-se emoção.
Uma ferida pode tornar-se obra.
Um erro pode tornar-se descoberta.
Um vazio pode tornar-se espaço.
O artista não copia simplesmente aquilo que vê.
Transforma aquilo que vive.
Por isso, a arte é uma forma de consciência.
E a consciência, quando encontra a criatividade, pode transformar a experiência em significado.
VI — O Joio e o Trigo
A filosofia do Novo Humanismo também procura separar o joio do trigo.
Mas não se trata de separar pessoas.
Trata-se de distinguir aquilo que, dentro da experiência humana, faz crescer daquilo que sufoca o crescimento.
O trigo representa a dignidade, o amor, a liberdade, o conhecimento, a responsabilidade, a criatividade, a partilha e a capacidade de recomeçar.
O joio representa aquilo que destrói a ligação humana: o egoísmo, a manipulação, a intolerância, a violência, a indiferença e tudo aquilo que transforma o outro em objeto.
Mas existe uma dimensão ainda mais profunda:
o joio também pode existir dentro de nós.
Por isso, antes de perguntar quem é o joio, devemos perguntar:
«Que existe em mim que está a impedir o trigo de crescer?»
VII — O ser humano perante a tecnologia
O Novo Humanismo não rejeita a tecnologia.
Também não a coloca acima do ser humano.
A tecnologia deve ser uma extensão da inteligência humana, não uma substituição da dignidade humana.
A inteligência artificial, as ferramentas digitais e as novas tecnologias podem ampliar a capacidade de criar, comunicar, investigar e colaborar.
Mas existe uma pergunta que nenhuma máquina pode responder por nós:
Para que queremos utilizar aquilo que conseguimos criar?
A questão fundamental do progresso não é apenas:
“O que conseguimos fazer?”
É:
“O que devemos fazer?”
VIII — A ética da reciprocidade
O ser humano não existe isoladamente.
Aquilo que fazemos influencia os outros.
Aquilo que os outros fazem influencia-nos.
Por isso, o Novo Humanismo coloca a reciprocidade no centro da vida social.
Receber implica reconhecer.
Conhecer implica partilhar.
Ter implica responsabilidade.
Ser livre implica respeitar a liberdade do outro.
A verdadeira riqueza humana não está apenas naquilo que acumulamos, mas também naquilo que conseguimos partilhar sem perder.
IX — A Arte de Saborear o Viver
Saborear o viver significa estar presente na própria existência.
Não significa ignorar a dor.
Não significa viver sem dificuldades.
Significa aprender a encontrar significado mesmo dentro da imperfeição.
A vida pode ser amarga e doce.
Pode ser perda e encontro.
Pode ser queda e recomeço.
Pode ser silêncio e expressão.
O Novo Humanismo procura transformar essa experiência numa consciência mais profunda:
«Não vivemos apenas para passar pela vida. Vivemos para compreender, criar, amar, partilhar e transformar aquilo que recebemos.»
X — A síntese filosófica
As duas fórmulas podem finalmente encontrar-se num único percurso:
EXPERIÊNCIA → CONSCIÊNCIA → COMPARAÇÃO → COMPREENSÃO → TRANSFORMAÇÃO → PARTILHA
A primeira fórmula pergunta:
«“O que acontece quando matéria, sensibilidade e experiência encontram a consciência?”»
A segunda pergunta:
«“O que podemos compreender quando colocamos duas realidades em relação?”»
E o Novo Humanismo responde:
«“A experiência transforma-se em conhecimento quando a consciência consegue compreender aquilo que vive; e a diferença transforma-se em conhecimento quando conseguimos comparar sem destruir a ligação.”»
Assim nasce a filosofia de Emanuel Bruno Andrade:
«“A matéria dá-nos o mundo, a sensibilidade permite senti-lo, a experiência permite vivê-lo, a consciência permite compreendê-lo, a comparação permite reconhecer o outro e a partilha permite transformar a compreensão individual em humanidade.”»
XI — O princípio fundamental
A filosofia pode ser finalmente condensada numa frase:
«“Viver é experimentar; compreender é tomar consciência; comparar é reconhecer; transformar é criar; partilhar é humanizar.”»
E o propósito maior:
«“A Arte de Saborear o Viver é transformar a experiência em consciência, a diferença em compreensão e a consciência em humanidade.”»
Este é o caminho do Novo Humanismo de Emanuel Bruno Andrade.
Da arte, da poesia e da música
Bálsamos para o ser,
virtudes em harmonia
a ungir a vida tão efêmera,
nos alicerces profundos do âmago.
Ou...
Bálsamos rasgando o ser,
virtudes em combustão harmônica
contra a aspereza do mundo.
Sustentam a vida,
breve, frágil e exposta,
quando tudo range e ameaça ruir,
fincadas no âmago
como estacas de salvação
no chão instável da existência.
✍©️@MiriamDaCosta
A arte e a poesia, em geral, são criações destinadas a serem interpretadas dentro do universo da sensibilidade e da subjetividade de cada indivíduo.
E esse universo, por vezes, pode estar restrito às próprias limitações cognitivas e emocionais.
A arte e a poesia são expressões humanamente divinas que, antes de tudo, precisam ser sentidas no processo íntimo da interpretação individual.
Infelizmente, nem todos possuem essa prerrogativa.
Muitos preferem, antes mesmo de tentar compreendê-las, criticá-las e condená-las como aberrações,
quando, na verdade, é nelas que se veem refletidos.
Afinal… a humanidade, desde os tempos mais remotos, no cotidiano de sua própria realidade, o que é senão uma sucessão de contradições, excessos e deformidades?
A arte e a poesia sobrevivem justamente por isso,
porque testemunham.
Um exemplo histórico dessa incompreensão diante da criação artística é o quadro
#Guernica, de #PabloPicasso,
uma obra que, ao escancarar a dor e a brutalidade humanas, foi por muitos rejeitada,
não por falta de significado,
mas por excesso de verdade.
✍©️@MiriamDaCosta
📆 15 de abril - dia mundial da arte
Ode à Arte
Óh! Arte!
O que seria do mundo sem a Arte?
Seria um corpo erguido
sem alma para habitá-lo,
um grito contido
sem coragem de ecoar.
Seria o cinza
imposto como destino,
a existência reduzida
ao cálculo frio do sobreviver.
Mas tu,
insurgente e indomável,
rasgas o véu da obviedade
e devolves ao humano
o direito de sentir.
És o sopro que colore o caos,
a desordem que revela sentidos,
a ferida que sangra beleza
e a beleza que não teme a dor.
Na tua linguagem
cabem todos os silêncios,
todos os excessos,
todas as contradições de existir.
És abrigo e abismo,
espelho e vertigem,
carícia e ruptura.
E é por ti
que o homem não sucumbe
por inteiro
à brutalidade do mundo
porque onde
a realidade endurece,
tu floresces.
E onde tudo parece
perdido,
tu insistes…
em criar.
✍@MiriamDaCosta
A natureza é a personificação
da arte e da poesia.
Ela sabe ser pintura
sem tintas nem pincel...
e poesia
sem caneta nem papel...
Ela se escreve em cores
se canta em pássaros
se move em ventos
se eterniza em ciclos...
É a artista primeira
que não precisa de mãos
pois carrega no silêncio
a beleza da criação..
✍©️@MiriamDaCosta
ARTE SUBTRAÍDA
Uma obra pode nascer inspirada no pensamento de outra pessoa e, ainda assim, ser legítima. O que não merece o crédito da criação é aquilo que nasce da apropriação de uma ideia alheia, tomada antes que seu verdadeiro idealizador pudesse concretizá-la.
Mais grave ainda é quando o autor da ideia sequer é chamado para participar daquilo que um dia concebeu.
Com o passar do tempo, apagam-se os rastros. Quem desconhece a origem vê apenas a obra pronta e passa a conviver com o subtrator acreditando estar diante do criador.
É assim que, algumas vezes, a história registra quem realizou e se esquece de perguntar quem pensou primeiro.
Há obras que carregam assinatura.
E há obras que, antes da assinatura, carregam uma história.
Conhecê-la pode revelar que aquilo que parece plena criatividade é, desde o princípio, arte subtraída.
Poema - Amizade Colorida
Peguei as tintas da arte
Passei o pincel
Pintei nossa amizade
Como arco-íris no céu
Deixei toda colorida
Linda igual o paraíso
Frases escritas
Criei esse improviso.
Meu coração a sua segunda casa
Só você tem a chave
O que ninguém sabe, ninguém estraga
Inspiração de novas frases
Você tem tudo que desejo
Amizade verdadeira
Carinho, abraços e beijos
Não é carteira
Mas tem valor
E um lugar seguro
O seu amor
Pra mim vale tudo.
O mais belo poema da vida
Universo escondido
Nos recônditos da alma
Arte esculpida de algodão
Nas nuvens que vi no céu
Dos sonhos de criança
Que um dia todos sonham
Em voltar a ser
Onde a única lei
Que desejamos ver obedecida
É a lei da gravidade
Quando a gente escorregar num papelão
Por sobre um imenso barranco gramado
Não precisa ir muito longe
Não preciso ter dinheiro
A beleza mora nos detalhes
Agora mesmo, olhando em volta
Olhando as folhas lá no alto
Eu pressinto, um dia vão cair
Meus passos apressados ao pisar o asfalto
As contas atrasadas
A parede que precisa há muito uma pintura
Vamos todos cair, a exemplo das folhas
Minha pressa não levou-me a nada
A conta que interessa é o correr
Dos dias que não vão jamais voltar
As paredes das nossas vidas
Essas sim, precisam ser pintadas
Com as cores da coerência e fantasia
Pra que a gente enxergue em volta
A mais linda poesia da vida
Continua sendo escrita todo dia
Com a tinta da saudade que sentiremos
Das pessoas apressadas e insensíveis
Que um dia fomos.
Edson Ricardo Paiva
Dizem que o tempo cura, mas o tempo também é um mestre na arte de esconder o que a gente se recusa a perder. Eu aceitei a distância, mas nunca aceitei o adeus. Caminhei por estradas que não tinham o seu rastro, conversei com silêncios que não tinham a sua voz e, ainda assim, em cada esquina da minha memória, você continua lá.
Minha vida se tornou uma coleção de "quases" e de "talvezes". Eu guardei o seu nome num lugar onde a poeira da rotina não alcança. É um amor que não precisa de presença para existir, mas que implora por um sinal para não se sentir sozinho.
A verdade é que:
Meus passos mudaram de direção, mas meu olhar ainda busca o horizonte por onde você sumiu.
A esperança é uma chama teimosa que se alimenta de lembranças antigas.
Viver sem você foi a escolha que a vida fez, mas amar você foi a promessa que minha alma nunca quebrou.
Se o destino for justo, ele entenderá que caminhos diferentes também podem se cruzar de novo lá na frente. E, se você perguntar, a resposta será a mesma que o vento sopra todas as noites: eu nunca, nem por um segundo, te esqueci.
A arte de permanecer
Algumas rachaduras permanecerão visíveis.
Outras talvez nunca recebam ouro.
E haverá fragmentos que já não encontrarão seu antigo lugar.
Ainda assim,
não preciso recuperar todas as partes
para reconhecer aquilo que permanece.
Talvez o verdadeiro pertencimento comece
quando já não preciso me abandonar
para caber na expectativa de alguém.
E talvez, um dia,
diante do meu próprio reflexo,
eu reconheça meu rosto,
ainda que não o compreenda por inteiro.
Sem procurar nele
a criança que deveria ter sido,
o homem que esperavam que eu fosse
ou a promessa de alguém
que ainda não me tornei.
Apenas eu.
Com tudo aquilo que fui,
o que consegui preservar
e o que ainda me permitirei descobrir.
E, pela primeira vez,
talvez eu não precise partir.
A Arte de se Ouvir Antes de Agradar
Existe uma armadilha silenciosa em querer ser o curativo para todas as dores alheias e o sim para todos os pedidos do mundo. Quantas vezes silenciamos a nossa própria intuição e ignoramos o cansaço do nosso corpo apenas para não decepcionar alguém? Que aprendamos a nos ouvir antes de agradar o outro. O preço de ser aceito por todos não pode ser a nossa própria anulação. Quando o nosso coração diz "não", mas a nossa boca diz "sim" para o mundo, estamos traindo a nossa própria essência. Aprender a escutar o sussurro da nossa alma é um divisor de águas: nos ensina a colocar limites saudáveis e a compreender que a nossa primeira e mais importante aprovação deve vir de dentro, e não de fora.
A Palavra Permanece
A minha arte incomoda. Incomoda tanto que fui banido dos serviços da META. Incomoda a extrema-direita. Ainda assim, minhas palavras continuam encontrando outros caminhos. Já enfrentei censura em jornais impressos e sobrevivi. Não será a censura de uma empresa que transformará minha escrita em silêncio.
A META passará. O que escrevo permanecerá. De alguma forma.
Há muito tempo desafio a extrema-direita, e nunca conseguiram me apagar por completo. Sempre ressurjo. Pela minha própria escrita ou pela lembrança deixada na escrita de outros. Às vezes, por uma citação. Outras vezes, apenas por uma ideia que segue circulando sem que sua origem seja lembrada.
E mesmo quando não houver redes para me citar, estarei presente no pensamento que ajudei a provocar. A empresa hoje poderosa será apenas mais uma empresa na história. A palavra, a ideia e a arte lançadas por mim e por tantos outros artistas perseguidos continuarão seu percurso.
Empresas podem falir. Plataformas podem desaparecer. Impérios econômicos podem ser substituídos. Mas as ideias atravessam o tempo. E a arte, quando encontra eco, permanece.
O texto reforça a permanência das ideias em contraste com o caráter transitório das empresas e instituições, mantendo o tom combativo associado à voz ensaística de William Contraponto.
Sigo na rede: Aqui no blog oficial, em inúmeros outros site nos quais sou citado. Em outras redes não associadas a empresa citada. Ou seja: YouTube, TikTok, X (twitter), nos meus livros publicados no que podem ser adquiridos aqui (em breve gratuitamente), no Clube de Autores ou no Google Livros do PlayStore em português em versões escritas ou adaptadas em espanhol. Etc. Etc...
William Contraponto
Terapia da arte
Minhas obras têm propósitos definidos,
Tem detalhes, vibração e emoção,
Traz na essência histórias bem vividas,
Para o presente é trazida,
De uma época que foi paixão.
Fazer arte é um desafio,
Que me traz muita emoção.
É como ouvir um vinil,
E guardar no coração,
Preenchendo todo vazio.
Criar réplicas é trazer de volta.
É copiar o que existiu,
É dar um giro de meia volta,
E sentir até arrepio
Com uma cópia aqui retratada.
Criar miniaturas como forma de terapia
Elas permitem uma perspectiva única
De ver detalhes, de modo diferente da fotografia
Na verdade, uma arte nova que se cria.
As miniaturas criam cenários
Resgata memórias, revive paixões,
São elos que se conectam com o passado
São os detalhes que revelam emoções.
Fazer a arte é só o começo
Eu continuo no meu batido
Fazendo da arte que não tem preço,
Para um público comprometido.
O artista cria e dá formas,
A arte nasce do abstrato e acaso
Figuras, Horizontes e coisas…
Se transformam em retratos e vasos.
A arte é a cultura feita à mão,
O trabalho que nasce do imaginário
Toma a forma e nasce a criação
Dando vida e beleza ao cenário.
Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/25
A Corrida dos Insensatos e a Arte de Escolher a Paz
Enquanto muitos correm a maratona da vida carregando mochilas pesadas de poder, ganância e a ânsia de passar a perna no próximo, vejo essa cena com espanto. É como se estivessem construindo castelos de areia na beira do mar, agindo como se fossem donos de uma eternidade terrena, esquecendo-se de que o palco é passageiro e o espetáculo um día acaba.
A minha bússola aponta para outro destino: a paz.
* Moeda sem Cotação: Para mim, a tranquilidade da consciência não tem preço e jamais entrará em leilão.
* O Farol e a Ventania: Se alguém insiste em vestir a armadura da razão a qualquer custo, eu simplesmente aceno. Não gasto meu oxigênio tentando consertar a ganância alheia. Aviso uma vez para demarcar o meu lado, abro a cancela e deixo o viajante seguir na sua estrada apressada.
No fim do dia, a contabilidade final não será fechada com os fiscais da terra, nem cobrada nas mesas de negociação dos homens. O acerto de contas é lá em cima, com Deus. Prefiro chegar na linha de chegada com a alma leve a carregar o peso de um tesouro que não levarei comigo.
E você? Prefere acumular razões passageiras ou cultivar uma paz que dura para sempre?
O que dizer
(Evaristim)
O que dizer de política
Arte de controle de massa passiva,
Manipuladora de multidão
Que sempre usa do social a religião?
O que dizer do político
Esse animal astuto e cínico
Manipulador de multidão
Que usa o ódio ao povo do social a religião?
O que dizer de um povo
Que não estuda o jogo,
Não pega um livro pra ler,
Vendo a própria vida no lôdo
Esperando por salvação do nada aparecer,
Mas não se compromete em amadurecer?
feradapoesia.blogspot.com
... da rudimentar cognição
aos expressivos lampejos de sabedoria,
a arte de viver, exigirá perspicaz similitude
com nossa inalienável interioridade como
espíritos em fazimento... Para tanto, as
ininterruptasidas e vindas por mundos
e humanidades endossando
tão especialíssima
travessia!
Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato
Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade
Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.
Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:
Só quero loucuras
de amor entre a gente.
Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.
Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.
Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.
Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.
Na exposição de uma linda arte peculiar, a prova de que o caos pode estar na ótica com a qual interpretamos as coisas ou que mesmo diante de uma situação caótica, ainda é possível enxergar beleza, uma luz de esperança, um detalhe que afaste a tristeza que tenta tomar conta, causando desânimo e fraqueza na alma e também no corpo
E como acontece em certos momentos na vida, apresenta elementos aleatórios, acontecimentos bem confusos, muitas vezes sem nexo, nem sentido aparentes, uma confusão para a nossa mente limitada, oportuna para o despertar de uma preocupação, até que finalmente tudo vai se encaixando, revelando que nada foi em vão
Então, durante o caos, por mais desafiante que seja em determinadas ocasiões, uma observação feita com calma é fundamental, um olhar superficial não deve ser definitivo tanto para o bem quanto para o mal, caso contrário, grande será o risco de uma conclusão precipitada, a ofuscação de uma experiência rica, uma barreira para uma nova etapa.
