Texto Metade
Permita-me
Serei a sua amada
para sempre lembrada
para sempre merecedora.
Serei sua metade
completarei tudo o que falta,
Permita-me entrar na sua vida.
Deixe-me ficar
e te amar.
Permita-me te aconchegar no meu coração.
Entregue-se,
Não desista de me amar.
Coloque em meu coração
a resposta que sou seu amor também.
Serei sua,
apenas permita-me!
Permita-me
Serei a sua amada
para sempre lembrada
para sempre merecedora.
Serei sua metade
completarei tudo o que falta,
Permita-me entrar na sua vida.
Deixe-me ficar
e te amar.
Permita-me te aconchegar no meu coração.
Entregue-se,
Não desista de me amar.
Coloque em meu coração
a resposta que sou seu amor também.
Serei sua,
apenas permita-me!
(Vilma Galvão)
16/08/2011
Eu estou olhando para a direita , na outra metade de mim
A vaga que estava em meu coração
É um espaço que agora você segura
Mostre-me como lutar pelo agora
E eu vou te dizer
E eu não posso deixar de olhar , porque
Eu vejo a verdade em algum lugar em seus olhos
Eu não posso nunca mudar sem você
Você me reflete, eu amo isso em você
E se eu pudesse,
Olharia para nós o tempo todo
Porque com a sua mão na minha mão
Posso dizer-lhe que não há lugar que não poderíamos ir
Basta colocar a sua mão sobre a minha
Você só tem que ser forte
Porque eu não quero perder você agora
Eu estou olhando para a direita , na outra metade de mim.
Porque é como você é meu espelho
Meu espelho olhando para mim
Olhando para mim
Ontem é história
E amanhã é um mistério
Eu posso te ver olhando de volta para mim
Mantenha seus olhos em mim
Você é a inspiração para essa poesia preciosa
E eu só quero ver a sua cara iluminar quando você me vê
Então agora eu digo adeus ao velho eu, que já se foi
E eu não posso esperar para chegar em casa
Só para que você saiba
Garota, você é o meu reflexo , tudo o que eu vejo é você
Meu reflexo , em tudo que faço
Você é a minha reflexão e tudo que eu vejo é você
Meu reflexo , em tudo que faço.
Eu espero por algo !
Algo que eu ainda não tenho e que ocuparia mais da metade do meu ser.
Um algo que mudaria toda a minha vida,que modificaria minha forma de ver o mundo,me tornaria mais inteiro.
E quando esse algo chegar,que talvez já tenha chegado e eu nem me dei conta,eu sinto que eu vou poder respirar melhor,que eu vou progredir em todos os aspectos da minha vida.
Minha alma clama por auto-afirmação ,por projetos ,por uma causa pela qual lutar ,não por obrigação , por amor !
POESIA O UNIVERSO VISITADO
Meu Deus, eu quero a mulher
do meu universo, da metade perdida em mim, da minha poesia, do que não ainda existi.
Seu corpo é um campo de lírios,
Em seus cabelos um perfume fora da curva, decicioso e afrodisíaco.
Suavidade na boca fresca!
Oh! Como és linda, mulher que passas
Em órbita de minha visada,
Que visitas em meus tempos,
meu mundo, minha incógnita indentidade,
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços meu oásis.
Meu Deus, quero a mulher dos meus ciúmes,
Do olhar que brilha como a lua,
iluminada pelo sol da minha poesia.
Quero sussurros em meus ouvidos,
Quero a suavidade da voz ao acordar
E poder ouvir, " bom dia bebê "...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
GANHEI A FLOR!
Ganhei de uma rainha a flor
E o destino fez metade mim
Seu jardim
Palavras existem,
mas não são o bastante
para definir você
Flor maior.
O amor em forma de sonhos...
Minha alma gêmia
Serena moça, tem em te
O mais simples sorriso
O maior e mais puros dos corações
É um desejo de conquistar o mundo
Num olhar profundo e verdadeiro
Como me conquistou...
Se não for para amar, nem quero estar;
E se for para amar pela metade, não tenho vontade;
E se tiver disposição, te abro meu coração;
Com um sorriso, te espero vindo;
Que cada um esteja atento, pois para tudo há um momento;
Se não trouxer alento, ah! Nem tento;
Se me chamou de amor, o amor... eu vou.
Tenho Ainda...
Tenho ainda metade de uma taça
da nossa última conversa: o vinho
que vai tecendo e modelando o ninho
de um sonhar lá num tempo que não passa...
Sim: tesouro que o tempo nem a traça
hão de comer: guardado num cantinho
em alma-coração, lá no escaninho
de uma lembrança de alegria e graça.
Tenho ainda metade de uma taça
daquela madrugada em plena praça
em que tu musicavas um jardim...
Tenho ainda metade de uma taça
dos momentos de um sonho que, se passa, —
há de passar sem conhecer um fim.
LA
Nossa mente é incapaz de nos dizer a verdade,
Tentamos entende-lá, mas só sabemos a metade.
Tentando aprofundar cada vez mais, encontramos coisas que realmente nos faz.
Em dias tristes, solitários e até angustiantes, nessa terrível busca encontramos verdades horripilantes.
Ela (Mente) atenta nossa querida amiga que estava quieta, despertando a fúria que existe dentro dela.
Distraindo nossa mente em coisas que gostamos.
Ela coloca esses pequenos obstáculos em nosso pacato cotidiano.
A arte de escutar
Escutar é a outra metade de palestrar; se deixarem de ouvir-nos é inútil falar – ponto de vista nem sempre considerado pelos que falam.
Escutar não é tão simples quanto parece. Compreende a interpretação tanto do sentido literal das palavras quanto da intenção daquele que fala.
Se alguém diz: “Olá, Jim, seu malandro velho!” as palavras são em si insultuosas; mas o tom de voz provavelmente indica afeição.
Na maioria não somos bons ouvintes. Em geral, falamos mais do que ouvimos. O espírito de competição da nossa cultura qualifica altamente o modo de expressão mesmo que a pessoa que fala nada tenha a dizer. O que lhe falta em conhecimento, procura suprir falando depressa e esmurrando a mesa. E muitos de nós, enquanto aparentemente escutamos, estamos no íntimo preparando uma observação que deixará os outros de boca aberta. Contudo, não é falta de hábito.
Considera-se escutar como uma ação passiva, a qual pode, entretanto, se transformar em processo bastante ativo – algo que põe à prova a nossa inteligência. Eis que uma corrente de mensagens nos chega para ser decifrada: em que medida nos aproximará do seu real significado? Que nos tenta dizer o interlocutor? Até que ponto o conhece; o que diz? O que é que ficou omitido? Quais são os seus motivos?
Às vezes, apenas quarta parte do auditório compreende o que diz a pessoa que está falando. A fim de apurar o ouvido dos seus membros, o Conselho de Educação de Adultos de Nova York inaugurou algumas “clínicas de atenção auditiva”. Um dos membros lê em voz alta, enquanto os outros, ao redor da mesa, concentram-se no que ele diz. Mais tarde resumem o que escutaram e procedem ao cotejo das impressões individuais – descobrindo muitas vezes que essas impressões diferem amplamente entre si. Pouco a pouco os estudantes-ouvintes vão progredindo e freqüentemente transferem a sua nova habilitação para o terreno dos negócios e para a vida doméstica. Disse um desses membros do Conselho:
– Descobri que se desenvolvia em mim uma nova atitude: a tentativa de compreender e interpretar as observações dos meus amigos dentro do ponto de vista deles, e não do meu, tal como fizera até então.
Há alguns anos, o Major Charles T. estes, do Serviço Federal de Conciliação dos Estados Unidos, foi chamado para resolver um litígio que havia muito tempo vinha se delongando entre uma empresa e sindicatos a ela ligados. O Major começou por inventar uma técnica de escutar que tem tido, desde então, ampla aplicação nos setores trabalhistas. Pediu ele aos delegados, tanto patronais como operários, que lessem em voz alta o contrato anual, então em litígio. Cada artigo era lido por uma pessoa diferente e, depois, todos juntos o discutiam. Se uma disputa começava a se formar, a cláusula era posta de lado para exame posterior.
Dois dias depois, os delegados conheciam realmente as estipulações do contrato e estavam aptos a voltar e explicar aos colegas, patrões ou empregados, o conteúdo do documento.
– Com isso nós os ensinamos a se comunicarem – informou o Major.
O contrato não foi refeito e continua em vigor há mais de dez anos, com pequenas alterações. A atenção à leitura conseguira tornar boas as relações de trabalho, anteriormente péssimas.
Carl R. Rogers, psicologista da Universidade de Chicago, sugere uma brincadeira a ser praticada em festas. Suponhamos que uma discussão generalizada – digamos, sobre as eleições na França – se torne acrimoniosa. Rogers pedirá então aos presentes que façam uma experiência: antes que Jones, ansioso por falar, possa responder a uma afirmação de Smith, deve resumir o que Smith disse – em termos, porém, aceitáveis por este último. Qualquer tentativa de torcer ou desviar o que foi dito será, pois imediatamente corrigida pelo autor da afirmação. Isso implica em atenção cuidadosa, a qual contribui para abrandar a paixão dos que discutem.
O resultado é que cada uma das pessoas reunidas, à medida que todos escutam e repetem, vai adquirindo conhecimento amplo do ponto de vista do interlocutor – ainda que não concorde com ele. Com toda a probabilidade adquirirão melhores noções sobre o tema em debate, coisa que raramente acontece nas ruidosas discussões a que estamos habituados. Essa experiência exige coragem, explica Rogers, uma vez que, pondo-se a gente no lugar do outro, corre-se o risco de abandonar a posição tomada.
F. J. Roethlisberger, da Escola de Comércio da Universidade de Harvard, num estudo recente sobre cursos de treinamento para supervisores, descreve um fato bem significativo no ato de escutar. Um dos dirigentes chama ao seu gabinete o capataz ou encarregado Bill, a fim de o informar a respeito duma alteração no departamento do dito Bill. Certa moldagem deverá ser substituída por processo manual, e o diretor diz a Bill como deve fazer a substituição.
Bill retruca: – Será mesmo?
Acompanhemos duas atitudes que o chefe pode tomar nessa altura. Suponhamos primeiro que ele entende que o “Será mesmo?” significa que o encarregado não sabe executar a nova tarefa e que ao chefe compete ensiná-la. Em vista disso inicia a explicação, clara e logicamente. Contudo, Bill mostra-se evidentemente inacessível e, no íntimo do chefe, começam a acontecer coisas: “Será”, pergunta ele aos seus botões, “que perdi o poder de me exprimir com clareza? Não. Bill é que não entende o que a gente diz – é um burro”. E o olhar que acompanha esse pensamento faz com que Bill se torne ainda menos comunicativo. E a conversa termina em absoluto desentendimento.
Mas, sugere Roerthisberger, pelo “Será mesmo?” de Bill, que o encarregado está perturbado e procura descobrir o motivo dessa perturbação. Diz ele:
– Como é que você acha que devemos fazer a alteração, Bill? Você está há muito tempo nessa seção. Quero ouvir a sua opinião.
Desta vez, as coisas se passam no íntimo de Bill. O chefe não está só dando a ordem, está querendo escutar. E as idéias lhe ocorrem, lentas a princípio, depois mais depressa. Algumas dessas idéias são excelentes e o chefe fica realmente interessado no que lhe diz Bill: “O camarada é mais esperto do que eu pensava!” E uma reação positiva e crescente se estabelece, pois Bill também passa a achar que nunca dera ao chefe o seu justo valor. E a entrevista termina em absoluta harmonia.
No primeiro caso, o chefe não escutou o que lhe disse Bill, apenas deu-lhe ordens; e embora a elocução das ordens tivesse sido suficientemente clara, seu objetivo não fora atingido. No segundo caso, o chefe escutou até localizar a causa da atitude de Bill; e daí para diante os dois estiveram de pleno acordo.
Até agora estivemos tratando da atenção compreensiva nos contatos pessoais, aquela cujo objetivo é apreender o que deseja exprimir o nosso interlocutor. Mas a atenção crítica também é necessária, num mundo cheio de propaganda e publicidade agressiva. Daremos a seguir algumas das técnicas que contribuem para o desenvolvimento da atenção crítica, necessária quando ouvimos um discurso ou uma conversa, uma arenga de vendedor à nossa porta, ou o depoimento de uma testemunha perante o júri.
Procuremos os motivos por trás das palavras. Estará o interlocutor, ao apelar para símbolos queridos e aceitos por todos, tais como Lar, Mãe, Pátria, Nossos Gloriosos Antepassados, etc., contornando a necessidade de pensar, ou, ao contrário, estará realmente procurando pensar? Muitos discursos políticos são solidamente ornados de símbolos que o ouvido bem treinado pode identificar de longe.
Estará o interlocutor apresentando fatos ou conclusões pessoais? Com a prática poderemos habituar o ouvido a fazer essa distinção, em palestras que versam sobre assunto político ou econômico, bem como acompanhar as mudanças dum plano a outro.
O ouvinte deve, também, levar em consideração a sua própria atitude em relação àquele que fala. Será ela parcial, estará contra ou a favor? Estará sendo justo, objetivo e compreensivo?
Em suma: a atenção cuidadosa procura ativamente descobrir a respeito dos acontecimentos, quais devem ser suas necessidades e objetivos, que espécie de pessoa é ele. Essa avaliação só pode ser empírica, mas pode representar uma ajuda positiva para lidarmos com ele, e para lhe darmos a resposta justa.
Outra coisa: descobri que escutar atentamente me ajuda a ficar calado, em vez de tagarelar. Os melhores ouvintes escutam com atenção alerta, esperando aprender algo e contribuindo para criar ideias novas. Você está escutando?
Eliezer Lemos
Sua ideia é muito difícil de ser realizada?
Você já tem a metade da solução, a ideia, agora decida se quer realiza-la ou não, pois, com certeza, a batalha só poderá ser ganha se houver luta. As críticas contra estão te desmotivando? Você só evitará as criticas se nada fizer, assim além de nada realizar ainda desperdiçará a ideia,
a única fonte que te inspirava.
Motive-se com paixão, pois a inspiração não é medida pela respiração, mas pela falta dela. Se quiser ilimitar sua limitação, tire-a da mente e a transforme em imaginação.
Não tema seus erros, pois eles te levarão ao acerto, se você insistir em repetir o que sempre fez, o resultado só poderá ser o que sempre teve. Junte tudo com ação e determinação
e comemore sua satisfação.
(teorilang)
Um homem sozinho é um homem pela metade, pelo seu orgulho ele passará a imagem de estar bem, na verdade não passará de uma miragem para seu ego. Homem sem amor, é um vazio, é um deserto. O homem que não ama, que não se permite amar, se mistura com seu mais primitivo eu, selvagem, instintivo e isolado. E do seu lado restará somente a sombra, de sua própria solidão.
Flávia Abib
O importante é
Perceber que somos mais do que
Metade da água em nós
E assumir nossa fluidez
Neste furioso choque de correntes
Que correm para transformar caminhos.
Em uma beleza até o fim do rio
Beba com gosto em todas as fontes
O importante é ser
Como a água e fluir nas correntes da vida
Existem aqueles que vão poluir
Aqueles que vão reciclar
E aqueles que vão beber
PARALELO
Incultos sentimentos ditos pela metade
manifesto a vossa fiel leitura, ó leitores
e em cada trova a vossos olhos, piedade
lhes digo apenas piedade, não louvores
E neste orgulho, este que é inanidade
os suspiros, lamúrias e minhas dores
lágrimas de amores e sua imensidade
suportando por uns míseros favores
Se entre minha sorte de nascimento
encontrardes traços cujo o engano
indique que divaguei com portento
Crede, ledores, que foi do profano
versado com a mão do fingimento
em um paralelo ao o acaso insano
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro, 14/2020, 16’54” – Triângulo Mineiro
SE LIGA...
Não sou cara de meios termos, nada pela metade! Exclusivista ao máximo chego as raias do egoismo em termos de atenção, carinho e afeto.Amigo, tem de ser amigo por inteiro, admiradores se houver algum, que exponham essa admiração sem meias palavras ! Filhos, que demonstrem o que sentem, sem medinhos de ferirem, seja lá quem for! Sabrina, é minha, não é de mais ninguém.Meus poemas e minhas cronicas, são minhas e me dou o direito de as expor para quem quiser vê-los, mas são como filhos que me amam, por isso tem todo o meu carinho! Mas no amor, esse defeito chega as raias da sandice ! Exclusividade total nos olhares, beijos, carinhos num eterno presente! Inadmissíveis as lembranças de um passado vivido, mesmo que esteja distante, ou que seus personagens já estejam mortos. Em troca, todo o meu amor e fidelidade, e mais: Um mundo de ternura e prazeres jamais sentidos por fêmea alguma! Não, não é uma prisão! A porta estará sempre descerrada para que busque, inutilmente, novos sonhos, aquela que em vão quiser procurar algo que se compare..porém, sem volta!
odair flores (o modesto)
Dizes que gosta de mim
Que me amas assim
Que sou tua metade
Que vais para onde eu for
Que só queres o meu melhor
Que me bates por amor
Dizes que gosta de mim
Dizes que gosta de mim
Que não chegamos ao fim
Que eu ando desastrada
Foi o degrau da escada
Não é tua mão fechada
Dizes que gosta de mim
E eu vim pra te dizer
Voltei a ser quem eu me lembro
Ser livre em Setembro
Sou dona do meu corpo
Antes vivo que morto
Não gostes mais de mim
E foi pra isso que eu vim
Dizes que gosta de mim
Que esse vestido, enfim...
Que eu sou tua metade
Mesmo contra vontade
Dás muita liberdade
Dizes que gosta de mim
Dizes que gosta de mim
Que sou flor do teu jardim
Não me vais deixar partir
Que eu não devo estar a ouvir
Só a entrar e não sair
E eu vim para te ver
Para olhar-te cara a cara
E na minha repara
Que a coragem também chora
Que hoje eu vou embora
E foi pra isso que eu vim
Não gostes mais de mim
Canção em homenagem às mulheres vítimas de violência doméstica
Pedro Abrunhosa
Tenho metade da idade de um adulto de meia-idade
Vivo no centro da cidade, no seio da maldade
Estudo na universidade, digo com dignidade
Frequento com regularidade participo de toda actividade
Fiz algumas amizades com colegas de carteira
Cultivei afinidades assim mesmo na brincadeira
Com diferentes realidades e a mesma financeira
Potenciais capacidades adormecidas na carteira
Na minha comunidade a situação é igual
Integrados na sociedade construindo o capital
Conformados pela mediocridade imposta pela Moral
E é trocada a sagacidade pelo maldito metical
A nossa honestidade é compensada pela pobreza
E os iníquos de verdade beneficiados pela riqueza
Onde está a tal divindade que criou a natureza?
Abandonou a humanidade e deixou-nos na incerteza
Eu não perdi a sanidade, não se juntei aos ateus
Retorqui com seriedade a existência de um deus
E como não é novidade, nem os cristãos e judeus
Mostraram plausibilidade e apedrejaram-me como Galileu
Com esta agressividade dei basta a religião
Passei a tomar responsabilidade de toda a acção
Hoje recorro a criatividade para auto-superação
Enfrentando dificuldades sem recorrer a oração.
Sei que a malícia é o bem que beneficia o mal
O mau é alguém que cogita o tal
O Homem é o ser que se diz racional
Mas é difícil perceber se esse dizer é geral
Somos feitos de defeitos, perfeitos imperfeitos
Somos todos sujeitos ao engano nos feitos
Sujeitos insatisfeitos, seres malfeitos
Parasitas já eleitos pelos nossos eitos
Somos a tal criação a imagem do criador
Será que merece veneração no seio de tanta dor?
A minha é que não, fartei-me deste impostor
Sem nenhuma compaixão, incapaz de exprimir amor
Anos e anos cegado pelo senso comum
Todos meus planos, não interveio em nenhum
Inúmeros humanos submetidos ao jejum
São os mesmos manos que caem um a um
Sem razão ou motivo nascido nesta desgraça
Como homem nocivo estrangulado pela própria raça
Digo: deus não está vivo, se está, é uma farsa
Sendo mais pejorativo nunca existiu Arca de aliança
Na Arquibancada Céptica que há tempos critiquei
Mas a cada dialética repenso o que falei
Não me leves a mal irmão se te decepcionei
Mas o Pai celestial morreu e eu o enterrei.
Dói, dói demais!
Dói, dói demais!
Se dar por inteiro,
E receber nem a metade,
Lembrar de alguém o dia inteiro,
Alguém que nem sabe o que é saudade;
Dói, dói demais!
Ser bom assim do meu jeito,
Sem esperar nenhum retorno,
Sou assim do meu jeito!
Dei tudo e nunca quis estorno;
Dói, dói demais!
Eu abraçava seus prantos,
Querendo ser o seu salvador,
Mas sempre fui jogados ao cantos,
Sendo que dessa tristeza não fui causador;
Dói, dó demais!
Saber que a amei demais,
E que meu amor foi profundo,
Lembrar que pra ela não sou mais,
Do que ninguém nesse mundo;
Dói, dói demais!
Dos dias que vivi por ela,
Me dando por inteiro o tempo todo,
Não fui mais importante do que uma vela,
Nem fui considerado o principal consolo;
Dói, dói demais!
Fui cura no momento certo,
Minhas feridas deixei de lado,
Cuidei dela foi correto,
Sofri com ela e aguentei calado;
Dói, dói demais!
Quem não ama dá o que tem,
Quem ama, ama profundo,
Azar dela que perdeu, amém!
Quem ama ainda ainda possui o mundo.
Dói, dói demais!
INCOMPLETUDE
Fica-se sempre um copo pela metade
Uma canção jamais cantada
A promessa prometida
De uma jura desonrada
Fica-se sempre um beijo não beijado
Uma palavra por dizer
O amor contemplado
Meio desejo sem prazer
Fica-se sempre um verso não escrito,
De uma prosa não rimada.
O poema sem espírito.
Da poesia desalmada.
Fica-se sempre algum ressentimento
Pulsante no peito refutado
Toldado querer reprimido
Sentimento anelante despedaçado
Fica-se sempre uma vontade inacabada
Daquilo que não se pôde fazer
Meia falsa verdade justificando
O acaso incapaz de deter
Fica-se sempre uma fantasia amortecida
Fitando o mundo amuado
Lacunosa carência perdida
Dissabor do ser desamado
Fica-se sempre algum lamento
Aprisionado nos sonhos subtraídos
Menos esperançoso os anseios
Parcos quereres retraídos.
Mar intenso:
Não sou metade coração;
Nem abraço longe do corpo;
Palavras bonitas, não me convencem;
Nem me ganham, pelo que levam no bolso;
Sou o toque do olhar;
Sou perfume das flores;
E é nessa simplicidade, que eu me encontro, e me perco de amores.
Eu me doo por inteira;
Posso ser o seu tudo;
Mas quando não vejo sentido algum, posso ser o nada em questão de poucos segundos.
Poema autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 19/12/2019 às 11:00 horas
Manter créditos da autoria original #Andrea_Domingues
