Texto Filosófico

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Inspirado em "Ouro" de Rubel e Camus

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Há algo em “Ouro” — na voz limpa e vulnerável de Rubel — que lembra aquele tipo de verdade que só surge quando a vida já arrancou todas as defesas. É a sinceridade que não tenta impressionar, não tenta convencer. Apenas existe. Apenas treme.


Camus diria que esse é o território onde nasce a lucidez: quando paramos de exigir que a vida se justifique e começamos a olhar para ela como ela é — imperfeita, incompleta, frágil. E ainda assim cheia de pequenos brilhos que não sabemos nomear.


Às vezes, o que chamamos de “ouro” não é grandeza, nem vitória, nem epifania.
É só um instante — um toque, um gesto, uma presença. Uma pessoa que passa pela nossa vida e não resolve nada, mas ilumina tudo. Uma luz breve, mas intensa o suficiente para nos lembrar que existimos.


Camus acreditava que a beleza mora nesse lugar: não na promessa, mas na experiência; não no eterno, mas no agora.
E Rubel canta exatamente isso: a delicadeza do que se desfaz, a ternura do que não tenta ser mais do que é.


Há uma força enorme em admitir que não sabemos para onde vamos.
Há coragem em amar mesmo sem garantias.
Há beleza em continuar mesmo quando nada responde.


Talvez seja essa a nossa riqueza — não o ouro que se guarda, mas o que se sente.
O ouro que nasce do improvável: do toque que acalma, da memória que aquece, da presença que resta.


No final, Camus nos lembraria que viver é empurrar a pedra sabendo que ela cai.
E Rubel nos mostra que, entre uma queda e outra, ainda há música, ainda há brilho, ainda há instantes que valem mais do que qualquer resposta.


Porque o verdadeiro ouro não pesa na mão.
Ele pesa no coração —
e ilumina o que a razão nunca alcança.

Y.C (Para Nanyzita)

Vamos repensar?

Camus — “Devemos imaginar Sísifo feliz.”

“A grandeza humana não está em vencer todas as batalhas, mas em encontrar sentido mesmo quando algumas batalhas parecem não ter fim. O absurdo da vida não elimina seu valor; revela nossa responsabilidade de construí-lo.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Albert Camus:

“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“No meio do inverno, descobri que havia dentro de mim um verão invencível.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O homem que encontra sua força interior deixa de depender das estações externas da vida. Existem pessoas cercadas de abundância vivendo em uma eterna tempestade, enquanto outras atravessam desertos carregando dentro de si uma fonte. O verdadeiro clima da existência não está fora; está na consciência.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A vida é a soma de todas as suas escolhas.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“A vida não é construída apenas pelas escolhas que fazemos, mas também pelas escolhas que permitimos que outros façam por nós. Muitos não fracassam por escolher errado; fracassam porque nunca assumiram o protagonismo da própria existência. Uma vida terceirizada produz uma história sem autor.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“Viver é manter-se vivo diante do absurdo.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Viver verdadeiramente não é apenas sobreviver aos dias; é impedir que os dias sobrevivam sem significado. O maior fracasso humano não é a morte do corpo, mas a morte da consciência enquanto ainda respiramos.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O ser humano vive prisioneiro de dois fantasmas: o passado que não pode mudar e o futuro que ainda não existe. Esquece que a única morada real da vida é o instante presente. Quem não aprende a viver o agora passa a vida inteira esperando começar a viver.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A necessidade de estar certo é o sinal de uma mente vulgar.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O ego transforma opiniões em fortalezas e transforma diálogos em guerras. A mente pequena não busca compreender; busca vencer. A maturidade intelectual começa quando o homem percebe que defender uma verdade é menos importante do que permitir que a verdade o transforme.”

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A liberdade nada mais é do que uma chance para sermos melhores.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“A liberdade sem consciência é apenas a possibilidade de escolher a própria prisão. Ser livre não é fazer tudo o que se deseja; é ter domínio suficiente sobre si mesmo para não ser escravo dos próprios desejos.”

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"Tem uma frase de Albert Camus que diz o seguinte: 'Quem vive de amor não vive, não sente, não faz nada além de sofrer.' E eu não poderia discordar mais que totalmente disso, porque tudo que se relaciona a você ou a nós dará vida, sentido e muita felicidade. O mais importante é que me dá uma absurda vontade de viver, não de um jeito melancólico, como de alguém que quer morrer, mas sim de alguém que quer viver tudo intensamente, tanto quanto eu já poderia sentir as coisas. Por causa de você, hoje eu não tenho medo do absurdo da vida e da intensidade que me conduz; muito pelo contrário, eu confio a mim fazer o melhor que tenho a oferecer para você.

E para não deixar o pai Alberto com uma carapuça de melancólico e de que não acredita no amor, há também outra frase que diz assim: 'Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela.' E eu não poderia concordar mais: você faz eu me sentir no meu auge todos os dias. Você é o amor da minha vida, Lívia! Eu quero passar o resto do instante que serão as nossas vidas da melhor forma possível." Te amo e Amarei a todo instante possivel

Inserida por Extintor

O jornalista, escritor de romance e filosofo Albert Camus ensinou algo fantástico.

"O homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não se amar a si próprio"

Diga-se de passagem, concordo com ele. Ate porque é impossível você dar algo que não tem, ou seja, só podemos amar, se primeiramente nos amamo; respeitar, se nos respeitamos; cuidar, se nos cuidamos...
Pois, quando estamos deliberadamente bem conosco mesmo, estaremos livres para viver leves, felizes e contestes com aquilo que tem acontecido conosco, pois uma coisa é verdade, só alcançamos determinadas coisas, quando estamos de bem conosco mesmo.

Inserida por Lugli

⁠O Mito de Sísifo

Segundo Camus, o suicídio é o único problema filosófico. Muitos visualizam no suicídio, somente uma maneira de conseguir o que almejam, a saber, extirpar o absurdo da existência. Então, provavelmente, ou é um pico de angústia muito alto, aliado a essa não subjetivação ou um pico, uma angústia contínua e perene que vive como ruído. É um pico de sofrimento tão alto e com pouco recurso para simbolizar esse sofrimento, você tem como defesa, desafetar, ficar em uma lógica um pouco cool, sendo mais da metade Blasé, sendo expert em defesas desinfetantes ou maníacas, indo ao movimento do consumo e se entretém e, quando você entra no olho do furação e enxerga sua própria vida, história, você mesmo não tem recurso, não tem pensamento, não tem formação psíquica, não possuindo conteúdo mental, verbal, simbólico, físico, sem linguagem, potencialidade, se ausentando da inteligência psíquica, cognitiva, para fazer face à vida, e se extingue o conhecimento e a consciência. É muito mais como uma defesa para uma angústia, para um afeto muito avassalador do que uma decisão de que está bom para mim.

Inserida por samuelfortes

Diz Camus, que o homem é o único ser que não aceita o que é
O espírito humano necessita de novidades diárias; e assim quando não as tem, as inventa...
Não viver satisfeito faz parte da natureza do homem, mas a natureza não é assim, sobretudo com os irracionais não ocorre a mesma insatisfação.
Os animais, que não possuem consciência nem sofrem com as ansiedades do amanhã, se contentam com seu vai e vem incansável de dias e noites sempre iguais. Contudo, se observa entre homens comuns, não raro a mesma motivação ou costume.
Vejo homens que vivem enjaulados, numa rotina obstinada ao fim caótico sem lamentar sua injusta sina.
Penso que entre homens que possuem o mesmo espírito, o da conformação, estes não são capazes de mudar seu Status quo, sua simples existência se resume em existir e não em viver.

Inserida por EvandoCarmo

"Platão dizia que 'verdade conhecida é verdade obedecida'. Tão logo você enxergou nitidamente que certa conduta é má, tem de evitá-la por todos os meios. Até lá, tem uma certa margem de erro justificado, como exigência inerente à própria noção de aprendizado, com a condição de confessar o erro tão logo o tenha percebido como tal e de não teimar nele depois disso. Quando você descobriu o que é bom, não o largue por dinheiro nenhum deste mundo."

Inserida por LEandRO_ALissON

Milhares de anos atrás, na República, Platão ofereceu uma visão curiosa de pessoas que confundem sombras lançadas numa parede com a realidade. Na Ilíada, os troianos caíram por um cavalo. Shakespeare preferia sorrisos a pontas de espadas e colhia rosas mesmo sabendo dos espinhos. E, nos últimos anos, o viés cognitivo é utilizado como o último desespero para salvar a raça humana e substituir a coragem. O uso de palavra de sentido inverso ou oposto ao que quer ser proferido é empregado para gerar confiabilidade na informação. Como quando a televisão te manda desligar a televisão.

Inserida por Gazineu

Desde o Meno, de Platão, é possível estabelecer que o professor não é, em primeiro lugar, alguém que sabe instruindo quem não sabe. Ao invés disso, ele é alguém que tenta recriar o assunto na mente do estudante. Sua estratégia é a de antes de mais nada fazer o estudante reconhecer o que potencialmente já sabe, e isso inclui a quebra dos poderes de repressão interna que o impedem de distinguir o que sabe. Eis aí a razão de ser o professor, e não o estudante, quem faz a maior parte das perguntas. Esse traço de ensino em meus livros provocou algum ressentimento entre meus leitores, ressentimento que se deve muitas vezes à lealdade para com outros professores. Esse ressentimento vem junto com a percepção de uma certa esquiva deliberada de minha parte, trazida à baila sobretudo porque não dispenso a ironia, coisa essencial, para todo o professor desde Sócrates. Nem toda a esquiva, entretanto, é apenas uma esquiva. Até mesmo as parábolas de Jesus eram ainoi, ou seja, fábulas com uma característica de enigma. Em outras áreas, como no zen-budismo, o professor no mais das vezes é alguém que mostra sua capacidade por se recusar a responder às perguntas ou que as varre com algum paradoxo. Responder a uma pergunta (ponto a que voltaremos no curso deste livro) é consolidar o nível mental em que foi formulada. A menos que se deixe algo de reserva, sugerindo a possibilidade de uma pergunta melhor e mais completa, o avanço mental do estudante se detém.

Inserida por LEandRO_ALissON

Os brasileiros vivem no dia a dia o mito da Caverna de Platão. A exemplo daqueles escravos presos e assistindo o desfile de imagens na parede da caverna, os brasileiros assistem diariamente o desfile de autoridades dos três poderes da república, que,- agora em telas digitais e até mesmo ao vivo -, falam, prometem, encantam, decepcionam, mentem, assaltam e deixam os escravos ainda mais escravos. Mas como os antigos escravos da caverna, também os brasileiros continuam iludidos que tudo que vêem é a verdade. De tempo em tempo, alguns destes escravos se libertam e se tornam um daqueles e tentam mostrar para os que não entraram na política que as coisas são bem diferentes do que eles imaginam. Mas como mito original, continuam acreditando nos políticos safados como se honestos fossem e que lhe falam a verdade.

Inserida por carlosmachado67

⁠Qual era a religião de Platão? Jesus era formado em quê? Essas perguntas retóricas destacam que acumulação nunca foi sinônimo de liberdade. A acumulação, seja material ou espiritual, acaba se tornando um fardo ou uma prisão. Quando o demais se torna de menos, isso é o cúmulo da ignorância.

Inserida por evermondo

⁠Parabéns, pessoal! Nós conseguimos superar a velha caverna de Platão! Em vez de ficarmos presos a sombras projetadas nas paredes, agora estamos presos a telas brilhantes e sedutoras que nos fornecem todas as respostas que precisamos. Não precisamos sair e explorar o mundo real - basta deslizar o dedo na tela e BAM! Temos tudo o que precisamos saber sem sequer precisarmos abrir um livro.

Inserida por JonathanVasconcelos

Muitos esbravejam, gritam e tocam os tambores anunciando a sua libertação da caverna de Platão, só que infelizmente 😔 continuam carregando em seu inconsciente: as sombras do medo, as loucuras de suas máscaras, a ganância e a corrupção. Pobres seres, que mesmo tentando caminhar na luz da vida, estão sempre apavorados com as suas escuridões mentais, que se enraizaram no seu espírito. Mas há uma grande e real forma de libertação, que é tendo um encontro verdadeiro com o Cristo, 🤗para poder abandonar, de vez, a sua própria cruz, que estará sempre algemando as almas dos arrogantes, hipócritas, caluniadores, pobres de espírito e infiéis. Porém, buscais primeiramente a sabedoria de Deus e a sua justiça, porque as demais coisas Ele vos acrescentará.🙏 E desta forma poderás abandonar de vez, a falsa camuflagem, para que todos possam lhe ver, como uma verdadeira imagem e semelhança do Criador.

Inserida por PeregrinoCorrea