Texto de Solidão

Cerca de 7176 texto de Solidão

Já descobriram a cura para a SOLIDÃO...
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Tenha muitos amigos, que em pelo menos um você possa ter confiança.
Faça o que mais gosta sempre.
Saia para se divertir, dance, cante, pule, nade, enfim, agite-se.
Apague o passado ruim, presente é presente e deve ser aberto na hora e aproveitado.
Chore bastante, quando tiver vontade, mas o melhor é chorar de alegria.
Ouça música! não importa o seu gosto, ouça o que quiser, a vida é sua!
Esqueça os problemas por alguns momentos,
as vezes é bom esquecer o juízo, mas nunca o perca!
Abrace bastante, esse gesto pode mudar tudo em questão de minuto.
E para finalizar,
Ame-se! você é uma pessoa valiosa...

Inserida por vilmagalvao

ADÃO

Arde,
Queima,
Abate,
A solidão inerente da condição humana, sem adição de um quantum de energia.
Dor que
Cala e
Abala
Feito o corte de um talo de uma bela planta, que não suplanta, mesmo que não perca toda a seiva.
Prisão
Tormenta que
Arrebenta
Como mar revolto em picos de ondas avassaladoras que se não vos cuidarem serão engolidos e tragados.
Apavorante
Atordoante
Sufocante
Por não saber como torná-la uma boa companheira que no silêncio absoluto da ausência não vos permitem aprender ou que seja apreender o que ela está tentando vos dizer.
Temor
Pavor
Horror
Desta companheira, por não suportarem os possíveis espectros de antigos fantasmas que ela vos faz rondar.
Calor
Frio
Ela vos provoca estas sensações térmicas por vos verem abraçados a ela em todo o percurso de vossas vidas, do nascimento a morte, o frio de quando ocorre o vosso nascimento e do calor que é abandonado com vossa morte.
Calafrio
É o que se tenta. Calar o frio, o frio da certeza que se nasce e morre só.
Não deixem de ouvir o silêncio desta companheira que com certeza vos foi imposta como condição humana sem um sentido implícito.
Não vos apavorem e sim enfrentem de frente Adão, sem querer transformar nenhuma costela em uma companheira.


Dra. Samira Wakim

Inserida por samirawakim

LEVEZA

No derradeiro, se percebe no fado:
que a solidão contém partida e vinda
as lembranças fitas em laços, atado
a lua na solidão tá sempre na berlinda
a madrugada não é grande nem pequena
que o possível no possível pode ainda
que a saudade é frágil como uma pena
e que as coisas mais leves, tem cheiro,
que a van filosofia prescinda...

Luciano Spagnol
2016, dezembro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Onde a solidão ruim
lá me encontra
Onde a saudades perturbadora
lá me encontra
Onde a angústia profunda
lá me encontra
Onde a tristeza sem fim
lá me encontra
Onde a choro e soluços
lá me encontra
Onde a desprezo
lá me encontra
Onde a adeus, abandono
lá me encontra
Enfim... Encontra todas
lá bem dentro de mim.

Inserida por DanielJohny

LACUNA (soneto)

Solidão, de insistir-te, não és esquecida
A saudade anda exagerada em te trazer
Nem sequer és o pretexto do meu viver
Pois se a sorte é triste, alegre é a vida!

Nada neste exagero é de fato pra crer
Se há ganhos e perdas, vinda e partida
Ter desvario é querer chuchar a ferida
O vital é mistério, bom é se surpreender

Pois a mesma estória tantas vezes lida
Traz história enlouquecida ao escrever
Tudo passa, não é só subida e descida

Ai, pode voar o tempo, tempo morrer
Tudo tem princípio e o fim, na medida
E nesta metamorfose, vai o nosso ser...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
2017, início de janeiro

Inserida por LucianoSpagnol

Exatidão ou solidão

No momento próprio, para alguma coisa, a permanência do tempo é uma estação. Às vezes dizem que pareço com as cores que absorvem a luz. Eu costumo gostar de azul, e no temporal de chuva e vento eu sempre perco o calor e um amor. Eu conservo a calma, e escrevo sobre a ausência que se situa no tempo. O assentimento é como um pedido de confirmação, a agitação violenta da atmosfera não balança mais meu coração. O verde ainda habita em seus olhos, penso que a incógnita é se ainda floresce em meu coração, ela costumava a ser como um jardim de inverno, que eu envidraçava e enchia de luz. Aos poucos ela foi perdendo o brilho, o movimento ou a ação, foi afrouxando e cessando de viver, finar-se, o temporal era um mar intenso, marítimo sofrimento profundo, desaparecendo de mim. Já não era quente, nem morna... Era o tempo com você. A pigmentação desaparecia em seu rosto. Eu queria cor, mas dava tempo ao tempo que a levou. Errei, acalmei, aceitei, esfrie, guardei, um pouco do que amei, e se amei. Ela desaparece em mim. Ah tempo que eu lembro, da impressão que a luz refletida em seus olhos dilatados, pelo seu corpo colorido, tom rosado de pele humana, era a expressividade de linguagem, realce e tom, feição coração profundo coral ornamental, vistosa flor era ela. E o vento, tempo ela levou com si. E eu aprendo a viver sem ti. Impassível de paixão, só um calor comunicativo. Foi à intermediação de uma grande paixão. A quem diga que foi uma grandeza de amor.

Inserida por LOMiranda

SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto)

Erma solitária solidão borralheira
Que atulha o cerrado de melancolia
No entardecer encarnado em romaria
Alongando o minuto em hora inteira

Assim só, os sonhos vão pra periferia
A espiar a sofrença além da fronteira
D'alma, caraminholando oca asneira
A crepitar agonia em atroada sombria

O vazio do imenso céu sem cabeira
Nos engole com chilreio e zombaria
Galopando apertura numa carreira

Tétrico encanto da solidão crua e fria
Que do silêncio é a sua mensageira
E que ao coração saudades anuncia!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Na solidão, me esqueço. E nos silêncios com as noites sôfregas, que são povoadas de desejos ávidos, me olho no espelho e me acho dentro do isolamento...
Não percebo os estímulos, não acalanto a ternura, que mora em mim... Não aquieto os meus temores de ser só... Com a solidão, poderei sair por aí, caçando afetos, aceitando sobejos, confundindo não estar só... Trocarei, em sonhos, bilhetes tristes e acordarei vazia de mim mesma... Me perderei na fragilidade, que é o lugar onde encontro a mim mesma...
Sairei, com os pés descalços, braços bem abertos, desviando-me do tempo, buscando por ternura, acolhendo afetos mendigados, para não estar sózinha...
Só para ludibriar o tempo, tendo a bravura, me manterei transtornada, só para enganar o momento e não ter que esperar a vida passar, assim mesmo...
Marilina Baccarat no livro "É mais ou menos Assim"

Inserida por MarilinaBaccarat

Quando.....

Quando te vejo perco o chão
Quando não te vejo sinto imensa solidão
Quando te vejo me falta o ar
Quando não te vejo não sinto vontade de respirar
Quando te vejo meu coração dispara
Quando não te vejo me sinto só em meia a multidão
Quando te vejo você vira minha inspiração.

Inserida por BrunoRodriguesSilva

Solidão/PE

A Solidão que descrevo em verso
É o horizonte promissor do sertão
Um espaço bucólico no universo
Que encanta e comove em oração

Terra de gente singela
Que sonha à espera da sorte
Enquanto constrói com cautela
O caminho para manter-se forte

Do menino ao velho sábio
Histórias de fé não faltam por lá
Romeiros em visita incansável
Buscam conforto, entoam cantos como sabiá

Sob as bênçãos da Senhora de Lourdes
Toda Glória para a cidade e seus filhos
Uma grande família e união, suas virtudes
Querem, ó Pai, que lhes indique os trilhos


Na praça sob a sombra e frescor
A boa prosa dura o tempo esquecido
O ir e vir de um povo acolhedor
E o ficar sob o azul mais unido

Com o xaxado é festa, é magia
Com a sanfona é cantoria, é prazer
As carências não sufocam a alegria
Pudera todo filho neste berço permanecer

Não conheço a terra Solidão
Mas de longe cultivo carinho
Imaginando o viver na região
De certo ninguém lá é sozinho

Encerro estes versos com esperança
De um dia todo o povo abraçar
Até lá o meu desejo é bonança
E conquistas possam todos celebrar

Inserida por Gracaleal

DESERTO DA SOLIDÃO


Entre dunas de areia que
São levadas pelos ventos
Sussurro dores e lamentos,
No deserto da solidão


A areia é tão quente e macia
Mas não vejo solução, no
Deserto que é minha vida só
Encontrei ingratidão.


Ainda que eu ande não encontro
Uma direção, perplexo e cansado
Me entrego a tão dolorosa depressão


As noites são tão frias e as lágrimas
Tão gélidas que congelado está meu
Coração, para onde se foi aquele
Sorriso que me mantinha vivo.


Os dias são tão quentes e mesmo assim não aquecem meu coração e continuo sozinho nesse deserto da solidão…


MEDL 2016/12/22

Inserida por EDLMichel

SOFRÊNCIA

Depois de você
A vida passou a saber
Como é vasta a imensidão
Da noite com solidão

Que horas são?
Que importância tem
Se minha saudade vai além...

Sem você, também,
Me perdi nos por quês
A angústia ficou à mercê
Depois de ter você
Felicidade é querer em vão
Pela rua migalha a emoção
Sem você!
Tudo é sofrência
Num coração de aparência!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017

Inserida por LucianoSpagnol

Solidão...

Poderá ser um flagelo, uma consequência dos tempos modernos, em que cada vez menos olhamos para o lado. Poderá ser um opção para combater o fardo demasiadamente pesado de uma má companhia. Na solidão, nascem coisas excepcionais ou morrem de uma vez por todas, a solidão não costuma ter meio termo e quanto mais gente tem à sua volta, mas cruel poderá ser. Mas é nela, na boa solidão, que também poderemos aprender muito sobre a vida e, principalmente, sobre nós próprios. Não há como dar a volta, será sempre de duas boas solidões que brotará a melhor das companhias.

Inserida por FernandoVentura

"Talvez a 'solitária'seja o lugar mais 'libertador' do mundo. Porque é na solidão que a genuína liberdade mora. Não importa se grades emolduram o corpo - a mente é livre - ainda que o corpo apodreça. É na liberdade absoluta da solidão que se pode chorar sem culpa, ter pena de si mesmo e se autoconfessar sem medo da balança alheia. Liberdade é isso: consciência que fala. Cárcere é conviver com uma mente emudecida por temer julgamentos".
(Em sua página oficial no Facebook)

Inserida por portalraizes

A noturna

Sinto a solidão anoitecendo
O frio escorrendo pelo cerrado
O silêncio já se emurchecendo
E o olhar no caixilho debruçado
A lua então querendo se abrasar
Na aridez do chão cascalhado

É breu solitário e ressequido
Onde não há capa nem blusa
Para aquecer o espírito doído
E amparar a solidão reclusa...
É um vil rugido diluído no ar
É uma agrura na alma infusa

Não sei com que me agasalhar.

Luciano Spagnol
Início de julho, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ELA...
Amava a noite, pois era o símbolo da solidão;
Amava o pôr do sol, pois apesar de parecer triste, no outro dia se mostrava poderoso;
Amava fotografia, pois se encantava com a forma que ela eternizava cada momento;
Amava a clima, pois mesmo quando fria era linda;
Amava a água que caía das cachoeiras, pois mesmo com quedas tão altas nunca deixou de percorrer seu caminho. Ela amava muitas coisas.
Tinha medo das pessoas, pois como ela estas sorriam sem vontade;
Tinha medo do vento, pois este vinha e sumia num instante;
Tinha medo de palhaços, pois esses se diminuíam para ver o riso de sua plateia;
Tinha medo dos pássaros pois esses sempre partiam para longe todos os verões.
Tinha medo do mar, pois seu mistério lembrava a ela mesma. Ela tinha muitos medos, ela...morreu.
Mas ela não tinha medo da morte? Tinha.

Inserida por LuahSouza

...Esse frio amor, que arde na alma e apaga a solidão por um instante.
Instante vazio e quente, que marca sua passagem na eternidade do tempo.
Tempo esse que foi o melhor até agora.
Agora não estou contigo e sinto a sua falta.
Falta que corrói a alma e arde no peito.
Peito que suportou a dor dos métodos implantado pelo capitalismo.
Capitalismo que levou o meu amor.
Amor que partiu e deixou a incógnita do que será do futuro...

Inserida por LeandroDionizio

VOAR

A solidão enfeita o meu ser
Desnudando-me a alma
A desilusão faz-me crescer
Por instantes um breve sorriso
Por momentos quero gritar
Perder-me sem me reconhecer
Deixar-me adormecer no tempo
Voltar a ser criança de baloiço
Voar para o útero de minha mãe
Numa paz, num silêncio absoluto
Mas as paredes da minha alma
Fingem não escutar a minha dor.
A solidão enfeita desnudando-me.
ღ❣•*¨*•.¸¸ƸӜƷ.¸¸.•*¨*•❣ღ

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SAUDADE TRISTE

A saudade que no adeus existe
Só traz solidão tão descontente
E que o tempo seja brevemente
E que faça doce tal fado triste

É sabido que nela a dor existe
Num aperto que a falta consente
Tal abafar-se num tinido fulgente
Dum fulgor vagido que persiste

Mas, se deixar de ser descrente
De um fervor aos Céus, ouviste
Não te irrite a demora aparente

Ah! Clame com amor no que resiste
Que bem cedo terás uma vertente
E a saudade será a paz que pediste

Luciano Spagnol
19 de junho, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Amigos

Há em mim algo incurável, como uma doença, que agora já faz parte de mim.
Solidão, talvez seja a palavra que melhor definiria, mas não é, não agora.
Reside em mim a falta, falta de algo, algo que antes estava aqui, algo que era tão parte de mim quanto eu mesmo.
Mas ainda sim me sinto contente, como quando se esbarra com aquele velho amigo, e se lembra de eternas histórias, que na sua cabeça parecem não ter fim, mas no fim você vai para um lado, ele pra outro, você olha pra trás, e ele logo depois.

Inserida por TalissonRAguiar