Texto de Solidão
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
SOLIDÃO INTERNA
É quando a gente imergi dentro de si mesmo
e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
Nas paredes rebocadas de cal esmaecido…
Sonhos crivados em retratos amarelados
em nossa memória em forma de mosaico.
Em sintonia com ruídos de nossos passos
Seguimos em atos como uma peça de teatro…
TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
(Quando a extensão oscila...)
A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.
Lu Lena / 2026
O EXÍLIO DE VIDRO
(A solidão como refúgio e o esgotamento da entrega humana na era digital) 📲
Desde que as redes sociais estouraram, percebi o quanto nos sentimos sós, mas acho que as usamos como barreira para não sermos invadidos. É nesse silêncio que nos vemos cercados de gente que não conhecemos, mas que, muitas vezes, é quem nos acolhe.
Por isso, esse isolamento digital se torna um lugar seguro.
Dizem que as telas nos roubaram os olhos, mas a verdade é mais complexa: há uma solidão que não nasce da falta de sinal, mas do cansaço exaustivo de ser apenas vitrine.
A gente valida o ruído e os murmúrios inaudíveis da era digital quando o barulho ensurdecedor da realidade se torna uma mente fadigada.
Preferimos a proximidade fria da tecnologia não porque ela supere o calor de um abraço, mas porque o abraço exige uma entrega que já não temos no "estoque da alma". O mundo dos algoritmos e das curtidas é atraente, mas superficial; tornamo-nos fios invisíveis, marionetes de um tempo que parece retroceder à era Matrix.
Nesse exílio voluntário, sentimo-nos "livres" porque não precisamos sustentar o personagem que a família espera ou o sorriso que os amigos cobram. Entramos no Exílio de Vidro: um lugar onde é mais confortável estar preso do que ter que sair dessa zona de conforto e ter que encarar o nosso lado de dentro.
Lu Lena /2026
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
TRMPOS
Tempo de alegria,
tempo de solidão.
Tempos de luz
e tempos de escuridão.
Tempos de lágrimas
e tempos de riso.
Tempos de bondade e canto,
tempos de dor e de pranto.
Em cada tempo, há um Deus sempre atento
a tudo ao redor.
Pra nos encher de graça
e guardar com Seu manto de amor.
Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.
Em todo tempo, vou confiar,
mesmo quando o medo tentar me parar.
Pois acima das tempestades
brilha a fidelidade
do Deus que nunca vai falhar.
Quando a noite escurece
e o coração quer chorar,
Deus acende esperança
e me ensina a caminhar.
Se o vento sopra forte
e a tristeza vem também,
Seu cuidado me abraça
e me faz prosseguir além.
Há tempo pra plantar,
há tempo pra colher.
Há tempo de esperar
e tempo de vencer.
E em cada estação,
Deus sustenta o coração.
Seu amor é eterno,
segura a minha mão.
Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.
Cícero Marcos
Solidão
A palavra que aflige os poetas,
e todos aqueles que um dia dirão
que conheceram de perto a dor
implacável da solidão.
Cada solidão tem sua história,
cada qual sua responsabilidade.
Confesso que a minha foi cruel,
pois carrego a própria verdade.
Preciso assumir meus erros,
ou assumirei ser covarde.
Não me pintem como santo,
nunca vivi essa realidade.
Fiz mal a quem mais amei,
feri mãos que só me acolhiam.
E as águas do arrependimento,
por vezes, em mim não corriam.
Arrependido, sim.
Perdoado, talvez.
Mas a solidão que me acompanha,
essa amiga antiga, não se desfez.
Amei e fui amado,
mas por uma doença fui enganado.
Responsabilidade minha, é claro,
ainda que por ela eu tenha sido arrastado.
Quem dera voltar no tempo,
desfazer cada pecado cometido.
Trocar noites perdidas nas drogas
por cada instante contigo vivido.
Hoje estaria ao seu lado,
prestes a celebrar o Dia dos Namorados.
Levaria você à quermesse
que tantas vezes havia me pedido em recados.
Mas eu estava cego demais,
desatento, distante, desavisado.
Enquanto o amor me chamava baixinho,
eu seguia pelas drogas dominado.
Hoje outro homem segura sua mão,
e sinceramente espero que cuide bem de você.
Que a leve para onde seus sonhos apontam,
e faça seu sorriso florescer.
Pois vale para mim mil solidões,
mil noites vazias e sem abrigo,
se em alguma parte deste mundo
você estiver feliz, mesmo sem estar comigo.
Raphael Bragagnolle
Nesses dias estive pensando
A solitude, ao contrário da solidão, nos permite pensar em idéias sem nos afundarmos na angústia de nossos próprios corações ambivalentes.
- Ah, tristeza... Porque ainda reinas nesta alma que já tem inúmeras mágoas? És como uma cobra assassina cujo veneno é a ansiedade dolorida que penetras em meu espírito coitado...
Vá embora tristeza! Vá embora deste ser que não te pertence!
Para assim, depois de uma longa escuridão, eu aprender a ser luz.
Liberdade, solidão, fuga,
Esse é um vício meu,
Andar por caminhos,
Buscando carinhos,
E o que um dia foi teu,
Entregar à alguém,
Nem que eu vá além,
Dos meus limites,
Repudiando convites,
De quem não me convém,
Na realidade,
Essa liberdade,
Está me levando pra onde nem mesmo eu sei...
Eu conheci a solidão, mesmo estando entre pessoas
A solidão dói mesmo em meio as risadas festivas do que pra muitos eram momentos de confraternizar
Mas, no interior havia solidão vazio tristeza disfarçada com um sorriso que desviava para o canto da boca enquanto lá dentro o frio escuro machucava
Com o tempo eu fui saindo da solidão e percebi que havia um lugar em mim chamado solitude e foi lá que encontrei meu acolhimento onde aprendi a deixa de fora a solidão e criei meu jardim de beleza e paz.
Meu lugar
Marcio Melo
Febril
Marcio Melo
Enquanto a febre queima
e a dor inflama,
a solidão espreme a alma
até ela pedir licença pra ir.
Fechado no meio da multidão,
numa cidade que não para.
Nada é fixo, tudo gira
no furor de quem trabalha até morrer.
Onde está o fio da vida?
Escapa entre as dores,
entre o vazio cansado
de quem não tem tempo pra existir.
Aqui na cama, debaixo do cobertor,
derreto fritando na febre.
O quarto cheio de objetos inúteis,
empoeirados, mortos como eu.
O corpo na cama doente
sepulta o último desejo de viver.
Há um tipo de solidão que não tem barulho que distraia.
Ela aparece no meio da multidão, quando tudo está cheio por fora e vazio por dentro. Quando há vozes, notificações, compromissos, rostos... mas nenhum lugar onde a alma realmente repousa.
E é ai que o coração começa a lembrar.
Lembrar de um tempo em que a vida não precisava ser provada o tempo inteiro. Em que havia simplicidade na fé, descanso na entrega, e uma paz que não dependia de performance, nem de aprovação.
Uma paz que vinha de estar em Yeshua não como ideia distante, mas como presença viva que acolhe até o que você não sabe explicar:
Porque a solidão mais profunda não é estar sozinho.
É estar desconectado do que te sustenta por dentro.
O aos poucos o orgulho vai tentando convencer que dá pra seguir assim mesmo. Que não precisa voltar. Que já passou. Que tanto faz.
Mas o ego, por mais alto que fale, nunca consegue curar o vazio-que ele mesmo ajudou a criar.
Há um chamado mais baixo que o orgulho. Mais suave que a culpa.
Mais firme que a confusão.
um chamado que não força convida.
Não acusa restaura. Não expõe cobre com paz.
Voltar não é sobre se diminuir. E sobre se alinhar.
É reconhecer que existe um lugar de descanso onde o peso não precisa ser carregado sozinho. Onde o coração não precisa performar força o tempo inteiro. Onde você pode simplesmente ser sem máscara, sem defesa, sem guerra interna.
Yeshua não chama pelo seu desempenho. Ele chama pelo seu nome quando ninguém mais conseque te alcançar por dentro.
E talvez o primeiro passo não seja grandioso. Talvez seja simples como parar de fugir de si mesmo. Respirar com honestidade.
Admitir o cansaco. Permitir-se voltar ao básico da alma humildade.
Porque a humildade não é se diminuir. É se posicionar no lugar certo da vida.
E nesse lugar, o orgulho perde peso. O ego perde voz. E a paz volta a ter espaço.
Voltar é isso-quebrar a ilusão de que você precisa se bastar sozinho.
E descansar outra vez na verdade de que existe um amor que não se afasta quando você se perde-ele te espera até você lembrar de onde veio a sua paz.
E existe algo que o orgulho tenta esconder, mas que a verdade insiste em revelar com delicadeza - você não é o único que erra.
Todos erram. Todos falham. Todos, em algum momento, se perdem de si mesmos, dizem o que não queriam, se afastam do que sabiam ser certo, se confundem no caminho, se cansam da própria tentativa de acertar.
A humanidade não é feita de perfeitos é feita de pessoas em processo.
E por isso a graça existe.
Em Veshua, isso não é teoria bonita, é fundamento vivo não é sobre nunca falhar, é sobre não ser definido pela falha. É sobre entender que o erro não tem a palavra final sobre quem você é. Existe perdão. Existe recomeço. Existe restauração. o talvez o passo mais dificil não seja pedir perdão aos outros mas permitur-se receber o perdão que já foi oferecido e estendê-lo a si mesmo.
Você está perdoado.
Não como uma ideia distante. Mas como uma verdade que pode ser acolhida agora, se você parar de lutar contra si mesmo por tempo suficiente para ouvir.
Liberar perdão para si mesmo é quebrar correntes invisíveis. E parar de carregar um peso que não foi feito para ser permanente. E sair do ciclo onde você se acusa por dentro-enquanto tenta seguir por fora.
SOLIDÃO DE GELO
Quando o silêncio
Da luz treme e acende,
Algo aparece e geme.
São esses gemidos que
Me apavoram,
São essas coisas que
Prendem,
Eu aqui e o mundo lá
Do lado de fora.
Nenhum teto
Resiste e desmorona,
E quando você dá por si,
Já tem perdido a
Carona.
Àh, àh, àh,
Àh, àh, àh...
Mãos frias,
Oceano Pacífico,
vento salpico.
Nenhum teto resiste à
Solidão.
Você sente,
Você sente,
Quando alguém esqueceu de
Pegar a sua mão.
Oh, oh, oh...
Oh, oh, oh...
Lágrimas de sol,
Girassol,
Solidão de gelo.
Bonitos são os seus
Cabelos.
Lá, lalá,
Lá, lalá...
Viva a solitude
Não viva definhando embrenhado na profunda solidão. Essa incapacidade de ser feliz, corrobora a baixa autoestima de qualquer ser. A sensação de estar sempre faltando algo, deixa o coração despedaçado. Interiorize as suas emoções, sinta a glória e a felicidade de estar sozinho. Coloque em ordem os seus pensamentos e ignore a solidão! Viva a solitude.
260722III
Sentir.
Às vezes a solidão é tão grande
quanto a pureza do nosso coração.
Sentimentos são passageiros,
mas nunca realmente vão.
Viver é tudo, mas nem tudo
precisamos ter.
Sorrir é essencial, mas nem sempre
estamos fazendo o certo.
Um ‘eu te amo’ é forte, porém não tanto
quanto a própria emoção.
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
Bruma
Momentos de solidão
Encobre meus desejos
Incertezas do amanhã
Traz aspereza a alma
Quando o mundo se fecha
Abro a porta do meu coração
Encaro a vida com leveza
Aprendizado e crescimento
Fazem parte da rotina
Entender meus avessos
Ser gigante diante a vida
Quando o amor e a paz
se encontram
A vida contempla com grandeza
Entrega-te uma flor
Seu perfume orvalha a alma
Ilumina sonhos
Traz paz para o âmago
Onde superar desafios
E traduzir o mundo
Faz parte ativa
de um todo humano
Para evoluir nossos processos
@zeni.poeta
Se um dia o amor encontrar o caminho até você,
que não seja por medo, nem por solidão,
mas pela coragem de reconhecer um coração sincero.
Porque há sentimentos que não exigem promessas,
apenas um instante de verdade.
E, quando esse instante chegar,
que o amor não encontre portas fechadas,
mas dois corações prontos para florescer.
Nunca acreditei na solidão
Helaine Machado
Nunca acreditei
nessa tal solidão.
Acredito no viver
que pulsa dentro do peito,
no brilho do olhar
que encontra outro olhar.
Acredito no beijo
que fala sem palavras,
no toque que arrepia
e desperta o coração.
Acredito no amor,
nas emoções que florescem
como primavera na alma.
Porque viver
é sentir,
é amar,
é permitir que dois caminhos
se encontrem na mesma direção
