Texto de Solidão

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Por muito tempo, sentimentos como solidão e vazio
dominavam aquilo que eu escrevia. Ainda sou um garoto solitário,
mas agora não dependo apenas da solidão para escrever.

A verdade é que chega um determinado momento em que precisamos crescer.
É necessário deixar para trás velhas feridas; precisamos parar
de cutucar aquilo que nos causou dor. É tempo de respirar.

Tempo de aproveitar as coisas boas que aparecem em nossas vidas,
principalmente os amigos que nos resgatam e nos dão asas.

Meu voo já não é tão solitário;
não me encontro mais no abismo.

⁠A reciprocidade e a sólidão

A imensidão da solidão,nos faz está sempre procurando quem possa preencher o vazio, a falta de amor, carinho. Muitos procuram corpos, são insaciáveis cada dia buscando a beleza de um novo corpo. Procuram corpos como objetos de satisfação de seu ego e nem os vê como pessoas a quem ama, e se saceia seus desejos como animais famintos. Nunca estão satisfeitos. E procuram cada dia mais um rosto ou outro corpo que seja mais bonito. Né saciar seus desejos primitivos. Eu procuro a conexão de olhar, que quando ele me encontrar diga pra si mesmo é com ela quero está, e com ele um colo que possa deita, uma mão possa acariciar, que o desejo seja continuo, que seu amor me faça sonhar, ainda seja por um minuto viver o amor absoluto. E não alguns minutos de prazer com alguém que em primeiro poste de um rosto e maís um corpo mais bonito e assim em segundos já teria me esquecido.

Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante


Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.


Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.


Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.


Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo


Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!


(ÁG)

BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)

Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.

Lu Lena / 2026

SOLIDÃO INTERNA

É quando a gente imergi dentro de si mesmo
e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
Nas paredes rebocadas de cal esmaecido…
Sonhos crivados em retratos amarelados
em nossa memória em forma de mosaico.
Em sintonia com ruídos de nossos passos
Seguimos em atos como uma peça de teatro…

​TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
​(Quando a extensão oscila...)

​A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.

​ Lu Lena / 2026

​O EXÍLIO DE VIDRO
(A solidão como refúgio e o esgotamento da entrega humana na era digital) 📲


​Desde que as redes sociais estouraram, percebi o quanto nos sentimos sós, mas acho que as usamos como barreira para não sermos invadidos. É nesse silêncio que nos vemos cercados de gente que não conhecemos, mas que, muitas vezes, é quem nos acolhe.


Por isso, esse isolamento digital se torna um lugar seguro.
​Dizem que as telas nos roubaram os olhos, mas a verdade é mais complexa: há uma solidão que não nasce da falta de sinal, mas do cansaço exaustivo de ser apenas vitrine.


A gente valida o ruído e os murmúrios inaudíveis da era digital quando o barulho ensurdecedor da realidade se torna uma mente fadigada.
​Preferimos a proximidade fria da tecnologia não porque ela supere o calor de um abraço, mas porque o abraço exige uma entrega que já não temos no "estoque da alma". O mundo dos algoritmos e das curtidas é atraente, mas superficial; tornamo-nos fios invisíveis, marionetes de um tempo que parece retroceder à era Matrix.


​Nesse exílio voluntário, sentimo-nos "livres" porque não precisamos sustentar o personagem que a família espera ou o sorriso que os amigos cobram. Entramos no Exílio de Vidro: um lugar onde é mais confortável estar preso do que ter que sair dessa zona de conforto e ter que encarar o nosso lado de dentro.


​ Lu Lena /2026

Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.

Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.

Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.

Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.

A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.

SOLIDÃO

Um livro misterioso
Se faz por encanto
Por ser tão sigiloso
Coberto divino manto
Uma vida de surpresas
Vezes como caçador
Outras somos presas
Assim entre dor e amor
Passageiros de lua e sol
No momento revelador
Se encontra ou se perde
Nas veias do próprio sangue
Ou no deserto da solidão
Onde a procura de coração
Se encontra pedaços
De um livro antes razão
Agora vazio em solidão!

TRMPOS


Tempo de alegria,
tempo de solidão.
Tempos de luz
e tempos de escuridão.


Tempos de lágrimas
e tempos de riso.
Tempos de bondade e canto,
tempos de dor e de pranto.


Em cada tempo, há um Deus sempre atento
a tudo ao redor.
Pra nos encher de graça
e guardar com Seu manto de amor.


Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.


Em todo tempo, vou confiar,
mesmo quando o medo tentar me parar.
Pois acima das tempestades
brilha a fidelidade
do Deus que nunca vai falhar.


Quando a noite escurece
e o coração quer chorar,
Deus acende esperança
e me ensina a caminhar.


Se o vento sopra forte
e a tristeza vem também,
Seu cuidado me abraça
e me faz prosseguir além.


Há tempo pra plantar,
há tempo pra colher.
Há tempo de esperar
e tempo de vencer.


E em cada estação,
Deus sustenta o coração.
Seu amor é eterno,
segura a minha mão.


Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.


Cícero Marcos

Solidão

A palavra que aflige os poetas,
e todos aqueles que um dia dirão
que conheceram de perto a dor
implacável da solidão.

Cada solidão tem sua história,
cada qual sua responsabilidade.
Confesso que a minha foi cruel,
pois carrego a própria verdade.

Preciso assumir meus erros,
ou assumirei ser covarde.
Não me pintem como santo,
nunca vivi essa realidade.

Fiz mal a quem mais amei,
feri mãos que só me acolhiam.
E as águas do arrependimento,
por vezes, em mim não corriam.

Arrependido, sim.
Perdoado, talvez.
Mas a solidão que me acompanha,
essa amiga antiga, não se desfez.

Amei e fui amado,
mas por uma doença fui enganado.
Responsabilidade minha, é claro,
ainda que por ela eu tenha sido arrastado.

Quem dera voltar no tempo,
desfazer cada pecado cometido.
Trocar noites perdidas nas drogas
por cada instante contigo vivido.

Hoje estaria ao seu lado,
prestes a celebrar o Dia dos Namorados.
Levaria você à quermesse
que tantas vezes havia me pedido em recados.

Mas eu estava cego demais,
desatento, distante, desavisado.
Enquanto o amor me chamava baixinho,
eu seguia pelas drogas dominado.

Hoje outro homem segura sua mão,
e sinceramente espero que cuide bem de você.
Que a leve para onde seus sonhos apontam,
e faça seu sorriso florescer.

Pois vale para mim mil solidões,
mil noites vazias e sem abrigo,
se em alguma parte deste mundo
você estiver feliz, mesmo sem estar comigo.

Raphael Bragagnolle

Nesses dias estive pensando


A solitude, ao contrário da solidão, nos permite pensar em idéias sem nos afundarmos na angústia de nossos próprios corações ambivalentes.
- Ah, tristeza... Porque ainda reinas nesta alma que já tem inúmeras mágoas? És como uma cobra assassina cujo veneno é a ansiedade dolorida que penetras em meu espírito coitado...


Vá embora tristeza! Vá embora deste ser que não te pertence!


Para assim, depois de uma longa escuridão, eu aprender a ser luz.

DIAS SOLIDÂO

Dias que sentimos sem eixos
Dias que não bate nenhuma vontade
Ficamos ao desleixo
Numa prisão mesmo em liberdade
Os sonhos somem , váo embora
Não dá vontade nem de pensar
Até mesmo da hora
O tempo passa assim por passar
Dias que seria melhor esquecer
Que nem mesmo sentimos prazer
Parece que toda existência
Viaja rumo a desistência
São dias assim que vivemos
Parece até que esquecemos
Que toda plenitude
Já não existe atitude
Nem mesmo é sofrimento
Também não existe lamento
Só dias vividos ao relento
Onde a vontade de viver
Fica vazio no vento
Que sopra qualquer direção
Num ciclo de solidão!

João Batista Barbosa

A Fala Silenciosa Que A Solidão não é Capaz de Calar

Numa ocasião lúdica, influenciada pelo imaginário e pelo senso poético diante de uma bela estrutura expressada com sua profundidade, os seus sentimentos e a sua personalidade, assim, um livro de romance se abre e, de repente, a realidade fica mais interessante e ganha um tom excêntrico de liberdade dentro de um cenário de época, de romantismo e atrevimento.

E logo, um sonho desperto com bastante realismo passa a acontecer, onde vejo uma venustidade fascinante que está em seu quarto desfrutando de uma dualidade no seu íntimo, pois, ao mesmo tempo que ela sente a tranquilidade de estar com a sua própria solitude, também está sedenta para que uma experiência avassaladora aconteça e tudo mude para melhor com um sabor de veemência.

A solidão tem o costume de lhe fazer companhia, mas isso não impede que as suas flores floresçam, que a viveza continue nas páginas de seus livros, que o seu foco resista e as suas fotos permaneçam, nem que os raios solares com gentileza, iluminem e aqueçam o seu lugar reservado, aconchegante, que a recebe de bom grado por um certo tempo ou por alguns instantes — uma persistência inconsciente e muito cativante.

Admirá-la não é nada cansativo, muito pelo contrário, é, sem dúvida, surpreendente, instigante: traços delicados, essência profunda, um silêncio que é difícil de ser quebrado, um pouco de melancolismo, além de uma beleza divina incomparável — características que me deixam pensativo, inspirado; provocam os meus pensamentos veementes e criativos, tão imersivos quanto um diálogo silencioso e expressivo.

Liberdade, solidão, fuga,
Esse é um vício meu,
Andar por caminhos,
Buscando carinhos,
E o que um dia foi teu,
Entregar à alguém,
Nem que eu vá além,
Dos meus limites,
Repudiando convites,
De quem não me convém,
Na realidade,
Essa liberdade,
Está me levando pra onde nem mesmo eu sei...

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

Eu conheci a solidão, mesmo estando entre pessoas
A solidão dói mesmo em meio as risadas festivas do que pra muitos eram momentos de confraternizar
Mas, no interior havia solidão vazio tristeza disfarçada com um sorriso que desviava para o canto da boca enquanto lá dentro o frio escuro machucava
Com o tempo eu fui saindo da solidão e percebi que havia um lugar em mim chamado solitude e foi lá que encontrei meu acolhimento onde aprendi a deixa de fora a solidão e criei meu jardim de beleza e paz.


Meu lugar
Marcio Melo

Febril
Marcio Melo


Enquanto a febre queima
e a dor inflama,
a solidão espreme a alma
até ela pedir licença pra ir.


Fechado no meio da multidão,
numa cidade que não para.
Nada é fixo, tudo gira
no furor de quem trabalha até morrer.


Onde está o fio da vida?
Escapa entre as dores,
entre o vazio cansado
de quem não tem tempo pra existir.


Aqui na cama, debaixo do cobertor,
derreto fritando na febre.
O quarto cheio de objetos inúteis,
empoeirados, mortos como eu.


O corpo na cama doente
sepulta o último desejo de viver.