Texto de Solidão

Cerca de 7213 texto de Solidão

Nunca acreditei na solidão
Helaine Machado
Nunca acreditei
nessa tal solidão.
Acredito no viver
que pulsa dentro do peito,
no brilho do olhar
que encontra outro olhar.
Acredito no beijo
que fala sem palavras,
no toque que arrepia
e desperta o coração.
Acredito no amor,
nas emoções que florescem
como primavera na alma.
Porque viver
é sentir,
é amar,
é permitir que dois caminhos
se encontrem na mesma direção

Escrever é arte que dança no coração,
Trazendo luz suave, acalma a solidão.
Palavras são abraços que a alma acolhe,
Transformam a tristeza, e o vazio se recolhe.
Cada letra um suspiro, cada verso um alento,
No papel se desfaz o frio do sofrimento.
Escrever é magia, é cura, é canção,
É calor que invade e cura o coração.

Diferença entre Solidão e Solitude: Enquanto a solidão pode ser a dor da ausência, a solitude é o prazer da própria presença, onde o medo de estar só desaparece,estar só é uma escolha consciente para encontrar paz interior, autoconhecimento e cura, preferindo o silêncio à falsidade ou a companhias que desorganizam. É um refúgio de maturidade emocional, não uma punição
𖹭⋆˚꩜。

Quem sou ?......eu ?!!𓅯
Sou companhia, mas posso ser solidão


tranquilidade e inconstância
sabedoria ou arrogância


Dependendo da ocasião
Mas sempre no para sempre


Esperança


sonhadora ao ponto de se tornar criança
Sou
abraços e sorrisos
ânimo e desânimo


bom humor


sarcasmo e choro!


Música alta


silêncio


pedra e coração


multidão


solidão


não me limito


Sinto


muitas vezes


Abraço até o inimigo
sou sempre apego


pelo que vale a pena


Desapego


pelo que não quer valer


Sou sempre amor independente do que me faze cresço do que te dou


Se fosse uma troca
seria apenas segredos vazios no deserto
flutuaria ao sabor dos teus gestos


Sem razões e explicações


se teus gestos não me faltassem
faltariam a outro alguém


Nada te devo!
Nada me deves!


Como a lua que nasce do sol
que brilha ao entardecer


eu te amo porque te amei além
porque em mim nada é demais


Nem muito menos pouco


O vento que me habita vem de dentro


desafinado acanhado


Encontra apenas saudades
inertes do passado


Minha luz a ti foi emprestada ficará contigo


Como se fosse alugada


até se iluminar sua alma


da estrela gentil que te foi negada no caminho da noite calada
da menina que partiu pro nada


Renasceu na luz


em que foi plantada


as palavras restadas


decoradas da partida


Apenas as palavras


Ciclo…. Vida!!!


Lágrima escorrida
Sorriso contido
Estrela iluminando


luz do luar
lindo
Mar
Sorrir é saber chorar


Fazer brilhar os olhos da tristeza.
Com a certeza
do quanto sou grande
perto das coisas pequenas


Principalmente encontrar a felicidade nos momentos de fraqueza…


Quem sou eu??
Apenas um simples ser da natureza...
𓅰 𓅬 𓅭 𓅮 𓅯☘︎ᨒ ོ ☼

Ouvi dizer que você tem sentimentos carentes que talvez eu possa desfazer sua solidão;
E que todo o desejo em mim eu busco compartilhar para sempre ser maior que a mim;
Sei que seu bem e o encontrar quer um alguém que possa ler os seus olhos e construir morada em teu coração;
A felicidade ainda não passou por mim, que tanto aguardo e desejo;

Espero sempre ansioso pelo seu contato que me faz tão bem nos momentos de solidão;
Nem sempre tenho a honra de poder falar com a minha rainha em um sentimento tão singelo de minha vida;
Mas com toda a luta do seu dia me faz inspirar em você com toda determinação que me tiram a deriva que fica meu perceber;
Juízo é o que preciso fortalecer, pois me perco entre minha loucura que de mãos dada com a paixão procura um coração que possa se alojar;
No entanto esteja a minha espera para juntos buscarmos nossa vitoria;

Hoje
Os dias são de inverno
No inverno
os dias sempre são mais curtos
Mas existe a solidão lá fora
Embora
ela esteja aqui dentro há tempos
Pois os tempos não voltam
E as lembranças remontam
O meu dia aos avessos
E a cada dia mais frio
Tão frio quanto a madrugada
Desses dias de frio inverno
Resta escrever poesia
Fria, em seus mornos versos
O latido de cães
E as cantigas de roda de outrora
Agora, tudo isso
é coisa por demais antiga
Saudade verdadeira
Verdade da boa
O forno de pão
O chão de terra batida
Violão e conversa
Lembranças tão dispersas
Quanto estrelas no Céu
Isso é a vida
No início
Um papel em branco
... e bonito
No final
Um livro escrito de qualquer jeito
Com direito à notas de rodapé
Em tempos de outra estação
Infância de poetas
São sempre as mais felizes
ou talvez as mais tristes
de vez que o poeta existe
Pra que elas sejam sempre algo mais
Mesmo que sejam somente
as mais distantes
tão distantes que agora
Não existe diferença
entre as verdades e as mentiras
O vento sopra e a roda gira
Uma longa lista de lembranças
As quadras,
cantigas de roda
e canções pra lá de antigas
Pondero
Que nunca mais eu cantei como antes
Pois a dura vida de ontem
vivida de hora em hora
Eu vejo agora
Parece que durou
somente um mero instante.

Edson Ricardo Paiva.

⁠Carl G. Jung, psiquiatra e pai psicologia analítica, disse: “a solidão é perigosa e viciante, quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas.”
Quem estava certa era filósofa minha avó: “na vida, nem tanto ao mar, nem tanto a terra, tudo em excesso faz mal.”

Atribui-se a Carl G. Jung a seguinte frase: "A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas."
A solidão oferece paz, silêncio e autoconhecimento. Porém, quando se torna morada definitiva, afasta-nos da convivência, dos afetos e da própria vida.
Quem sempre esteve certa era minha avó, filósofa da simplicidade: "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Tudo em excesso faz mal."

⁠antes a solidão me deixava triste, desesperada...sentia algo angustiante quando olhava ao redor e percebia que ninguém estava ali, para mim.
Nos momentos em que mais precisei, não pude contar com ninguém.
Mas hoje...eu me sinto livre.
Estar só me traz uma sensação de paz e tranquilidade tão forte, que eu não consigo sentir com mais ninguém.
A solidão não me faz mais infeliz. Na verdade, ela me traz um certo alívio.
Solitude.

Não sei se você se lembra daquela noite fria, mas a minha solidão era tão vasta que precisei sintonizar o mundo na frequência de uma estação qualquer. Eu cruzei os dedos, disquei o número da rádio e deixei meu contato flutuando nas ondas eletromagnéticas, como quem joga uma garrafa com um bilhete desesperado num oceano de fios e antenas. Eu só queria ser descoberto. Queria que o universo provasse que eu não estava sozinho no escuro.
​Do outro lado da cidade, na mesma fração de segundo, o destino ajustava o seu receptor. Você não procurava ninguém; apenas girava o botão do rádio, deixando a estática preencher o vazio do quarto. Dois desconhecidos, duas vidas paralelas, conectados por um sopro de voz que o locutor leu sem saber que estava costurando duas almas para sempre.
​Quando o meu telefone tocou e ouvi o teu "alô", trêmulo e tímido, algo dentro de mim desmoronou e se reconstruiu instantaneamente. Não fomos nós que nos escolhemos; foi a vida que cansou de nos ver errar o caminho e resolveu nos colidir.
​Aquela frequência AM/FM virou o batimento cardíaco que faltava em nós.
​Eu amo como o nosso amor nasceu do invisível. Nós não nos vimos, não sabíamos a cor dos olhos um do outro, nem o formato do sorriso. Nós nos apaixonamos pela essência nua, pelo timbre, pelas pausas onde a respiração confessava o que o medo tentava esconder. Apaixonar-se assim é uma entrega sagrada, porque mostra que nossos corações já se reconheciam de algum lugar do passado, antes mesmo de os nossos corpos se cruzarem na calçada.
​Hoje, olhando para você, tenho a certeza absoluta de que existem milagres discretos que a ciência jamais conseguirá explicar. O rádio foi só o pretexto que a eternidade usou para me devolver a parte que me faltava.
​Obrigado por ter estado ouvindo no momento certo. Obrigado por ter tido a coragem de discar os meus dígitos. Eu te amo além do que o som pode propagar, além do que o tempo consegue apagar. Você é a minha sintonia perfeita.

Enterrei meu coração sob sete palmos de solidão, ali onde a ausência fez morada eterna. Aquele peito virou túmulo frio, sepultando promessas que desmoronaram feito castelos de areia na maré cheia. Lembro perfeitamente do abandono bruto, do rasgar da carne interna quando o adeus definitivo retumbou sem piedade.


Fiquei dilacerado, sangrando em segredo enquanto o mundo lá fora continuava girando, indiferente ao meu luto afetivo. A verdade nua e crua é que ninguém liga se você está na pior; as pessoas assistem à sua queda por curiosidade, mas pouquíssimas estendem a mão para o resgate. As feridas ardiam na calada da noite, transformando memórias outrora doces em pura tortura psicológica. Engoli o choro seco ao perceber que a plateia do meu sofrimento esperava apenas o meu fim definitivo. Aquela paixão avassaladora converteu-se em cinzas, deixando apenas cicatrizes profundas como testemunhas do desastre.Contudo, nenhum inverno dura para sempre, nem mesmo dentro de nós.


No fundo daquela cova escura, onde parecia restar somente morte, uma força primitiva começou a pulsar baixinho. Percebi que as lágrimas limpavam os escombros, adubando a terra ressecada da minha própria alma. Ninguém viria me salvar daquele buraco, então precisei ser o meu próprio milagre. Decidi desenterrar a vida que ainda restava em mim, recusando-me a ser lápide de quem partiu. Ergui-me do chão batido, limpei a poeira do orgulho ferido e reconectei cada pedaço quebrado com o fio dourado do auto-respeito. Criei uma armadura com os estilhaços do que sobrou. O amor-próprio não é ausência de dor, mas a teimosia sagrada de florescer novamente após o sepultamento.


Hoje, olho para trás sem rancor ou medo do amanhã. Compreendi, finalmente, que certas partidas servem para nos devolver a nós mesmos por inteiro. A maior superação não está em esquecer quem machucou, mas em acolher os próprios retalhos com orgulho e doçura extrema. Cicatrizes são troféus de guerra que provam nossa capacidade infinita de renascimento.

Se o mundo lhe deu as costas quando seu chão sumiu, use esse isolamento forçado para reconstruir seus alicerces em segredo. Se você também se encontra no fundo do poço emocional agora, escute este conselho: não tema o vazio atual. Ele é apenas o espaço necessário para a construção de uma versão sua infinitamente mais forte, livre e verdadeiramente indestrutível.

Estive esperando que alguém me salvasse.


Que me salvasse da solidão que carrego dentro da cabeça, dos anseios que me consomem, dessa tristeza absurda que me invade quando o silêncio chega e não há mais ninguém por perto.


Procurei essa pessoa por muito tempo. E, em meio a essa procura, não posso ser injusto: muitas pessoas me estenderam a mão. Algumas permaneceram ao meu lado, outras tentaram me compreender, outras ofereceram aquilo que tinham. Mas, por mais que tentassem, não encontrei em ninguém a salvação para aquilo que me afligia.


E talvez esse tenha sido o meu maior erro: acreditar que ela viria de alguém.


Nessa busca, acabei me ferindo muito mais do que me curei, porque passei tempo demais procurando no lugar errado. Depositei em outras pessoas a responsabilidade de preencher vazios que elas jamais poderiam alcançar. Esperei que alguém soubesse atravessar lugares dentro de mim que, muitas vezes, nem eu próprio sabia como encontrar.


Entre frustrações, angústias e desesperos, comecei a compreender que as respostas que procuro talvez estejam dentro de mim. Que algumas dores não precisam desaparecer para que possamos continuar, precisam ser atravessadas, compreendidas e, de alguma maneira, transformadas em aprendizado.


Também compreendi algo ainda mais difícil: a minha tristeza é minha.


Não existe escolha sobre ser forte. Às vezes, força não é virtude, coragem ou qualquer dessas palavras bonitas que usamos para tornar o sofrimento mais suportável. Às vezes, ser forte é apenas perceber que não existe outra opção.


Ninguém virá me salvar.


E talvez a parte mais dolorosa seja aceitar que nunca foi obrigação de ninguém fazê-lo.


Talvez nem exista salvação da maneira como passei tanto tempo imaginando. Talvez exista apenas aprender a conviver com aquilo que habita em mim, recolher os pedaços que deixei pelo caminho e continuar, mesmo sem saber exatamente para onde.


Esperei durante muito tempo que alguém viesse me buscar.


Agora começo a entender que, se existe algum caminho para fora daqui, provavelmente terei de encontrá-lo sozinho.

A SOLIDÃO

A solidão é tão silenciosa
Que nem as tempestades moverão
A névoa que amedronta vossos corações.
Vossos dias de silêncios ficarão emudecidos
Por medo de perder a identidade
Que vós pensais em obter.

No silêncio da noite perguntei:
- Quem sois vós diante da escuridão que deixastes?
- Que medo é este que pensa em se apossar dessas almas frágeis prometendo cuidar e aconchegar em seu colo?

Ele respondeu:
- Sou o silêncio que tanto vos procurais para acalentar vossas almas amarguradas...

A sabedoria vaga querendo adentrar. Abra suas portas e peça lhes que entre e mostre a verdade...

"Às vezes, a solidão é um ato de rebeldia de gente que não precisa de aplausos, e nem de permissão das massas, e nem de gritos histéricos para ser feliz.
Gente que não precisa mendigar atenção para sentir-se viva.
Gente que caminha em silêncio só observando os in/felizes!"
Haredita Angel
17.03.24

Solidão...da humanidade natural condição.
Solitária toda pessoa... do mundo afastada
dentro de si fechada...

Uma redoma,
uma cabana,
um deserto...
só, sem ninguém por perto.

Um viajante solitário
refugiado, isolado,
na natureza morta
encontra um teto,
sente-se abrigado.

Abandonado de todos
segue o solitário...
atarefado
pra não se sentir tão abandonado.

A solidão não me assusta
porque penso...
E é no silêncio que penso melhor.
Mesmo em uma solidão imensa,
um mundo deserto
estou bem acompanhada
meus pensamentos... minha morada.
A minha solidão nunca é só
meus pensamentos... sua morada.
Viu? É por isso que a solidão não me assusta.

Solidão


A solidão não grita.
Ela chega de mansinho,
senta na beira da cama
e divide o silêncio comigo.


Não é falta de gente.
É excesso de mim.
É a casa cheia de pensamentos
e a mesa posta só pra um.


Às vezes ela pesa,
como noite sem luar.
Outras vezes ela cura,
como maré que vai e volta
e leva embora o que não presta.


A solidão me ensina
a conversar comigo,
a me ouvir sem pressa,
a ser companhia pra mim mesmo
até a gente virar dois de novo.


E quando ela vai embora,
deixa a porta entreaberta.
Porque a gente aprende:
solidão não é vazio.
É quarto onde a alma se arruma.

Coração vazio tem respiração curta, quase em silêncio. Mas a solidão grita alto dentro da gente... acelera os "ais" e, de madrugada, o frio só faz o peito batucar mais forte. Não deixa a gente esquecer que tá vivo, mesmo doendo.

É nessas horas que a gente lembra que pulsar, mesmo que machuque, ainda é sinal que tem algo aí dentro esperando amanhecer.
(Saul Beleza)

Amor ausente

Nos vergões da solidão
Que me assola a minh’alma
Longe está a minha amada
Quando nela me procuro...

Quem dela foge o caminho
Parece só estar sozinho
De tão dita companhia
Chama viva quente e fria.

É uma sombra que projeta
Frente, lado, fundo e verso
Ao redor e derredor
Me tornando tão vazio.

Se me transborda em mim
Todo amor que eu lhe tenho
Tenho dito aos quatro ventos
Em que ecoam o meu lamento..

Tão longe
E muito perto
Vivo esse meu repente
Desse amor em ti ausente.

Edney Valentim Araújo