Texto de Solidão
A solidão causa uma forte sensação de nostalgia, ao mesmo tempo em que provoca uma reflexão sobre o passado.
Nos momentos em que me sinto sozinha, não tem jeito - volto a me apegar no passado. Eu volto a lembrar de coisas que aconteceram há tanto tempo...os momentos de festas, de experiências, das descobertas da juventude.
Eu realmente vivi intensamente esse momentos. Mas os tempos difíceis chegaram. E quando isso aconteceu, fiquei sozinha. E isso foi tudo o que me restou.
As lembranças de um passado bem vivido, embora tragam boas sensações, não passam de recordações vazias, de coisas que jamais vão acontecer novamente, de pessoas que nunca mais vou ver na vida.
Quanto tempo se passou...mas depois de todos esses anos, de certa forma, eu ainda consigo me identificar com a pessoa que eu era na adolescência e na juventude.
Talvez porque essa é minha essência. Porque apesar de tudo, não tem como eu mudar aquilo que eu estou destinada para ser. Por isso eu tenho certeza, que independentemente do que acontecer, eu tenho que estar lá por mim mesma.
Pois os momentos de festas, alegrias, experiências irão passar. E quando isso acontecer, todos irão embora. E eu vou precisar seguir em frente.
Numa terra pouco habitada,
havia Insônia,
uma solitáriaque odiava a solidão,
mas o fato de não ser tão amigável
só piorava a sua situação,
muitos preferiam nem se aproximar,
às vezes, até que conseguia alguém pra conversar,
entretanto, sua carência de atenção acabava sufocando
qualquer um que ficasse com ela mesmo que só por alguns minutos,
então, iam se afastando,
não queriam o desconforto
da sua presença,
Isso causava-lhe muita tristeza,
até que, um dia, teve uma grande surpresa ,
apareceu um forasteiro
e ela ficou muito encantada,
quis logo ir conhecê-lo,
poderia, finalmente, ter chegado
o fim do seu tormento,
então, não perdeu tempo e foi se apresentar,
"Oi, sou a Insônia, seja bem vindo
a Vila Madrugada, como posso te chamar"
"Oi, prazer, sou o Sono, muito obrigado, nunca tinha ouvido falar neste lugar"
"E como chegastes até aqui
com tanta facilidade?"
"Ah, sou um aventureiro e de muitos sonhos, ja passei por vários lugares,
sempre estou passando de cidade em cidade, mas acabei me perdendo desta vez"
"Entendi, tudo bem, você deve ter muitas histórias pra contar e você já tem onde ficar hospedado?"
"Sim, claro, estou acampando aqui próximo"
Não demorou pra ter uma afinidade entre os dois,
passaram a se encontrar
todos os dias pra conversarem
durante horas
na frente da casa dela que morava sozinha,
foram momento prazerosos,
entretanto, Insônia percebeu
que o Sono estava se afastando aos poucos,
o que causou-lhe uma interna agonia,
não queria perder aquela companhia agradável,
começou a buscar uma alternativa
e encontrou, no seu quarto,
um livro antigo de magia da família,
folheando achou um encantamento muito forte que, mesmo com efeito temporário, seria suficiente,
chamava-se "Distúrbius Mente"
que provocava vários pensamentos
avulsos na mente do atingido
deixando-o confundido e esquecido
de alguns pensamentos recentes
ou fatos inconvenientes,
Ela, portanto, decidiu tentar,
pra sua alegria, deu certo,
ele ficou confuso e agiu como
se nada tivesse acontecido,
era o mesmo do primeiro dia,
a partir de entao,
quando ela percebia que Ele ia se afastando,
aplicava-lhe o encanto
e assim, Insônia obteve paz
pra o seu coração
e nunca mais teve que suportar
a dor da solidão.
A solidão pode ser muito danosa, então, geralmente, não é vista com bons olhos, entretanto, muitas vezes, a sua presença se faz bastante necessária para se evitar alguns transtornos ao incomodar ou por ser incomodado pelos outros, um prisma que pode ser salutar até certo ponto.
Ela, na sua essência solitária, não se atormenta por causa de personalidades autênticas e complexas ou frustradas, não exige explicações, respeita momentos de fraquezas, que muito conforta sem palavras, sendo preciso que não ultrapasse um tempo plausível de permanência.
Já que quando a solidão é apreciada sem exageros, com a devida prudência, é transformada em solitude, ajuda no autoconhecimento, a preservar a lucidez, a paz, o amor por si mesmo, isso não se trata de um viver sempre isolado, mas de valorizar a própria companhia se assim, for necessário.
A solidão enfraquece quando a solitude é fortalecida, tendo a sua companhia verdadeiramente apreciada depois de ser finalmente reconhecida, durante um momento necessário,
distante das críticas e dos julgamentos daqueles que acreditam saber mais da vida do outro do que ele mesmo, cheios de suposições que consideram verdades explícitas e irrefutáveis,
ainda que com as melhores intenções possíveis, graças a Deus, uma ótima oportunidade de se estar bem consigo, zelando pela própria integridade,
buscando por pontos particulares de equilíbrio após determinados desgastes, mentais, emocionais e espirituais que superam o nível do desgaste físico.
Arte rochosa
Cantaria levou consigo
No toque No peito
Da pedra Solidão
O milagre Que pede amor
De São Francisco voltou
Lisboa
Desceu escada
O louco Antonio
Na almaConsigo
Chegou Amor
Ao pé da rampa
Que pede solidão
Mirou ao alto agradeceu profetas
No santuário desceu a rampa de pedra
Subiu a rampa
Seguiu caminho de pedra
Sem olhar parou em frente
Pra trás mirou Insólito milagre
Cumprimentou do caminho
Profetas das pedras.
Subiu escada
Solidão Aristotélica
Armei minha solidão
Pra me defender
Do pecado da existência
Sem suprimentos
Matei-me com um sorriso
Morto pendurado de esperança
Fui acusado de ilusão
Meu Paradoxismo
Era muito radical
No final do meu surto
Ninguém sabia dizer
Se fui bom, ou era mau
Nasci sozinho e morrerei assim.
A solidão não é escolha, mas estado de fato, quando o corpo abandona sua plenitude e a mente se isola em labirintos de dor, estar só se torna destino inevitável. No entanto, essa solidão não me define completamente, é apenas o pano de fundo contra o qual tento colorir minha existência com versos e memórias que ecoam além do vazio.
A POESIA E A SOLIDÃO (B.A.S)
A poesia e a solidão sempre tiveram uma certa afinidade. O momento solitário sempre foi rico para o poeta, o filósofo e o místico.
Schopenhauer costumava dizer que a semana tem seis dias de sofrimento e um dia de tédio. As pessoas se escravizam demais no trabalho e terminam aprisionadas no tédio no último dia.
A nossa sociedade moderna perdeu a unidade, a mística, o olhar mais belo. Nos aprisionamos no capitalismo, liberalismo e outros "ismos". Com isso nos afastamos do utópico para reverenciar o "status quo". Como dizia o filósofo alemão Heidegger, nossa época é caracterizada pelo esquecimento do "ser". Nossas aspirações modernas são o "ter". Possuir cada vez mais e mais. Com isso um vazio existencial se instala em nós, destruindo-nos lentamente.
Precisamos acordar rápido para reavivar o Belo em nós. O homem moderno perdeu a capacidade criativa, gerada de si mesmo, perdeu sua identidade, sua singularidade, e mais, perdeu sua liberdade.
Valorizar a cultura, as artes, a criação espontânea, a religiosidade, a poesia são caminhos viáveis e alegres.
Enfim, as grandes mudanças ocorrem no silêncio, no vazio, na simplicidade. É preciso aquietar-se, mesmo que por um breve instante, e ouvir os versos que a vida nos dia. Dizia Rollo May: "Toda história do homem é um esforço para destruir a própria solidão".
(Bartolomeu Assis Souza, Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, 28/07/2001, Caderno Especial A-07)
Pelo azul das Pequenas Antilhas
entre Granada e Carriacou,
A solidão absoluta de Saline
e as emoções em navegação.
Cientes do que procuramos
pelas correntes por ali vamos,
Muitos têm andado perdidos
em silenciosos jogos insanos.
Queremos viver e deixar viver,
porque tudo o quê pertence
naturalmente virá inadiavelmente.
A tranquilidade se cultiva,
nossos desejos escrevemos
e o quê somos nós dois sabemos.
INCÓGNITA
Eu brado dentro de mim
Onde encontro a solidão
Descolorindo o carmim
Do meu triste coração
A tristeza é o caminho
Que eu trilho sem noção
Traduzindo a incoerência
De minha efêmera razão
Meu sentimento indefeso, confuso
Se esquiva da paixão
Que tenta fazer morada
No meu eu sem compaixão
Após as léguas tiranas
De tristeza e solidão
Aporto minha incerteza
De que sou, o que não fui ontem
Abrandando o coração.
SOLIDÃO:
Na escrivaninha do quarto
Encontro-me com a solidão
Que me aflige e me inspira
A escrever em versos
Tudo, tudo...
Que a razão e a lógica humana nos suprimem
E deixa embalar o ego a suprimir a razão
Como se um nobre a reprimir seus vassalos,
O poeta exibe-se
Na certeza de que seus pensamentos
Percorreram os quadrantes do universo
Qual Morfeu, filho do sono e da noite
A percorrer o planeta num instante a fio.
ESCRITA. A ODE DA VIDA:
A bela arte de escrever.
Recorrente à beleza da solidão,
Vertente de sutil inspiração.
Manifesto de amores e atores,
Quiméricos personagens,
Precursores da paixão.
Quiçá, antagonistas da razão.
Escrever, seja talvez migrar
Ao infindo... Universo prosaico,
Que emana
Da alma do infinito crer,
Que respira a ode.
Que inspira o ser.
Vê-se à escrita, poética ou prosaica
O plasma!
O nume!
Assim diria o bardo
Em seu brado poético.
Não há alfa e nem ômega!
Quando se abre os olhos,
E respira-se a atmosfera,
Dar-se início a vida!
Ao fecha-los sem atmosfera,
Nada se consuma, a vida enfim,
Inicia-se.
Assim, à realidade da escrita,
Nem princípio, nem fim.
SOLIDÃO:
A solidão que vive
É a solidão que morre
A solidão que fica
É a solidão que vai
A solidão que alenta
É a solidão que mata
Solidão...
E faz os nossos sonhos
Viajar no tempo
Buscar nossos mitos
Se perder nos sonhos
Solidão...
E cada vez que teu relógio
Marcar mais um, mais um, mais um...
Ele está te dizendo menos um menos um...
Solidão...
DIVINA TRAGÉDIA:
Eu tenho medo, medo da solidão dessas capitais.
Eu tenho medo, esse medo me faz ser capaz.
Medo, medo, medo.
Eu tenho medo da loucura das maquinas dos homens a malograr
Eu tenho medo sim, medo do progresso, esse ‘Deus” mendaz, capataz
Medo, medo, medo
Eu tenho medo da Brasília pomposa e tudo que há
Eu tenho medo de tudo isso, do porvir, regressar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos sonhos não sonhados, ou que há de sonhar
Eu tenho medo da distopia que não sabe sonhar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo do discurso formal que se faz capital
Tenho medo de tudo que é certo, de certo, se há
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos livros que não se ler
Dos tidos e lidos que se pode ver
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos verdes das “matas”
Do ouro amarelo do seu céu estrelar
Medo, medo, medo
Eu tenho do jardin de infância, seu vestibular
Eu tenho medo porque medo é constância em seu habitar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo pela cor do nagô pelas “moças” que há
Tenho medo dos rios que fenece sufocando o mar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo das chuvas acetas à primavera que virá
Eu tenho medo da morte que mata o pulsar
Medo de seu tenaz preconceito e tudo que está
Medo, medo, medo
Que o medo me faça de resistir incapaz.
Medo, medo, medo.
FERA SEDUTORA
Solidão, essa ferra genial
Faculta-me companhia
Delegando-me nostalgia
Uma inspiração colossal.
Sob o pátrio Juazeiro
Nesta tarde mórbida e fria
Em verso e prosa lhe faria
Juras de amor em segredo.
Ó! Minha magistral parceira
Dama de minha inspiração
No Juazeiro ou na ribeira
Essa pantera me conduz
Caminha comigo ao lado
Em inspiração me seduz.
SINESTESIA
Todos nós somos sozinhos
Na pele e na alma.
Quando adolescente a solidão
Fazia-me sentir-se o mais infeliz dos humanos.
Hoje, sinto essa necessidade de estar sozinho.
A solidão é condição sine qua non do ser humano.
Adultos são tristes e solitários.
Apesar de perigosa e viciante
Nada assustadora.
Remete ao cerne das inspirações.
Sobre o amor a solidão se acalma.
Criança possui fantasia...
Às vezes, preciso encontrar a criança
Que deixei no passado a chorar
Solidão, a fantasia!
Viva a fantasia!
Colossais figuras humanoides
Viajam na imaginação dos amantes.
SOLIDÃO.
Meu coração se fez plumas.
Percorreu os caminhos da razão, solidão.
Eu nunca ansiei afastar-me dessa pantera austera.
Nunca tive medo de me sentir sozinho, porque sempre estive ao lado dos meus demônios e guardiões.
Antagônicamente, a solitude é dor que sara!
Condição sine qua non do ser humano.
Paradoxalmente carente de afetividade
À medida certa
Em um vilarejo, havia uma jovem que sentia uma forte solidão, tamanha tristeza,
Apesar de rodeada de gente e da bela natureza,
Até que, um dia, para sua surpresa,
No seu quarto, um pequeno ser lhe surgiu
Causando-lhe um certo impacto no começo, mas logo conquistou o seu apreço, tinha algo familiar,
Sophia pôde desfrutar da sua nova companhia,
não importava o lugar.
Com o passar do tempo, a cada situação
que a jovem enfrentava,
a criatura ia crescendo, sempre bem alimentada.
Para o transtorno de Sophia, aquele ser havia se
tornado um Grande Monstro
e, curiosamente, sabia falar,
"Oi, Sophia, sou a personificação dos teus medos e da tua falta de gratidão, obrigado por me criar."
Eu sou solidão em busca de companhia.
Carinho em busca de afeto.
Um homem em busca de uma mulher, uma mãe para meus filhos.
Alguém que queira amar, construir, trabalhar, viver em paz longe das loucuras desse mundo. Quero alguém pra dividir a aventura que é viver.
Eu sou a felicidade em busca de um sorriso, o teu.
Sou a escuridão em busca de uma luz, sou o amor em busca da perfeição.
Perfeição que apenas achei em você, que me encantou e me apaixonou.
A perfeição que só você tem em meio há esse expandido mundo.
Um homem apaixonado.
Haredita Angel
24.05.2012-Facebook
T Coronae Borealis
A solidão estará com
os dias contados
quando a explosão
da T Coronae Borealis
for avistada no Céu,
os seus olhos se
cruzarem com os meus,
a lira do Hemisfério
vier para nossas mãos
e o amor sem mistério
virar um cancioneiro
para ser cantado
por cada um onde
quer que se encontre
para que ninguém mais
morra por bombas ou de fome.
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