Texto Antigamente
O que posso dizer?
Antigamente, no nosso mundo, essa frase virava uma canção, esse texto nem seria eu a escrever, as histórias não eram inventadas por mim e a gente nem estaria aqui se despedindo, pois jamais haveria espaço pra você em minha vida...
Mas o encanto, as promessas, tudo se perdeu, e o espelho se quebrou em tantos pedaços quanto o meu coração...
Ouço uma melodia ao fundo e de repente percebo que ela vem do meu violão...
No papel, acordes escritos só por mim e a letra com palavras tão estranhas que agora saem da minha boca...
A capa do álbum agora só traz minha foto e a tiara de quem um dia foi rainha está caída no chão...
Entre meus dedos está a palheta e o microfone em frente aos meus lábios e só depende de mim que as notas quebrem o silêncio...
Então eu repito as mesmas palavras de sempre: "...o que posso dizer?"
Que sinto falta de ter você ao meu lado?
Que sinto medo sem você?
Que teu abraço faz eu me sentir segura?
Eu pareço forte pra quem olha de longe, mas pra isso eu preciso de alguém que segure a minha mão;
Subir num palco sozinha é praticamente impossível;
Acreditar em mim é algo que eu deixo para aqueles que me amam;
E eu preciso estar ali de mãos dadas com alguém que eu confie, pra subir no tablado de cabeça erguida, pra que naquele momento só exista nós e a platéia;
Pra esquecer as críticas e opiniões das pessoas que querem que eu desista, que eu não esteja ali;
Preciso de alguém que reafirme meu sonho e que de sentido a isso, pra que esta não seja mais uma história de alguém egoísta;
No fundo, as pessoas que mais ajudam a todos são as que mais precisam ser ajudadas não são?!
Ter alguém ao meu lado é como ter o ar que eu respiro, é o que me faz viver, é o que mantém meu sonho vivo.
Como controlar a ansiedade de subir num palco sozinha?
Talvez nos dias bons, mas e nos ruins?
E mesmo assim, quem abraçar, com quem comemorar os bons momentos?
Eu não aprendi a viver sozinha, ou melhor nesse tempo todo a única coisa que aprendi é que ninguém vive sozinho;
Como subir no palco, ganhar prêmios sem alguém pra me abraçar, pra comemorar comigo?
E esse alguém nem precisa ser você...
Basta que seja alguém que eu confie...
Alguém pra quem eu seja capaz de entregar a minha vida, pois isso é a minha vida...
Pois sou incompleta longe de um palco, e foi você que me fez perceber isso...
Você me fez estar ali, prestes a subir no tablado de novo, e fez daqueles poucos segundos inesquecíveis...
Você fez com que eu não sentisse medo quando estava sem chão...
Você me segurou nos braços e tuas asas não me deixaram cair...
Agora estou de pé, ainda meio surpresa por ter sobrevivido...
As palavras acabam aqui...
Queria meus sonhos de novo...
Queria sentir de novo a emoção de estar prestes a subir num palco...
Queria poder dizer amanhã que tudo melhorou e que somos felizes...
Não necessariamente juntos...
Apenas felizes...
Antigamente todos eram
prestativo hoje ,é ladrão que se mistura com a população.
É na política,e o civil ,hoje não ajuda só pergunta você viu.
Na época ,de eleição os candidatos se arrumam e esculhamba um ao outro quando é eleito,o povo é surpreso, pois o seu candidato se envolve na corrupção.
Comparados a outros países o Brasil está com ,um pé atrás pois não consegue ser eficaz
O Motivo
Já faz tempo que eu não escrevo como antigamente, esse antigamente q nem faz tanto tempo assim, mas q passou e eu esqueci com o tempo as coisas q me faziam escrever, sobre as coisas da minha vida, da minha alma, do meu coração, mas agora eu resolvi voltar, pra escrever meus motivos.
Eu tinha diversos motivos pra escrever, mas alguns eu realmente não lembro, os bons motivos são fáceis de lembrar, amigos, momentos felizes, histórias da infância, presentes, família e amor, principal motivo. Mas os ruins eu não me lembro, são poucos, eu garanto, e não moram na minha mente, nem no meu coração.
Há um motivo ruim que sempre me fez escrever, pensar e falar, esse eu não tenho como esquecer, vive comigo como uma pessoa, como a minha sombra, me acompanha sempre em todos os lugares, me faz pensar antes de agir e falar, me segura nos momentos de ansiedade e bloqueia gestos e palavras em momentos de felicidade, é um sentimento que me rege sempre, me preparando para o pior, ou pelomenos evitando que eu erre ou sofra, mas muitas vezes esse mesmo sentimento me faz sofrer, exatamente por não me deixar viver, bater a cabeça, errar, fazer besteiras sem pensar, como qualquer ser humano.
Sei desde quando esse sentimento mora aqui e nem faz tanto tempo assim, aprendi a viver com ele, deixei que tomasse conta de mim, guiando meus sentimentos, gestos, palavras e até minhas lágrimas que quando teimam em cair pelo meu rosto me levam para um quarto escuro e solitário, onde acontece a maior briga entre minha razão e meu coração, quando um já não compreende a existência do outro, assim esse motivo ruim que me faz escrever hoje vai levando minha vida pra um caminho diferente de tudo que um dia eu sonhei ser e ter. E eu não deveria dar tanto valor pra algo que não me faz tão bem assim, escrevendo linhas e mais linhas sobre ele, sobre o que é e o que faz comigo, mas foi a forma que encontrei de contar sobre algo que surge em minha mente todos os dias que acordo, permanece comigo e a noite dorme ao meu lado.
E todo esse tempo, anos e anos, tentando entender os motivos dos meus caminhos, eu só aprendi a ter Medo, assim mesmo, com letra maiuscula, como um nome próprio, de gente, simplesmente pq é isso que ele é hoje, esse Medo é alguem que dorme, acorda e vive comigo todos os dias, sem nem ter pedido licença pra entrar na minha vida, tomou conta e me submete a obedecê-lo sempre, em qualquer que seja o momento.
Não tenho vergonha de falar que tenho Medo, faço calculos para não errar, se algo me faz sentir incapaz ou perceber que não convem, esse mesmo Medo me faz parar, desistir, não tentar, melhor assim sem tentativas, sem sofrimentos.
Dentro de todo esse Medo há aquele motivo que fez isso nascer em mim, há um momento que funcionou como o estopin para que isso fosse criado, há uma história, uma lembrança que foi alimentada e assim cheguei aqui, e precisei mudar pra usar esse Medo a meu favor, tornei-me fria, menos sorridente, mais cautelosa, um pouco depremida, um tanto quanto distante do mundo que me cercava, hoje eu busco um lugar só meu pra viver e desabafar esse meu Medo entre quatro paredes de um quarto ou um céu enluarado que escuta minhas confissões sem julgar nem questionar.
Esse motivo é o oposto do Medo, o contrário de tudo que possa torna-se ruim, o amor fez nascer esse Medo, amor de uma vida sem conciência, vivida plenamente sem medos, sem invasões, um amor que nasceu pra felicidade e morreu para a magoa, tudo em um só coração, com o tempo e a distância que tomei das coisas o Medo foi encontrando o seu lugar, a cada lágrima que caia, um espaço abria e assim o Medo entrava, saia um pouquinho de amor e entrava um pouquinho de Medo. Passaram-se os anos e o que deveria ser uma fase, tornou-se permanente.
Mora em mim esse Medo, não há como deleta-lo, pois as lembranças existem e fariam o Medo voltar toda vez que uma lágrima insistisse em escorrer pelo meu rosto, mas como tudo que fazemos e plantamos nessa vida, com o tempo as coisas amenizam e tornam-se comuns, o cotidiano e o comodismo caminham juntos e novas lembranças são criadas todos os dias, preparar o coração é simples, dificil é convencer a razão de que tudo muda todos os dias, que renascemos a cada 24horas com uma nova oportunidade pra vencer esse Medo.
Tenho o Medo da vida, de viver e sofrer, por isso prefiro evitar alterações, permaneço no presente, lembrando do passado e esperando o futuro...
Suas rosas nunca mudaram e elas não me encantam e convensem como antigamente. Seu amor por outrém é tão grande que se limita ao espelho e talvés meus planos estejam além disso. Talvés um dia eu ame seus excessos,
porém receio que seja tarde para um recomeço. Infelismente, hoje eu quero certeza, segurança, amor, vida, amizades e raízes. E quando se trata da minha vida e do meu futuro, o pouco é muito pouco. Hipocresia seria dizer que amo o jeito que lida com os caminhos diversos que a vida te proporciona, seria dizer que estou disposta a tentar. Estou me soltando aos poucos de uma prisão que não quero ficar.
"ANTIGAMENTE" os relacionamentos duravam muitos anos e não 2, 3, 4 meses como agora.
A conversa tinha palavras e não emoticons, gostar era dar um abraço e não dar um jóinha ou um curtir na foto do perfil.
Conhecer melhor era sair juntos, e não pelo whats ou pela webcam.
Relacionamento sério era quando se apresentava ao pai e a família e não se apresentando ao mundo virtual, trocando o status.
Declaração de amor era fazer uma surpresa romântica, mandar flores, tudo ao vivo, não fazer um vídeo com fotos selecionadas aleatoriamente por um app..
Nada contra fazer "tudo isso" do novo, desde que não deixem de fazer "nada daquilo do velho".
Será que o AMOR esfriou?
Não, quem esfriou foram as "pessoas"
O presente do futuro
Antigamente, eu tinha inúmeras destrezas
Que eram sempre muito certeiras
A menos quando pra te conquistar
Antigamente, minha vida era do seu lado
Guardava sempre o seu abraço
Pra cobrir a falta de não te ter por um dia
Atualmente, não imploro coisa alguma
O amor vem sempre de forma pura
Como se curasse a dor que ele já me causou
Atualmente, não revivo meu passado
Pois quem dorme ao meu lado
Alimenta uma alma um dia sem vida
Futuramente, meu passado vai ser o agora
E se eu recordar minha memória
Só vou me lembrar do que me fez feliz
Futuramente, teremos uma vida inteira
Que foi cuidadosamente planejada
Nos sonhos acordados quando olho pra ela
Nos seus olhos, eu enxergo a mim mesmo
E se não fosse tão intenso e verdadeiro
Meu coração não bateria por ela
Menino Homem
É, eu aqui de novo, em um lugar que eu costumava vir antigamente
Para passear, para brincar e me divertir
Jogar uma bola (um futebol), andar de bike e até namorar
E agora, para olhar, admirar a natureza e as pessoas à volta,
Para fazer um soneto.
Com fones nos ouvidos, ouvindo agora Jorge Vercillo
Noutras horas/músicas, diversos dos mais variados artistas/estilos nusicais
E assim, o tempo passa nesses poemas sonetos,
Que mais são um estilo também de se fazer diário de bordo em terra firme
Horas, nem tão firmes assim...
Agora toca Menina Mulher de Edson Cerqueira Felix
Um dia na composição é como um ano e para Deus, mil
Um poeta, tem muito disso, de santidade quando se trata de lírico
Em sua composição, poeta por ela, o que acaba por ser puro, leva à algo muito... maior
(Edson Cerqueira Felix)
Antigamente eu tinha medo das balas, das pessoas, dos sonhos, da própria sombra, dos sentimentos e principalmente das palavras, mas porque as palavras? O que há de errado nelas? Pois bem, as palavras têm uma força tão grande e monstruosa, capaz de construir e destruir ao mesmo tempo e normalmente segue essa ordem, as palavras te constroem por inteiro, as vezes até com mais brilho, e te destroem na pior intensidade, destruindo qualquer luz existente, é como um buraco negro, suga toda a luz que há ao seu redor, tornando seu interior vazio e solitário.
Antigamente tudo era estranho, um simples cumprimento, um abraço, um beijo e principalmente uma despedida, dizer "adeus" era muito estranho pra mim, as despedidas tem significados indeterminado as vezes, você pode perceber que algumas são carregadas cheias de esperanças, outras cheios de memórias.
Antigamente eu não sentia dor, um simples ralado as vezes era necessário, cair no chão após brincar de pique-esconde e em seguida levantar-se e continuar a brincar, ou chutar o chão no asfalto quando estava jogando bola, mas era necessário, pois com esses ralados você aprende a controlar a dor física e que logo irá voltar como antes, intacto e curado, mas antigamente eu nunca senti a dor psicológica e emocional, a inocência era uma barreira contra dores, funcionava como um sedativo, você não sente nada e fica inconsciente por um longo tempo, mas tinha consciência que um dia aquele efeito iria passar.
Antigamente o amor era um sinônimo de todas as qualidades existentes, eu não o conhecia bem, minha inocência me mantia em estado de coma, mas era visível que aquele estado emocional funcionava como um combustível de um automóvel, fazendo com que o automóvel siga em frente, e claro, como todo automóvel havia revisões e consertos, do mesmo jeito do amor, as pessoas aprendiam com os próprios erros e procuravam a não errar novamente, porém as coisas mudaram, o amor se tornou um gás tóxico capaz de destruir almas, e poucas pessoas eram imunes a esse gás, quem sabia realmente o que era amor, não temia ao impacto e se mantiam em pé.
Hoje em dia eu entendo o mundo, e nem por isso eu sigo os entendimentos propostos, desde antigamente eu entendia o real significado de escolhas, quando eu brincava de polícia e ladrão eu sabia qual era o certo e o errado, e vi que a vida é movida de escolhas, você pode simplesmente usar as palavras para construir e continuar a moldar, e que o amor pode se tornar um sedativo capaz de repelir qualquer dor que venha sofrer, basta apenas escolher amar e viver as coisas boas, as escolhas fazem de você o que você é.
INQUIETAÇÃO
Oxalá vivesse o homem,
Tranquilamente,
Como se vivia antigamente
Aqui por essas terras!
Oxalá a vida fosse mais tranquila,
E o mundo aceitasse
Que o homem, por fim, parasse
Com essa efervescência irracional!
Não sei por que o ser humano
Com nada deste mundo
Se contenta e, a cada dia, inventa
Um novo método de se viver!
É nesse triste vai-e-vem,
Que, todos os dias, eu sou refém
Dos novos métodos que ele criou!
Oxalá não mais houvesse
Esse desenvolvimento desenfreado,
Movido a máquinas sem freio
De mão!
Oxalá fosse mais inteligente
[O HOMEM]
E só fizesse máquina
Que não minasse
A sua própria felicidade!...
Oxalá!...
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
O que a vida me reserva?
Antigamente a vida era mais fácil, pois bastava acreditar em soluções divinas para que as coisas realmente acontecessem. Quando ainda era jovem, a vida não apresentava tanto obstáculo, tanta dificuldade, como a vida atual.
Com a mudança de vida de mero jovem, para um senhor casado, pai de filhos e netos, aquele frescor de outrora se resumiu em contas a pagar, boletos, escola, aluguel de casa, problemas familiar, saúde, medo, solidão ou insegurança do amanhã.
Sartre em seu tratado do existencialismo aponta claramente que o homem é responsável pelos seus atos, por sua existência. E nesse ponto, pela Filosofia Existencialista podemos atenuar essa suposta tristeza que nos traz a vida adulta. Ora todos nós temos problemas, todos nós temos famílias e com elas seus dilemas, porque eu iria desejar ser exclusivo e isento desses dissabores?
Vieram à minha cabeça vários questionamentos como: o que esperar da vida? O que desejo da vida? As soluções da existência de tais obstáculos e dificuldades cairão do céu? Ou será que eu mesmo é que terei que buscá-las?
Essas divagações me fizeram perceber que eu cresci mais um pouco como homem, um ser em desenvolvimento. Aí me dei conta de que a vida é repleta de frustrações, mas cabe a mim usá-las como experiência e tratar de acrescentar sabedoria aos erros, aos medos, aos anseios e as decepções.
Assim nada que me ocorrer será meio para me parar ou destruir, mas tornar-se-á uma escada em busca da sabedoria, do conhecimento de Deus, para que eu possa ser um homem mais completo.
Eu espero da vida mais oportunidade de crescimento de maneira global, total e que tenha sim muitos momentos felizes e eu tenho consciência que para tê-los eu terei que fazê-los.
Antigamente pregador de camisa suada era sinônimo de alguém que não suportava
um culto normal, pois dava o melhor de si para ver o povo se derramar.
Atualmente nem isso mais adianta, não que os pregadores estão crus é que seus
ouvintes já não sabem se estão no shopping ou na sala assistindo TV.
Muitas mulheres de hoje em dia não sabem o seu valor, antigamente a beleza estava em um olhar, em um penteado lindo, em um rosto formoso, em um sorriso discreto, em um vestido ou traje comportado.
Hoje em dia muitas acreditam que a "beleza" de uma mulher está no seu corpo, expondo o mesmo, praticamente escrito "Estou a Venda"...
Nada se é mais como antes, esse mundo está notavelmente em ruínas. A tendência é piorar.
Nao generalizo, pois tem mulheres que preservam essa essência de tempos atrás, e sabe o seu verdadeiro valor.
Sou mineira de “antigamente”.
Como boa mineira não perco o trem. Nem o tempo. O tempo, porém, me faz perder algumas coisas. Às vezes perco a razão, que logo encontro. Curtir o frio do inverno ao lado de um fogão a lenha, comida em panelas de ferro, ou no tacho mexido com colher de madeira, água esquentando e me aquecendo com o calor que sobe, aroma do café feito na hora, a cozinha puro aconchego, iluminada apenas pela luz da lamparina … Ah! Só na lembrança. São coisas perdidas no tempo. O tempo não permite que eu as encontre mais.
sou esboçadamente borrada
sou imperfeitamente dotada
sou antigamente invejada
sou livremente aprisionada
sou terrivelmente intolerada
sou extremamente implorada
sou devidamente amada
sou pacificamente guerreada
sou loucamente desvairada
sou totalmente apedrejada
sou infinitamente desagradada
sou caoticamente cansada
sou estupidamente enjoada
sou maravilhosamente encantada
sou cinicamente cobrada
sou drasticamente cortada
sou alegremente formada
sou infelizmente errada
sou sensivelmente poupada
sou literalmente podada
sou eternamente aliviada
sou incessantemente tentada
sou incrivelmente ajuizada
sou lamentavelmente mal tratada
sou crucialmente acusada
sou claramente iluminada
sou o que sou
sou o que Deus permitir
não posso fazer nada
além do amor sentir
da fé possuir
de felicidade sorrir
deixar a vida fluir!!!
URANDI-PIONEIRO EM EDUCAÇÃO
Estudar antigamente
era uma dificuldade;
não tinha ensino público
e professor era raridade.
Quem tinha condição
contratava professor
pra ensinar dentro de casa
e ainda pagava baixo valor.
A mulher urandiense
foi vítima do machismo.
Escola era só pra homem;
mulher aprendia catecismo.
Quando surgiu escola pública,
a mulher teve inclusão;
estudando na mesma escola,
mas mantinha a separação.
Quando criaram o Ginásio
foi uma grande revolução.
Urandi foi pioneiro
nesse nível de educação.
Era escola particular,
continuava elitista.
Pouca gente estudava,
mas era uma conquista.
A cantina de D. Edith e Anita
vale muito a pena lembrar,
mas D. Odília, Edson e Edi
também não pode apagar.
O acesso à educação básica
foi no fim do século passado.
Agora todo mundo estuda,
só basta estar interessado.
Urandi tem filho famoso,
tem muito filho graduado.
São frutos que colhemos
com nosso ensino ofertado.
Uma reflexão..
O que antigamente sentíamos um pelo outro. Era bom...
Hoje conversamos, e só dá briga.. O prazer tá nas brigas.. Não existe paz, somente discussão.. Tudo tão errado, tudo não pode ser nada.. E esse negócio de briga, discutir.. Só afunda mas e mas, e faz com que ficamos se sentindo pior e pior.. Sentimentos que vão e nunca mas irão volta.. Palavras que de tanta sinceridade se transformam em bla bla bla..
Complicado não poder falar e não poder escutar.. Mas difícil ainda de estar longe de quem de perto queria estar!
Fantasias de crianças !?
Crianças de antigamente,
Sem pesadelos,
Machucavam os tornozelos e seguiam em frente.
Mundo festeiro!
Pipas voando pelo céu,
Desbicando rumo abaixo na intenção de fazer belas acrobacias no ar e fazendo sorrir o luar.
Antes eram obras de gravetos de bambus recheados de papeis ou jornais.
Na rabiola,
Sacolas fatiadas com tesouras perigosas.
Depois de um bom tempo ,
Lascas de madeiras degradadas sem a força da luz.
Com um pedacinho de pau,
O pneu velho rolava e não sabia onde ia parar.
Mundinho bom!
Cruel é o horizonte que nos espera.
Vasto é ele e nossas escolhas também.
O que podemos esperar do ilusório futuro?
Fantasiar ?
Eu posso dizer...
Fantasiei um mundo inocente.
Tripliquei meus sonhos porque eu era carente.
Tive um pequeno rasgo na face em outrora,
Nem cito porque ja eliminei de minha memória.
Deixei de sonhar,
Viver o hoje é meu dever,
Se o ontem me tirou as alegorias coloridas que eu desejei.
Vivo o presente nu e cru,
Pois de fantasias,
O mundo ja está cheio....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Brincadeira de Amarelinha
Antigamente havia uma brincadeira mais voltada para meninas, era conhecida como Amarelinha. Era se desenhado quadrados no chão, de um a dez e tinha o ultimo que colocavam alguns nomes nele, cada região era um nome.
Sobre a brincadeira todos sabem, mas o que ela nos proporciona de bom, quase ninguém nunca parou para refletir.
Na brincadeira, a pessoa vai pulando com uma perna só, e o numero qe esta marcado, ela não pode pisar. Mas antes disso ela joga o objeto que marca o numero atrás do numero um, e não pode pisar na linha nem invadir o quadrado.
Se ela errar o numero que é o marcado para ela, ela passa a vez, e tenta novamente acertar o objeto naquele numero.
Assim é a nossa vida.
Para aqueles que amavam brincar , sabem a dificuldade que é ir até o final do jogo, poucos conseguem. Mas aqueles que conseguem eles erram varias vezes, desequilibram, voltam a vez, ou a passam, mas com persistência vence.
Muitas vezes nós queremos pular mais de um quadrado em nossa vida, queremos chegar na vitória logo, mas sem sofrimento não há vitória.
Achamos que tudo tem que ser fácil, tudo em nossa mão, mas quantas vezes temos que pular com uma perna só, temos que nos virar da maneira que dá, mas se quisermos vencer, mesmo errando, temos que persistir até conseguir. Devemos traçar metas em nossa vida para que possamos atingi-la.
Não devemos abaixar a cabeça por nada, muitas vezes que esta do nosso lado, pode nos zoar, tirar sarro igual acontece na brincadeira, mas não é quem ta num numero maior que vence. Muitas vezes aquele que quase nunca acerta, começa a engrenar e ultrapassa a todos sem errar.
Não devemos menosprezar quem achamos que não tem capacidade. A inteligência esta dentro de nós, somente basta a cada um fazer com que ela desperte.
A dificuldade sempre irá aparecer, mas lembre-se : Só venceu, aquele que tentou!
Do diário trancado à timeline escancarada
Antigamente, tínhamos um diário.
Capa florida, cadeado minúsculo, segredo guardado a sete chaves — e uma raiva danada se alguém ousasse ler.
Era ali que a gente chorava amores, reclamava da escola, escrevia o nome do crush mil vezes, sonhava com o futuro e desabafava tudo o que a boca não tinha coragem de dizer em voz alta.
Era íntimo. Era nosso.
Hoje?
O diário virou feed. O cadeado virou senha de Wi-Fi. O que antes era segredo virou post programado com filtro.
E o que antes nos irritava — alguém lendo — agora nos desespera quando ninguém lê.
Vivemos uma era onde a exposição virou afeto.
A curtida virou abraço. O compartilhamento virou aceitação.
E a ausência de reação virou rejeição.
Mas será que estamos realmente sendo vistos… ou só sendo exibidos?
As dores de antes eram sussurradas entre folhas. As de hoje são gritadas em posts. Mas será que alguém escuta?
Será que alguém realmente para para sentir o que há por trás de uma legenda melancólica ou de um “bom dia” automático com filtro de pôr do sol?
Talvez o problema não seja o quanto mostramos, mas o quanto estamos carentes de conexão real.
Falta olho no olho. Falta tempo. Falta silêncio. Falta abraço sem precisar postar.
O velho diário guardava sentimentos.
A nova timeline cobra aplausos.
No fundo, seguimos os mesmos: querendo ser ouvidos, vistos, compreendidos.
Só mudamos o palco.
Mas o coração… continua querendo o mesmo: verdade.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Antigamente, muitas coisas aconteciam e ninguém ficava sabendo. Hoje, vivemos em uma sociedade hiperconectada digitalmente, onde é raro alguém de fato conhecer o outro — mas há uma ilusão gigantesca de que ver posts, stories e feeds é o mesmo que saber quem a pessoa é.
Com isso, recebemos laudos genéricos sobre tudo, formamos opiniões com base em fake news e, dia após dia, perdemos a oportunidade de viver uma vida real — uma vida onde tudo está sujeito a mudanças, dores e amadurecimento.
A dor faz parte do crescimento. É nela que, muitas vezes, as pessoas descobrem do que são feitas, e onde realmente podem aprender a amar.
Enfim, meus sentimentos.
