Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Preciso de alguém para carregar me em seus braços, gritar socorro por mim, amenizar minhas dores e enxugar minhas lágrimas sem usa las contra mim...
Aquele pequeno sobro
Que ponderou - se em mim,
Era o sentimento,
Que lástima a vida tinha roubado
Reviveu!
Enxergar com vistas de temperança
É caminhar sem medo de amar
Apreciar sem medo de criticar
Sonhar sem medo de morrer
O sobro vinha da terra que um dia
Me sufocava com ar de desespero.
Te agradeço terra.
Pois renasci,
Do buraco que me enviei um dia.
Amo tudo que é teu
Porque tudo de mim
Amara sempre tudo em ti
Nas tuas imperfeições
Já talvez tão perfeitas
ESPELHO
Vivia num mundo trocado
Tudo bem do avesso
O que falavam.
Em mim, não
Encontrava
Virei o mundo para mim
Tudo no mesmo avesso
O que sempre falei
Nos outros só
Encontrei
Quando em mim
Já estava
A força de uma grande imaginação pra mim não é o suficiente, quantos mas distante ficamos o meu corpo fica mas carente...
Estou eu aqui, deitada, com ódio de mim mesma por gostar tanto de você, fazendo mil planos pra quando você me procurar, dizer que não te quero mais, treinando cenas de novela mexicana, choros, desculpas e aí, pá! Vejo uma foto sua sorrindo e sorrio igual idiota, lembrando de todos os motivos possíveis que justificam sua presença em minha vida. Fim. Acabou a novela mexicana. Cenas dos próximos capítulos... Rsrs...
"Eu sou louca meu bem,sou possesiva,ciumenta... Se eu pudesse trancafiaria você só para mim e não sei como ainda insiste em me procurar."
"Tantas orações,tantos sacrifícios,eu passei por cima de mim para te amar,e agora nada mais faz sentido,e tudo que pedi está sendo destruído pelo destino,ele faz com que eu me decepcione mais e sofra mais,e nada que faço por você se concretiza,meu coração cansado,e meus olhos não aguentam mais lamentar,então que seja,eu quero me destruir,porém não quero ver você com ela,eu prefiro estar morta,eu não aguentaria tanto."
FRAGAS NA SERRA
A ecos de frias fragas em mim em delírios
Mar martírio do que sou, serei ou talvez não
A escuridão cerca-me a alma constantemente
No caminho que traço, preciso tanto de luz
De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo
Castiga-me, como um fantasma assombrado
Que já foi, morri num espectro sem orgulho
Cadáver frio moribundo do próprio destino
No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel
Que flutua no meu palato, perturbando o sabor
De ti no esquecimento que me cerca a morte
Não almejo tal destino mas aceito por me ser
Imposto na lama de argila em foi feito o meu
Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal
Delírios nos ecos das fragas na serra de neve
Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.
Sinto fogos de artifícios quando você encosta a sua mão em mim. Preciso te beijar demais. Quero te ensinar como é que você deve me tocar. Coloca a sua mão aqui que eu te ensino. Mas vem devagarinho, sem pressa pra acabar. Você me faz sentir sensações que me faz querer gritar. Sinto que algo vai sair de dentro de mim, você consegue sentir? Então, vamos mais fundo. Do jeito que você gosta. Não me olha com essa cara de quem está perdida que eu te mostro o caminho. Sinto uma explosão de fogos de artifícios e seguro a sua mão com força. Não preciso te ensinar mais nada. Agora vamos com calma.
Rasguei todos os pedacinhos de mim.
Escritos no tempo plantados em momentos.
Onde desejei tantas vezes o teu olhar, a tua boca!
Quando em mim se fez verão e todos os meus sonhos se desfizeram ao primeiro raio sol de manhã qualquer. Você chegou e me chamou a vida, como quem chama a existência aquilo que já não mais existia.
O meu pulsar a mim já não me basta,
Quero sentir sua pulsação em mim...
Os castelos de areia que construí a duras penas, necessito desfrutar de cada um juntinho a você.
Garçom, fecha a conta, por favor!
Já deu pra mim, já estou satisfeita de tragédias no mundo e de desilusões amorosas.
Estou cheia da hipocrisia e das falsas promessas ditas neste ano, acho que pra mim já deu!
Fecha a conta, garçom.
E se eu tiver que pagar, mesmo insatisfeita, eu pago o preço, afinal, tudo tem um preço, não é?
Na próxima visita, espero analisar direito o cardápio e escolher melhor. Não reclamar de barriga cheia e só pegar o que eu for capaz de carregar (esse é o certo). Na verdade sempre queremos tudo, e isso nunca é bom (nada em excesso é bom).
Talvez mudar de bar seja bom, procurar outros ventos e enxergar tudo diferente pode ser uma ótima escolha.
Mas como saber sem tentar?
Garçom, encerra por hoje, talvez eu tente outros bares por aí.
Laços insanos
Estes que me prendem aqui
Passam-se os anos
E, se quer em mim encontro.
A coragem necessária ou mesmo forças
Para algo que há muito já deveria ter feito
Se não fossem esses laços insanos...
Esse temor estranho que me corroe as vísceras
E o coração
A cada dia, um pouco de minha alma se esvai.
Mas por questões intrínsecas
Além das forças de minhas mãos
Inda, se o ouve bater no peito.
Fazendo correr o sangue
Em uma carcaça já quase sem alma
Ah! Se não fossem esses laços insanos...
Que nos prendem e nos sufocam
Colocando-nos entre a saudade e a solidão
Entre o amor e o ódio
Entre o certo e o errado
Mas o que seria mais errado?
O que fazem a ti, ou o que tu fazes a ti mesmo?
Laços eternos, laços insanos...
Não importa onde se está
Não importa a voz da razão
Tudo irá soar insanamente
Todos irão dizer que foi loucura
Más quem são os verdadeiros loucos?
Aqueles que se libertam
Ou aqueles que “vivem” acorrentados a crenças infundadas
Presos pelos seus laços insanos...
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