Tempo e Distância
O que separa as pessoas não é o tempo ou a distância,
mas o quão longe estão do seu coração.
Cika Parolin
Estávamos sempre juntos (ela era o meu lado bom)... a carreira, a distância, o tempo e, principalmente, o casamento nos afastou (toda banda tem a sua Yoko Ono), mas você continua sendo a melhor lembrança da minha juventude!
Se formos preocupar com o tempo, distância e os riscos para alcançar um objetivo, nunca chegaremos a lugar nenhum.
A questão é a distância: ou dá tempo para esquecer uma pessoa ou faz você perceber o quanto precisa dela.
Distância
Disperso da inconstância
solúvel tempo consumidor
tenho instante
amplitude de navegar
ânsia em conduzir
idas além o escasso mundo.
O tempo é a força externa que separa a gente, a distância é o castigo que a vida me deu para evitar que eu a toque, e os constantes obstáculos que diariamente tenho que superar é a maneira que o destino avalia se mereço ou nao ter ela, e a angustia da espera em saber se a terei no fim as vezes quase me mata, Então é nessa hora que eu dou um belo sorriso e digo , vida e destino estou decepcionado com a falta de visão, pois entendam, basta um oi vindo dela que tudo recomeça, minha fé se renova e crio forças para continuar.
Minha saudade terá a mesma distância do tempo que te amo, impossível medir a dimensão desse sentimento que tenho por você, o tempo não permite equacionar sobre ele mesmo...
Amigo é aquele que mesmo a distancia se faz presente.
Em tempos de escuridão, se faz luz.
Em tempos de guerra se torna nossa paz.
"É fácil lutar contra a falta de tempo, contra a distância ou contra a falta de recursos. Difícil é mudar as convicções das pessoas."
"Entre o Tempo e a Distância"
Eles se conheceram numa tarde fria de outono, quando o acaso parecia conspirar a favor de um encontro que mudaria tudo. Sofia, com sua alma livre e olhar sonhador, cruzou o caminho de Miguel, um homem silencioso, com um mundo guardado no peito, daqueles que carregam histórias nas entrelinhas do silêncio.
Desde o primeiro olhar, souberam que havia algo ali — uma ligação invisível, intensa, como se tivessem se encontrado antes, em algum lugar além do tempo. Não demorou para que as conversas virassem noites, os passeios virassem memórias e os abraços se tornassem abrigo. Não precisavam de promessas; o sentimento era evidente em cada gesto, em cada palavra não dita.
Mas a vida, com sua maneira implacável de provar a força das coisas, colocou um obstáculo intransponível entre eles: Miguel carregava uma responsabilidade que não podia abandonar, uma família que dependia dele, raízes que o prendiam a uma cidade que Sofia não poderia chamar de lar. Já ela, era feita de movimento, de sonhos que a levavam para longe, de uma carreira que a fazia mudar de país a cada ano.
Por muito tempo, tentaram acreditar que o amor seria suficiente para segurá-los, que resistiria à distância, ao tempo e às ausências. E, de fato, resistiu — mas não como eles queriam. O sentimento cresceu, ficou mais maduro, mais silencioso, mas também mais dolorido.
Em uma despedida que nenhum dos dois queria dar, sentados em um banco à beira do rio onde costumavam caminhar, eles se olharam pela última vez como quem segura o mundo nas mãos, mas sabe que não pode carregá-lo para sempre.
— “A gente se ama, mas não basta, não é?” — perguntou Sofia, com a voz trêmula.
Miguel segurou a mão dela, apertou forte e respondeu:
— “Às vezes o amor não é pra ser vivido, é só pra ser sentido... e lembrado.”
E assim foi. Eles seguiram caminhos diferentes, construíram vidas em que o amor entre eles não coube, mas também nunca morreu. Era aquele tipo de amor que ninguém mais entendia, silencioso, eterno, escondido entre as dobras do tempo e da memória.
Sempre que olhavam para o céu em noites frias, pensavam um no outro, sabendo que, apesar de estarem longe, haviam encontrado, ao menos uma vez, aquilo que muitos passam a vida toda procurando: um amor verdadeiro, ainda que impossível.
Quando é verdadeiro e envolve sentimentos, o tempo não apaga, a distância não destrói, o vento não leva, e permanecerá sempre inabalável.
Não importa o tempo nem a distância, quando há interesse mútuo e verdade nas intenções, uma amizade nunca morre.
O afeto é um sentimento involuntário e sem explicação, trás graça e sem dúvidas é umas das melhores sensações que alguém pode experienciar na vida.
