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Eu prefiro II ficar a ter que
fugir II e depois voltar
pra II você quando notar que
longe II é algo que
de ti II eu nunca quero estar.
Exemplos são como um canivete suíço trancado em uma caixa transparente, mas que a maioria das pessoas só procuram enxergar pelo buraco da fechadura.
O gosto do teu beijo ficou nos meus lábios e eu nem tinha te beijado. Foi nossa alma que se atraiu, desde que tu sorriu pra mim.
Vê você pela primeira vez tocou meu coração, sentir algo tão forte que não tem explicação.
Pelo bater do meu coração áh tudo isso si indica, posso até falar que foi amor a primeira vista.
a primeira impressão é marcante, a segunda duvidosa, as seguintes ou são mentirosas, ou verdadeiras.
O olhar de quem sabe enxergar é poético, porque traz beleza ao que é simples e ao que parece sofrido
Nosso modo de ver é a tessitura do “eu” que dá vida a cada ser. Somos essência em vida, somos poesia em versos e nossos olhares são uma das várias distâncias entre a nossa essência e a dos outros!
Aceite o ponto de vista do outro. Talvez você esteja observando a situação por um anglo diferente. No final ambos podem está corretos.
Ponto de vista.
Como você vê o mundo?
Nem tudo é o que apresenta ser e pode mudar de acordo com o ponto de vista. Tem coisa que a uma certa distância nos da uma visão diferente daquela que estamos vivenciando.
"Enxergar a vida por outros ângulos é importante, afinal, as vezes é tudo uma questão de ponto de vista."
Élcio José Martins
AMOR À PRIMEIRA VISTA
Chegou sem dizer nada,
Não podia ser porta errada.
De mansinho conquistou,
Um coração flechou.
Duas almas de juntaram,
Dois corações se apaixonaram.
Abraços e beijos trocados,
Eternos namorados.
Das duas, uma só alma,
Sem estresse, tudo se acalma.
Dos dois, um só coração,
Sem regra, sem razão,
Só o pulsar da emoção.
É suor de malhação,
É o esfregar da dança de salão.
É o roçar de mão,
É o beijo de supetão.
E ainda mais se amaram...
Embebedaram-se do mel,
Com volúpia gargamel,
De êxtase subiram ao céu,
Pernas e braços, o escarcéu.
Com o amor e o desejo se casaram,
E desse amor louco se encontraram.
E ainda mais se amaram,
Dos desejos soltos novamente se embriagaram.
E ainda mais se amaram...
Cúmplice cama dos pecados,
Cálidos beijos molhados,
Lençóis esparramados,
Vertigem de lustres dourados.
No chão, na lareira, na esteira,
No bico da mamadeira.
Suor, corpos molhados insaciados,
Sussurros de versos inacabados.
E ainda mais se amaram...
Élcio José Martins
O Belo ponto de vista a poesia
O Belo está no natural, está no fazer o novo
O Belo ponto de vista começa com letras, palavras e terminar com poesias
Eu entendi. Não era por eu ser diferente, é por que eu sou inexata, sempre fui, e acho que sempre serei. É porque esperar de mim doses de mim é esperar em vão, é que eu moro nas rebeldias mas não falo aquelas línguas, é que a minha pureza é subversiva e eu gosto de protestos em vão, é que ainda que soe contraditório eu não uso batom e saltos e roupas provocantes porque gosto de ser vista, e me interesso pelos defeitos dos outros mais do que pelas qualidades, é que a minha humanidade é tola e eu nunca realmente acreditei num Deus, e onde há espera eu sempre fui inesperada, e amor nenhum nunca me roubou de mim. Eu sou inexata porque construí cercados para os meus cercados e me entreguei a homens sem nunca realmente me entregar, porque sempre questionei altruísmos e acreditei em egoísmos, porque imperfeições me comovem e tudo que passa do ponto me atrai. Eu sou inexata porque os orgasmos duram pouco e sempre me senti a passageira de um trem fora dos trilhos, é que há entre a minha garganta seca e a minha unha encravada algum poema barroco de Gregório de Matos que ironiza nossos mais relevantes aspectos sociais. Eu sou inexata porque a minha veracidade é torta.
Todos os dias, convide a sua melhor versão para sair, vista-se do melhor motivo que lhe faça sorrir. Assente- se, tome um café tão quente, quanto o desejo de vencer. Alimente-se de todo o pão da esperança que puder, e não esqueça de levar ainda, alguns pedaços no bolso, pois, quem sabe, você precisará alimentar mais alguém durante a sua caminhada. O dia é longo ."
Tudo é tão certo quanto...
Na verdade, nada é tão certo.
Certezas são pontos de vista.
Diferentes para cada pessoa.
O certo para um é a incerteza para outro.
Certezas são individuais
O ponto de vista e a pluralidade dos seres
Às vezes, o ruim é apenas questão de ponto de vista, pois o ângulo para o qual olhamos pode ocultar o que não queremos ver... Temos que compreender que nada é total, as situações não são todas por completo, mas são vários detalhes de um todo...
As alegrias são incompletas porque são estampas coloridas que obscurecem os espaços preto e branco que, no momento da felicidade, parecem não existir, mas existem... Nós é que tapamos os olhos para não enxergá-los e manchar de pontos negros as nossas alegrias...
As tristezas são focos que não nos deixam ver as estampas coloridas das alegrias que, por mais que brilhem, não são enxergadas quando o nosso olhar insiste em permanecer em detalhes tristes que parecem ser o único foco no qual o nosso olhar deve pousar...
O ponto de vista é o olhar sobre um ponto... Nenhum ponto existe sem outros pontos, o que muda é o nosso foco, é o lugar para o qual resolvemos olhar que nos toca de maneira positiva ou não...
Por isso que o olhar de quem sabe enxergar é poético porque traz beleza ao que é simples e ao que parece sofrido... Os olhos são a janela dos sonhos ou da desilusão, são eles que veem as realidades que querem ver e não as que realmente existem... Cada ser tem em si uma essência própria, baseada em suas experiências, que o faz olhar para a vida com seus próprios óculos.
O ponto de vista dos olhares é a maior caixa de surpresa que existe dentro de um ser humano, ele muda... Muda em um segundo, em um minuto e em anos, mas a essência do ponto de vista e do que foi olhado permanece em cada um como um tesouro com pequenas proporções de experiências e grandes marcas que marcam e constroem o ser, pois se tornam parte dele.
As nossas formas de olhar dão vida ao ser de cada um, o ser único que, por olhar diferente para as mesmas coisas, é singular no plural... Singular no plural de olhares, plural nos pontos de vistas e único no mundo. Por isso, completo e, ao mesmo tempo, incompleto porque, assim como um ponto não existe só, ninguém se constrói sozinho, somos um ponto no meio de vários e somos frutos de vários desses pontos.
Somos um grão no mundo, mas uma partícula fundamental para sua essência. Somos apenas um ponto de vista, mas, por ele ser mutável, temos em nosso olhar a possibilidade de uma multiplicidade de pontos e é isso o que nos faz tão importantes, como cada estrela que no céu brilha e como cada experiência única de olhar para o mundo, sob um ponto de vista que é a essência de nosso modo de olhar, de enxergar, de ver e perceber o mundo... Nosso modo de ver que é a tessitura do “eu” e que dá vida a cada ser... Somos essência em vida, somos poesia em versos e nossos olhares são uma das várias distâncias entre a nossa essência e a dos outros!
