Tag selvagem
A paixão é um cavalo selvagem,
as pessoas beliscadas por este sentimento,
ficam alheias há tudo, só existem eles no momento,
até a paixão ser totalmente consumida.
Aprenda: mulher é sensível, selvagem, adora conversar, expor seus sentimentos e ao mesmo tempo silenciar para observar.. Conquistar é fácil, entretanto, mais fácil ainda é perder.
Asas
Eu sempre fui um pássaro solitário
E a vida nunca foi suave comigo
Mas eu tenho as asas azuis escuras mais suaves
E eu construí meu ninho na árvore mais alta
Então eu sempre posso dançar com o vento
Quando a vida não está indo tão fácil
E a insônia está me deixando tonta
Eu costumo voar alto para as estrelas
Tudo o que elas dizem é: "Não fique triste,
sabemos que você deseja pertencer a algum lugar, mas às vezes sentir-se livre é melhor do que se sentir segura”
Então eu sorrio e digo para elas
Que me sentir sozinha já faz parte de quem sou
Que me acostumei com esse sentimento desde que eu era criança
E eu fico lá apenas curtindo o brilho delas
Eu vôo um pouco mais por aí
Para sentir o usual calor dentro do meu peito
Que apenas as noites estreladas poderiam trazer
Para todas as criaturas do vento
Me sentindo pronta para levantar a minha voz
Porque pássaros tristes ainda cantam
(Caroline Sória)
Copyright © 2019
Livre e Selvagem
Entre um gole de vinho e outro, um carinho e outro, abraço o teu mundo e sigo livre em emoções e ao mesmo tempo selvagem em atitudes.
O homem raivoso é como uma besta selvagem, ataca até mesmo aqueles que caminham ao seu lado, desferindo golpes mortais. Mas o seu final será a ruína e a solidão.
O dia é como um lago correndo às margens do tempo: às vezes, lento, manso, outras vezes, impetuoso como um cavalo selvagem em disparada e, nós nunca sabemos ao certo qual terreno ele percorrerá ou os obstáculos que terá que transpor em seu percurso. Sabemos apenas que ao final da tarde ele deságua sereno no mar de cores que prenuncia a noite, para se deitar na eternidade coberto por um reluzente manto de estrelas.
É como se, sob determinadas circunstâncias, uma criatura selvagem e sub-humana assomasse à superfície de seus eus atuais e se apossasse temporariamente deles.
Consciência em stand by, esperando que alguma fagulha de luz selvagem entre sobre todas as crenças inquestionavelmente preconcebidas e claustrofóbicas que legitimam a educação possam ser esquecidas e desconstruídas.
ALMA SELVAGEM.
Oh! Minha liberdade!
Dessa estrada longa e comprida vida!
Porque me prendeste?
Porque não me deste a liberdade dos pássaros, para que eu pudesse imprimir meus cantos livres e soltos. Voar, suavemente, ao sabor dos sopros dos ventos, sob os raios do sol, sob os pingos das chuvas e as brisas das brancas nuvens do céu.
Porque não me deste a liberdade de um potro selvagem, alimentando-me da verde relva, singrando, livremente, os pântanos, prados e planí¬cies, em galopes flutuantes e sem medos dos desertos da vida.
Enfim, a liberdade e a força dos animais, na busca de alimentar e realizar a vida de sonhos de alegrias, de vontades e de amores, sem o compromisso de se sentir presos pelo destino.
Oh! Liberdade!
Hoje, alquebrado pelo tempo, desgastado pelo vento, já não me resta mais tempo.
Tu vida o levaste!
Hoje, de um passado distante, só resta o lamento da liberdade que não me deste e do tempo que se foi e que, só agora percebi, passou.
Oh! Doce e querida vida!
Porque não me deste a liberdade dos livres animais, para voar como os pássaros e galopar como um o potro xucro pelas pradarias orvalhadas ou pelas areias desérticas, com a minha alma selvagem.
Mas se tudo já estava previsto e escrito que se cumpra o meu destino. É a vida!
Mulher...
É da raiz nascente do solo,
Tronco forte que me faz
De a terra brotar.
Sou de fruto farto,
Doce ou amargo,
Que a boca faz as mentes
Se alimentar.
Não sou enfeite de mesa,
Floresta branca ou negra,
Mansa ou selvagem,
Obediente a petulantes regras,
Que se queiram ditar.
Sou galho que balança,
Dando sol ou sombra,
Que sabe bem onde vai chegar.
Nativa, felina,
Donzela, menina,
Mulher...
Muralha imponente,
De raiz envolvente,
Que dá oxigenação,
Para o mundo melhorar.
E se eu não canto louvor por aí,
Meu silêncio é de grande valia,
Profunda oração,
Que sabe a Deus, buscar.
Pato selvagem:
Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá de cima se via muito longe, campos verdes, lagos azuis, montanhas misteriosas e os pores de sol eram maravilhosos. Mas voar nas alturas era cansativo. Ao final do dia os patos estavam exaustos.
Aconteceu que um dos patos, quando voava nas alturas, olhou para baixo e viu um pequeno sítio, casinha com chaminé, vacas, cavalos, galinhas… e um bando de patos deitados debaixo de uma árvore.
Como pareciam felizes! Não precisavam trabalhar. Havia milho em abundância.
O pato selvagem, cansado, teve inveja deles. Disse adeus aos companheiros, baixou seu voo e juntou-se aos patos domésticos.
Ah! Como era boa a vida, sem precisar fazer força. Ele gostou, fez amizades. O tempo passou. Primavera, verão, outono, inverno…
Chegou de novo o tempo da migração dos patos selvagens. E eles passavam grasnando, nas alturas…
De repente o pato que fora selvagem começou a sentir uma dor no seu coração, uma saudade daquele mundo selvagem e belo, as coisas que ele via e não via mais: os campos, os lagos, as montanhas, os pores de sol. Aqui em baixo a vida era fácil, mas os horizontes eram tão curtos! Só se via perto!
E a dor foi crescendo no seu peito até que não aguentou mais. Resolveu voltar a juntar-se aos patos selvagens. Abriu suas asas, bateu-as com força, como nos velhos tempos. Ele queria voar! Mas caiu e quase quebrou o pescoço. Estava pesado demais para o voo. Havia engordado com a boa vida… E assim passou o resto de sua vida, gordo e pesado, olhando para os céus, com nostalgia das alturas…
(Ostra feliz não faz pérola)
Por que o amor é como uma chuva.
Nunca se sabe se ficará apenas como garoa ou se irá se transformar numa selvagem tempestade.
Por que o amor é como jogar um cigarro aceso em uma floresta:
O cigarro incendiará a floresta, a chama se alastrará, e mesmo com tantas coisas a se perder, não irá de impedir.
Por que o amor é indeciso e certeiro, confiante e duvidoso.
Ele pode ser tudo e ao mesmo tempo nada.
Pode ser sua força e também sua fraqueza.
Por que o amor é como o mar e suas ondas.
Tem que saber nadar para não afogar.
Ele é tudo isso.
E sempre mais um pouco.
MENTE AGRESTE
Serei uma sombra na penumbra
Do meu próprio sentir magoado
Espectro fugitivo da minha alma
Sadicamente me pune de solidão
Trevas que arrastam-me entre a lama
Na escuridão do meu corpo ferido
Destruidor de ilusões nos sonhos
Na louca loucura da demência já sã
Crepúsculo renegado que me castiga
Envenena o amor que sinto pela vida
Que dor é esta, que me afoga e mata
Atrozmente no agreste da minha mente.
ALMA
Desfaleço, padeço na alma
No espectro que não conheço
Desconheço a alegria sentida
Meu Deus salva-me, eu te peço
Deste meu triste desvario atroz
Desespero na luta com as trevas
Enlouqueço sem paz, sem amor
SOU
Sou um espectro
- Que vagueia sem rumo
Uma pauta de uma música
- Que ninguém vê
Uma sonata confusa
- Para tacanhos ouvidos
Sou uma sombra que pede
- Na musica que ouve paz
Palavras soltas em letras
- No espectro de fragas
Caminho de estreito passos
- Na serra entre os lobos
Sou as letras escritas
- Do meu livro invisível
De palavras bizarras
- Estranhas que ninguém lê
De asas perdidas
- Esquecidas na estante de pó.
Hoje me faltou palavras ao falar, talvez uma breve timidez veio me arrebatar. Porém venho aqui para completar o que não tive coragem de delatar.....Quente, ardente é o seu olhar, mãos macias a me tocar, como suportar tanto desejo , o cheiro de morangos selvagens está no ar, mas você não deve se preocupar pois tudo é efêmero e fugaz, como a vida a nos guiar, sei que de tudo que temos o hoje é o nosso lugar, pois o futuro podemos não contemplar, apaixonada eu, não só mesmo querendo viver a aventura de navegar no seu mar.... selvagem e traiçoeiro a me balançar,
Instinto Selvagem
( O Libido )
Suas pernas cruzadas
me faz desconcertar
que vergonha
não pude disfarçar o olhar
súbita adrenalina
as mão em suor frio
impossível controlar
e quando penso que consigo
levanto os olhos por puro instinto
vejo pernas a descruzar
levanto um pouco mais o olhar
chego aos seios sendo expulsos do decote
quase tenho um troço
sinto a carne latejar
que vergonha foi aquela
quando a olhar o olhar dela
transpassando o meu olhar
que vergonha, que vergonha !
muito além de um substantivo
tão pois então instinto
apaixonante-mente
libido.
Podemos dizer que o selvagem é o mais civilizado, porque vive para a coletividade que o homem moderno não consegue se adaptar
Ela era a maré, sempre inserindo-se e saindo da vida daqueles que a amava.
Eternamente confusa e incapaz de decidir se desejava a firmeza e segurança da terra, ou a liberdade selvagem do oceano.
Onecina Alves
*Ali está La Loba
Vestida de sangue fervente
Cabelos torrenciais
Beleza envolvente.
Selvagem, irascível, humana, feminina…
…e quente.
Anjo noturno, soturno
Pecado que cega
Beleza cruel.
La Loba
Lua minguante
Desejos crescentes.
O mar, a Deusa
Boca carnuda, Dentes marfim
Devoradora.
La Loba
Alegria perene
Passos calculados
Na vertigem do abismo
La Loba
É um pássaro voando livre
No fim da tempestade
La Loba
Única e Definitiva.
La Loba
Rotação de um pião
A Terra sem eixo
Uma dança
O rodopio da cintura
Um suspiro de prazer
Palpável, Profundo
La Loba
É o mundo.
*Para Géssica Rodrigues
emoções são coisas selvagens, quando estão crescidas e fortes são difíceis de domesticar, na realidade não é concebível domesticar sentimentos, é possível, sim, conviver com eles, mas hora ou outra mostrarão sua verdadeira natureza e sairão do controle e assim irão nos ferir e até afetar aqueles ao nosso redor.
mas não são criaturas malignas, são apenas o que são e na maior parte do tempo são maltratados e negligenciados, encarcerados dentro de corações que se fecharam.
há varias raças de sentimentos e emoções, e há um habitat natural pra cada um deles, cabe a nós encontrar um lugar onde cada sentimento poderá ser pleno e vivido com intensidade e sem medo.
