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⁠POESIA DESFOLHADA

Ela com toda a sofrência. A dor pesada
Verso miserável, o sentimento a vincar
Contrita, suspirosa, lacrimosa, fadada
A cada árduo momento o seu poetizar
Toda sofrência... E, de alma surrada
A sensação de desamparo a fervilhar
Aflita, inquieta, trêmula, atrapalhada
O canto desentoado, põe-se a chorar

Como não sentir a este triste ensejo!
Onde outrora era prosa e doce beijo
Olhares, gestos e, a poética sincera
Tristura! Trova lastimosa, rejeitada
Hoje, nesta dura poesia desfolhada
Tal folha outonal, o amor degenera.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/10/2023, 16’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O último ditado do Poeta

O pôr do sol 
Despedida da alma que acendeu pela última vez 
Linhas tão delicadas 
Versos cativantes 
A luz do ápice, de quem amou as palavras
Como refúgio do melancólico ser.

Inserida por kaike_machado_1

⁠Adequação

Saudade! De ti o vazio que me dilacera
E, que enche a minha alma com agonia
Lágrima, suspiro, delírio e, prava apatia
Tu! sensação que rasga e a dor esmera
Versos tristes, triste e inquieta poesia
Amargura que quase envenena, hera
Daninha que prolifera, que degenera
Que emana do pesar a cruel melodia

Grande este sofrer! Descora a aurora
Suplicio, aguçado sempre, vida afora
Segue, ferindo, em carentes caminhos
Saudade! Guarda contigo está rudeza
Deixai-me o tempo com sua gentileza
Não tem glória sem coroa de espinhos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 outubro, 2023, 14’35” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Aceitar a mortalidade, compreender sua inevitabilidade, Não nos limita, mas nos liberta para abraçar a essência da existência.

Inserida por marcielmuniz

⁠CANTAR EM VERSO

Poetar! Esquadrinhar os sentimentos
A imensidade ilusória da imaginação
O vário profundo casto da sensação
O redil duma emoção, os momentos
Poetar á luz prateada de uma paixão
Ver todos os chãos, os pensamentos
O pulsar do coração, os sacramentos
Da alma... rolada pela face do quão!

Poetar, sempre plural, de maravilhas
O teu reino das viscerais quimeras
Eras da percepção, enredadas trilhas
Poetar os confins da razão, o risonho
Agrado. Os perfumes das primaveras
A leveza do vento, na asa do sonho!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 outubro, 2023, 18’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Silêncio

Silêncio o mais rude dos tormentos
O que mais dói na emoção da gente
O que sente o vazio, tristes lamentos
A imensidão do sentimento ausente
Silêncio é viver sem os momentos
É privação, é ter uma dor ardente
Deixar-se levar pelos aflitos ventos
Da solidão, ir morrendo lentamente

O silêncio, inquieto numa despedida
É uma alvorada de clarões diversos
Um misto entre os suspiros da vida!
Ele tem tudo... reunido, e nada tem!
E não há se quer poética nos versos
Que suavize a alma, sem um porém!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 novembro, 2023, 13’03” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Túnel do tempo de um Poeta

Tempos de ouro
Muitas conquistas 
Inocentes momentos
No Vale do Mucuri
A fama dos holofotes

Tudo se perdeu no espaço
Na lógica temporal
Ficaram as boas lembranças
De um tempo marcado
Pelas paixões desenfreadas

Realizações que permanecem
Nas manchetes de jornais
Nas recordações literárias
Amores que deixaram lembranças
Impregnadas no tempo

No firmamento, as saudades
Um colorido de ternura
Reminiscências douradas
O diplomata do direito
De tanta sabedoria e sucesso

Guerreiro menino de marcas
Eternas e indeléveis
Que deixou escrito
Nos anais históricos
Momentos inesquecíveis

Tempo que o tempo
Jamais apagará
Dos extratos sociais
Das conquistas heroicas
De um homem resoluto

Os dias assistem a solidão
Saudades que um tempo
De outrora nas vielas
Do amor e fraternidade
Época de eterna paixão

O poeta imortal
De encantos e aplausos
Plantou momentos
De profundas recordações
Levará no ataúde marca infinita

No plano terrestre
Um legado de amor
Galhardia pela vida
Compromisso ético
No embornal da vida

E assim, um decálogo
De saudosas lembranças
De um herói social
Coração bondoso, lírico
Lhaneza na epiderme

Inserida por JBP2023

⁠A exuberância da língua portuguesa

Dia 05 de novembro
Dia Nacional da Língua Portuguesa
Nasce o gênio Rui Barbosa
O lirismo poético no discurso
Leveza de juridicidade
Justiça a flor da pele
Homenagens à língua nacional
O poeta expressa ideias
Pensamentos, liberdade de expressão
Neologismos de insurgências
Com linguagem claríssima
Minha Pátria, minha língua
Felina e pontiaguda
Com devoção a língua portuguesa
Com ortoepia e prosódia
Rico veículo de comunicação,
Cultura e identidade de um povo
Domingo de alegria e gratidão
Fonte grande do prazer
Fé, milagre, conforto
Escadarias de São Gonçalo
Atmosfera surreal
Suavidade e Ternura
Verdadeira semântica do amor
Um rio de amor e ponte
De civilizações culturais
Oceano de bela cultura
Da fonologia, morfologia, sintaxe
A bela construção
Das figuras de estilística
A morfologia de valores
De essencial comunicação
Entre os povos de bom coração
A língua de Camões
Doce e agradável
Brasil, Portugal, Angola,
Cabo Verde, Moçambique,
São Tomé e Príncipe,
Timor-Leste e Guiné-Bissau.
União de povos para a
Construção da paz
Pela união de valores
Cultura da língua portuguesa
Instrumento de harmonia
Patrimônio de um povo
No meio do caminho de Drumond
Um mar português de Pessoa
Um soneto de saudades de Rosa
Um belo suspiro poético de Gonçalves de Magalhaes
Uma bagagem de Adélia Prado
E um encontro marcado de Sabino
A estética simbolista em Broquéis e Missal
De Cruz e Sousa
Brás Cuba de Assis
Mucuri Terra nobre do Menino
Recalcitrante e pirracento
Rebelde de Terra nobre
Diferente na essência
Jus poético incisivo
Amante à moda antiga
Coração rasgado
Essência da bela vista
Peito aberto esvoaçante
Jorrando sangue de amor
Riquezas do Vale do Mucuri
Do amor fraterno
De pedras preciosas
Águas marinhas, diamantes
Esmeraldas, topázio azul
De um belo arrebol
Nas montanhas rochosas
De bela fonte luminosa
Policromia riscando os ares
Versatilidade musical
Berço da liberdade
Língua portuguesa
Da saudosa Betânia Santos
De bons tempos na academia
Símbolo de grandeza
Homenagem com acróstico
A língua portuguesa
Lindos sonhos
Instigante emoção
Novos sentimentos
Gente de bom coração
Unidade de valores
Amores exuberantes
Patrimônio cultural de um povo
Orgulho de um povo
Redenção comunitária
Tenro coração apaixonado
União de esforços
Gratidão do povo
Universalidade de culturas
Exuberância cultural
Sabedoria que enaltece
Apogeu de um povo

Inserida por JBP2023

REDIZENDO

... e na alma dum soneto tão descontente
exausto e esfarrapado, o versar censura.
Em uma caminhada suspirante e ardente
que o destino do sentido, então, rotura...
E agora, cá, solitário, o coração cadente,
que importa está poética que aventura?
Pois, a solidão, golpeia o peito da gente,
a paixão, banhada em lágrimas, tortura!

Assim, também, o amor, em um trajeto
sinuoso. Sem brilho do se ter completo
e ao som de árduos cânticos tristonhos...
ele dói, finca, traz tão duros embaraços
sangrando a emoção, criando cansaços.
O que um dia foi sensibilidade e sonhos.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 novembro, 2023, 15’41” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO DE AMOR III

Um soneto de amor, enredo, acolhida
E nos gratos versos o sentimento feliz
Uma história de amor, sensação, vida
Na sedutora emoção como eu te quis!
Em cada verso um verso de destemida
Paixão. Pois, a diversa afinidade condiz
Onde deixa a alma da gente... aquecida
Uma fascinação desta atração aprendiz

Pediste, desde então és doce momento
E em nossos lábios um fiel sacramento
Em que, tão sedento, hei de mais viver!
Um soneto de amor, carregado de magia
Que só pensa em ti, e cheio de melodia
Chamando teu nome, cevando meu ser!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 novembro, 2023, 19’20” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ao amor, canto!

Tu és, amor, a síntese do encanto
O canto da alma em bela sinfonia
Dormita em ti o desejo em poesia
Tens a afeição como o teu manto
O poeta te trova como dom santo
Teus versos são cheios de alegria
Teu toque envolto em doce magia
És sentimento, zelo, ternura. Tanto!

Em ti a luz do olhar de uma paixão
O segredo do coração enamorado
... o sentido tão pleno de sensação
Quero a poética que só em ti existe
Bençãos dos Céus, vital significado
A razão que só num amor consiste!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 novembro, 2023, 19’48” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠E o poeta vive de sonhar com o que, se não aconteceu, deveria ter correspondido à sua imaginação.

Inserida por suzanadamiani

⁠De barriga cheia ,todo mundo vira poeta

Inserida por luciano_marques_2

⁠ASSIM É A ALMA DO POETA
Marcial Salaverry

A alma do poeta tem vida própria,
costuma passear em eteridade,
por toda a eternidade...

Diz-se que quando um poeta morre,
sua alma segue poetando,
e pelas estradas da poesia segue caminhando...

É preciso saber entender a alma poetal...

Para assim, saber sentir suas palavras poéticas...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠Caleidoscópio

Versificação, fragmentos de estados sentidos
Girados, diversos, coloridos em semelhanças
Fantasiados, aglutinados, os sonhos defluídos
Refletindo as lembranças em breves danças
Inspiração, agregados repletos de infinidades
Olhares, gestos, sentenças e teus tormentos
Rimando as cicatrizes, desenhando saudades
Em um fado, espelhado de eleitos momentos

As quimeras se entrelaçam em pensamentos
Tal como a um traçado e, delineado de ilusão
Emoção estampada d’alma, sobejos adventos
Arte do destino, uma prosa matizada, vibrante
Que poeta o singular, e peripécias do coração
Tal um caleidoscópio, que dá talho ao instante.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2023, 18, novembro, 19’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Os meus pensamentos me afogam e Eu me deleito nesse mar de devaneios.⁠

Inserida por BianeyRodrigues

⁠Findei com poesia o meu arrego!

Quantos segredos o teu seio oculta
Com essa perturbação tão ardente
Basta, porém, que o amor te tente
E és como sofrente, na dor resulta
No vazio tua carência dilata e avulta
Foges do manejo e mais aperto sente
E quem te desafeie ou te apoquente
Aquela tristura na tua alma insepulta

Como tu, velho coração, já fui pueril
Rasquei o peito com arrebatamento
Lutei por olhar e por um aconchego
O díspar entre nós é que não fui hostil
O pesar também foi o meu sentimento
E eu, findei com poesia o meu arrego!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Cuide de você hoje. Se divirta, ria, alegre-se, abrace, beije e sinta as coisas boas da vida. Mesmo que você não se considere romântico, romantize hoje e mesmo que você não seja poeta, poetize um pouco. Se não sabe por onde começar, comece observando uma criança, sentindo um perfume gostoso ou admirando algo da natureza que te faz bem.

Inserida por VALubas

⁠O Beija-flor

E ele vem, todo dia, ao entardecer
Ligeiro, fagueiro, num voo em folia
Em um balé, tão tomado de poesia
De encanto, tanto, ao olhar a deter
Um bailado que faz a alma sorver
Por esse bailador que traz alegria
Vestindo a inspiração de fantasia
Num seduzir o fascino sem temer

E todo dia ele vem, tão cativante
Visitante, ao valioso, significante
Cheio de ternura, elegância, teor
Todo dia, contagia, vai em frente
De flor em flor, num ritmo fluente
Dom Divino à gente, o Beija-flor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2023, 20’37” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NOITE

Na imensidade do cerrado, tão gigante
O céu de estrelas, vivas, a escuridade
É tocada pela lua que alumia brilhante
E o pio da coruja que cutuca a saudade
No horizonte a noite se faz sussurrante
Mística, e os mistérios no sertão invade
É um sossego, uma escuridão radiante
Que se perde nos delírios num instante

E vai ninando o dia, embalando a vida
E a diversidade inteira, ali, adormecida
Faz-se noite, no encantamento do luar
Dorme o sertão, silencia todo mundo
Suspira, ressona o recôndito profundo
Bravateia o cerrado e se põe a sonhar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/11/2023, 20’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠te amo tanto

se a distância nos separa
estamos juntos no pensamento
minha paixão é como água clara
plainando como brisa ao vento
para te tocar a alma com beijo
e braços laçados no contentamento
se de olhos cerrados te vejo
é porque estás dentro de mim
em gérmen de vida e lampejo
um amor infinito, a nós, assim!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/11/2014, 07"24" - cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O poeta é um ser que vive entre mundos
Um sonhador que busca a verdade nas palavras
Um artista que pinta com tinta invisível
Um músico que toca com notas silenciosas

O poeta é um guerreiro que luta com a caneta
Um explorador que viaja através do tempo
Um filósofo que questiona o mundo
Um amante que busca a beleza na vida

O poeta é um mago que conjura a imaginação
Um alquimista que transforma a dor em poesia
Um profeta que vê além do horizonte
Um visionário que sonha com um mundo melhor

O poeta é um amigo que caminha ao seu lado
Um companheiro que compartilha suas alegrias e tristezas
Um confidente que guarda seus segredos
Um conselheiro que orienta seus passos

O poeta é um ser que vive entre mundos
Um sonhador que busca a verdade nas palavras
Um artista que pinta com tinta invisível
Um músico que toca com notas silenciosas.

Inserida por eraldocosta13

⁠Havia na minha poesia

Havia na minha poesia, um entrave
Aquela sensação velada de tristeza
Verso com aflição em um tom grave
Imergido duma perfídia e sua vileza
Havia na minha poesia, tal lealdade
A um sentimento cheio de aspereza
Um queimor, um ato de banalidade
Que fere a emoção, sem delicadeza

Havia! E não mais imerso nos versos
Um não sei quê de agrados diversos
Me fez poetar a leveza duma pureza:
De outro encanto, outro e outro tanto
Enamorado, só Deus sabe por quanto
Deixando o cântico com casta certeza.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/11/2023, 20"55" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NOS BRAÇOS DA SAUDADE

Olhando pelas gretas do passado
Que já se foram pelo tempo afora
E tão recente me é aquela aurora
Que chora o sentimento. Povoado
De recordação. Ó gosto salgado
Que escorre do suspiro e implora
Os momentos idos, já sem hora
Cheios de memória e significado

Ah! dias meus que se foram, traste
Deixaste doce emoção, guardaste
A sensação do que foi a jovialidade
E resta-me agora, apenas recordar
As várias estórias e nostálgico pesar
Cá a reviver, nos braços da saudade.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 novembro, 2023, 15"43" – Araguari, MG
*paráfrase Sá de Freitas

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Resta o versejar para alentar a gente

Escrevo os versos meus, na saudade
E sensação abafante, a cada instante
Meus versos, dum sentimento errante
Suspira, senti, padece e, então, brade
Ando tão descontente, vago no infinito
Um delírio inquieto nos confins da vida
Sangrando na poesia, tão árdua ferida
Da solidão... Ó escrito frenético e aflito

Repiso as dores que em mim fincaram
Levo no canto as notas que deixaram
Porque o poeta é um genuíno sofrente
Pois, cada verso vertente, nele temos
O diário de tudo, o que, então fizemos
Resta o versejar para alentar a gente.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 novembro, 2023, 16’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol