Tag poeta

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⁠E o poeta vive de sonhar com o que, se não aconteceu, deveria ter correspondido à sua imaginação.

Inserida por suzanadamiani

⁠De barriga cheia ,todo mundo vira poeta

Inserida por luciano_marques_2

⁠ASSIM É A ALMA DO POETA
Marcial Salaverry

A alma do poeta tem vida própria,
costuma passear em eteridade,
por toda a eternidade...

Diz-se que quando um poeta morre,
sua alma segue poetando,
e pelas estradas da poesia segue caminhando...

É preciso saber entender a alma poetal...

Para assim, saber sentir suas palavras poéticas...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠Caleidoscópio

Versificação, fragmentos de estados sentidos
Girados, diversos, coloridos em semelhanças
Fantasiados, aglutinados, os sonhos defluídos
Refletindo as lembranças em breves danças
Inspiração, agregados repletos de infinidades
Olhares, gestos, sentenças e teus tormentos
Rimando as cicatrizes, desenhando saudades
Em um fado, espelhado de eleitos momentos

As quimeras se entrelaçam em pensamentos
Tal como a um traçado e, delineado de ilusão
Emoção estampada d’alma, sobejos adventos
Arte do destino, uma prosa matizada, vibrante
Que poeta o singular, e peripécias do coração
Tal um caleidoscópio, que dá talho ao instante.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2023, 18, novembro, 19’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Os meus pensamentos me afogam e Eu me deleito nesse mar de devaneios.⁠

Inserida por BianeyRodrigues

⁠Findei com poesia o meu arrego!

Quantos segredos o teu seio oculta
Com essa perturbação tão ardente
Basta, porém, que o amor te tente
E és como sofrente, na dor resulta
No vazio tua carência dilata e avulta
Foges do manejo e mais aperto sente
E quem te desafeie ou te apoquente
Aquela tristura na tua alma insepulta

Como tu, velho coração, já fui pueril
Rasquei o peito com arrebatamento
Lutei por olhar e por um aconchego
O díspar entre nós é que não fui hostil
O pesar também foi o meu sentimento
E eu, findei com poesia o meu arrego!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Cuide de você hoje. Se divirta, ria, alegre-se, abrace, beije e sinta as coisas boas da vida. Mesmo que você não se considere romântico, romantize hoje e mesmo que você não seja poeta, poetize um pouco. Se não sabe por onde começar, comece observando uma criança, sentindo um perfume gostoso ou admirando algo da natureza que te faz bem.

Inserida por VALubas

⁠O Beija-flor

E ele vem, todo dia, ao entardecer
Ligeiro, fagueiro, num voo em folia
Em um balé, tão tomado de poesia
De encanto, tanto, ao olhar a deter
Um bailado que faz a alma sorver
Por esse bailador que traz alegria
Vestindo a inspiração de fantasia
Num seduzir o fascino sem temer

E todo dia ele vem, tão cativante
Visitante, ao valioso, significante
Cheio de ternura, elegância, teor
Todo dia, contagia, vai em frente
De flor em flor, num ritmo fluente
Dom Divino à gente, o Beija-flor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2023, 20’37” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NOITE

Na imensidade do cerrado, tão gigante
O céu de estrelas, vivas, a escuridade
É tocada pela lua que alumia brilhante
E o pio da coruja que cutuca a saudade
No horizonte a noite se faz sussurrante
Mística, e os mistérios no sertão invade
É um sossego, uma escuridão radiante
Que se perde nos delírios num instante

E vai ninando o dia, embalando a vida
E a diversidade inteira, ali, adormecida
Faz-se noite, no encantamento do luar
Dorme o sertão, silencia todo mundo
Suspira, ressona o recôndito profundo
Bravateia o cerrado e se põe a sonhar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/11/2023, 20’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠te amo tanto

se a distância nos separa
estamos juntos no pensamento
minha paixão é como água clara
plainando como brisa ao vento
para te tocar a alma com beijo
e braços laçados no contentamento
se de olhos cerrados te vejo
é porque estás dentro de mim
em gérmen de vida e lampejo
um amor infinito, a nós, assim!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/11/2014, 07"24" - cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O poeta é um ser que vive entre mundos
Um sonhador que busca a verdade nas palavras
Um artista que pinta com tinta invisível
Um músico que toca com notas silenciosas

O poeta é um guerreiro que luta com a caneta
Um explorador que viaja através do tempo
Um filósofo que questiona o mundo
Um amante que busca a beleza na vida

O poeta é um mago que conjura a imaginação
Um alquimista que transforma a dor em poesia
Um profeta que vê além do horizonte
Um visionário que sonha com um mundo melhor

O poeta é um amigo que caminha ao seu lado
Um companheiro que compartilha suas alegrias e tristezas
Um confidente que guarda seus segredos
Um conselheiro que orienta seus passos

O poeta é um ser que vive entre mundos
Um sonhador que busca a verdade nas palavras
Um artista que pinta com tinta invisível
Um músico que toca com notas silenciosas.

Inserida por eraldocosta13

⁠Havia na minha poesia

Havia na minha poesia, um entrave
Aquela sensação velada de tristeza
Verso com aflição em um tom grave
Imergido duma perfídia e sua vileza
Havia na minha poesia, tal lealdade
A um sentimento cheio de aspereza
Um queimor, um ato de banalidade
Que fere a emoção, sem delicadeza

Havia! E não mais imerso nos versos
Um não sei quê de agrados diversos
Me fez poetar a leveza duma pureza:
De outro encanto, outro e outro tanto
Enamorado, só Deus sabe por quanto
Deixando o cântico com casta certeza.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/11/2023, 20"55" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠NOS BRAÇOS DA SAUDADE

Olhando pelas gretas do passado
Que já se foram pelo tempo afora
E tão recente me é aquela aurora
Que chora o sentimento. Povoado
De recordação. Ó gosto salgado
Que escorre do suspiro e implora
Os momentos idos, já sem hora
Cheios de memória e significado

Ah! dias meus que se foram, traste
Deixaste doce emoção, guardaste
A sensação do que foi a jovialidade
E resta-me agora, apenas recordar
As várias estórias e nostálgico pesar
Cá a reviver, nos braços da saudade.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 novembro, 2023, 15"43" – Araguari, MG
*paráfrase Sá de Freitas

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Resta o versejar para alentar a gente

Escrevo os versos meus, na saudade
E sensação abafante, a cada instante
Meus versos, dum sentimento errante
Suspira, senti, padece e, então, brade
Ando tão descontente, vago no infinito
Um delírio inquieto nos confins da vida
Sangrando na poesia, tão árdua ferida
Da solidão... Ó escrito frenético e aflito

Repiso as dores que em mim fincaram
Levo no canto as notas que deixaram
Porque o poeta é um genuíno sofrente
Pois, cada verso vertente, nele temos
O diário de tudo, o que, então fizemos
Resta o versejar para alentar a gente.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 novembro, 2023, 16’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Acaso canta o amor

Quando se vai o amor, cala-se a poesia
Muda-se a melodia, e nada mais cativa
Importa... Mesmo que a inspiração viva
Pois, pouco o versar suporta, só arrelia
Sem este afeto, perdida a doce fantasia
Sofrida, do suspiro a rima fica tão cativa
E os versos de uma alma pouco criativa
Segui resignada com uma poética vazia

Por isto eu sinto com intensidade, valor
Desenhando cada paixão pelo caminho
Risonho, maior, tomado de terno ardor
Ah! Estar enamorado, com ele o sentido
Nos braços da sedução, sem desalinho
Pois flama a poesia acaso canta o amor!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 novembro, 2023, 18’55” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ 
VÍCIO

Que eu inspire, de repente, à ti uma poesia
Como se fosse o mais íntimo de meu verso
Aquele rimar apaixonado e no amor imerso
Enfim, um gesto, aresto, mas com alquimia
Que eu traga na métrica aquele olhar certo
Olhares de quem tanto seduz, tanto cativa
A pureza que, às vezes, faz a intenção viva
Onde o desejo é aquele de estar bem perto

E, que o poema seja só teu e, eu todo teu
E seja dos ternos versos um agrado meu
Numa cadenciada e enamorada sinfonia
Que tenha a cada sensação um presente
Germinando no cântico, apenas semente
Com aquela poética que o coração vicia.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03 dezembro, 2023, 14’42” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Entre as folhagens de vegetações frondosas, embrenhado no bucolismo de belas vistas nasce a inspiração do poeta e menestrel do Vale do Mucuri; o lirismo do menino do Mucuri é fruto da sabedoria que aflora do âmago de quem tem um bom sentimento. 

Inserida por JBP2023

⁠As lágrimas de um poeta , 
Que escreve com coração por amor
Tais lágrimas de um poeta são como gotas de orvalho lavando nossa alma com a suave fragrância de flor
Levando para bem longe quaisquer resquício de dor.

Maria Francisca Leite 

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠Para mim o poeta não é essa espécie saltitante que chamam de Relações Públicas. O poeta é Relações íntimas. Dele com o leitor.

Mario Quintana
Steen, Edla van. Viver e escrever. v. 1. Porto Alegre: L&PM, 2008.
Inserida por pensador

⁠Poeta é ser ambicioso, insatisfeito,
procurando no jogo das palavras,
no imprevisto do texto, atingir a perfeição inalcançável.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2012.

Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.

...Mais
Inserida por pensador

⁠Tudo já está nas enciclopédias e todas dizem as mesmas coisas. Nenhuma delas nos pode dar uma visão inédita do mundo. Por isso é que leio os poetas. Só com os poetas se pode aprender algo novo.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
Inserida por pensador

⁠A magia das palavras num poeta deve ser tão sutil que a gente esqueça que ele está usando palavras.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
Inserida por pensador

⁠A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
Inserida por pensador

⁠Um poeta deve escrever como se fosse o último vivente sobre a face da Terra.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
Inserida por pensador

⁠SONETO CANTANDO O PERDÃO

Deixa Senhor que eu cante estes versos
Sofrentes, mesmo que seja, duro e triste
Mas que trove o remorso que nele existe
Ó culpa... nos meus sentimentos imersos
O meu solfejar o desencanto, pelourinho
Do sentir, que vive a penar nesta vaidade
Suspiroso, inquieto... Cruciante realidade
De quem feri uma rosa com seu espinho

Deixe cantar quem quer indulto neste canto
E seja acorde de compreensão e acalanto
Ó Senhor, é o cântico de um acre coração
Que traz amargor e roga pelo sacramento
De alívio, dum efeito, um distinto advento
E, então, deixa o soneto cantar o perdão!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 dezembro, 2023, 20’28” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol