Tag poeta

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⁠Viver de versos
Rima sem tema
Viver de poema 
Um barco que não rema 
Que veleja
Então veja
Terrra a vista 
Até onde a vista alcançar 
Poderei rimar 
Rimo a todo tempo
Passatempo
E não vejo o tempo passar 
Sem antes rimar
Formado de coração 
Nesta humilde profissão 
Estive atento
Neste emprego
Mereço um aumento 

Inserida por Rikenatorr

⁠Poeta |
Frases de um poeta 
De mente aberta
Ja escutou muito 
Mas continua bruto
Tempero pra vida 
Paladar ativo 
Boca fechada 
Poeta vivo 
Se solta em versos
Preso até onde a linha aguentar 
Aos seus gostos
Morrerá 
Mas ainda a muito a rimar 

Inserida por Rikenatorr

⁠Poeta ||
Poema
Colirios pros olhos
Acordo
A delirios 
Por tema
Mas não me julgue
És minha obra prima
Um simples poema 
Não tema o poeta 
Que nas linhas carrega
Esta vida difícil 
Preso em canil
Cachorro no cio
Poeta ausente 
Em versos soltos
Escreve oque sente 
Preste a morrer 
So poderá ler
Oque seu coração escrever 
Mente embaralhada 
A mulher casada 
Pensa o poeta 
Com mente sedenta 

Inserida por Rikenatorr

⁠MORTE REDENTORA

Ter o amar é dar-se em sofrimento
É tolerar a agonia por estar doído
Sem clamor vão, sem um gemido
No suspiro doloroso e mais cruento
É ser condenado, do pecado isento
Pôr a palavra naquele sumo sentido
Ser sugerido, e da ideia esquecido
Sem fazer do teu pesar um fomento  

É vir da simplicidade e ter podido
Filho de carpinteiro, bem amado
Do suplício não se fazer perdido
Viver enfado e ter a firmeza ao lado
Sem valia, e por moedas, vendido
Sendo amor, pastor, foi crucificado!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 março, 2024, 15’00” – Araguari, MG
*paráfrase José Albano

Inserida por LucianoSpagnol

ARTE RUPESTRE, O CERRADO

Essa tua diversidade, e encanto
Nos tortuosos tons da natureza
Ecoando no sertão com o canto
Das seriemas, ó quanta riqueza
Em ásperos traços, um recanto
Risca o planalto com a beleza
Do ipê, num ímpar sacrossanto
Causando uma ilustre surpresa

Tortos galhos, bravio trançado
Dos cipós, e o céu, afogueado
Tão soberano, tão misterioso
Em cada rasto, arbusto caloso
Crosta grossa de suco viscoso
Numa arte rupestre, o cerrado.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 março, 2024, 20’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Numa manhã ensolarada, galhos e folhas de árvores balançam em ventania, exalando brisa suave; um colorido homiziado em destaque nos coqueirais da Alvorada; um cenário perfeito para o poeta descrever a imensidão da beleza que se desenha no infinito de Contagem.

Inserida por JBP2023

⁠Um traçado ultramoderno de artes simbólicas; exuberância e lirismo profundo; a imaginação voa distante na plenitude da praça da Jabuticaba onde o sonho de tempos de outrora se desenha na imaginação do poeta do Vale do Mucuri, deixando aflorar sentimentos de leveza e alegria profunda

Inserida por JBP2023

"Corpos flutuantes darão um toque requintado ao meu lago."

Inserida por Evolete

⁠O poema é uma natureza criada pelo poeta.

Wallace Stevens
Stevens: Collected Poetry and Prose (1997).
Inserida por pensador

⁠Não estou certo se posso suportar isso; simplesmente não sei se meu coração aguentará. Por tanto tempo, ansiava por sua volta, oh, se você soubesse o quanto desejei correr para você, mas me contive. Reuni os fragmentos do meu coração e segui em frente, mas então você retornou e a chama que acreditei extinta ressurgiu com a intensidade de mil sóis. Agora me encontro em uma batalha contra meu próprio coração, persuadindo-me de que você deseja apenas minha amizade. Estou correto, não é?"

Inserida por marcoantonio04

⁠A Poesia é um posto avançado ou extraburgo do céu – no inferno.

Inserida por sammisreachers

⁠Certezas

Queria ter certeza, de que você pensa em mim
Pois o pensamento no amor é uma loucura, é um fim
Coitado do homem que pensa da mulher amada
Com medo de alguém roubar a sua princesa coroada

Queria ter certeza, que você me ama
Pois vivemos numa sociedade que só vive o amor da cama
Você olha para mim e eu percebo o deu olhar frio
Como eu vou me comportar se você me deixa no vazio?

Queria ter certeza que nos dias mais amargos você estaria aqui me dando a mão
Mas como sempre a solitude é como um óxido
Corrói a alma e o coração
Tornando o amor como um todo tóxico

Queria ter certeza se vou encontrar alguém nesse mundo
Pois o meu vazio é escuro e profundo
É um mar em o amor se afoga e o homem morre afogado
Por ser uma pessoa diferente que nunca teve voz ou espaço

Inserida por Davisinhobr1976

⁠Na linguagem dos corpos, meus dedos traçam
Um caminho lento, explorando tua pele,
Enquanto me perco nos doces lábios teus,
Em doses sutis de um beijo que me embriaga.

Que a lua seja nossa cúmplice eterna, 
testemunha silenciosa desta paixão ardente.
E que a noite, com seu véu de mistério,
nos envolva num abraço de desejos latentes.

Que meus dedos, como hábil pincel,
desenhem quadros de prazer em teu corpo, e que a arte do amor, em seu esplendor, quero te levar além do tempo, além da dor.

Assim, nesta noite de encanto e fervor,
Vivamos nosso amor, nossos sentimentos,
e que cada momento, seja ele como for,
seja eternizado neste poema de amor

Inserida por LobatoEnzo

⁠⁠SONETO DO RIO BAGAGEM

A saudade é levada pelo Rio Bagagem
Na correnteza tão cheia de modulação
É canto, é sinfonia, cadência e emoção
Pelos seixos e húmus, poética viagem
Na moela das galinhas de sua margem
Tem diamante! Lenda ou verídica razão
O que voga é que pulsa ingênua a ilusão
Rio encantado, sensação, rútila imagem
No coração, uma serenata melodiosa
Estrela do Sul, teu leito, terra formosa
O borbulhar é história e n’alma cafuné
Assim, em tuas águas, vez em quando
Aquela sorte, a esperança vai lavando
Rio do irradioso diamante, bagageiro é.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 abril, 2024, 20’39” – Araguari, MG
*para a prima Lêda Brasileiro Teixeira Vale

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VOZ DA TARDE NO CERRADO

Entardecer, a voz da tarde que murmura
No cerrado. Canta a juriti teu canto triste
Sussurra o vento, e o pôr do sol em riste
Fechando o dia, num rubor que se figura
A luz vai e a noite se fazendo tão escura
Na vastidão torpe o pio da coruja insiste
Corta o sossego do poente que partiste
Ficando o silêncio atroador em candura

É o lusco-fusco, crepúsculo e melancolia
Tecendo o ocaso no horizonte de poesia
E o anoitecer com aquele tom encantado
Ó vibração cheia de ruido, de sensação
Coaxa o sapo, o curiango em exaltação
É a voz da tarde no cerrado, em brado!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 abril, 2024, 18’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Nada nunca foi certamente certo, o mundo é putrefato de ruim. Somos apenas alusões históricas querendo tudo do nosso jeito, e é isso." 

Inserida por xuxuzinhonordestino4

⁠NOS MEUS VERSOS

Prendo nos meus versos a sensação
de tanto encanto, de tanto fomento
enchendo-lhes dum desejo sedento
que suspira e traz mais e mais razão
Dou-lhes a cor lustral da satisfação
dos dias extasiados de doce alento
aquele toque, o cheiro, o juramento
de tanto, tanto sentimento e paixão

Em seguida, o sentido e o lampejo
criando sedução e trovas em brasas
escrevendo estrofes com sedução
que, depois daquele repentino beijo
que deu aos versos tão infladas asas
fazendo a poética pulsar o coração.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25/09/2024, 08’43” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VERSOS COM SAUDADE

No verso magoadíssimo de saudade
Quase privado de aparato, de alegria
Tão sofridamente a sensação invade
Que nem a emoção, o agrado, sentia
Na poesia, o suspiro de infelicidade
Nas rimas o sentimento que morria
E, no ritmo da poética a banalidade

Cantando, nem eu sei que cantoria
Pranto... sei lá que tanto, apodera
Da solidão, que o coração dilacera
E a nostalgia vem forte na carência
Nem sei se sei onde está o alguém
Apenas sei que dói, vai muito além
Quando se tem uma vital ausência.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/09/2024, 18’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A moça dos girassóis
dos doces poemas
do espírito de flor.

Gira, gira, gira...

Em noites pequenas
busca em vão
seu príncipe poeta,
levado pelo vento
num cavalo alado.

Gira, gira, gira...

A moça e sua sina,
nos girassóis
encontra abrigo,
acariciada pelo vento,
sussurrando-lhe segredos.

Gira, gira, gira...

Ali descansa e arquiteta
um novo poema
em tributo ao seu poeta.

Gira, gira, gira...

A moça dos girassóis
dos doces poemas
do espírito de flor...

Gira, gira, gira-só.

Inserida por CarlaMarlova

⁠ESTE...

Este, o soneto dum amador obstinado
Em que, viveu cada situação da paixão
Tal diz a prosa do coração aprazerado:
Se havia afeto, ele fiel a sua adoração
Este, o verso com sentimento ritmado
Dentre tantos sonhos, rimas de ilusão
Onde d’alma escoa o tom apaixonado
Enchendo o canto de fluida sensação

Este, o tinido sentimentalista profundo
Em que a nota poética, é um fecundo
Apreço, de encontros e de puro ardor
Este, o sentido dum cântico contente
Deste que no amor existe realmente
O qual sabes que és o singular Amor!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29/09/2024, 12’55” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TUDO TEM JEITO

Soneto, tens nos versos desventuras
Que dói n’alma, ao sentido imploras
Que tudo sente e que tudo ignoras
Deixando a prosa com duras agruras
Assim, obscura e extraviada as horas
Vão as rimas com infinitas amarguras
Num poetizar com tristonhas leituras
Ditas com lágrimas que dá dor choras

Das coisas mais avarentas, as preces
Falsificando o sentimento desafinado
Que escava, trava, intriga, aborreces
Ó inquietude de impiedoso inverno
Não faça de meu versejar saturado
Não há bem que dure e mal eterno.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/09/2024, 15’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠20 de outubro, dia do Poeta

Eu fiz dela meu refúgio 
Ela fez de mim seu lar
Nós amamos em cada estrofe
Ela sublime 
Eu perdido 
Ela alimento
Eu fome 
Ela imensidão 
Eu tão pouco
Ela poesia
Eu louco.

Inserida por iza_gil

Fetos ansiosos perfurarão as prenhas para testemunhar a chuva de meteoros invocada pela nossa troca de olhares. A ideia de um olá criará ciclones em Gravatá. Jorrará vida suficiente para reflorestar o sertão.

Será uma quarta-feira.

Inserida por marison_ranieri

⁠A saudade e a ternura
São um tipo de semente,
Aparece do acaso
Seja no frio ou sol quente;
De forma muito singela
Quanto mais se rega ela;
Mais ela bole com a gente.

O amor é insistente
Brota até sem ser plantado,
Na hora que'le aparece
O rebuliço é danado,
Por dentro ele vai roendo
Valentão chora dizendo ;
Eu estou apaixonado.

Inserida por LeoPoeta

BOLINHA DE SABÃO

Bolinha de sabão
No céu azul da cor do mar
Bolinha de sabão
Flutuando pelo ar.

Bolinha de sabão
No quintal de Dona Chica.
Bolinha de sabão
Pras crianças é alegria.

Bolinha de sabão
Caiu aqui na minha mão
Bolinha de sabão
Estoura ao tocar no chão.

Bolinha de sabão
Sem destino a flutuar
Bolinha de sabão
Sempre vem nós alegrar.
Bolinha de sabão
Pelos becos e vielas
Bolinha de sabão
É o vento que te leva.

Bolinha de sabão
No céu azul da cor do mar
Bolinha de sabão
Flutuando pelo ar.

Inserida por poetafuzzil