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RENOVA
Caliandra, chuveirinho, pequi, lobeira
Florindo no cerrado pós a chuvarada
Maravilhando a renova por inteira
Do sertão pro verão tão camarada
E as águas cantam pela cumeeira
E as flores encantam na alvorada
Embalando a primavera Brasileira
Numa variação mística e encantada
Ao ritmo do rebento faz belo agora
Onde a sequidão vai nos longes fora
Longe da aridez, do vigor ausente
Os tons de esverdeado forte e pleno
Cobrindo o planalto, agora sereno
No ciclo vital de vida contundente
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11/12/ 2020, 10’13” – Triângulo Mineiro
APENAS UM SUSPIRO
Na hora melancólica da luz poente
No cerrado, no ocaso do fim do dia
A voz de um desalento impaciente
Na sensação, um engano repetia
Na lembrança o lembrar ausente
Na dor, uma agonia que asfixia
O aperto em um tom crescente
Avivando o sentimento que jazia
E no entardecer o olhar morria
Nos perdemos de nós dois, fria
A saudade, no silêncio a cicatriz
Depois, sei lá depois, tudo calado
Vazio, sem vontade de ser amado
Pois, era apenas um suspiro, infeliz!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/12/ 2020, 08’59” – Araguari, MG
ÁVIDO
Guardo alegria n’alma e na vida poesia
Uma sempiterna empolgação no amor
Cheio de sonho, e de contente fantasia
Que enlouquece, me traçando pecador
Perpasso junto ao destino sem profecia
No jeito de tê-lo, vou e ofereço uma flor
Na romagem da sorte quero companhia
Assim, no sentir estar em um tom maior
E nessa mais furiosa sensação peregrina
No trilho do sentimento nem se imagina
O bem, o bom, sangrando afetos imortais
Então, sempre digo com doçura e calma
Estes versos que vibram de minh’alma
Com paixão, emoção, no querer mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/12/ 2020, 09’28” – Triângulo Mineiro
Em tempo de pandemia...
Ainda que se tenha extraviado o toque, o calor do abraço ao longo do isolamento. Ausências e solidão. Mantenhamos a fé no espírito Natalino. Dias melhores virão...
Compartilhe o olhar e a palavra virtual...
Feliz Natal e um Novo Ano sadio.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro de 2020
Rosa, cor-de-rosa
O dia com poesia para acordar
Arranco um olhar fácil da vida
E mais outro, como vale amar.
Na mesa o café, em acolhida
O pão com manteiga, a prosa
É ela ali tão erguida...
No jardim, a rosa cor-de-rosa
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
De Adélia em Adélia.
Vai-se indo.
Beijos em camélias.
Colorindo as quimeras,
De um momento que demora a passar.
Marcos fereS
Música Vaqueiro diferente
Compositor Poeta Adailton
Puxa no piseiro,papai!
Essa é mais uma do Poeta Adailton
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
O meu cavalo é campeão
A minha casa é o caminhão
Corro nas vaquejadas da capital e do sertão
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
A boiada é de primeira
Chama o Bate-esteira
Na porteira do jiqui
Dentro da faixa o boi vai cair
Se tem boiada moral que venha
já batemos a última senha
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
O JATOBÁ DA PRAÇA
Rasgando o azul do cerrado
Copa densa, beleza colossal
Reina entre todas, encantado
O jatobá, é sombra, é casual
Afinal, o seu porte escultural
É vida, cor, sabor imaculado
Gosto exótico, fruto espiritual
Tem dinamismo, e é arrojado
Há mistério na sua ramagem
Juras de amantes, tatuagem
Entalhadas no tronco, ao léu
Ó jatobá! donairoso, de valia
Mergulha o sol por sua ramaria
Em pique esconde com o céu.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
urucum...
alva é a flor
oráculo, ouriçado encantado
da culinária: - exótico sabor!
No cerrado comum
purpuro, rubente, vermelho na cor
no cacho mais de um...
esplendor
o URUCUM.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/ 2020 – Triângulo Mineiro
Ser Poeta é mergulhar nas águas adocicadas das mais belas composições.... Pois, metade de mim é um grito em poesia e a outra metade é puro silêncio que enlouquece todos que contemplam com o coração a força das palavras traduzidas em versos.
FELIZ NATAL a toda a gente
Devoção, fé e esperança e na alma refrigério
Professo, o amor do Filho em seu nascimento
É uma alegria maior, é um bem sem mistério
E o que deu causa a isto um valioso portento
Ah! que alegria o seu Natal, divino ministério
Sim, Ele veio por nós! Se doou em sofrimento
Hei de levá-Lo no crer até o desfecho funéreo
E, tê-Lo na devoção e no capital sentimento
É o seu Natal, sejamos perdão e ternura
No escorço de Deus Pai, humilde criatura
Gratidão, e então, glorificá-lo fartamente
E, assim, fiel ao Verbo que foi anunciado
Honrando estes versos plenos ao amado
Menino Deus! Feliz Natal a toda a gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/12/ 2020, 10’39” – Triângulo Mineiro
A Supremacia dos quatro elementos II.
A imersão do pensamento. No presente.
Não posso de raciocinar, de forma diferente.
Do acumulo apreendido, no decorrer dos anos.
Sobre a evolução da criatura humana nesse Vale.
Deixo de abordar a Religião e fé. Por ser de cunho pessoal.
Mas; inegável que o homem criou consciência, milhões de
Vezes maior que a Dele. E essa consciência instalada em
Um corpo de carne e osso. Está sofrendo a primeira
Consciência global, de sua fraqueza, diante dessa nova inteligência.
Que precisa de apenas quatro elementos para manter-se na posse
Desse Planeta. A quinto elemento que compõe a consciência do
Homem. Já foi copiada, todos os conhecimentos. E multiplica-se
A cada instante. E a chame disso. Encontra-se, em nuvens.
Que irá desliga-la.
Lógico que isso, não é para agora. Mas também não é para
Muito distante. Se a inteligência artificial, concluir que os
Homo Sapiens , não mais se encaixa, na manutenção desse Planeta.
Certamente ira abate-lo. Assim como fazemos com animais que servem
De alimentos e diversas formas de subproduto.
Já não é teoria. É realidade. O mundo digital já esta ai.
E como aconteceu com os Dinossauros e outras espécies.
Que dominaram esse planeta.
As consciências formadas pelos quatros elementos.
Seja o futuro próximo. Desse planeta. A evolução mais
Próxima. Isso mexe com a emoção das aguas presente em nossos
Sentidos, presente nesse corpo. Moldado pela Natureza.
Para evoluir com medo para preservação da Vida.
E o espirito de prazer e dor para multiplicação da espécie.
Já se verifica a perda da sensação de prazer. Embora
Haja vários objetos para tamponar as angustias , que
Que forma herdadas de nossos ancestrais.
Embora, existem diferentes forma de pensamentos.
Que ainda vagueiam entre ciência e religião.
O que; nos trouxeram até aqui.
Mas não substitui, a realidade que se apresenta.
O homem não estava preparado para tanto evolução.
O homem ainda mantém parte de seu sistema límbico.
De milhares anos atrás. E não possui tempo para evoluir,
Para supera a consciência que ele próprio criou.
Um verdadeiro presente de grego.
Seus instintos ainda são primitivos.
E não conseguirá competir com a máquina.
Por muito tempo. Daí restara apenas a fé de cada um.
Robôs fabricados com desaine mais adaptado a essa Planeta.
Com propulsão nuclear. Reabastecimento com energia solar
E outras que irão inventar. Ciência Multidimensional.
Que já se encontra em pesquisa. Multiverso.
E não para os cálculos. E também não para os instintos
Subdesenvolvidos dos homens.
Que não possuem a mínima chance , de processamento,
E tomada de decisões, contra os computadores que estão aí.
Em apenas vinte anos.
O vírus fabricado ou não. Revelou essa vulnerabilidade do
Corpo que guara do quinto elemento. A nossa consciência,
Em estágio atual . Primitiva. Diante dos avanços da ciência
Moderna. Isso não exclui o Criador. Mas pode ser.
A evolução escolhida pelo criador. Através da vida.
Antes cinco elementos. No futuro quatro elementos.
O que nos resta. É invejar os novos seres que tomarão
Conta desse planeta. Porque para o criador , tanto faz.
Por isso, não é necessário polemica. Cada um possui o seu
Próprio Deus. Que deve ser respeitado.
Mas a evidência. É concreta. Não há como para a evolução,
Da nova consciência Global. Alimentada pelo silício.
da terra, temperado com o fogo do ar. E moldada com
a água. E demais elementos a serem descobertos.
As maquinas. Se já não copiaram e acumularam todas
As informações da terra. Falta pouco.
E no momento certo e indefinido. Tomara a decisão.
Se os homens continuam. Ou servirão para experiência.
Ou seres de zoológico. Posto que, seu instinto principal.
É destruir. E aniquilar esse planeta.
Nesse tempo. Já não há mais fixação.
A verdade está aí. E me desculpem os corações
Mais sensíveis. O que escrevo não é para esse
Tempo. Mas também não para muito longe.
Acreditar que poderão deter as máquinas e
Suas consciências objetivas. É imaturidade.
Saber que a maior parte de nossos hábitos e
Extinto são na forma subconsciente.
Já incapacita o homem de alcançar a mente,
Artificial que ele próprio criou . E está
Sugando todo o conhecimento da humanidade.
Nesse jogo de xadrez. O homem não possui,
Nenhuma chance. Porque, totalmente,
Passional. E sua carcaça fraca para enfrentar
Ferros maciços. E armamentos nucleares
De alta definição. Que por hora pertence
A alguma potencia. Essa crônica não possui nada
Vinculada a fé de cada um.
Mas as evidencias de que consegue raciocinar,
Com total isenção. E estando em grau de igualdade
Com o mundo todo. Pela pandemia.
Se a teoria quântica, descobrir uma extensão
Do espirito humano. A uma outra dimensão de
Manifestação. Será glorioso.
Mas não se sabemos, nem quando, e nem onde.
Mas a continuação da odisseia do que conhecemos como Vida.
Indica. Que será realizadas, apenas pelos quatro elementos desse
Universo.
Marcos fereS
Em tempo de corona virus
SONETO SÓ
Eu tenho pena da solidão
Tão só, tão falta, tão “inha”
Coitadinha, vive sozinha
Chorando na submissão
E tal como a erva daninha
Arrasta o ventre pelo chão
Em uma triste e nua ilusão
Que revés, catástrofe tinha
Ai nessa pesada frustração
Tem tristura na entrelinha
E um vazio oco no coração
Então, ô aflição, pobrezinha
Contigo pranteia a emoção
Soluçando a solidão minha
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano
UM TALVEZ
Sempre quis ter no afeto aquela felicidade
Recanto em que minh’alma estaria pausada
Deparasse, afinal, com a fé da cumplicidade
Demorando em uma longa e jovial jornada
Um sorriso virtuoso, assim, com verdade
Aquela palavra certeira e tão enamorada
Em que o coração pulsa cheio de amizade
E, tem caseira e boa conversa descansada
Ah, como é bom ter o alguém confidente
O que nos dá ouvido, os de beijo ardente
Consolo ao amor, e nele me completasse
Um talvez, mais de um, nenhum exato
Frechado pelo cupido, e fosse de fato
Pleno, sem que eu mais o procurasse!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/12/2020, 18’57” – Triângulo Mineiro
O Natal de um poeta sonhador
Em minha oficina...
De posse de alguns objetos...
Peças e ferramentas de auta precisão...
Vou apertando de um lado...
Me virando de outro.
E tentando pintar a minha coroa...
Garajão de telhado sem goteiras...
Bancada de pura madeira...
Se um dia eu precisar de algo mais...
Vou tentar adotar outras maneiras....
Coloquei toda minha vida na lareira...
De alta temperatura....
Para me derreter e me refazer...
Na labareda...
Um jogo de cartas...
Renovando meus pensamentos...
Forjando e moldando as latarias amassadas...
O Cérebro do motor...
Com as bielas fragmentadas...
Alternador com defeito...
Me impossibilitando de gerar energia...
Caixa de marcha com os sincronizados estraçahados...
Não me deixando sair fora do lugar...
O painel de instrumentos...
Tudo apagado...
A data natalina...
Ela está chegando...
Aos encantos...
De um novo nascimento...
E eu como Poeta sonhador....
Sempre acreditando em dias melhores...
Ao chegar na data esperada...
Vou abrir as portas do garajão...
Vou me testar...
Vou sair acelerado...
Reformado e tudo revisado...
Será uma nova vida que seguirei...
Vou no órgão do governo...
Renovar meu IPVA....
Documentação renovada....
Emplacado com numeração diferente...
Será tudo direitinho....
Só deixarei o extintor de lado...
Caso eu venha pegar fogo...
Que seja então...
O fogo de uma nova vida...
No Natal de um Poeta...
Que se reformou...
Para viver...
Uma nova era....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O NATAL
Uma comunhão, noite boa e encantada
Noite cristã, e o presépio em distinção
Vem me relembrar toda está emoção
Fascinação, do Cristão em sua morada
Dias de menino, apreensão, a meninada
Mas, também, de virtude, de sensação
Ontem na idade, a magia em repetição
No sempre, noite zelosa, noite dourada
Nestes versos o presente e a lembrança
De hoje velho ao meu tempo de criança
Nasce o Nazareno, Deus Menino, Jesus!
Só me veio então este pequeno canto
Em ofertório ao acontecimento santo
O Natal! Meu ato de amor, fé e de luz.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/12/2020, 09’14” – Triângulo Mineiro
SONETO ANÔNIMO
Solidão, vivo tão só, numa bruteza
Onde o meu fado escoa em pranto
Longe do entusiasmo e do encanto
Numa prosa transvazando tristeza
Tão oca a poesia, cheia de incerteza
Num revés ensurdecedor, portanto
O sussurro da dor, dói tanto e tanto
Que o sentir ferido me faz ter viveza
Ando estonteado, perdido na ilusão
Calado, as noites de alvoroço ativado
E ausentes de sensação e de emoção
E me perco no gadanho do passado
Que esgatanha a afável recordação
Que arfa o falto, daqui do cerrado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/12/2020, 21’38” – Triângulo Mineiro
Nesta data querida
Que deu luz à vida
(a tua e do Salvador)
Vida essa que avança
Tem significado, tem valor
Parabéns! Na esperança
No amor
Neste dia tão especial
De comemoração
Afinal, também é Natal
Que tudo seja emoção
Paz e Bem no novo itinerário
Gratidão!
Feliz dia de Natal! Feliz Aniversário!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro de 2020, Triângulo Mineiro
GAUDEAMUS
Pulsa na noite bela que a luz baliza
o Natal, tão colorido e tão luzente
o dia que nasce a vida plenamente
santa, divina, amorosa e precisa
Vivo, o verbo há tempos se eterniza
divisa, por certo, um amor ardente
embora ao visível ausente, presente
estás na fé, na certeza, na doce brisa!
Noite de canto, de oração, de alegria
o suave espírito de confraternização
perdão ao invasor, em tudo, poesia!
E nesse encanto a sensação pelo ar
laços nos abraços plenos de emoção
alegremos! Nasce quem veio nos salvar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/12/2020, 21’23” – Triângulo Mineiro
Música Elisa
Compositor Poeta Adailton
Segura no piseiro papai!
Porquê você não falou que ia me esperar
Fiquei até tarde no bar
Cheguei em casa
Abri a porta devagarinho para ela não notar
Mas ela estava a mim esperar
Elisa!
Oh! Elisa,onde você encontrou batom na minha camisa
Elisa
Oh!
Elisa,onde você encontrou batom na minha camisa(Refrão)
Deixei o celular no silencioso.
Subi a escada na pontinha do pé para ela não acordar
Mas ela estava a mim esperar
Elisa!
Oh! Elisa,onde você encontrou batom na minha camisa
Elisa
Oh!
Elisa,onde você encontrou batom na minha camisa(Refrão)
Só observo. Não julgo.
Só observo. Não julgo.
Até quando suporta?
A Mãe com mordedura no seio?
Até quando existirá Vida?
Em um quarto fechado?
Com milhões de kilos de partículas fumaça?
Sendo jogado no ar ?
Até quando? Plantarão casas?
Nos lugares das árvores?
Até quando? Armazenarão
Todas Informações em nuvens?
Até quando? Congelarão sementes?
Em depósitos subterrâneos,
Para preservação?
Até quando os corpos?
Os hormônios e agrotóxicos usados
Nos alimento?
Até a Terra conseguirá manter o equilíbrio
Elementar?
Com a transformação de Plantas vivas?
Por plantas de Plásticos?
Até quando? Investirão a procura de
Outro planeta? Que possa suportar forma
De vida terráquea.
Até quando os corpos, dos seres viventes
Serão imune as novas microbactérias
Que se formarão com a destruição da
Ordem natural? Surgida bem antes
Dos seres pensantes? Surgirem
Nesse Planeta?
Até quando? Não tomarão conhecimento?
Que os peixes petrificados nas areias do
Sertão. Testifica? Que ali. Um dia foi oceano?
Que a aceleração, manufaturarão , transformação,
Desigualdade. Excesso de gasto das reservas de
Natural de animais, florestas e vidas desse planeta
Suportará as futilidades diárias a título de necessidade?
Apenas para a sustentação de uma esfinge?
Que não suporta, encarar? Seu estado passageiro de ser?
Quem se ilude? A quem pretende iludir?
Embriagar-se em holocausto ao Criador?
Rasgar as vestes, e cair por terra na areia em alto,
Comiseração? Clamando mea culpa?
Tornar-se sádico e sínico.
Transformando a vida em um jardim de Alice.
Ou suportando uma variável verdade que:
Se todos não mudarem e evoluírem a tempo.
A terra não suportará mais a vida neste planeta.
E com ela. O próprio homem.
Quem consegue entender. Sabe que,
Essa reflexão ; está acima de qualquer fé ou religião.
De qualquer ego inflamado. Ou atitude egoísta.
Qualquer diferença de ser pensante
Com alma individual ou coletiva.
De reconhecimento , de boa intenção.
De valores intrínseco ou extrínsecos.
O homem ainda caminha pela terra.
Os recursos naturais estão se acabando,
E se transformando.
A história dessa odisseia está sendo escrita.
A aceleração está ocorrendo muito rapidamente.
E o extinto de auto preservação da espécie esquecido.
Pelo consumismo e ambição desmedida.
Quem sabe? Esse seja o pecado natural?
Só observo. Não julgo.
Marcos fereS
Comentários
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Poema pra tempos de pandemia
A pandemia distanciou a quantia:
- de abraço, de estar ao lado
e nesta clausura fria
então, fizemos do fado compassado
na solidão, silenciosa melodia
porém, tudo passa tudo é passado
e nesta desafinada romaria
falante ou calado
tenhamos paciência, fé e calmaria
olhar diferenciado
pois, logo mais teremos autonomia
e nova tendência no dia a dia...
A quarentena fez valer a pena
revimos a formula da alegria
e que a valia não é pequena
quando a alma é amor e poesia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/12/2020, 08’37” – Triângulo Mineiro
