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Ser poeta nos dias atuais é sofrer duas vezes mais do que em épocas passada, porque o mundo hoje em dia vem se mostrando mais ainda cruel, o poeta sofre em todos os lados, a poesia busca sobreviver ao tempo!
O relógio
Você olha várias vezes
O relógio,
Pra ver se o tempo
Passa,
Ele não passa,
Ele voa
Como você anda!
Laço
Quero saciar seus lábios
Trocar saliva
Roçando a minha língua
Na sua
Feito o movimentar
Das folhas de uma árvore
Ao bater aquele prazeroso ventinho
Da aurora
Fazendo-nos arrepiar
Os últimos fios de cabelo.
Quero me aprofundar
No seu ser carismático
E dentro dele formarei
Um laço
Que só você pode designar
E dele fazer do nosso amor
Uma eternidade.
Uma rosa
Miro em minha frente
Uma rosa falsa,
Talvez uma rosa,
Feita por uma mão
Delicada!
Miro uma rosa
Sem espinhos,
Uma rosa completamente
Rosa.
Ilusão
Nuvens em neblinas,
Quebras de mar
Na areia
Ondas de ir
E voltar.
Seres de segredos,
Mundo de brinquedos,
Quimeras de poeta
Em um novo lar.
Contraste
Se o iniciar
De um ano novo
Fosse o iniciar
De boas ações,
Seria gostoso.
Assim como um poeta
Escreve coisas puras,
Se o mundo fosse verdadeiro
Seria tanto gostoso,
Quanto triste
O mundo sempre
Nos prega contraste.
O poeta também é um filósofo, a poesia é
também uma verdadeira terapia, assim é a
natureza, o universo, e tudo que circula, e leva o ar
– para que o ser respire, e sinta.
O poeta é bipolar. Tem tantas personalidades, tem tantos sentimentos que é necessário possuir heterônimos, pois em apenas um único ser não é possível suportar tantas emoções.
ANDANDO
Passou... o tempo, numa ligeireza
Em um molesto sem parar, foi-se
E o pensamento ainda em lerdeza
Dum susto de se vê levar um coice
Passou... pondo no antes a pureza
Passando, e clarificando a velhice
O passar já não mais uma surpresa
Onde cada agitação é uma chatice
Mas, tive medo, tenho, de loucura
Em viver o tempo querendo demais
E tão ferino, o tempo toma o lugar
Andando, agora quero mais ternura
Estar, aquele doce olhar, mais e mais
Fecho os meus olhos e deixo passar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/08/2021, 18’58” – Araguari, MG
Tu pensas conhecer uma história de uma lenda e de um Rei, mas apenas sabes como ela acaba. Para chegares ao coração da história, precisas voltar ao começo.
Como humanista, eu tenho aversão à paz, poesia e aventura.
É muito mais difícil ter tudo do que não ter nada na vida.
Nós perdemos nossa juventude mas alcançamos a sabedoria e nos tornamos numa lenda.
De todas as perdas, o tempo é a mais irrecuperável, pois isso nunca pode ser resgatado.
Eu adoro a noite. Ela me faz pensar sobre a noite rebelde e aventureira.
Alguns acham que deveríamos ir para o céu em colchões de pena com taças da realeza cheias de vinho.
...PAI
Se eu pudesse escrever um poema
Duma história, nossa, verso a verso
Na melhor inspiração no melhor tema
De um pai reto, sério, bravo, diverso
No seu jeito amoroso, coração bondoso
Nestas singelas estrofes... pois, nada seria
Tão completo... grato, e tão mais generoso
Que tua proteção, pouco é a minha poesia
Pra te reverenciar e, tão valeroso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08/08/2021, 05’50” – Araguari, MG
[...] Não sou isto ou aquilo! Sou...
Todavia, tento fazer de toda hora
Brandura, esquecendo o outrora
E do dia a dia um agradável voo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto de 2020 - Araguari, MG
SONETO A MARIA
Ó Mãe de candor e esplendor em lume
O amparo no rosário a quem lhe desfiar
Porque és, Maria, Mãe, afeto implume
Razão e fé, do amor que ensina a amar
Tua presença é a sede na vida incólume
Ouvir o Teu Nome é um santo comungar
Quando os Céus a assenta em alto cume
De joelhos os teus filhos se põem a rezar
És Maria, Bendita Mãe de nós pecadores
Bendito fruto entre as mulheres, amém!
A bem aventurada, encimada de flores
Imaculada, Senhora, excelsa Virgem Maria
A constelação que do ceio o bem, provem
És a nossa esperança tão cheia de quantia
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/08/2021, 18’00” – Araguari, MG
BENDITA SEJA!
Uma agitada inquietude, um misterioso
sentimento, como um prazeroso paladar
um íntimo e perturbador próprio lugar
bem que faz bem, e distinguir não ouso
Uma voragem, de um estoiro poderoso
que nos torna sujeito, anexo ao olhar
ao pensamento, onde só se quer estar
cheio de ardor, de afago, júbilo e gozo
Uma contradição, sensação de loucura
aperto e agrado, e na emoção ventura
que faz alucinar no tempo, doce peleja
Qualquer que seja, é toda de alegria
aos poetas sustento, poética poesia
se assim for a paixão... Bendita seja!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/08/2021, 14’18” – Araguari, MG
A alma de um poeta
Poetas, um nome um tanto quanto estranho para quem vê mundos diferentes.
Diz-se poeta aquele que escreve coisas assaz românticas. Mas, a alma do poeta vai além.
Ela é incansável, pois ultrapassar as barreiras postas é um trabalho árduo.
Ela é vigilante, pois até no fechar dos olhos ela está atenta.
Ela também tem seus encantos e mistérios.
Realmente é um mundo à parte, onde são gestadas suas fantasias internas e externas, trazendo à lume, em papéis e tintas, letras escritas com o palpitar de um coração sonhador.
Também é um peso escrever…
Mas, usa-se o peso para esmagar e extrair o melhor de tudo que se vê, tanto com olhos, quanto coração.
A alma também é muito leve. Semelhante a isso, poderei usar como exemplo a flor dente de leão, que voa lépido e fagueiro ao sabor do vento, tendo apenas um local de partida, mas, muitos destinos.
MEU SONETO
Meu soneto, soneto que não quisera
sequer de amor falar ao meu sentido
secura, que num chão tão ressequido
tolera, e a inspiração num vazio gera
Pudera, o amor é de carregada quimera
que na poética o alguém é pressentido
permitido, e então, do coração ouvido
cantando a satisfação, cada primavera
Meu verbo suspira por tal afeto podido
querido, para poetar um ardor contido
e então, ter o atraente verso no papel
E a prosa, paquera, cada sedutor acaso
à maneira da paixão, e sem ter o prazo
espera, pelo soneto ao sentimento fiel
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/08/2021, 19’00” – Araguari, MG
O Poeta e o engenheiro
Nobre cidadão!
Sou conhecedor que tu és capaz de construir andares acima.
Um engenheiro é um profissional preocupado com a aplicação do conhecimento científico, matemático e da criatividade para soluções de problemas técnicos.
A palavra engenheiro, possui raízes que deviram do verbo "criar".
Sou conhecedor que és capaz de imaginar, elevar, explorar e desenvolver.
Admirada é a função de Engenheiro nessa euforia de tamanha criação.
Deparo-me contigo no verbo fazer para ver ou sentir para saber o que de fato é o engenho.
Ser Engenheiro requer: -dedicação, vocação, vontade motivada por uma determinação.
Com tanta dedicação, especializaste em
Desenhar todos os dias,
E ainda que erres, refazes e consertas, mudas e transformas, tornando assim, tua obra perfeita, não deixando a desejar a ninguém.
Hoje, comento uma frase por ti ditada, em uma palestra por mim assistida:
"Amar sem dor".
E no ensejo, contaste tua história de lutas e sofrimentos, de perdas e ganhos, de erros e acertos.
Guardei aquela frase em minha inspiração e a deixei para usar, justo nesta ocasião.
Devido sua ocupação, não irei tomar muito seu tempo.
Mas te faço uma pergunta:
"Sem amor, alguém consegue algo construir?"
Antes que me respondas, peço-te que me ouças.
Antes de ser Poeta, eu amei!
Antes de esboçar esse cenário, sofri e chorei!
Talvez numa próxima estação de trem,
Criada por um engenheiro talentoso, eu, em minha poesia, te mostre o que é o amor ou não.
Antes de subir e trilhar em vagões,
Pilotei locomotivas na imaginação;
Doces lábios Beijei, e com ímpeto de fúria me odiaram.
Como cavalheiro, mãos delicadas acariciei, mas com intrepidez as deixei porque em rosto as mesmas bateram.
Pois nas loucuras do meu coração , me joguei dos penhascos mais altos do mundo e o chão não alcancei.
Te pergunto amigo engenheiro:
-És capaz de desenhar ou refazer um molde para que eu possa reconstruir meu coração?
-És capaz de fazê-lo bater direito novamente?
-És capaz de ao menos desenhar como esse coração aqui ficou?
Amigo poeta te respondo, com a alma em confronto:
-Não!
-Não sou capaz nem se quer de entender o que tu me pedes, pois, para mim "Amar sem dor" é se fechar para tudo o que te faz perder, sofrer e esmorecer.
Já você me mostrou que "Amar sem dor", não existe, pois, quem ama verdadeiramente, sente no peito e na alma a dor de um amor sentido, a dor de um amor vivido.
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
O maior problema, é quanto julgamos e achamos que o problema está nos outros e não percebemos que muitas vezes o problema está em nós.
“XONADO”
Agitado, tal uma chama dum pavio
Ardume que arde n’alma do prazer
No enrabichado és um grato atavio
Que alinda a sensação e a faz valer
E, do trato aquele sedutor arrepio
Fulgor que causa impar alvorecer
Um fastígio, e um agrado gentio
De ternura, loucura e acaso viver
E, da sua falta a inquieta tortura
Suspiro que aperta o peito vazio
Quando, só se quer um bocado!
E, pra se ter o amor com doçura
Paixão, o apreço deve ser luzidio
Pois, só assim se achará “xonado”.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11/08/2021, 15’10” – Araguari, MG
Seja duro quando falar às pessoas da verdade e da vontade que vem de Deus.
Mesmo que você as perca na amizade, mas isso pode significar à elas a salvação. Muitas vezes torna-se necessário perder para se ganhar.
Eis a mais nova armadilha montada por Satanás chamada poliAmor. Se você pratica, é adepto ou faz apologia a ela, pare imediatamente!!! Muitas pessoas acham que pelo fato de ter concordância das partes não há pecado. Portanto estou dando-lhe ciência agora. Isso é pecado sim, e pecado mortal!!! Não sou Deus para julgar ninguém, mas sou convicto que se você agora que está ciente, persistir nessa conduta, pode estar certo que está trilhando num caminho PolInferno.
RIMA PEQUENA...
Fascina-me a paixão de imposição serena
sensações quinhoadas são as mais bonitas
esboçada na emoção ... - tão mais infinitas
um desejo cercado de terna ventura plena
Como a satisfação de uma desejada cena
as sinas de amar, por certo, são escritas
nas estrelas, porém, são sortes benditas
do idear, onde o querer é vontade amena
Me prestaria tudo, assim, humildemente
a paixão livre do que uma falta condena
pra ter-te afinal no meu poetar presente
E, não te ter fosse, então, a minha pena
ter-te no silêncio seria dor eternamente
duma poesia carente e de rima pequena
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 12/08/2021, 09’58”
