Tag poeta
Primavera
Florescem os lírios com o branco da paz
Brotam gardênias com o seu colorido fugaz
Em cada rosa transfigura o perfume do beijo
No movimento das margaridas o aceno do desejo
É o romantismo brindado na tulipa vermelha do amor
São os caminhos tapetado com violetas, delicada flor
As camélias perfumando com seu aroma inebriador
Raro como a papoula a vida se faz com poético teor
É a natureza oferecendo sorrisos com boca de leão
São as horas marcadas pelos girassóis em posição
Com copos de leite branco, a pureza, doce perfeição
Um azul hortência que tinge a primaveril estação
É época primeira anunciada pelas trombetas de anjo
São sacadas e floreiras vestidas das cores do gerânio
Aveludada como as begônias amanhece cada aurora
A solitária vitória régia desfaz a nostalgia de outrora
Sempre vivas bradando a temporada em anunciação
De manacá em manacá se orna a serra em floração
Em cada pingo de ouro a densa natureza persevera
Assim, bela como a orquídea é toda a primavera...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/09/2008, domingo, 07’00” – Rio de Janeiro, RJ
CERTEZA
Este – o soneto da felicidade completa
Em que, poetando as horas de emoção
Sorri nas delineies, desfastio do poeta
Em um coração fiel e cheio de paixão
Este – o conteúdo de sensação, direta
Festeja, alucina, traz ventura na razão
Pondo a alma na completude, quieta
Cheios de harmonia e boa adoração
Este – o soneto da exaltação maior
Em que a frase terá aquele melhor
De tudo, pois é desprovido de dor
Este – poema dos poemas nascente
Que nos faz enamorados realmente
Este – é o verídico soneto de amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
paráfrase a João de Barros
8
[...]uma rosa
ser como a rosa
viver em quimera
bela, toda a primavera
da fragrância prosa
de pétala formosa
de ser especial
afinal,
uma rosa é uma rosa...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
DO MEDO
Aqui me tens, medo, em confissão
Eu suspirei... disfarcei. E acovardei
Mas nem sempre, assim, eu ansiei
O pavor, vem do fundo da tensão
Não recusei a bravura ter ilusão
Aventuras, certas vezes, neguei
Mas, também, outras eu errei
E no errado busquei o perdão
De repente, o temor da gente
Argui a “mea culpa” inocente
E o que era acaso vira pânico
Simples, não a um mal efetivo
O amor vem com um positivo
Disparo, que tira o satânico...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
dia da Imaculada Conceição
Já não sei se poeta sou
apenas em lirismo declamo
perco-me nos versos e caminhos
onde tropeço em incertezas
procurando a quem amo
Amei
Apenas uma vez
Mas isso eu já sei
Agora estou chorando
Se errei
Foi ao não dizer
O quanto eu te amei
O quanto ainda te amo
Eu sei
Que não tornarei a ver
A beleza do teu ser
Os teus lábios que me encantam
Eu vi
Um brilho pelo ar
Ao ver você chegar
Mas tudo era um sonho
E você... e você
Se foi pra longe
E você... e você
Sumiu pelo horizonte
O poeta de alma, só redige linhas ao compor de suas emoções, essas sendo ápces na variável da dor, ou alegria....
Sou poeta de raiz, me movo pelo nada realmente intangível, constantemente na ausência do abstrato...
Queria nas linhas e entre elas falar, apenas de alegrias, quem sou eu?...
Para em minha pequenez viver delas...
Vivo de pequenos flexes, do que poderia ser e o que pode ser...
Na dor já encontro rotina, essa me chama pra dançar todo dia...
Na alegria digo sejas bem vinda, fique mais ela é visitante rápida que insiste em não voltar...
Há visitas que não desejamos retornos e outras que gostaríamos que fizessem morada...
Te peço fique, te peço não vai...
Apesar de nessas linhas falar de dor as entre linhas são de muito amor...
A poeta resta o tecer, que é notável basta a quem ter, na infância a mesma aprendeu que “você é diferente”, Sou! Somos!
Mais que poeta, que em um emaranhado de sentimentos, sou eu e isso pode ser...
SONETO TÍBIO
Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia?
Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto
Te amei, gostava tanto, mas o encanto
Na sua ausência tornou-se sensação fria
Sabíamos que tudo acabaria, certo dia
Ou não, no entanto, pra que o espanto
Dum não, se não mais importa quanto
Se já na estranheza está a companhia
Então, neste soneto tíbio, um desejo
Se não vendo você, nada mais vejo
Ou sinto, bom, é não mais nos ver!
Assim, cada qual anda por sua vida
Se já teve a despedida, comovida
Não tem como perder no não ter....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/12/ 2020, 09’03” – Triângulo Mineiro
RENOVA
Caliandra, chuveirinho, pequi, lobeira
Florindo no cerrado pós a chuvarada
Maravilhando a renova por inteira
Do sertão pro verão tão camarada
E as águas cantam pela cumeeira
E as flores encantam na alvorada
Embalando a primavera Brasileira
Numa variação mística e encantada
Ao ritmo do rebento faz belo agora
Onde a sequidão vai nos longes fora
Longe da aridez, do vigor ausente
Os tons de esverdeado forte e pleno
Cobrindo o planalto, agora sereno
No ciclo vital de vida contundente
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11/12/ 2020, 10’13” – Triângulo Mineiro
APENAS UM SUSPIRO
Na hora melancólica da luz poente
No cerrado, no ocaso do fim do dia
A voz de um desalento impaciente
Na sensação, um engano repetia
Na lembrança o lembrar ausente
Na dor, uma agonia que asfixia
O aperto em um tom crescente
Avivando o sentimento que jazia
E no entardecer o olhar morria
Nos perdemos de nós dois, fria
A saudade, no silêncio a cicatriz
Depois, sei lá depois, tudo calado
Vazio, sem vontade de ser amado
Pois, era apenas um suspiro, infeliz!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/12/ 2020, 08’59” – Araguari, MG
ÁVIDO
Guardo alegria n’alma e na vida poesia
Uma sempiterna empolgação no amor
Cheio de sonho, e de contente fantasia
Que enlouquece, me traçando pecador
Perpasso junto ao destino sem profecia
No jeito de tê-lo, vou e ofereço uma flor
Na romagem da sorte quero companhia
Assim, no sentir estar em um tom maior
E nessa mais furiosa sensação peregrina
No trilho do sentimento nem se imagina
O bem, o bom, sangrando afetos imortais
Então, sempre digo com doçura e calma
Estes versos que vibram de minh’alma
Com paixão, emoção, no querer mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/12/ 2020, 09’28” – Triângulo Mineiro
Em tempo de pandemia...
Ainda que se tenha extraviado o toque, o calor do abraço ao longo do isolamento. Ausências e solidão. Mantenhamos a fé no espírito Natalino. Dias melhores virão...
Compartilhe o olhar e a palavra virtual...
Feliz Natal e um Novo Ano sadio.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro de 2020
Rosa, cor-de-rosa
O dia com poesia para acordar
Arranco um olhar fácil da vida
E mais outro, como vale amar.
Na mesa o café, em acolhida
O pão com manteiga, a prosa
É ela ali tão erguida...
No jardim, a rosa cor-de-rosa
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
De Adélia em Adélia.
Vai-se indo.
Beijos em camélias.
Colorindo as quimeras,
De um momento que demora a passar.
Marcos fereS
Música Vaqueiro diferente
Compositor Poeta Adailton
Puxa no piseiro,papai!
Essa é mais uma do Poeta Adailton
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
O meu cavalo é campeão
A minha casa é o caminhão
Corro nas vaquejadas da capital e do sertão
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
A boiada é de primeira
Chama o Bate-esteira
Na porteira do jiqui
Dentro da faixa o boi vai cair
Se tem boiada moral que venha
já batemos a última senha
Sou vaqueiro
Sou moral
Sol um vaqueiro diferente
Ando de camionete e uso aparelho nos dente
O JATOBÁ DA PRAÇA
Rasgando o azul do cerrado
Copa densa, beleza colossal
Reina entre todas, encantado
O jatobá, é sombra, é casual
Afinal, o seu porte escultural
É vida, cor, sabor imaculado
Gosto exótico, fruto espiritual
Tem dinamismo, e é arrojado
Há mistério na sua ramagem
Juras de amantes, tatuagem
Entalhadas no tronco, ao léu
Ó jatobá! donairoso, de valia
Mergulha o sol por sua ramaria
Em pique esconde com o céu.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
urucum...
alva é a flor
oráculo, ouriçado encantado
da culinária: - exótico sabor!
No cerrado comum
purpuro, rubente, vermelho na cor
no cacho mais de um...
esplendor
o URUCUM.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/ 2020 – Triângulo Mineiro
Ser Poeta é mergulhar nas águas adocicadas das mais belas composições.... Pois, metade de mim é um grito em poesia e a outra metade é puro silêncio que enlouquece todos que contemplam com o coração a força das palavras traduzidas em versos.
FELIZ NATAL a toda a gente
Devoção, fé e esperança e na alma refrigério
Professo, o amor do Filho em seu nascimento
É uma alegria maior, é um bem sem mistério
E o que deu causa a isto um valioso portento
Ah! que alegria o seu Natal, divino ministério
Sim, Ele veio por nós! Se doou em sofrimento
Hei de levá-Lo no crer até o desfecho funéreo
E, tê-Lo na devoção e no capital sentimento
É o seu Natal, sejamos perdão e ternura
No escorço de Deus Pai, humilde criatura
Gratidão, e então, glorificá-lo fartamente
E, assim, fiel ao Verbo que foi anunciado
Honrando estes versos plenos ao amado
Menino Deus! Feliz Natal a toda a gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/12/ 2020, 10’39” – Triângulo Mineiro
A Supremacia dos quatro elementos II.
A imersão do pensamento. No presente.
Não posso de raciocinar, de forma diferente.
Do acumulo apreendido, no decorrer dos anos.
Sobre a evolução da criatura humana nesse Vale.
Deixo de abordar a Religião e fé. Por ser de cunho pessoal.
Mas; inegável que o homem criou consciência, milhões de
Vezes maior que a Dele. E essa consciência instalada em
Um corpo de carne e osso. Está sofrendo a primeira
Consciência global, de sua fraqueza, diante dessa nova inteligência.
Que precisa de apenas quatro elementos para manter-se na posse
Desse Planeta. A quinto elemento que compõe a consciência do
Homem. Já foi copiada, todos os conhecimentos. E multiplica-se
A cada instante. E a chame disso. Encontra-se, em nuvens.
Que irá desliga-la.
Lógico que isso, não é para agora. Mas também não é para
Muito distante. Se a inteligência artificial, concluir que os
Homo Sapiens , não mais se encaixa, na manutenção desse Planeta.
Certamente ira abate-lo. Assim como fazemos com animais que servem
De alimentos e diversas formas de subproduto.
Já não é teoria. É realidade. O mundo digital já esta ai.
E como aconteceu com os Dinossauros e outras espécies.
Que dominaram esse planeta.
As consciências formadas pelos quatros elementos.
Seja o futuro próximo. Desse planeta. A evolução mais
Próxima. Isso mexe com a emoção das aguas presente em nossos
Sentidos, presente nesse corpo. Moldado pela Natureza.
Para evoluir com medo para preservação da Vida.
E o espirito de prazer e dor para multiplicação da espécie.
Já se verifica a perda da sensação de prazer. Embora
Haja vários objetos para tamponar as angustias , que
Que forma herdadas de nossos ancestrais.
Embora, existem diferentes forma de pensamentos.
Que ainda vagueiam entre ciência e religião.
O que; nos trouxeram até aqui.
Mas não substitui, a realidade que se apresenta.
O homem não estava preparado para tanto evolução.
O homem ainda mantém parte de seu sistema límbico.
De milhares anos atrás. E não possui tempo para evoluir,
Para supera a consciência que ele próprio criou.
Um verdadeiro presente de grego.
Seus instintos ainda são primitivos.
E não conseguirá competir com a máquina.
Por muito tempo. Daí restara apenas a fé de cada um.
Robôs fabricados com desaine mais adaptado a essa Planeta.
Com propulsão nuclear. Reabastecimento com energia solar
E outras que irão inventar. Ciência Multidimensional.
Que já se encontra em pesquisa. Multiverso.
E não para os cálculos. E também não para os instintos
Subdesenvolvidos dos homens.
Que não possuem a mínima chance , de processamento,
E tomada de decisões, contra os computadores que estão aí.
Em apenas vinte anos.
O vírus fabricado ou não. Revelou essa vulnerabilidade do
Corpo que guara do quinto elemento. A nossa consciência,
Em estágio atual . Primitiva. Diante dos avanços da ciência
Moderna. Isso não exclui o Criador. Mas pode ser.
A evolução escolhida pelo criador. Através da vida.
Antes cinco elementos. No futuro quatro elementos.
O que nos resta. É invejar os novos seres que tomarão
Conta desse planeta. Porque para o criador , tanto faz.
Por isso, não é necessário polemica. Cada um possui o seu
Próprio Deus. Que deve ser respeitado.
Mas a evidência. É concreta. Não há como para a evolução,
Da nova consciência Global. Alimentada pelo silício.
da terra, temperado com o fogo do ar. E moldada com
a água. E demais elementos a serem descobertos.
As maquinas. Se já não copiaram e acumularam todas
As informações da terra. Falta pouco.
E no momento certo e indefinido. Tomara a decisão.
Se os homens continuam. Ou servirão para experiência.
Ou seres de zoológico. Posto que, seu instinto principal.
É destruir. E aniquilar esse planeta.
Nesse tempo. Já não há mais fixação.
A verdade está aí. E me desculpem os corações
Mais sensíveis. O que escrevo não é para esse
Tempo. Mas também não para muito longe.
Acreditar que poderão deter as máquinas e
Suas consciências objetivas. É imaturidade.
Saber que a maior parte de nossos hábitos e
Extinto são na forma subconsciente.
Já incapacita o homem de alcançar a mente,
Artificial que ele próprio criou . E está
Sugando todo o conhecimento da humanidade.
Nesse jogo de xadrez. O homem não possui,
Nenhuma chance. Porque, totalmente,
Passional. E sua carcaça fraca para enfrentar
Ferros maciços. E armamentos nucleares
De alta definição. Que por hora pertence
A alguma potencia. Essa crônica não possui nada
Vinculada a fé de cada um.
Mas as evidencias de que consegue raciocinar,
Com total isenção. E estando em grau de igualdade
Com o mundo todo. Pela pandemia.
Se a teoria quântica, descobrir uma extensão
Do espirito humano. A uma outra dimensão de
Manifestação. Será glorioso.
Mas não se sabemos, nem quando, e nem onde.
Mas a continuação da odisseia do que conhecemos como Vida.
Indica. Que será realizadas, apenas pelos quatro elementos desse
Universo.
Marcos fereS
Em tempo de corona virus
SONETO SÓ
Eu tenho pena da solidão
Tão só, tão falta, tão “inha”
Coitadinha, vive sozinha
Chorando na submissão
E tal como a erva daninha
Arrasta o ventre pelo chão
Em uma triste e nua ilusão
Que revés, catástrofe tinha
Ai nessa pesada frustração
Tem tristura na entrelinha
E um vazio oco no coração
Então, ô aflição, pobrezinha
Contigo pranteia a emoção
Soluçando a solidão minha
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano
