Tag poeta

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Me chamam de poeta, mas poeta não sou, porque poetas falam bonito, e eu sou.

Inserida por joao_binda

⁠Há quem diga que o poeta é triste, ou está contente...
Eu digo veemente;
O poeta, apenas registra o que sente!

Inserida por luciano_semeao

⁠Entenda amigo... 
Não é o poema que faz o poeta. O ser não tem métrica certa. 
...são os olhos.

Inserida por taekwonmaster

⁠Querer as estrelas, nunca foi renegar pisar o chão. Andamos protegidos demais, calçados em um mundo sujo, de nós.

Inserida por taekwonmaster

⁠Poema-crônica de presente para Yara Drumond
Simplesmente Yara
Victor Bhering Drummond , 22/01/2013
Ela vem sempre assim
Pra você e pra mim
Olha, quanto sol-verão
Em seu cabelo dourado
Que requebra e desenha 
Curvas de belos sentimentos
Ela vem com seu perfume doce de menina
Sua voz meiga e forte
Se faz criança, se faz mulher
Mas muito mais: requebra o intelecto
Para nos ter sempre por perto
Pois gosta de ter no coração um cafuné
Yara, espécie tão rara
Quanto às mais azuis das araras
Pedaço da natureza
Da borboleta que voa colorida 
Na imensidão de flores e jardins
Yara Jasmim
Pra você e pra mim
Provando que é possível colher
Coloridos das pedras
Yara mãe das águas de nossos olhos
Pois os comove de alegrias
E compartilha as tristezas 
Como forma de empatia
Com-paixão 
Voz de flauta doce
Ritmo de violão 
Yara que cuida e se faz presente
Para Marias, Nazinhas e Nanás
Para Kikas, Valdis e Cristianes
Para Victors, Flávios e Joões
E rodopia, roda, roda
Como um carrossel
Ou como a simplicidade dos peões 
Soltos ao chão e deslizando em mel
Yara brisa nas tardes geladas
Yara bonequinha 
De Maria Chiquinha
Yara pura química
Alma do mais puro dos farmacêuticos do passado,
Que colecionava frasquinhos e ervas 
Para a cura dos problemas da cidade
Nos faz olhar para escorpiões sem medo
E desvenda os seus segredos
Como o doce veneno capaz de trazer vida 
Quando só enxergamos o óbvio de nossas lidas
Ela é irmã, amiga, tia, filha, parceira, cúmplice
Amor de e para todos
Cantinho de ternura e acalento
Com seus cabelos ao vento
É bom que também voe
Para que espalhe aos quatro cantos
O pode e a força do seu encanto

Inserida por victordrummond

⁠"Invadi as profundezas de sua caverna. Não em busca de respostas, porque delas não se faz minha sobrevivência. Mas por curiosidade. Pelo delicioso prazer de conhecer o inimaginável, o inexplorado, as cores, tons e sons que ainda não foram registrados. E em suas paredes, fazer rupestres as letras do meu coração." (Victor Drummond) 

Inserida por victordrummond

⁠ninguém crê num poeta
menos que o próprio em si.

Inserida por bruno_ramalho

⁠ser poeta é inspirador

poesia inspira dor

Inserida por FelipeAzevedo942

⁠O poema é a semente das palavras

⁠Uma casa vazia
Uma casa vazia
Uma casa vazia
Uma casa vazia
Uma casa vazia
Uma casa vazia

Não me acompanha
O eco sussurra

⁠Das linhas partem
Incrível significado
Dos abismos em mim

⁠Silêncio
Depósito das palavras
Parcelas do verbo

(Fretes & Mudanças)

⁠Fantasia

E
Quando
A
Solidão
Terminar
A
Costura
Da
Fantasia?

(Livro: Bhuiiric Poemas)

Oisas i Euros

Céu azul tem cheiro de meio
Não existe céu azul mais lindo que o móvel

(Livro: Bhuiiric Poemas)⁠

⁠Refugiad@

No corpo
Fronteira rasga
Horizonte
Na alma
Inteira grita
Esperança

⁠INDIGENTE

Tenho um desejo: existe uma felicidade
que eu não conheço e no cobiçar tende
é o amor que no querer então me quer
como eu quero, enfim, que me entende

Nem um olhar, nem uma palavra sequer
peno sem que ele exista, e que detende
a minha vontade de ter. No falto pende!
é vazio que não se tem como preencher

É um amor sem fato: - e eu mesmo ignoro
donde? como eu saber se nem o há nome
das pessoas amadas nenhuma ocorreram

É um dessaber que a imaginação consome
na desilusão. É dor que vive a viver o choro
das tentativas que no pranto emudeceram

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de abril, 2021, 05’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠[...]quimera que o amor produz: envolvimento, sensação, caução e, quatro paredes a meia luz...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Tua lembrança

Tua lembrança, um sonho deletado
Um e.mail na lixeira do computador
São literárias de um ignoto passado
Apenas memórias dum antigo amor

Tua lembrança, gemidos e soluços
O meu poetar rociado de lágrimas
Lavados dos meus vários embuços
Liras de murmúrios e de lástimas

Cá do cerrado te digo: vai, prossiga
Que mesmo sem teu querido olhar
Teu nome não mais escreve cantiga
E meu versar não mais vai te cantar

Cá do cerrado te digo: vai, e esqueça
Não mais te soletro nas noites de luar
E mesmo que o meu pranto aconteça
É a lembrança na saudade de te amar

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 2016 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

“⁠Chamei meu passado para conversar
Separei três cadeiras para presente, futuro e passado sentar
O presente estava vazio 
O futuro incerto
O passado decepcionado 
Conversamos sobre a vida 
Vimos o tempo voar”

Inserida por EstherPinheiro

⁠ENREDO

Sê bendito, amor, que o fado me deste
nesta poética de ventura e de tal valor
dá-me as armas que com afeto se veste
um sempre fiel, tal um devoto, amador

de ser o seu amado eleito, que apreste
as sensações de um romântico trovador
a ladear o vital e a amizade que avieste
quando queira e ao total inteiro dispor

a poesia que a paixão de símbolo servia
o olhar meu e seu que um dia se notou
num sentido que o sentimento incitou...

Pois nestes tempos bons, de companhia
emoção, ser, fantasia, jamais se esquece
amor. Cá no meu enredo é valia e prece

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 27/2021, 08’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠poema do cantinho

sabe aquele cantinho, o lugar
um recanto, onde quando fatigado
a poesia possa nele criar
refastelar, todo ele almofadado
inspirado, de sonhos, letras, flores
cá para as bandas do cerrado
cheio de charme, de cores
os amores... verso alado
tão mansinho
simples, sofisticado
emocionante e, com carinho...
na imaginação imaculado
apenas um cantinho

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/04/2020, 10’25" - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠               Estrelas

Escurecia; estrelas se escondiam
de olhos famintos que queriam
apagá-las e, assim, tão cruel
deixar o poeta sem o seu céu,
para lhe servir de inspiração.
O poeta lamentou,
em direção ao seu portão caminhou
mas, levava, com gratidão
um retrato antigo do céu amigo,
em sua imaginação

Inserida por EduardoChiarini

⁠CIÚME

Sei. Outros amores te gracejaram, bem o sei...
murmuraram o que meu versar já ti murmurou
até sorriram teu sorriso que sempre desejei
a lembrança da poesia, que eu não mais sou

Tudo que recordo me faz dor, e ali estarei:
na saudade, no sofrer, tortura, assim vou,
chorei, foi por tanto, o tanto que te amei
quis dar-te meu melhor. Pra ti já passou!

Eu quisera anular, por ti, qualquer querer
qualquer olhar, o toque, o singular prazer
que um dia fez reflexo na minha emoção

Como é sensação supor o teu beijo aleio
ler no teu coração, mil poemas de paixão
o alguém nas batidas dum suspiro enleio

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/04/2021, 11’26” – Araguari, MG.

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PARELHA CARICIOSA

O teu sussurrar têm melodia divina
Pianíssimo, ao sentimento vibrando
Acordes de sensação, gozo, quando
O teu olhar no meu, sede impregna

Então não palie o cheiro que ilumina
Teu beijo, de um olor lhano e brando
Que inebria o desejo que vai amando
Cada meiguice poética de canora sina

Eis, pois, o que tu fazes aos sentidos
Meus, assim, ouço-te tudo, contudo
Peregrinas são palavras aos ouvidos

Em pleno arrebatar, tu dás-me rosa
Na magia do amor, és um conteúdo
De agrado, minha parelha cariciosa...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 29/2021, 15’48” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SOLIDÃO ATROZ

Quando fores dormir, ó saudade tenebrosa
na noite negra insone de uma agonia, e não
tiveres por alcova o ardor e o abraço, senão
o silêncio, uma ausência dum dedo de prosa

Adormeça-te, enxugue tua lágrima medrosa
na vil dor, e me deixe nesta aflitiva lassidão
com o meu pranto e o arfar do meu coração
então, não venhas me consolar aventurosa

O suspiro que tem um confidente em mim
pois, o esbaforir há de adormecer o poeta
da insônia sombria dessas noites sem fim...

Dir-te-ei: de que serve a calma completa?
se os teus estardalhaços, nos faz mais sós!
E ao sentimento, falto, uma solidão atroz...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de maio de 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol