Tag poeta
conjugando o verso
o verso versado
ao poetar versa
num teor sagrado
inspiração diversa
num versar fiado...
da imaginação, em conversa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/03/2016 - cerrado goiano
ÔNUS
Tantas vezes, chorei, no infinito da emoção
Solto no silêncio áspero da pesada saudade
E em soluços os sonhos caíram na solidão
Tonto, vazio, e o pensamento pela metade
Sem ti, a alma voa num espaço de ilusão
A noite... atordoa sem a menor afinidade
E os dias me parecem não mais ter chão
A imensidão dobra para uma eternidade
Para cada verso da inspiração parda, dor
O meu universo cheio de pesar e de breu
E o coração já não mais trova com ardor
Tudo é rumor no ávido afeto que foi seu
Confesso... - que não mais está ao dispor!
Deste amor... - levo somente o que é meu...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
NARRATIVA (soneto)
Ah! quem nos dera diferente ser, porvir
Inda nos perdoasse! Ah! quem nos dera
Que inda juntos pudéssemos mais sorrir
Ver o pôr do sol e o florir da primavera
Vivíamos com a leveza do simples sentir
E os dias eram longos e felizes cada era
Narrávamos as horas no prazer de existir:
- os beijos, os olhares, restam na quimera
E, no coração, a lembrança que implora
E em cada suspiro a saudade que palpita
E de visita o teu cheiro na difícil memória
Ah! tão sem glória ver tudo isso ir embora
O querer chora, e o amor não mais acredita
Outrora contíguo... e agora, nossa história!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/03/2020, 04’49” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SEM JURA (soneto)
Nesse poetar sofrido e atado
Refúgio da minha desventura
Usando o trovar como mísula
Nada consola ou é consolado
A dor doída é sem o agrado
E o coração sem ter ternura
É um verso com amargura
E que no peito é mastigado
A voz da falta, nele falando
Reluz com sofrer em gritos
E que na saudade murmura
E, porque ficar blasfemando
Então, com os versos aflitos
Se já não mais existe, jura!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/03/2020, 12’23” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETO EM SILÊNCIO
Este é o azarado malfeito no amor
Que os sonhos afoga na garganta
E, solitariamente, vive no dissabor
Aos olhares outros nunca encanta
Deixado, no escuro e sem assessor
Vaga. E, ao cabo de solidão tanta
No desejo pouco coexistiu amador
E com o tempo o vazio só agiganta
Coração deserto, lágrimas e pranto
O silêncio no peito é um pesar tonto
E aos lábios frios a carência acaricia
Num beijo sem calor e sem manto
Onde está sensação é sem pesponto
E a emoção sem apaixonada poesia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/03/2020, 06’45” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
#Reflexão
"A solidariedade, o respeito e o amor ao próximo são fundamentais para salvar as nossas vidas."
Quem imaginou que dia alguém diria:
Fique em casa!
Isolados venceremos.
Temos que manter a amizade sem apertar as mãos.
O gesto de amor não pode ser demonstrado com um beijo.
Guarde no coração todo o amor, pois, este momento ruim vai passar.
Fique em casa!
Isolados venceremos.
O anúncio dos comerciantes:
"Estamos abertos, mesmo com as portas fechadas.
Aos idosos:
"Nossa!
Que sacola pesada!
"Deixe que eu ajudo, vou deixar na sua casa"
Sem missas, cultos ou celebrações presenciais.
Fique em casa!
A igreja está em você.
Adailton Ferreira
Pandemia
O único proveito da pandemia
E o crescimento real.
Melhora a própria Vida,
E o todo. Porque; cada um,
é parte do todo.
Se não; é apenas uma penitencia
Coletiva, que o tempo se encarregará
De apagar. Porque, Vida e transformação,
só existe no agora.
Marcos fereS
(em tempo de corona)
O AMADOR (soneto)
Ser-se amante é ser-se abundante
(- ou mais do que generoso talvez)
É doar-se em lealdade tão gigante
E pôr-se ao total dispor na validez
É olhar com um afeto importante
Ciente de ser mais que uma vez
Ao qual cada beijo é sussurrante
E o amor, então, cheio de vividez
É saber que o ardor nos consome
A sede, do querer, saciada no bem
Rir, cantar, e ter o escolhido nome
É acertar no que não nos faz refém
Que nos detém! e ter do outro fome
Porque a gente ama, e quer ir além...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 14’01” - Cerrado goiano
Fractais
Paciência, paciência, paciência , paciência.
Onde está o seu tesouro. Ali também
Estará seu coração. Paciência, paciência,
Saúde, paciência, paciência, paciência
Paciência, paciência , paciência, Paz,
Paciência, amor, paciência, paciência,
Paciência, virtude, paciência, paciência,
Paradigma, paciência, paciência, paciência,
Paciência, o nome do jogo, paciência, paciência..
Marcos fereS
Simplicidade (soneto)
Como eu gostaria
Ter a simplicidade
Olhar sem maldade
Queria.... eu queria
Ser igual as emas
Rudes e elegantes
Assim fascinantes
Ser sem dilemas...
Ser, simplesmente:
- Igual uma poesia
- Igual uma pureza
E constantemente:
Ah! gostaria, queria
A vida em singeleza!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 07’01” - Cerrado goiano
CERRADO “IN CONCERT”
Versei-te? Sim. Doidamente!
Admirei-te com admiração
No seu irregular da retidão
Do rubro luzidio sol poente
À beira de ti: - barbatimão
Ipê e buriti, sim, presente!
Esquecer-te, nunca, tente!
É diversidade em dimensão
Então, como não poetar-te?
Se nos teus galhos retorcidos
Que se tem a variegada arte!
E, quando nos teus alaridos
Das seriemas, tudo é parte
Dos poéticos aqui permitidos...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 10’29” - Cerrado goiano
Superar é entender que a emoção não faz sentido
É entender que o pão não vai estar quentinho assim que você chegar na padaria
É entender que você estava com o tênis errado para este dia chuva
É saber que nem tudo é como se espera
se supera.
Que floresça entre nós
A semente da esperança
Que amanhã teremos momentos melhores
e de olhar aos nossos redores
e não de não mais medo.
Medo dos nossos dilemas
Em falar nossas verdades
De respeitar as nossas diferenças
De tentar ler outros poemas
De poetas que nunca escreveram
Talvez colheremos aí esse flor
Façamos um poema ou talvez um buquê
e entregaremos para aquele que não entenderam que
Floresça entre nós
A semente da esperança
EM TEMPOS DIFÍCEIS
Nunca o medo de morrer foi tão grande
Nunca foi tão intensa a vontade de viver
Em nem um milhão de anos poderíamos imaginar
Que todos estaríamos por um fio
E que o mundo todo teria um grande desafio
Que para sobreviver, a distância teríamos que manter
E nos isolar em nossas casas, nosso lar
E, em alguns momentos, com a solidão nos deparar
Mas não é o momento de fraquejar
Nem de pirar
Pois essa quarentena vamos enfrentar, e superar
Teremos nossa vida normal de volta, em breve
Se, no período que segue, cada um em sua casa ficar
E se cuidar
Para que todos os outros sejam cuidados
E essa doença erradicar
Então, aproveita esse tempo de quarentena forçada
Para abrir a cabeça e adentrar em sua alma
Rever seus conceitos
Ouvir, ao menos uma vez, o seu coração
E encontrar um jeito de mudar a si mesmo
Para que o mundo possa mudar
E melhorar
E quando essa pandemia passar
Todos possamos nos abraçar, e nos amar
E nossas vidas possam continuar
TEIMA (soneto)
Ó agonia! À alva, quando, sem teu cheiro
Eu vagueio ermo, pelos becos do cerrado
O chão cascalhado, o sentimento alado
E o vento perturbado me levando ligeiro
Toda a saudade é pesar no peito magoado
A lua, fria, pesa n’alma e da tinta do tinteiro
Da dor, trova a sofrência, assim, por inteiro
E nas mãos vazias, continuas sem o agrado
E na minha insônia a hora é de vil lerdeza
Sofrente é o silêncio na escura madrugada
O desespero escorre dos dedos pela mesa
Ó solidão! Cadê toda a emoção camarada
Ninguém me ouve, ninguém, só despreza:
E a tíbia madrugada continua apaixonada!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/03/2020, 05’08” – Cerrado goiano
IDENTIDADE (soneto)
Não sou assim nem assado, sou!
É o que tenho no fado, por agora
E, às vezes, tão poético vou afora
Que eu nem chego a ser.… estou!
Não sou isto ou aquilo! Eu vou!
Todavia, tento fazer de toda hora
Brandura, esquecendo o outrora
E das dúvidas um agradável voo...
Se acabou, passou, o que importa
Quero abrir no estro outra porta
E assim, então, eu decorro vendo...
A vida, que é curta, na sua temporada
Tento de estar igual em cada morada
E, ao poeta os devaneios pra ir sendo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/03/2020, 09’34” – Cerrado goiano
Seja o seu espelhar. Um reflexo de luz para a Vida. Sabemos não sermos perfeito. Mas podemos emanar luz e alimentar os corações dos nossos irmãos. Quanto mais luz Você reflete, mais leve fica seu espirito. E as densas brumas dos pensamentos sombrios. Vão se desfazendo como nuvens. E; de repente; Você fica tão leve. Que sente , que poderia, até voar. E assim o Amor se faz. E as coisas verdadeiras acontecem e permanecem em sua Vida. Como recompensa. transformando cada vez mais o seu Viver..
marcos fereS
JULGA (soneto)
Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura
Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso
E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga
E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano
Fascínio
Lugar onde o ego se enrijece.
E nada mais, consegue chamar a atenção.
E a curiosidade, a vontade de possuir
Tudo e a todos, dá lugar a uma doentia,
Forma de estar.
Tudo o mais. Fica parado.
Dependendo da força que impulsiona,
A vontade fascinada.
Apenas se move em direção,
Daquele foco em que está presa.
E só consegue se libertar com o
Tempo. A vontade fascinada
É o grande aprisionador dessa era.
A visão e audição condicionado ao
Estado de belo e conforto.
Paralisa outras funções dos sentidos.
Daí a necessidade. Da Realidade
Permeando, os pensamentos considerados
Sensatos. Porque; para se fascinar, e viciar.
É rápido. Principalmente, para quem já
Nasceu nesta geração. O mundo se torna
Um imenso sonho. E a Vida apenas um filme,
Que se repete, em infinito epílogos.
Sagas, e episódio. Como; por milagre.
No próximo episódio. Os problemas
Vão se resolver. Mas não é isso.
A mente está em alta ilusão.
O vício, está instalado.
E a Vida prisioneira, em um
Quadrado , cheio de imagens e sons.
Inspira , que todos são verdadeiros
Artistas e importantes.
Mas, a Realidade; sempre foi difícil.
Por isso, salvávamos as consciências infantis.
Geração infantilizada. E tudo termina em X.
Depois, somente, arquivos, de um mundo que
Existiu. E que ficou enterrado nos escombros
Da sociedade em que o homem reinou por
Uns tempos.
Progesterona. Não é mais a força que manda no Mundo.
Mas a força da mente.
Porem ela encontra-se fascinada em frente ao espelho,
Que a colocaram. E precisa acordar , o quanto antes
Para a Realidade da Vida.
Senão o passar do tempo, será como um filme,
Assistido várias vezes, e que não encontra
Continuação. E a sensação de tédio,
É inevitável. Porque esqueceu a forma
De redescobrir o mundo a sua volta.
Marcos fereS
PEDI UM SONHO (soneto)
Fui pedir um sonho para a doce poesia
Quis pedi-lo, ao desdém, me disse não
Os desamores não sabem, lá onde estão
A inspiração que criam o carinho no dia
A poesia suspira... é cheia de ousadia
Quando o amor é rima com a emoção
E se tem a paixão, ah! é de total razão
Então, quis arrancar-lhe tudo que podia
Aí os afagos raros, vieram ao meu lado
Nos dedos escorreram o afeto intacto
Aonde pude me ver, assim, denodado
E o trovar apaixonado, surgiu em flor
Perfume dos cravos, rosas, num pacto
Que o sonho seria a firmeza do amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 10’36” – Cerrado goiano
O POETA (soneto)
O poeta busca
Em cada verso
O senso diverso
E o estro rebusca
Porém, perverso
Na sua enfusca
D’Alma, sarrafusca
O destino imerso
De instante a instante
Muda do riso à mágoa
Se alegra e, entristece
Do segredo sussurrante:
Da terra, fogo, ar e água
Causa a toda a sua messe...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano
A supremacia dos quatros elementos
O homem já está ficando invisível.Todos estão sendo levados para caixa, compostas pelos quatros elementos.Terra, agua, fogo e ar.O quinto elemento, que pode ser denominado consciência, germe espiritual, espirito, alma.Esta alimentando as memórias compostas por silícios, grafeno e outros arquivos que serão fabricados no decorrer dos anos.Com capacidade infinita em relação aos conhecimento dos homens.Enquanto tenho a razão para pensar.Não acredito que o homem vai parar de fabricar seus inventos usando os quatro elementos da terra.E ao final; serem dominados, pelas próprias máquinas que fabricaram.Nesse instante, elas tão armazenando todos os Conhecimentos dos homens.No seguindo estágio, aprenderão a pensarem da forma que os homens pensam. Só que, com muito mais capacidade. E assim, criarão nova espécie de homens apenas com as genes eE dna dos reptes e mamíferos. Deixando a razão e pensamentos Racionais involuidos. Por estratégias apreendidas pelos próprios Homens. Os quatro elementos, já não precisam do quinto elemento. Que possuem inúmeros de Deuses, para explicar a Vida na terra.Mas a memória e pensamento digital já estão aí. Assim como a Bomba atômica e de nêutrons. Que jamais poderiam serem fabricadas. Ter fé em um Deus é importante. Mas as evidências estão todos os dias a nossa frente com as descobertas cientificas.Prevendo que, é questão de tempo, das máquinas autossuficientes Substituírem os homens que já estão ficando invisíveis.Todo o que tem ocorrido nos últimos trinta anos, é absorvição Dos conhecimentos dos homens e arquivamentos em plataformas Digitais, que controlarão o mundo. Não haverá mais pensamentos racionais, que não poderão ser Detectado e superado pelas máquinas.Ficando o homem, vítima do próprio monstro que criou. Porque a matéria prima os quatro elementos existem de sobra na Natureza. E a estrutura de carne do homens, que originou a consciência. O pensamento racional e lógico do homem. É frágil. É jogo de cartas marcadas , para quem consegue pensar racionalmente. Uma evolução do estado de espirito mais pacifico do homem não se vislumbra a curto prazo. E o egoísmo e desejo de supremacia, em nome do benefício da raça. Não retroage. Por isso. A sucessão de espécie, no Decorrer dos tempos se substituirá normalmente. Antes, aquáticos, repteis, mamíferos, racionais e nova espécie digitais.Ficando os conhecimentos espirituais, reservados. Pela impotência de lidarem com o concreto e a realidade. Assim , diante das evidencias, não existem outra conclusão que. Apesar de difícil. E ninguém é obrigado acreditar. Havendo ou não uma outra vida. Mas pelo constatado. O homem se auto extinguirá sua espécime. Porque, não se constata evolução tão raptada, para que, o mamífero Se restabeleça, sem senso , de auto preservação de todo o grupo. E preservação da Vida Humana na terra.Fenômeno já constatado, nas grandes cidades. O isolamento e esfriamento das paixões e sentimentos humanos. Dando lugar Ao pets, mamíferos. Desaprendendo o homem , a aquecer .Os atributos de sentimentos e respeito ao próximo. Havendo cada vez mais. A busca primitiva e sensorial, na procura de prazer. O que está levando as pessoas a profundas tristezas, chamadas de depressão. Falar sobre o presente assunto não nos dá prazer. Mas não posso, deixar de usar meus conhecimentos para de forma , objetiva, esclarecer o que está acontecendo nos últimos anos.Todos os conhecimentos do homens e da terra estão sendo sugados e serão em , um determinado tempo, usados contra a raça humana. E não existe meio de impedir esse processo. O DNA de todas as coisa, já foram descobertos. Os quatro elementos superam infinitamente o quinto elemento , que chamamos de alma do homem. Como já disse acima. Não há como parar esse processo porque todas as nações estão correndo para desenvolver tecnologia, cada vez mais avançada neste setor. Materializado se encontra os quatros elementos na realidade do mundo. Assim como. O ego primitivo do homem que , não consegue evoluir para um comportamento de paz e respeito ao semelhante. E como animais, serão os homens subjugados pelas máquinas, que eles próprios criaram. Porque os quatro elementos, poderão trabalhar como ideais a serem alcançados, sem os defeitos dos seres humanos.Serão um espelho melhor. De tudo o que o homem foi neste planeta.E esperar misericórdia e condescendência dos quatro elementos. Não se encontra motivo e merecimento racional para o homem.Mesmo porque, ele possui, somente em doses mínimas. Em nosso ver. Esse é o futuro da espécie humana nesse planeta. E a realização disso, é questão apenas de tempo. Porque os Quatro elementos já estão materializados no dia a dia. A inteligência artificial. Está na fazer de recolhimento de todas As informações do habitantes desse planeta. E quando, as máquinas, passarem a pensar,destino do homem será determinado.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
SONETO NU
Ando nu, apenas enroupado
Da poesia pura dos sentidos
Tal nuvens no céu do cerrado
Tinos inocentes e retorcidos
Em que o tormento é tirado
Do peito de amores sofridos
Que no ermo é tão chorado
E com os pesares divididos
Nunca para vigar as dores
Apenas choro, choro contido
Que escorrem pelo soneto
Que com frases sem cores
Poisam no escrito esvaído
Encomiando o revés preto
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de março de 2020 - Cerrado goiano
ABANDONO (soneto)
Silêncio mudo, rente ao meu lado
Como uma melancolia a sussurrar
Há cem mil sensações a me olhar
E o pensamento vagando isolado
Tanto abraço desesperado, atado
Na imensidão do tempo sem lugar
E inspiração rútila a me abandonar
Todos os dias aqui no árido cerrado
É a solidão, cega, áspera e tão fria
E a nossa vida ficando mais breve
E as nossas mãos sem afável valia
A hora passa, e cobra a quem deve
São as horas que sentencia a poesia
O efêmero, tal a rapidez descreve...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de março de 2020 - Cerrado goiano
