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E a tua ferida, onde está?
Pergunto onde fica,
em que lugar se oculta a ferida secreta
para onde foge todo o homem
à procura de refúgio
se lhe tocam no orgulho, se lho ferem?
Esta ferida
— que fica assim transformada em foro íntimo —
é que ele vai dilatar, vai preencher.
Sabe encontrá-la, todo o homem,
ao ponto de ele próprio ser a ferida,
uma espécie de secreto
e doloroso coração.
[...]
Quando mais ninguém estava la do seu lado
Eu me mantive do seu lado antes e depois da tempestade
Quando o furacão passou você partiu
Rasgou meu peito
SER CRIANÇA
Ser criança é
Viajar ao planeta dos sonhos
Fantasiar a realidade
Tornar real a fantasia.
Ser criança é
Brincar com a seriedade
Desafiar a gravidade
Ter a melhor idade.
Ser criança é
Navegar no mar da ilusão
Surfar ondas da imaginação
Velejar além do alcance da visão.
O que seria do mundo sem as crianças?
Um deserto de tristeza?
Um rio de solidão?
Seria um vazio imenso
Um nada
E nada mais.
Gostava de tudo que era ruim, o mau me agradava. desde a poesia ao amor, num looping continuo e doloroso. Arrancavam-me a pele, destruíam o meu ser. Devoravam-me viva. Qual seria a graça, senão, de sentir além da camada exterior, aquilo causado pelo caos interior de cada um?
Afinal, o mundo é uma grande cracolândia onde somos responsáveis por escolhermos a droga pela qual morreremos. Eu estou entre o álcool, ou a ponta afiada de sua língua me despindo.
Hoje é uma noite fria de uma quarta feira.
ainda não tenho a minha
resposta, então, por favor, diga-me.
você aguentaria carregar
o fardo lancinante da minha morte em suas mãos?
queda.
crush.
quem sabe um dia.
quem sabe os dias.
quem sabe a estação,
ou uma, ou várias.
primavera,
verão...
olha,
quem sabe de baixo,
parasitando.
no subsolo.
quem sabe?
aliás,
quem sabe o que não se sabe?
vai saber.
crush.
queda.
paixão.
queda.
súbita.
queda.
enquanto debatias
não menos caía.
não menos levantava.
*Não poetize as palavras, faça das palavras uma Poesia Eterna, Ouse a cada minutos com as Palavras e deixe sair de dentro de ti o seu Melhor em forma de Poesia!!!*
Dentre a graxa e óleo um caçador de falhas
Olhos e ouvidos que trabalham como um radar
Que detectam a imperfeição,a avaria,o erro,a causa,o motivo,o defeito,o problema
Aquele maldito ruído que talvez você não ouça
E pra ele é como se a maquina chorasse
Ou que falasse com ele
Como uma criança que caiu e ralou o joelho
E ta enchendo a droga do saco dizendo que machucou
Como se fosse um tipo de idioma ou alguma coisa parecida que a gente não entende
Pra ele as vezes um castigo,um pesadelo ou uma prisão
Mas mesmo assim ,a satisfação de corrigir um erro ,de fazer voltar a funcionar como deveria
Como tem quer ser ,como nasceu pra ser.
Essa sim, não tem conserto.
Uma Caloura
Não sei fazer poesia
Não sei mostrar o meu amor
Você sabe o quanto o amo
Você sabe que vivo por ti
O maior sentimento que já tive
O melhor homem eu já conheci
Por você quero viver eternamente
Por você daria tudo
O nosso beijo tem magia
Adentra em outro mundo
Mergulha em um grande mar de desejo
Se todos conhecessem um amor
Assim como você
Único,ímpar e incomparável
Os dias seriam mais felizes
Tenho é vergonha desses melosos versos
Incompatível a imensidão que é ter você
Sou uma boba apaixonada
Que gritaria aos astros esse amor
Pra chegar a você
Eu te amo!
Dicotomia Poética
Digo adeus à inspiração
E na triste partilha do desamor
Comigo ficam as palavras
Com ela a poesia
COMO PORTA
Como porta em seu vai e vem
abrindo para se fechar
se escancara...
fecha-se em suas costas
Ou tranca-se em sua cara.
Se vai pra fora... Volta...
Pelas frestas dos meus sentimentos,
vejo o fim com a sua partida
mas você chora, chora vertendo...
Lágrimas em sua despedida.
Você passa e vai embora...
Meus pensamentos te seguem,
abrindo para sua volta
si comportando, como porta.
Antonio Montes
DESFALEÇO
O meu amor é eterno...
Feito para lhe dar,
mas se você não querer...
Eu não me quero, porque...
Somente em você encontro
O doce gostoso d’esse amar.
Atiro-me em seus braços
para aninhar-me em rede
no aconchego do seu querer
e me deleito com seus abraços
aonde,no carinho, umedeço...
Morrendo por você.
Antonio Montes
FLAVESCENTE
Peixe d'oirado, d'oira
os olhos da minha amada
e o gosto da sua senhora...
O prato branco de louça
a mesa toda enfeitada
e o alvo prata da roupa.
Peixe d'oirado d'oira
o céu do meu jardim
e o amor que sinto por ti...
D'oira a lua e sua calma
todas as estrelas da noite
e os sonhos da minha alma.
D'oira a esperança do meu ser
sentimentos que me arrastam
com a vontade desse querer.
Peixe d'oirado d'oira
os sonhos do meu agora
e a hora, que estou com você.
Antonio Montes
LÁGRIMA (soneto)
Quando meus olhos leram o cerrado
Umedeceram de lágrima ressequida
Que pagou os meus pecados da vida
E o que devo, ainda num tempo calado
Por outro lado, brada a poesia, e lida
Se não é como gastaria, é um estado
Faço todos os dias, pois me é sagrado
Nela, as lágrimas, escrevo a dor doida
Também rimam a felicidade, o meu fado
No poema misturado, n'alma repartida
Porém, cada lágrima, um sonho sonhado
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Viva a vida, não se sinta largado
O amor no coração é muito mais
Tire a tristura, não olhe para trás
O caminho por Deus é marcado
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família é assim, muda só o endereço
Se complicada, simples é a tradição
No sangue é o amor, o amor é união
Mas o que mesmo conta é o apreço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família em família tem direito e avesso
A emergência numa quase legislação
É nome, é sobrenome e de vital preço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
EMANCIPAÇÃO
Liberdade! Liberdade
Pelos arames de fome nas fronteiras
pelo choro ensacado no lixo
pelo roubos de vidas inteiras
a prisão da ganância o enguiçou.
Liberdade... Liberdade!
Pelo choro das ruas escuras
pelos porões da solidão negra
pelos mórbidos semblantes das ruas
e o funeral dos sentimentos piegas.
Liberdade... Liberdade!
Ao salário mesquinho de fome
as vontades perdidas e vãs
as lagrimas de esperança do homem
e pelos ofuscado café da manhã.
Liberdade... Liberdade
Pela liberdade de ir e vim
pelo direito do desabrochar da flor
e gargalhada do saudável sorrir
na expressão do verdadeiro amor.
Pelo aparecimentos das rugas
o respeito e direitos da idade
pelo sonhos que não tem fuga
pelas asas livres... Liberdade!
Antonio Montes
