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MINHA MENINA
Sempre que olhou para o céu
Sinto uma vontade de ter asas
voar para te encontrar
Uma vontade de possuir você
Você que me ama
Sabe o que sinto
Quando olho para o céu
Ás vezes chega até doer
As estrelas me lembram você
Tao linda,tão iluminada
Mas tão distante de mim
Perdoe-me amor
Alguma porta...
Alguma pedra,
Algum lugar!
Para atravessar...
Para jogar,
Para visitar!
Entre alguns pensamentos...
Entre alguns dias e noites,
Entre alguns corpos para se desejar!
Direito do Sonhar
Chega não me digas mais nada,
Se verdade ou mentira nada mais me vale,
Vou deixar o tempo perdedor esquecer,
Sê fui feliz por um instante,
Quem se importar?!
Adentro de mais um, ...um mundo sonhar,
Mesmo que em um alhar o seu mundo girar,
Em gestos ou palavras,
Mesmo assim nunca saberás d’alma,
Deste pequeno sonhador.
Jmal
2013-12-12
Amor é um sentimento como a água! Imortal, porém sua existência esta fadada a passar por transformações.
Dia de poesia
E a poesia ainda grita neste dia
quer existir, quer deixar de ser fantasia
Então grita poesia
Transforme este dia em sua eterna moradia
Venha...
Abrolhe de mim
Lava-me por dentro
Porque juntas queremos
podemos e faremos
este dia ser pura poesia.
15/12/13
Doce Menina
Minha doce menina,
Que navegas por águas da fortuna,
E muito sofre por equívocos do coração,
Se creres em milagre,
Feche os olhos,
E sinta-me com o coração,
E jamais deixe de sorrir...
Jmal
2013-11-16
Entre as letras
Soltas de uma oração,
Um pouco de fé,amor e ilusão!
Dedos cruzados
Olhares marejados,
Trazendo dias e levando anos...
Coração morno, sorrisos largos,
Buscando nos desencontros
Afagos e vontade de viver.
Ler em si, é o único organismo central de integigência universal capaz de trasnformar não só a cultura social de um País, bem como circunstâncias que o cercam como cidadão.
Esmiuçar entre um "sim e não", me faz ser justo inexato às expensas da obediência e isso me cobra semelhante a metamorfose covarde de Franz Kafka.
O tempo não apagou as pegadas que ainda no solo existe, nem mesmo com o dilúvio que varreu a terra, não afogou o olhar triste.
Às vezes, me sinto parte de outro mundo, é quase como se a realidade a qual eu vivo agora, não fizesse mais sentido, não tanto assim. Há tantas coisas as quais se viver, tantos mundos aos quais conhecer, tantas pessoas que podemos ser, que fica difícil escolher. Prefiro não escolher, prefiro ter um milhão de opções e mesmo assim não ter escolhido nada. A cada lugar que eu vou me sinto diferente e, não quero mais voltar, mas mesmo assim não consigo me deixar para trás, não tenho a vontade de abandonar minha vida como ela é agora. É estranhamente confuso. Tenho sentimentos que jurava que estavam mortos, desfalecidos, enterrados. Eu consigo sentir a vida, consigo pegar a luz do sol que passa pela minha carne e, quase sou materializada com o próprio vento. Conheci um mundo que o preço não é nada comparado ao valor e, que não importa o que você vista ou o que já tenha feito na vida, mas sim quanta educação e respeito cabe no seu bolso. Nós temos a chance de recomeçar, reconstruir, realizar, basta querer. Não sei quantas pessoas há dentro de mim, quantos jeitos se pode viver, quantas alegrias e sofrimentos eu aguento, ou quantas pessoas posso fazer feliz, só sei que as possibilidades são infinitas e, se esse desejo que tenho dentro de mim for tão grande quanto àquela vida que eu sinto há quilômetros daqui eu poderei ser mil e umas em uma só.
O Robin Hood do seu coração
Foi no dia sete de setembro - o mesmo sete de setembro que se comemora a independência - que me vi dependente de algo, ou melhor, de alguém que nunca fora meu. No meio de toda àquela poeira que os pneus da minha motocicleta arrebataram, sua silhueta já era evidente. "Como crescera", eu pensava. E, não tinha crescido só o cabelo, os olhos, as coxas (agora, tatuada), as mãos, mas O SORRISO - com direito à letra maiúscula e tudo. Ah, ela sorriu quando me viu e, num pulo já estava de pé me abraçando, eu mal soube reagir. Tudo cheirava a morango e shampoo para cabelos tingidos, meu coração me sufocava e diminuía a cada batida, até ela me soltar. Você sabe...ela sabe que eu não sou muito bom com as palavras, mas como era bom revê-la. Ao total, se passara sete anos, o mesmo sete desse dia nostálgico, o mesmo sete que o universo fora criado. Para mim, era mais que um feriado, deveriam multiplicá-lo em dois, porque ela era a razão de todos os corações apaixonados dos dias quentes de verão. Ela fora minha paixão de verão, de férias, de mundos que - cientificamente - não podem se misturar. Eu não dou a mínima! Talvez, ela tenha sido minha primeira paixão, ou eram só borbulhões em meu estômago, enfim, só sei que a sensação era a de sapos nas tripas. Da parte dela era difícil esconder a animação de ter me visto. Da minha parte...àquilo era inesperado. Quem fica tão empolgado em me ver? Ela foi até o meu quarto e me encheu de perguntas aleatórias - na hora não percebi, mas estava tão nervosa quanto eu - e, acabei respondendo à todas monossilabicamente. Eu sentia seus olhos penetrarem minha carne, meu vulnerável corpo exposto à rainha que matara milhões com seu sorriso cheio e sua diversidade estampada. Ela não brincava em serviço, mas eu sempre fui um cara simples, e rainhas não se casam com plebeus. Se passara sete anos e, ao total não chegaram à dez visitas da parte dela, era uma pessoa muito ocupada, se é que me entende. Não quero entrar em mais detalhes, só quero dizer que o dia sete de setembro me fez ser - novamente - um bobo da corte com esperanças de - um dia - me tornar o Robin Hood do seu coração.
Poeta e Poesia
Poeta não cala, apenas silencia pra ouvir as palavras,
que na voragem tempestuosa dos pensamentos
trazem traços invisíveis, taciturnos, inspiração que
na sutileza misteriosa dos versos, dão vida a
cândidos poemas.
Lembranças
Todos os dias eu me recordo
Das coisas que não estão mais aqui
A tristeza é tão natural quanto à alegria
Ao lembrar dos muitos tesouros que perdi
E assim como o cavalo dos mares
Que não aceita jamais substituir seu par
Também sou eu e minha saudade
Minha cicatriz eterna, sempre a me judiar...
O amor não tem fronteira, dessa maneira o coração diz, do jeito que for é melhor ter amor pra ser feliz.
AO TE ENCONTRAR NESSA MANHÃ TÃO FRIA
NO CAIS SOLITÁRIO A MARÉ VAZANDO,
BOM TE VÊ CHEGANDO AO RAIAR DO DIA,
O SOL NO HORIZONTE TE ILUMINANDO.
Chora o menino, filho do mundo
Sem mãe nem pai, um corpo desnudo
Rosto em lágrimas e lama
Faz do nosso chão, sua cama
A bandeira nacional, cobertor
Única companhia, desafeto e amor
Trocando a alma por migalhas de pão
Alimenta-se de nuvens, sonhos e ilusão
Sorrindo para quem lhe renega
Assiste a dita classe média
Reivindicar sua morada
As tais senhoras e senhores
choram à mesma cena nas novelas
pois a ficção não dorme em sua calçada
