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Diz o ditado que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe” quando se quer ajudar ao próximo, mas devemos atentar que nem sempre poderá ser assim, pois, às vezes, precisa-se dar primeiro o peixe para que o ser humano carente não morra de fome antes de conseguir aprender a pescar.
Deus é uma força extraterrena que vai ensinando os humanos a pescar, mas o problema é que quase todos os humanos querem o peixe no prato.
Minha mente já não funciona mais a essa hora
Depois de um turbilhão de informações
Depois de um complexo coquetel de emoções
Guardadas a sete chaves e chacoalhadas de forma a não se medir as consequências
Transbordo de ódio predominante, diferente das outras 23 horas do dia
Onde o amor se torna a forma mais fácil de fingir se amar
E como sempre me julgo mergulhando na madrugada como um sedento peixe voltando pra água quase sem ar.
O mais interessante e divertido, não é só mergulhar em Alto mar e sim, descobrir as pérolas e as belezas que existe dentro dele.
Qualquer um pode pescar e devolver o peixe para as águas, mas raramente pescará o mesmo peixe novamente!
Assim são as oportunidades.
A natureza nos dá o peixe
Para nos alimentar
Também nos fornece a isca
Que nos facilita pescar
Com filho de caba assado, puxo pacú
Com sapinho o Cara-açu
Com embaúba a sardinha
E com banana o Aracú
Pescaria,
Pescar é bom e sedimenta amizades
Descontrai a alma, constrói energias
A natureza inspira a divina criação,
E mantém viva a vontade de voltar.
"Nem todo dia o mar está pra peixe, nos diz certo adágio. Mas no dia seguinte o pescador volta a entrar no mar e lançar suas redes. Aprendemos duas lições: Respeitar a natureza e seus limites e manter-se perseverante!"
O Rio (Espero que não seja o fim para o Rio doce...)
Nasci no alto pra correr na terra,
Molhar o chão,
Abrigar o peixe,
Encontrar o mar,
Nasci no alto pra correr na mata,
Regar a planta,
Banhar a pedra e criar o limo,
Sustentar o barco e apoiar o remo,
Nasci no alto pra correr pro homem,
Saciar a sede,
Girar a roda,
Alimentar a vida,
Nasci no alto pra seguir o curso,
Completar a rota,
Cobrir o leito,
Exigir a ponte,
O chão está árido,
O peixe sumiu,
O mar está longe,
A planta secou,
A pedra rolou, o limo acabou,
O barco furou, o remo quebrou,
A sede é grande,
A roda travou,
A vida definha,
A rota é difícil,
O leito vazio,
A ponte caiu.
(Valdir Aquino Lubas)
Dulce, rio...
Naquele espaço de tempo- entre o entardecer e o anoitecer, contemplar o cenário era uma dádiva e a espera, um presente.
Enquanto aguardava o meu transporte para o isolamento, minha distração era observar o choque entre as águas cristalinas do mar e as águas turvas do rio imponente...divaguei naquela lição contemplativa.
As forças das águas somaram-se numa correnteza que era de fazer qualquer peixe perder o rumo...por alguns instantes, pensei o que levava um peixe, com a abundância do mar, se deixar levar pela pureza daquele rio. Seria o conforto da temperatura ¿ o embalar das marolas de sua bacia¿ seria ele um desbravador cansado do tempero de seu ambiente, procurando um horizonte mais doce¿
Já a caminho do meu destino, me deparo com o massacre de alguns peixes, corajosos ou perdidos, bravos até a morte...nadaram, incansáveis, para seus rumos trágicos...
Alguns, falou-me o guia, conseguem chegar ao rio e ainda viver num ponto aonde o rio não é rio, nem o mar o mar...
A natureza me confortou com a delicadeza daquele fragmento...pois eu, passarinho, me via tão peixe como aquele que busca águas menos salinas, menos revoltas... águas de temperaturas mais amenas...
Enfim cheguei, sem destino. Se o peixe encontrou sua bonança, ei de voar.
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Rio Dulce, en mi Guatemala querida.
Por mais lindo e bem cuidado que possa ser um aquário, com certeza os peixinhos, se pudessem escolher, prefeririam seu habitat natural...
Peixe fora d’água
Sai de casa e habita quaisquer ruas
De uma cidade que agora é violenta
Observa a juventude sem propósito
Pensa no que dizer, mas nem tenta
Há feridas que tornam-se tatuagens
E há marcas de batom em seu corpo
Contemplando informações inúteis
Faltando muito para chegar ao topo
Conhece a música, a arte e a poesia
Ouve falar de chatice, tédio e rotina
Sabiamente deixa o relógio trabalhar
Uma hora a conversa fiada termina
Só Deus sabe o que irá lhe encantar
Tem uma moreninha metropolitana
Seu futuro ainda não foi descoberto
Sendo as mãos lidas por uma cigana
Ainda persegue a rota de esperança
Alternativamente o moçoilo acredita
Entre inúmeros indivíduos descrentes
Se ele é peixe fora d’água, que resista.
Passamos a maior parte de nossas vidas procurando um verdadeiro amor...
Só descobrimos que encontramos, quando estamos sós!!!
Às vezes eu me sinto um peixe fora do aquário, mas isso não é ruim. É sinal de que sou eu mesma. Eu penso da forma que eu quero, não da forma que as pessoas gostariam que eu pensasse. Tenho em mim a coragem de ser exatamente quem eu sou, com todos os meus defeitos e verdades, e pouco importa quem não gostar.
RIO, SONHOS E PEIXES
Eu gostaria de segurar os sonhos
Pena que sempre escapam
Parecem a truta a brincar com o pescador
Dança à sua frente
Parece até que sorri
Foje faceira por entre as águas do rio
Quando sonho com você é assim
Parece estar ao alcance das mãos
Some de repente em meu despertar
Fecho os olhos novamente
Tento voltar a sonhar
Lá se vai mais um sonho
Sorrindo de mim
Saltando no rio.
OSSOS DO PEIXE-OFíCIO
Meu sentimento de poeta
Em meu temp(l)o
É isca pra linguagem:
Ao mesmo tempo que dou linha
Sou peixe
Fisgado
Em anzol de palavras.
Na escola pública, o aluno aprende que é preferível o peixe já pescado e frito na hora "certa" do que a dignidade de adquiri-lo. A mente torna-se como o Mar morto: repleta de valiosos elementos e materiais, mas sem uma aplicação útil.
A fotografia é uma espécie de pescaria onde você pega um peixe grande, guarda ele no fundo de uma gaveta e algumas décadas mais tarde ainda pode surpreender uma geração inteira de pescadores com o seu tamanhão.
De que se alimentar, de carne, de peixe ou do Pão?
Há aproximadamente 2000 anos, Jesus fez seu sacrifício vicário por nós, i.e., um sacrifício de substituição às penalidades que deveriam ser impostas a nós, cobradas de nós, os verdadeiros pecadores ou infratores, não da lei dos homens, precisa ou especificamente, mas da lei de Deus.
Com este sacrifício, ele pagou a nossa dívida, cobriu a nossa culpa, assumindo-a como se fosse sua própria. Assumiu os nossos pecados, não só de uns poucos, mas de toda a humanidade.
Este é o verdadeiro significado de se recordar daquele dia fatídico, uma sexta-feira. Contudo, hoje é principalmente lembrada pelo fato de não se dever comer carne a fim de que o cristão possa experimentar na própria “carne” uma pequena parcela do sofrimento de Cristo - Uma forma de penitência pessoal pela qual o cristão deve deixar, por exemplo, de comer um bacalhau para comer uma sardinha que é mais barata, como forma de tirar este prazer, não necessariamente da carne, ou seja, não se abster apenas de carne, mas de qualquer outro alimento que proporcione o prazer do apetite que se revela pela manifestação de uma carnalidade no sentido de dependência dos prazeres da carne.
Assim, por exemplo, como a carne seria mais cara que 1 sardinha, seria preferível comer 1 sardinha a comer um belo churrasco que envolveria mais gasto e mais opulência; ademais, seria preferível comer um churrasco a comer uma bacalhoada, pois o bacalhau é ainda mais caro que a carne.
Portanto, entende-se que a questão da penitência envolve a questão da opulência: quanto menos caro for o alimento, mais sentido terá a penitência.
Esta é uma explicação para o motivo de se comer peixe não apenas na sexta-feira santa, mas durante todo período da quaresma, segundo consta no Código de Direito Canônico da Igreja Católica.
Sendo assim, se um cristão deseja de fato fazer penitência durante este período chamado quaresma, ele deve se abster de alimentos caros que refletem opulência, devendo comer comidas bem baratas como ovos, sardinhas, legumes, verduras, ou quaisquer alimentos que não revelem abastança, mas simplicidade, e que seja suficiente para satisfazer as devidas necessidades.
Entretanto, segundo os princípios de Cristo, a verdadeira abstinência do cristão recai sobre a sua disposição em satisfazer a vontade de Deus, ou seja, matar a carne, não a carne alimento, mas a “carne da carnalidade” que afasta o cristão de Deus.
Pergunta-se, portanto: o fato de não comer carne na sexta-feira santa é suficiente para o cristão chegar diante de Deus e dizer a ele que está livre de pecados porque deixou de comer carne? Quantos se sentam à mesa neste dia, comem peixe em vez de carne, mas estão com o coração repleto de carnalidade, de modo que a carne que ele deixa de comer está entranhada em seu coração?
É como diz Jesus: o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca porque procede do coração (Mt 15:17-20).
Logo, parece haver uma contradição no deixar de comer carne na sexta-feira “santa”.
É como também advertiu o apóstolo Paulo com relação à ceia do Senhor, que cada um examine o seu coração (1 Co 11:28) e, assim, possa detectar se há em si algum caminho mau (Sl 139:24) que porventura possa vir a afastá-lo de Deus, e então possa se corrigir mediante uma autorreflexão que conduz a uma autodescoberta em que reconhece as próprias falhas e busca se corrigir diante de Deus.
Esta é a essência da sexta-feira chamada santa, pois na verdade ela passa a expressar um espírito de santidade quando se busca colocar em prática o que Jesus buscou transmitir à humanidade cristã, ao povo cristão.
Feliz autoanálise através da “lembrança” da morte de Cristo que significa a morte de pecados.
Feliz Páscoa, que relembra a libertação da escravidão do povo de Deus não apenas a que se deu no Êxodo, mas, principalmente, a que se deu uma vez por todas pelo sacrifício vicário de Cristo e pela sua ressurreição que reflete a libertação definitiva do seu povo das amarras do mundo.
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