Tag outono
Bendito outono com sua mensagem de esperança! Bendito outono, fase de gestação de novas vidas! Ouço-lhe a música e os silêncios e me rendo diante do mistério do sagrado. Será o outono uma presença profética?
Seja bem-vindo Outono!
E as folhas de Outono, espalham-se pelo
chão, num doce abandono...Dando Adeus
aos sonhos de Verão.
Bem-Vindo, Outono!
Legítima Estação dialética
que teu verde teimoso das folhas que ficam
e teu amarelo caduco das folhas que partem
recebam o plantio de rosa que chega
e a luta do vermelho que brota
O outono cobre o jardim com seu manto de solidão,
e expressões tristes se formam nas faces dos que acreditavam.
Com um olhar estático, encaram as folhas perdidas no chão,
notando que também perderam o que mais amavam.
A constante cromática germina no céu dos personagens,
que deleitam-se em guerras, e sofrem na paz,
contemplando sua velha e falsa salvação,
enquanto conservam o ciclo do quadro em transformação.
O inconstante procura seu ninho acromático,
onde os anjos entregam-se a pecados angustiantes.
Pinta o amor com sua paleta gradiente em vermelho,
cujos tons há muito tempo deixaram de ser vibrantes.
Marcados por pincéis finos que deixam rastros,
as obras moldam-se ao meu bel-prazer.
Satisfazendo-se com a opressão iminente,
pois aos seus pintores devem obedecer.
Outono
Um outono, assim, todinho pra mim
Mais outono início, mais outono fim
E a felicidade pra seguir...
Quero um outono com sabores zil
Que venha quente, mas que venha frio
Uma estação pra encontrar o abril
Semear
Vem outono!?
Me cobre com tua fartura
E cura as amarguras
E toda sorte de abandono.
Me espalha com o vento;
Que eu, nem penso no tormento
De viver sem caminhar.
Penso talvez, no decorrer do tempo,
Qual indelével e audaz;
Que num só dia, um dado momento
Todas as estações me traz.
Porquanto, nada mais é a vida,
Do semear às despedidas;
No ínterim da estação
Abastecer o coração.
Que então, me seja sincera,
E diante da colheita não se imova!
Sendo o bem numa quimera,
Seja o que plantei que me devolva!!!
R.M.O. - Semear
Pinto-te...
Ouço
Penso
Observo!...
Fisgando palavras,
um véu de cores em cio
assalta o caminho!
Vozes roucas nascem dentro do peito!
-- josecerejeirafontes
Outono
Os raios já esmaecidos do sol dão um tom de poesia, as ruas e vielas sombrias repletas de folhas secas.
(...)"O sol morno de outono
clareia minha manhã amarelada.
E mais uma semana se inicia
ausente de tua presença.
Distante em horas,
querer perdido em pensamentos...
Escolho a cor da camisa
para o trabalho.
Destino atrasado
nessa minha pressa de você..."
até no jardim
a tragédia
flores e folhas mortas vivem lá
assombram a luz
com suas secas
desprendida solidão e liberdade
no outono dos galhos enraízes
esperança a lembrança do orvalho
sombra o sol passado
em ramas de um perfume antigo
Numa tarde de outono,
a força de vencer se faz presente em meu ser.
A chuva caindo,
a brisa fria,
as folhas que seguem o ritmo do vento,
me mostram o quão linda é a vida.
Me mostra o quanto posso vencer e ser quem eu quero ser.
Aperto o play,
e escuto no rádio uma música calma e relaxante,
capaz de nos tirar toda a angústia, toda a tristeza.
Mesmo que, a tristeza de não lhe ter ao meu lado,
tente me sucumbir, não vai me vencer.
Sentir você perto, mesmo estando longe,
nesta tarde de Outuno, me mostra que devo ter esperanças.
Pois, mesmo as folhas caindo no Outono,
serve para me mostrar que novas surgirão na Primavera.
E nenhuma sensação é melhor do que está,
sensação que o novo vai chegar,
e vai sentar do meu lado, e tudo fará sentido.
Mas enquanto isso,
vejo a chuva cair,
a brisa bater no meu rosto,
e as folhas caírem,
nesta tarde de Outono.
O REFLEXO DA ESTAÇÃO
Enquanto cai a chuva de outono lá fora eu ouço, e seu som traz musicas repetitivas e lembro-me de cada momento poético que me inspirou na vida.
Então eu olho na janela do meu quarto e lá está o meu reflexo.
Como sempre em todos aqueles momento de outrora,
tanto o quanto agora...caindo e escorrendo sobre a vidraça.
Então eu me pergunto; "Seria de fato, todos os meus melhores momentos terem sido assim? ... desde a infância, até agora?"
Então eu abandono o interior do meu quarto e deixo que as lagrimas caiam sorridentes la fora.
Na esperança de que as lagrimas do céu tomem o seu lugar e tragam por fim uma outra poesia para o meu coração, agora.
No reflexo da estação. :'(
o outono está no fim. caíram as folhas, os cabelos, as saias. logo o ar impassível desabará sobre nós e o vento cortante rasgará nossas fibras. as lãs sairão dos armários e os jeans se misturarão a botas, luvas e capas. as gentes esconderão o corpo, às vezes com elegância e dignidade, às vezes com extravagância e agrura.
MAR QUE VAI E VEM
NESTA MANHÃ DE OUTONO
VAI COBRINDO A AREIA
QUE SE DEIXA LEVAR
SAUDADES DO TEMPO
QUE EU O VIA TODOS OS DIAS
TE CONTAVA MEUS SEGREDOS
E VOCÊ NO MESMO LUGAR
MAR, PENA QUE TUDO ACABA
AGORA VIVO TÃO LONGE
SONHANDO COM SUAS ONDAS
COM SEU CHEIRO, SEU RUÍDO
COM TODO PODER DO MAR!
Só falta amor
O que faço com esse sentimento que machuca, sinto-me vazio de esperanças, parece que os sonhos perdem o brilho quando esse vazio toca na alma, procuro uma solução, mas os cantos do meu apartamento já me conhecem e silenciam perante minhas lágrimas, como não sentir a maldade nos ossos quando elas são espadas afiadas colocadas nas mãos das pessoas que mais amamos, minha única alegria é saber que posso mudar a mim mesmo, e me entristeço por saber que de tantas mudanças que tive dentro de mim, nenhuma foi o bastante, amei demais, suportei as larvas que me devoraram a ponto de sentir minhas folhas caindo, mas ninguém percebeu que meus ramos floriram na primavera, somente perceberam que caíram no outono, não sou o que pensam, não sou o que acham, nem o que me fizeram, sou apenas um ser buscando o sorriso que a muito levaram, sou aquele a quem deixaram as lágrimas como herança, a solidão como companhia, sou homem, não sou igual, não sou todos, sou uma pessoa entre bilhões que amou demais, que viveu para se doar, e foi se doando que recebeu a dor da saudade e da solidão, já não sei mais para que canto correr, já não sei para que braços devo pedir um abraço, se os abraços que queria não foram sinceros, machucaram e feriram meu peito másculo com a frase célebre "você é homem", como se homem não tivesse sentimento, vi meu mundo desabar como se não tivesse mundo para desabar, tive que aprender a conviver com a insônia e a incerteza dos dias de felicidade que hoje minhas rugas me informam que pode estar logo ali, amanhã, um dia, ou na esquina, mas nunca sei, então vago pela noite, procurando algo que não sei, pois tudo que eu sabia levaram de mim, passo os dias escondido do sol, ou procurando a chuva para que ninguém perceba minha feição desconhecida de velho homem se minha velhice nem chegou ainda, as mãos que um dia afagaram a face do maior amor que tive hoje somente molham-se enxugando as gotas do oceano que vazam pelos meus faróis que não brilham mais como antes, não posso ter medo de amar, não posso parar de andar, não posso parar de pensar, mas não sei quando vou poder amar sem medo, andar sem pressa, pensar sem preocupar-se, essa vida é uma incerteza, não sabemos nada dela e por não saber nos tornamos criminoso e vítima, um dia vou embora de onde já parti, e vou deixar para traz o que nunca tive, vou pedir a herança que não tenho direito, vou fazer as malas que não são minhas, calçar os calçados que não são meus e pegar a estrada que nunca andei, quem sabe ela me leve pra onde eu nunca pensei em estar, talvez seja isso mesmo, só falta coragem, só falta tudo, só falta o amor que me levaram.
"PÉTALAS ESCRITAS"
Escrevo, escrevo a minha divina poesia
Para não gritar ao vento, à chuva
Ao perceber que muitas vezes estou só
Irremediavelmente sozinha em pensamento
Procurei-te meu amor, e não te encontrei...
Procurei os teus olhos, e não os achei
Procurei os teus lábios, e não consegui senti-los
Procurei o sabor da tua boca, e não consegui imaginá-la
No caminho do amor encontrei um jardim de rosas vermelhas
Feitas de pétalas nos teus, nos meus, nos nossos olhos
De pranto um rasgo no céu, abrirá um manto de lágrimas que cobrirá
A nossa felicidade onde eu deixei escrito nas estrelas
Poemas no desabafo das letras, do tempo que nos envelhece
No final vivo, canto, mesmo sem voz, na tamanha vontade de fluir
E eu procurei-te meu amor ao amar-te tanto sem rumo
Para não gritar ao vento que estou irremediavelmente só
Na minha divina poesia, onde o alívio da minha dor
Está em olhar para a dor de quem esta tão próximo "tu meu amor"!
"PAPOILAS"
As papoilas dos teus olhos
São o meu abrigo pelas manhãs
Colheitas de trigo aos molhos
Ouve o murmúrio da fonte, do rio que secou
Papoilas ao vento no meu pensamento
Indiferentes à luz do luar
Feitos de versos na madrugada de amores
Letras escritas no doce ardor da ilusão
Manhãs frescas por palavras verdadeiras
Trigo, cevada, centeio faz derrubar todas as fomes
Água do rio, da fonte, da nascente, sacia todas as sedes
Papoilas vermelhas pelos campos do nosso amado Portugal!
"EXALTAÇÃO"
Os meus pés descalços
Caminham entre pedras afiadas
No afago das vagas onde dorme a ilha encantada
Sem bússolas, sem mapas, sem rumo
Apenas este sol quente, que ilumina o meu destino
Estrada de um céu de infinitas estrelas
Folheio os livros esquecidos da minha história
Onde as minhas palavras escritas são fragas
De letras que florescem nas noites escuras
Dispersas num luar sem luz, sem exaltação
Numa tarde de outono tranquila cheia de gaivotas sem destino.
ALEGRIA
Ser mãe é amar
É gerar
É cuidar
É amar incondicional que nada espera em troca
É um afeto desmedido sem ser incontido
Ser mãe é um ser infinito de esperança.
Ser mãe é proteger e amparar
É encontrar sempre as palavras certas
SER MÃE É AMAR, AMAR!
SAUDADES
Meu amor
Tenho saudades...
De te observar.....
......
Tenho saudades.
De te tocar......
De te beijar.....
..........
Tenho saudades.
De te acariciar…
Do teu rosto....
.............
Tenho saudades.
Do teu cheiro.....
Do teu gosto.....
.......
Tenho saudades.
Da tua pele.....
Dos teus abraços…
..........
Tenho saudades.
Saudades de ti…
De estar contigo!
"UM NO OUTRO"
Se eu pudesse ter-te aqui na minha cama desfeita.
Desfeita do nosso desassossego sem destino.
Perduraria o meu amor no teu caminho
Estrada estreita.
Noite escura mal dormida
Na chegada, na partida de viver na ausência.
De tudo que nos faz sofrer
Vida refeita e vivida na conjugação de nós dois.
Desta paixão que arde no meu peito por ti.
Compasso e descompasso, feito por nós dois.
Num beijo prolongado
Calando a todos os feitiços lançados.
Numa utopia longa e prolongada de desejos
Feitos em sentimentos de um passado,
De um futuro cravado nas memórias do meu peito.
Clamo por ti todas as noites mal dormidas.
Saciadas por cada minuto que te chamo
Gritando de dor, as insônias da madrugada.
Palavras deitadas ao vento
Escritas na tempestade da minha alma.
Horas de sono perdidas, esperando a tua chegada
Tantas vezes desconcertantes.
Nas madrugadas cheias de orvalho
Nos desejos mais penetrantes.
Como uma chama que arde sem queimar.
Seremos sempre um no outro
Os nossos corpos estarão sempre moldados
Um do outro, no fim do caminho
Somos as linhas cruzadas do nosso próprio destino.!
