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O fato de falarmos o que pensamos , nem sempre quer dizer que falamos a verdade, a verdade é soberana, mais sua opinião e só sua...
Uma das maiores riquezas dessa vida é você ter certeza de quem você é, e isso independe de opiniões mesquinhas e medíocres, opiniões de pessoas pretensiosas que acham que sabem quem somos, quando na verdade não sabem sequer quem são elas. Quando você tem certeza de quem é opiniões alheias não te abalam, tampouco envaidece.
É tão difícil, para mim, aceitar a opinião dos outros. Não por uma questão de respeito, pois isso eu tenho, entendo as diferenças e apoio totalmente o seu direito de expôr e defender elas, mas por uma questão de sentimento. Porque eu penso tão "à frente" de algumas pessoas, que eu não consigo entender esse pensamento antiquado, preconceituoso, arcaico.
Dizer o que pensa ou se calar? O que importa sua opinião para quem não a quer ouvir? O silêncio no momento certo é, muitas vezes, mais impactante que qualquer ofensa verbal.
Um dia o medo passa; os olhares que te olham de fora cegam; as opiniões que te acompanham, calam-se; e tudo o que lhe restará é a sombra remanescente das escolhas que fez.
Ás vezes quero virar para esquerda, mas termino indo pela direita, ou vice-versa, porém não me preocupo com o rumo, porque sei que o importante não é a direção, e sim seguir sempre na contramão da ignorância e da boçalidade. Quem não sente medo de mudar de opinião e dizer o oposto do que disse antes, não corre o risco de ser considerado um idiota. Porque se eu vivesse nos tempos da “santa inquisição” jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, apesar de ter consciência, sinceramente não tenho certeza absoluta alguma. Porém, com certeza, seria queimado pelos carrascos inquisidores que enxergariam heresia no meu ato de defender tanto o direito de ter ou de mudar de opinião, quantas vezes se quisesse ou fosse preciso.
Já parou para pensar:
Como as pessoas te enxergam ou falam e, como você realmente é e o que mostra ser...
Ela queria mudar o mundo, não podia, então mudou seu próprio mundo, cercou se de certezas, de conhecimento, criou opiniões virou uma mulher, sentiu-se capaz e era mas do que todos podiam imaginar...
É muito fácil acusar, criticar, apontar erros alheios...
O difícil é fazer as coisas certas no lugar e momento certo...
É preciso saber julgar, sendo tudo uma questão de opinião...
Osculos e amplexos,
Marcial
APENAS UMA QUESTÃO DE OPINIÃO
Marcial Salaverry
Certamente para um mesmo fato, sempre haverá opiniões discordantes, eis que por diferenças de pensamento, muitas vezes pode-se julgar que alguem está errado, sem procurar analisar se o que existe é um erro, ou apenas outra maneira de enfocar determinado assunto, assim como existem muitas pessoas que se dizem incapazes de perdoar erros alheios, por se julgarem perfeitas, e portanto, não cometem erros, segundo seu julgamento pessoal, é claro, mas geralmente são as que mais cometem erros. O primeiro deles, é esse erro de julgamento, logo condenando outrem por uma primeira impressão, por algo que possivelmente não entendeu corretamente. E isso é um erro crasso, sem dúvida alguma.
Não é porque alguém pensa de maneira diferente do que a nossa, seu pensar é errado. Tão somente trata-se de alguém que tem outro ponto de vista. Há que se parar para pensar antes de fazer críticas ofensivas. Se queremos ter nossos pontos de vista respeitados, temos que respeitar os alheios, por mais que discordemos, pois tudo na vida é uma questão de opinião, e cada qual tem direito à sua...
É necessário sempre ter presente que não existe a verdade absoluta, eterna. Uma nova maneira de pensar pode mudar regras antes tidas como imutáveis, ou "imexíveis". Isso existe e sempre existiu, e continuará existindo. Tudo é passível de mudanças. Vamos reavaliar nossas idéias, atualizando-as. Não fiquemos presos a certos grilhões a que nos levam certos pensamentos retrógrados.
Se não quisermos aceitar outra maneira de pensar, vamos pelo menos respeitar quem pensa de maneira diferente. Poderemos eventualmente dialogar, manifestando nossa discordância, e nunca criticar acerbamente só porque não concordamos com algum pensamento alheio, mesmo que, a nosso aviso, esteja errado, pois pode ser que o erro seja nosso, e sempre será tempo de corrigi-lo, de mudar uma maneira de pensar, de ver a vida.
Não podemos nos esquecer de que todos nós somos passíveis de falhas. A perfeição não existe. Claro que é muito fácil apontar erros alheios. O difícil é aceitar e reconhecer os próprios, e fica a pergunta fatídica: "Por que será tão difícil aceitar nossa falibilidade? Por que será tão fácil apontar falhas de outrem?" Responda quem puder.
Não se esqueçam de que, ao apontar com o dedo indicador para alguém, existem tres outros dedos apontando para seu peito...
Um pensamento de L’Inconnu que vem a calhar.
"Aquele que não pode perdoar, destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar."
Parece evidente que a incapacidade de perdoar acaba nos deixando como que insensíveis, mais duros, e tirando igualmente, a capacidade de reconhecer os próprios erros. Acabaremos criando uma capa de infalibilidade que na verdade inexiste para os seres humanos.
Paralelamente, essa dureza excessiva também criará nas outras pessoas uma expectativa de nos dar o troco quando falharmos. Da mesma maneira que não fomos capazes de relevar eventuais "mancadas" alheias, ninguém nos desculpará por uma "rata" nossa, por menor que ela seja.
Evidentemente existem erros, que exigem uma punição. E uma punição rigorosa. Porém essa punição deverá ser aplicada por quem de direito. Nunca por quem não tiver autoridade para tanto, e é justamente por isso, que para se definir uma culpabilidade, existe um júri, composto por diversas pessoas que se devem por de acordo. E mesmo assim ocorrem falhas, homéricas por vezes, então, que dizer de um julgamento feito precipitadamente no aceso de uma discussão, ou analisando algo que nos prejudicou?
Para tanto, sempre deveremos ter em mente que nosso julgamento, bem como nossos atos, é algo sujeito a falhas. E, da mesma maneira que estamos julgando os erros de alguém hoje, teremos nossos erros julgados amanhã, e certamente não gostaremos de ser analisados com a mesma dureza que fazemos nossa análise, nosso julgamento.
Existe uma outra frase famosa, também do meu amigo L'Inconnu: Errar é humano... Perdoar é divino. Claro que, conforme o que tenha acontecido, não é muito fácil perdoar-se alguém... Mas sempre deveremos nos perguntar se agiríamos de maneira diferente, em se trocando as posições. Sempre deveremos nos colocar do outro lado, para sentir como gostaríamos de ser tratados. E assim agir...
E com essa idéia, sem qualquer ressentimento, vamos ter UM LINDO DIA, e procurar sempre repeti-lo...sem erros, claro...
O relativismo cultural vale como uma precaução metodológica inicial, para frear o ímpeto de julgar tudo "a priori" segundo a opinião vigente, mas, erigido em dogma que molda antecipadamente as conclusões, achatando e neutralizando tudo, torna-se um dos princípios fundamentais da estupidez acadêmica. Principalmente porque ele É a opinião vigente, o que o torna instantaneamente auto-contraditório.
Nenhuma opinião vale mais do que a outra quando o assunto depende exclusivamente da sorte e antes que o resultado seja conhecido.
Em uma equipe sempre haverá quem não se manifesta. Provoque a manifestação, pergunte o que ele acha, qual opinião dele sobre o assunto debatido ou o que ele faria. Podemos ser surpreendidos com a resposta e obtermos a solução que precisávamos...
É preciso aprender a amar a si mesmo, a reconhecer-se e a aceitar-se, apesar de suas
imperfeições – que, na realidade, são caminhos a percorrer. Só assim você deixará de temer os outros e de ser afetado por suas opiniões.
Se eu achar que eu estou bem com uma roupa, pouca me importa a opinião de quem discorda.
Quem vai usar a roupa sou eu!
Quem vai causar por estar se sentindo linda dentro dela, sou eu!
Porque na verdade, a roupa é só um acessório. Bonito mesmo é a atitude de quem veste a roupa!
E se a sua atitude é de quem se acha linda, é porque vc está linda!
Ponto.
A opinião contrária pode se provar verdadeira, ou parcialmente verdadeira, representando, assim, uma correção da opinião da maioria.
Submeter a opinião da maioria a uma vigorosa contestação de ideias evitará que ela se transforme em dogma ou preconceito.
e quem tem olhos (e sentimentos) suficientes para decifrar (ou julgar) uma pessoa, se as suas dimensões são muitas?
