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Se eu fosse um gênio teria a receita do porquê o amor termina... mas, como simples poeta e amante da vida, digo que o amor não acaba, nem morre, ele apenas se exila.
MORRE DENTRO DE MIM
Se eu peço ao soneto dar-me felicidade
A este coração sofrente, sonso e servil
Prosa que sou infortunado, varrido, fútil
Ávido, inútil e cheio de inflada vaidade
Donde vem está falta de simplicidade
Está tua crueldade? mostra ser hostil
Nas entrelinhas és vil, dum saber sutil
No versejar, tosco, e sem a suavidade
A minha inspiração sussurrante, chora
Nos suspiros dentro da ilusão e, assim
Farto de sensação e lágrima, vem fora
Parece que a poética, só quer, querer
Ser, sem piedade morre dentro de mim
Só para sentir o sentimento esmaecer
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 junho, 2023, 20'43" – Araguari, MG
A cada dia morre um pedaço de mim.
Tô ansiosa pelo dia em que o último pedaço morrer e eu deixar de existir.
Se na vida não sou lembrada, tenho certeza de que na morte também não serei.
Somos iludidos sonhadores.
Entende?
A percepção de querer ou aceitar algo. Vivemos utopicamente, porque somos um paradoxo, um ato teatral, um modo paradoxal, uma existência inexistente, uma coisa inenarrável, mas, perceptível entende? Não? Tão pouco este meramente capitulado do modos encenar viver.
É bom quando ele morre. É chocante, ninguém espera por isso. E ele é o protagonista. Com que frequência o protagonista morre no meio do filme?
.. E do nada aparecem pessoas querendo te agradar dizendo " fica calma querida, a esperança é a ultima que morre " eu sei, ela é a última que morre. Mas também,a primeira que mata.
MORRE ABÍLIO DINIZ
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Empresário Abílio Diniz
Na mídia é manchete.
Fundador do Pão de Açúcar
E na vida foi `valete.´*
Novos Caminhos... publicou
A todo público agradou **
Falece aos oitenta e sete!
*Figura de um jovem escudeiro.
Ele praticou Judô, boxe e capoeira.
......
** Público da área empresarial.
Quem pode ser capaz de lidar com o desespero que desequilibra, desnorteia, enfraquece a capacidade de levantar-se e seguir em frente, se entregando totalmente a um fim.
A esperança pelo contrário, ainda que tudo fale diferente do que acreditas ser é a última que morre, e aquela que mesmo por um fio entre o estar e o final consegue arrancar forças de onde não há pela sobrevivência.
"O futuro sempre foi incerto, e as profecias sempre falharam.As bolas de cristal nunca foram tão opacas.Só existe uma certeza, a gente nasce,a gente vive e a gente morre. O resto? bem o resto é um entreter os dias."
Morre antes do tempo quem não se adapta ao mundo moderno. Se tiver certeza que vai ao "paraíso". A morte pode ser o caminho confortável. Senão, viva sem perder a razão. Ou seja, não pratique inversão de valores morais e nem se acovarde pisando nos mais fracos.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
Amor...
Agoniza, mas, não morre...
Já vi amor levantar da sepultura de um coração morto...
Já vi o amor brilhar de olhos serrados pela dor da ausência...
Já vi amor atravessar o tempo e recuperar o tempo perdido, como se nada tivesse acontecido...
Já vi o amor tirar sorrisos e devolver alegria de um rosto triste...
Já vi o amor, fazer milagres...
Já vi o amor caminhar de mãos dadas com a antiga tristeza com muita alegria...
Já vi o doente, se curar quando de longe avistou a volta do seu amor...
Já vi de tudo...
Agora quero ver o seu amor me fazer sorrir de novo...
