Tag memórias
Ponto infinito
Dimensões espelhadas
Colisões e despedidas
Em todas as versões
Trânsito de temporadas
Me lembra quem eu sou
Dribla o tempo e espaço
Guarda meus sonhos
Entrelaça as passadas
A ponte, a estação e a casa
Aproveite seus dias e não leve
consigo mágoas. Que suas
memórias sejam para te nutrir
e não para te prender.
A saudade é um sintoma na alma, que provoca uma inquietação relevante, causada pela vontade de reviver algo que experimentamos no passado, sentimentos que foram fortes o suficientes para deixar reflexos inapagáveis em nossas emoções, marcas que nem o tempo conseguirá eliminá-las de nossas memórias.
Memórias de um dia
Mais um dia de verão, ná cidade central de uma grande metrópole pessoas caminham apressadamente, enquanto eu andando calmamente observo o povo passar. Paro no bar de sempre, sento em uma mesa, que se tornou meu lugar preferido para relaxar e por os pensamentos em ordem. Mato minha cede tomando uma gelada. Deixo o bar para caminhar pelas ruas do centro velho.
Caminho pela rua dos livros, procurando algo que valha a pena ser lido, quando um sujeito mal fadado me tira dos pensamentos, tenho vontade de socar-lhe o nariz, por querer divertir-se as minhas custas, mas sigo meu caminho um tanto indignado. Paro no restaurante da esquina, e da mesa onde estou observo uma bela mulher, morena de cabelos pretos longos e lisos, olhos negros e belas pernas, me aproximo puxo conversa como quem não quer nada. Ela uma garota vinda de uma cidade interiorana, que agora está com dificuldades para viver, não tem filhos nem é casada, 28 anos. Poderia fazer feliz qualquer homem de bom senso. Então volto a mim mesmo com meus problemas conjugais e sigo meu caminho.
Volto ao bar preferido, sento em uma mesa, que fica em uma movimentada rua, peço uma cerveja e uma taça de vinho, e trato de muitos assuntos, concernentes a vida, e como a situação de outros países afetará a nossa vida, e essa gente que passa nem se da conta disso.
Volto para minha cidade, que não é uma grande metrópole, más é aconchegante, na porta da estação de trem, entro em outro bar, sento na mesa e observo agora a gente da minha própria cidade... é hora do rush, muitos voltando dos seus afazeres diários, eu peço mais uma gelada, e continuo a refletir.
A vida ainda é boa, apesar de todas as dificuldades, fico pensando na bela mulher que conheci, e encontro forças para prosseguir, e viver mais um dia.
O problema não é você.
O problema sou eu, que coleciono memórias, me alimento de saudades e imortalizo momentos e pessoas especiais dentro do meu coração.
Existem algumas coisas que não vão embora nunca, essas coisas que não podemos tocar, se pudéssemos arrancaríamos e jogaríamos no lixo. E existem as que vão embora, que se pudesse você guardaria em potinhos e colocaria na estante. Os admiraria todo dia e passaria horas conversando com elas.
Que pena, não é?
As coisas que não vão embora são exatamente os traços das que foram ou irão.
E não podem ser guardadas em potinhos, apenas ficam as marcas, impressas na alma e na mente da gente.
O caso é que o tormento e a emoção, essas coisas intocáveis, acabam cicatrizando. Você pode sentir em você não é mesmo?
Você é um baú cheio de fantasmas.
Você é uma caixa cheia de memórias.
La pelas tantas da madrugada, deito minha cabeça em meu travesseiro, fecho meus olhos e juro... Juro que tento dormi. Mais o meu cérebro e teimoso, ele sabe a hora que vou deitar, e fica a espreita. Assim que pus meus fones para tentar dormi, pronto era a deixa para ele ter a sua desculpa de sair vagueando por lugares proibidos; Ele sempre faz isso comigo. Mais penssando bem eu o agradeço, pois ele faz isso em horários propícios... Na madrugada. Pois ele sabe que aquele filme que ele esta me mostrando vai ser revelado em forma de lágrimas... Ele sabe que vai doer.. Sabe que sou fraca pra isso. Todos nós somos quando se trata de sentimentos, memórias e essas merdas todas.
Nao tenho a mínima ideia de como e quando isso aconteceu. Só sei que, olhei e já estava lá; rápido e silencioso. Em minha opinião eu não marecia isso, mais ora falar a verdade minha opinião já nao consta mais nada a muito tempo. Eu estava esperando sua decisão, andava para la e para cá com o celular em minhas mãos a mala já estava pronta; para entrar em sua vida ou para sumir dela. Estava enjoada nao sentia fome, Eu estava desesperada a ponto de entrar em um colapso nervoso. Sentei no sofá, e levei o copo de vodka á boca, parei no caminho e me perguntei se vc Gostaria que eu bebesse "vai a merda" pensei e dei um longo gole. As chaves do carro estalava em minha mão quando eu as girava. Levantei mais uma vez e enchi meu copo novamente, meu celular apitou no sobressalto corri ate ele na mesinha de centro minhas mãos trémulas... Coração trémulo. " Eu sinto muito mas ... :/ " era oque dizia a mensagem, 'mais que diabos ainda ousa colocar emotion?! ' respirei fundo. ' eu nao vou chorar... Nao posso chorar ' engoli o resto da minha bebida cor âmbar " Também sinto muito .!. " Digitei de volta e enviei , joguei meu copo na pia peguei minha mala a coloquei no porta malas do meu jeep dei partida, ' isso nao vai ficar assim' repetir o mantra ate pegar a rodovia principal e ir rumo ao desconhecido.
O meu subconsciente se trancou em um cofre, e ainda saiu assoviando e balançando as chaves por entre os dedos!
É assim, um pouco disso e um pouco daquilo e voltamos para o eixo. É bom lembrar que as vezes o mundo precisa parar de girar, e mesmo que naquele momento breve e vertiginoso nos sintamos perdidos, é aquele momento e apenas ele que pode por vezes nos devolver a paz. E nos tirar do tédio e da agonia de horas insípidas, de memórias de gosto amargo. Todo mundo uma hora ou outra precisa ser resgatado, a sorte é de quem tem alguém que o resgate e a quem resgatar.
Às vezes meu pensamento se eleva
e a memória me traz você
meticulosamente eu refaço meus passos
me jogo em seus braços
até me perder....
Encontrei mensagens que eu nunca enviei, estavam perdidas no esquecimento, e a verdade é que fingi que esqueci, que ilusão a minha, viraram memórias em minha mente, mente esta cheia de eternas lembranças.
Um dia conheci uma garota. Essa garota não era uma garota comum, tinhas seus defeitos tinha suas falhas mais fez eu me sentir a melhor pessoa do mundo, me fez pensar parece impossível aquilo acabar, mais um dia eu, eu esse babaca estúpido, idiota imbecil, hipócrita, egoísta, um filho da mãe. Conheceu alguém que veio como uma tempestade, sem avisar, sem cessar. Ele (eu) não pode contra a tempestade, lutou ou talvez não, e se perdeu na tempestade enfim.
Foi bom os nossos momentos, foi legal viver essa loucura q a gente chamava de amor
, você sim, merece alguém que te transforme que vença a tempestade. Merece alguém que saiba te entender, tipo, um homem de verdade o que eu não sou.
Viver é dar espaço às mudanças.
Aceitar os novos sorrisos,
As novas histórias,
As novas pessoas,
As novas memórias,
As novas oportunidades,
As novas chances,
Os novos amores,
Os novos romances...
Mas viver também é lembrar.
Lembrar dos velhos sorrisos,
Das velhas histórias,
Das velhas pessoas,
E velhas memórias,
Não se arrependendo das velhas oportunidades,
E nem das velhas chances,
Mas lembrar dos velhos amores,
E viver um eterno romance.
O relógio anda para frente.
Perseguimos sonhos.
Vislumbramos o que desconhecemos.
E, por fim, tudo se transforma
em memória:
Informações armazenadas,
lembranças.
Passando pelos carvalhos, sinto uma paz tremenda ao ouvir o estalar dos galhos. O som do vento ecoa estrada a fora, trazendo consigo o cheiro do verde das plantas, o cheiro que entra pelas narinas, cheiro esse que me lembra de um lugar, o cheiro que proporciona-me paz de espírito, esse cheiro traz o aconchego de um lugar que é essencial, mágico, único. Esse cheiro lembra meu lar
Vau de memórias....
Chegou o soldado da guerra, onde tantas não
tiveram a mesma sorte, ó minha mãe,
meu filho estás vivo, como rezei por ti meu amor,
meu anjo, pedi tanto a Deus que voltasses vivo.
não estou vivo minha mãe, estou morto
por dentro, podre e sem coração
meu filho esquece a guerra, agora estas comigo
em casa só isso é que interessa , dá-me um beijo meu querido filho
Mãe tu não sabes em quem eu me tornei, um monstro
não filho tu és sangue do meu sangue,carne da minha carne
não mãe matei homens, mulheres...
não sou digno do teu amor minha mãe..
Filho já passou a guerra acabou....
e o que ficou para traz ficou,
tens de recomeçar a tua vida ,
casa meu filho com uma mulher
que te ame mais ainda que eu e esquece...
tudo que vives-te filho
enquanto aquele soldado contava a sua história
passou uma velhinha de saia redonda preta ate aos pés ..
olho para o chão e vejo agua correr e pensei que é isto .
e seguiu viagem...ela tinha feito xixi a nossa frente
o soldado ria a gargalhada da cara estúpida...
que eu e o meu irmão fazíamos
tinha 10-dez ou 11-onze anos na altura o soldado...
já devia ter mais de 70-setenta
tinha estado na primeira guerra mundial era um homem sofrido pelas memorias da guerra
com quem eu e o meu irmão gostávamos de ouvir, ele já faleceu seguiu o conselho da
sua mãe foi feliz a sua maneira teve filhos, netos e bisnetos ganho uma medalha pelos
serviços feitos na guerra..descansa em paz soldado da aldeia, perdida nas serras.!!!
MEMÓRIAS DA MINHA DOCE INFÂNCIA
Eu vivi no paraíso onde tudo tinha cor
Mata verde, céu azul, nuvem branca e sol laranja
Formava um lindo arco-íris, belo emaranhado de cores
Que se enlaçavam no brilho do dia.
Eu vi os sorrisos mais sinceros e repletos de felicidade
Nasci no interior, no leito do rio Gurupí
Cercada por águas doces e cachoeiras que se debruçavam
Nas correntes nervosas do rio.
Tinha sonhos inocentes que não se realizavam,
Mas vivia tão feliz que nunca me importava,
Continuava dormindo sem me preocupar,
Sem me magoar, sonhando num suspirando sonante
Esperando ansiosamente o desejável dia do amanhã
Pois sabia que acordaria para uma nova aventura começar.
Ah, como eu brincava! Corria como em um desespero
Mas ao contrário de buscar socorro, procurava diversão
Na areia ou na terra preta do quintal, descalça deslizava
Sobre a maciez da lama, tudo, tudo com a mais pura emoção.
Sob as sombras dos cafezais eu pulava, subia em mangueiras
Apanhava frutas, não tinha temor à altura, embalava-me no
Balanço fechando os olhos sentido o vento suavizando minha pele
Nos dia de verão. Quando o suor escorria sobre meu rosto
Descia para beira do rio Gurupí, me jogava, mergulhava
Ficava alguns segundos submersa, como quem tivera saído do
Deserto e encontrado uma fonte, maná de sensações,
Ah, como era bom o barulhinho da água que me molhava,
Aquele arrepio frio que percorria meu corpo!
As tardes no sítio dos meus avós eram deliciosas
Amava aquela simplicidade, o silêncio que nos
Permitia ouvir o canto dos pássaros, o som que
Ecoava dos troncos e galhos das árvores
O toque leve e sedoso dos dedos da minha avó
Passando óleo de coco babaçu que exalava um
Cheirinho de carinho, enquanto ela penteava e
Massageava com todo cuidado os fios do meu cabelo.
À noite, permutava-se a soluta da escuridão pela luminosidade da
Alegria presente nas rodas de amizade. Ouvia- se versos, histórias
De assombrações, mais principalmente, contos da gente que despertava
curiosidade. Quem não se lembra das brincadeiras de rodas, ciranda-cirandinha
e das cantigas? Que acalantava o sono dos pequeninos, dos anjinhos!
Tinha liberdade de aprender, de errar, de brincar,
Liberdade de ter medo, medo dos olhos ofuscante da coruja que
Assustava-me por noite, deixando-me com sono por dias.
Pura superstição dos velhos sábios da aurora de minha vida
Nossa! Quantos valores e saberes me transmitiram!
Vejo-me agora como uma boba em companhia de lembranças dos
Anos maravilhosos que vivi, mas sinto-me livre para reinventar os
caminhos de hoje para alcançar, talvez, novas e esplendorosas
aventuras amanhã, sem esquecer-me da minha doce infância vivida.
Eu queria tanto te ter de volta, mas o orgulho foi maior que eu e te perdi. E é por isso que hoje eu sinto saudade das noites que você me colocava pra dormir, das inúmeras vezes que brigamos sem motivos e nos reconciliamos sem perceber, das vezes que juramos amores eternos, das vezes que ficamos imaginando como seria nossa primeira troca de olhares quando aquelas únicas portas que nos separavam fossem abertas e com ela abrindo sorrisos. Quantas vezes eu sonhei com aqueles beijos imaginados, abraços apertados que nunca foram dados nem sentidos. Hoje percebo que te perdi, ao que parece nem lembra-se de mim, e eu? Eu fico aqui, remoendo memórias do passado.
