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“O Sonho de um homem ridículo”, que é o texto mais místico que li do monstro russo. No mesmo estilo 'fluxo de pensamento' que me apaixonou em Memórias de Subsolo, Dostoievski discorre sobre nossos anseios existenciais que só encontram plenitude e descanso na fé imaterial. É pisado falar o quanto Dostoievski me esmaga com tudo o que escreveu. Não sei se qualquer pessoa lendo Dostoievski vá sentir a mesma coisa, portanto não posso te garantir que te sentirás assim, mas comigo é como se ele tivesse roubado pensamentos soltos da minha mente e os organizado numa história coesa e sensata, ao contrário das linhas soltas que confabulo. É como se fosse uma leitura telepática, onde todos os meus medos, dúvidas e sentimentos vários aparecessem continuamente nas páginas descobertas. Seria como ler o próprio diário, caso eu fosse capaz do que mais ninguém é, foi ou será: escrever como Dostoiévski.
"Desperto logo pela manhã , abro as janelas e me vejo fitando o céu púrpura , me lembro de tu , que adorava apreciar tal fenômeno , logo as lembranças vem a tona , todos os bons momentos e risadas voltam em minha mente numa série de desagradáveis flashes."
Murmuram vozes que uniram gerações, há memórias germinando ao olhar estas imagens e vêm as aves e os ventos saudar-me trazendo-me o aroma da terra...
Algumas memórias sao como estrelas
Ja aconteceram, ha tempos
Mas ainda brilham presentes
E tocá-las
Doi
Uma vez me perguntaram:
Quem era minha inspiração?
Sorrindo eu respondia:
A vida e os momentos.
Mas mesmo assim não entendiam o argumento.
Tranquilo então eu dizia:
A vida, pois cada dia é diferente.
Os momentos, pois cada um é inesquecível.
Inesquecível como foi o olhar,
E seu sorriso a encantar,
Os momentos de silêncio,
Preenchendo o ar.
Inesquecível a conversa,
Que mesmo em meio a baderna,
Os ouvidos insistiam a se antenar.
Inesquecível seu lábios,
Que mesmo em poucos segundos,
Gravados bem fundos,
Na memória hão de ficar.
Eu sinto o cheiro do arroz de leite que minha avó fazia para jantarmos. Eu amava aqueles cubinhos de queijo dentro, e não posso deixar de lembrar da expressão que ela fazia degustando positivamente a refeição rs. Que saudade da minha infância! Penso que crescer é o anseio mais imaturo que temos, de fato. Sigamos o bio baile com amor à vida e as memórias!
Boa Ventania.
Minhas memórias guardam a voz silenciosa de tudo que seduziu os meus sentidos e marcou a minha vida.
Pelos caminhos por onde passei um pouco de mim deixei... O que foi feito desses pedaços de mim não sei... São tesouros da minha alma navegante, neste mundo. Um mundo feito de aromas, cheiros, afagos, pensamentos... Memórias que me acompanham na superfície da minha vida e que poucos entenderam... Onde você está alma gêmea que me deixou entregue à solidão desta vida? A mercê daqueles que como errantes passaram pelos meus dias e noites?
Às vezes, os meus olhos se vestem de lembranças tuas, outras vezes, são as lembranças que se vestem de você.
Guardo lembranças por dois motivos: Para sentir algo quando olho para elas, ou pra olhar pra elas até ter certeza que não sinto mais nada.
Todas as minhas memórias
Todas as minhas lembranças...
Tem o gosto do teu riso
Tem o cheiro dos teus olhos
Tem a cor da tua voz
Todas as minhas lembranças
Todas as minhas memórias...
Me trazem saudades
Me dão teus passos
Todas as minhas lembranças
Todas as minhas memórias...
Tem retratos
Tem músicas
Todas as minhas memórias
Todas as minhas lembranças
Em emails...
Na caixa postal !
07/10/2017
Eu me pergunto do por que tudo que tenho é medo. Talvez a minha vida é cheia de escolhas, E umas da minhas escolhas podem machucar as pessoas que amo, É como o vento que sopra todas minhas memórias me fazendo lembrar das minhas escolhas erradas.
►Simples Anel de Coco
Ele estava sempre comigo
Aquele simples anel, sem brilho
Mas, que de alguma forma eu adorava
Eu o usava dentro e fora de casa
Mas, ontem quando o tirei,
Não mais o encontrei.
Ele era especial
Um presente vindo de uma musa celestial
Comprado em uma lojinha de rua, coisa e tal
Mas presenteado de modo tão singelo,
Que alcançou o meu lado sentimental.
Me perdoe, donzela
Acabei perdendo de vista a última lembrança
Sinto que estou te esquecendo
Como em um quebra-cabeça ficando sem peças
Aquele humilde anel guardava consigo a minha esperança
Hoje dormirei como um defunto, sem sonhos
Perdoe-me novamente, estou em prantos.
Ele era um simples anel de coco
Escrito com Gillette "Para o Meu Moço"
Se foi, como um sopro, sem eu perceber
Sei definitivamente que irei esquecê-la
Amanhã saberei realmente como é viver sem você
Perdoe minha conduta, minha outrora princesa
Em teu anel lembra-te para sempre do teu antigo Romeu.
Algumas canções são exímias nadadoras; com um só mergulho são capazes de buscar no fundo da alma o sentimento que nos devora.
A cada trago me carrego para mais distante de min, o corpo esquenta conforme almenta as batidas do coração, e continuo a seguir sem destino como se fugisse do passado.
As lembranças as vezes são cruéis, as memórias me cortam por dentro e pensamentos que nunca tinham surgido em minha mente começam a aparecer igual a água jora de sua nascente.
É preciso silenciar a voz inquietante para distinguir a ilusão da verdade.
Os tempos está escorrendo por entre nossos dedos enquanto sorrimos amordaçados pela rotina e o medo.
<Memórias do caos>
Põe fermento na mistura, sova e amassa a massa,
deixa a mistura vingar, deixa o bolo da vida crescer.
Por que o tédio, amigo, é a sala de espera do caos:
- Do nada, transborda e escorre pelas bordas
e sem se perceber, o vazio que era, rapidamente deixa de ser.
Valoriza as suas conquistas diárias, segue em frente com a tua vida,
dá um beijo de boa noite na sua filha
e um abraço apertado no seu pai...
Por que de repente a roda da vida gira
e até o caos que parecia bom vai entediar você.
São tantas as lembranças que levo de ti sem que você perceba que não tenho a menor intenção de devolvê-las.
Memórias Digitais
No primeiro ano estarei em seu celular
No segundo em seus backup's
No terceiro em sua lixeira
Enfim "formatado de suas memórias"
Nem ao menos um avatar meu restou!!!
RIOS DE MINHAS LEMBRANÇAS
No rio de minhas lembranças,
Em águas claras de risos,
Banzeira toda minha infância
Debruçada em flores...
Nas espumas da saudade
Sob a quilha da velha canoa
Descortina-se minha Fonte Boa
Da fina névoa do tempo
Que o sentimento entoa!
Lá da proa do Velho Chico
Avisto a escadaria do porto
E a Lage que dava conforto
E abrigo ao povo de boa-fé:
No campo do Arigozinho
Rememoro a infante idade,
O amor secreto à deidade
Agasalhado no bauzinho
Singelo da doce memória!
Lembro-me da flor-do-dia,
Do apreciar do pôr-do-sol
E da primeira flor de girassol
Nascida à beira do barranco.
No Igarapé da Arapanca,
Leonardo, Estrada e Celetra
Nadávamos sem ser penetra
Nas gélidas águas do reino
Mítico das ninfas do Cajaraí!
Só recordo com pesar
A rede atada acima do paneiro
O lenço branco derradeiro
Estendido em despedida!
... As luzes se apequenando
E o barco singrando o rio
Deixando para trás todo brio
Das tuas noites de estrelas
Que cintilavam meus prantos.
Essa distância que me separa
É a mesma que fortalece o amor
Impregnado na seiva do ardor
De todas minhas lembranças...
No rio primaveril do destino
Navegando a bordo da igarité de sonhos
Logo atracarei teus portos risonhos
E deles jamais me desgarrarei
Como no pretérito tristonho!
