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Trava língua
Aquela mania de me deixar sem ter o que falar... Parecia uma ação involuntária, como minha mania de passar a mão na barba enquanto converso. Aquilo era quase um escudo ativo por tempo indeterminado, que não me deixava chegar mais perto do que eu estava. Complicado, pra quem fala tanto, a tanta gente e tantas coisas, ficar sem ter o que dizer. Deixar as palavras se derreterem como sorvete no copo até virar milk shake... Enquanto isso, cada palavra que ela me dizia, me deixava mais congelado, impedido de reagir. Aquela mania de me deixar sem ter o que falar acabava me tornando mais proativo e perspicaz. Eu não precisava falar para fazer. O verbo também significa ação e dessa palavra eu gosto. Burlar o escudo passou a ser uma meta, a preocupação uma consequência e o carinho que eu criava se tornou uma bela companhia. Embora não conseguisse falar, me cabia a escrita, meu grito silencioso como um bocejo. E lembrar que isso tudo já havia sido pensado em outro momento, que meu bloquinho digital já tinha rabiscos sobre o silêncio, sobre saudade e cuidado. Agora já chega, acabei falando demais sem me dar conta que era pra você... A língua trava... Aquela mania de me deixar sem ter o que falar, ainda iria me fazer te deixar sem ter o que fazer.
Seus olhos
Rasos, profundos, profanos
Boca
Língua, invasiva e descuida
Mãos
Inquietas no caminho
íngreme, escorregadio
Te encontra e me perde
Me encontro e não acho
Trabalho o nó
Nó do laço
Fácil me atar, desprender de mim
Difícil me ater
Sou peça tua
Que não quero e me encaixo
Não se bate na própria língua quando falamos algo que machuque o próximo. Educá-la é o mais correto para gerar somente amor nas palavras que são liberadas
Uma língua não morre enquanto houver um falante. É por isso que o português jamais morrerá. Atravessou séculos, continentes, oceanos e permanece forte como o cobre.
Tão logo todos os nossos políticos acertem a concordância gramatical, o Brasil entrará no clube dos países desenvolvidos. Até então, ficaremos na lista de espera.
A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Tudo o que você diz e faz nunca passa despercebido... aquilo que nós consideramos ser apenas uma brincadeirinha pode tanto EDIFICAR quanto ARRUINAR uma vida, portanto cuidado pra não tomar o lugar de Satanás proferindo maldições e façamos o papel de filhos e filhas de Deus, proferindo BÊNÇÃOS provenientes de um DEUS que AMA, PROTEGE, PERDOA e SALVA!
Fico pensando: O que seria "do" Legião Urbana nos dias de hoje? Faroeste Caboclo, por exemplo, teria que ser cantada assim:
"E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pra "presidentA"
Pra ajudar toda essa "gentA" que só faz... Sofrer..."
Às vezes, nem sempre tenho em mim a palavra correta...
Às vezes, a palavra se sai
Como o carro da frente
Virando a esquina
Sem dar seta
Deixando-me atrás, num susto,
Calada quieta
A situação pondera
Certamente, obiviamente
A palavra não mente
Se tenho na mente
A resposta que espera
A ortografia coopera
Lógico! Sem dúvida!
Com certeza
A gramatica põe firmeza
À lingua que opera
É real
Na moral
Tá ligado?
O português é diversificado
A língua é enrolada
Na boca da galera
Obiviamente. Sim! Claro!
Errar não é raro
Erra no escuro
Quem tropeça no claro
Talvez, dessa vez
Eu não esteja enganada
Às vezes acontece
Da palavra ser abusada
Da palavra ser apressada
Da palavra ser engraçada
Da palavra sair engasgada
Da palavra não ser encontrada
Às vezes acontece
De não acontecer nada
Permaneço calada
Eu sei, parece piada.
Que vontade de mascar minha língua como se fosse chiclete e saí sorrindo pelas ruas com um sorriso ensanguentado, um tom tão rosado que pareceria recheio de bubbaloo.
Com a boca
Quero-te da cabeça aos pés.
Com as mãos aliso, e com a boca,
beijo teu corpo todo.
Com a língua sinto o sabor de tua pele,
sinto o gosto teu,
Viajo com mãos e boca, por você todinha.
De dia, pela tarde,à noite e na madrugada
te fazendo só minha.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Há sempre algo poético e sublime escondido na língua portuguesa, como o passado dos verbos ir e ser.
Não levo desaforos para casa para mostrar educação... Não quer ouvir? Então Segure sua língua. Porque eu não uso máscaras.
Falar a mesma língua é reproduzir o discurso do coordenador: cartel de ideia. Um corporativismo da conveniência não é saudável. O professorado precisa é de responsabilidade no trabalho e transparência na execução das normas profissionais. Assim se fará a união da categoria.
Eu falo com as minhas mãos.
Aprender libras é entender os sinais e o signo. Respeitando o outro não por ele ser surdo, mas sim, por ele se comunicar como a gente, e ver que apesar das dificuldades enxergar as qualidades e poder valorizá-las. Tratando igual, sem preconceito, porque todos nós temos capacidades, apesar das nossas imperfeições ou dos nossos erros.
O silêncio profundo, traz libras como libertação, quebrando as barreiras entre surdos e ouvintes. Tudo se revela ao toque de uma mão, cada palavra, cada gesto, representa nossa comunicação. Sua mão me conta o que você quer dizer e teu olhar ou expressão demonstra teus sentimentos e emoções... O que estar dentro de você.
Autora: Blenda Lorraine
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