Tag janeiro
TENHO MEDO DE VOAR
-------------
Como pode?!...
Não entendo,como as pessoas se animam tanto a voar, e até trabalhar
A milhares de pés,de altura,
Numa aeronave.
Vendo aviões nos ares,
Fico a pensar sobre as criaturas
Viajando neles,expondo suas vidas,
A um grau de risco,quê a mim, é preocupante!
Já busquei autoajuda
Em tantas Literaturas,específicas,
Para ver se me "encorajo a voar"
Em asas tão inflexíveis e duras,
Mas ainda não fui convencido
Quanto a isso.
Como pode?!...
Teria que ser um brasileiro,
Mineiro,homem simples do interior,
Autodidata...
O "pai" de tamanho invento?!
É incrível alguém
Ter tanta ousadia e intento,
Para desafiar as alturas,a gravidade,
As intempéries,a morte,
A força dos ventos!...
Como pode?!...
O avião me fazer tremer de medo
Aqui do chão,
Só de vê-lo pairando no ar,
Como um Beija-flor,
Ou em movimento,como
As nuvens!
Como pode?!...
Eu ter vivido tanto tempo,
Sem coragem de cruzar o infinito
Nas asas desse trem bonito?!...
Santos Dumont
Achou sua "obra prima" um "trem bom demais da conta!"...
Mas,vou continuar dizendo o que sempre tenho dito:
- Prefiro viajar a pé,
Até meu destino final;
Ou ainda em lombos de animais,...
A deixar os filhos e a viúva,
Em tristes ais!
4° Postagem
- 06.01.16
INÍCIO
Da venérea doença
que apodrece a alma,
às verdades ao ano prometida.
Na luz daquela vela que iluminava a noite
na escuridão que minha alma perfazia...
Ergui um brinde a vida:
Gotas de champanhe
banharam a morte da (mal) dita flor
que por dentro me consumia.
Morreu a flor
e nasceu um novo dia.
Por mais que hoje em dia seja difícil, não podemos desacreditar das coisas que sempre acreditamos querer um dia para a nossa vida.
A terra seca
O vento que não sopra
os pássaros que não cantam
o sol que estremece as árvores;
Secas.
Maria na janela.
o sol queimando o vento
o vento que não sopra
o sol queimando Maria na janela
o bem-te-vi que não canta
Soalheira e silencio
Ar morto e viscoso
o céu sem nuvens
janela sem Maria
Um fim de janeiro, nos confins do sertão.
Depois de Quatro meses, finalmente consegui me reerguer. Finalmente! Quando chegamos ao fracasso em diversas situações a gente olha a montanha de uma forma diferente. Escalamos de uma forma unica e ao chegar no topo, só fica a lembrança de como parecia alto lá de baixo, e como ficaram lindas as lembranças de cada passo e dificuldade que enfrentamos.
Janeiro de férias
Férias de alegrias
Alegrias na praia
Praia quase deserta
Deserta pela violência
Violência, te peço, tire férias.
Amor à primeira vista, amor antes do contato,
Quem disse que isso é amor errado?!
Para o amor não existem barreira, laço, nem prisão,
Quando se ama, estende-se a mão.
Ame de Janeiro à Janeiro, de inverno à verão,
Não ame passageiro, não deixe amar em vão.
O JANE-IRO-
Teus dedos
dedos de figo, topázio y malagueña
verão,
carnaval em jardins
O Corcovado em teu dorso
o arqueiro cavalga na Lapa
- arcos de íris -
circunflexos, vossos gemidos são preces
Epa babá! quara (o sol) em tuas asas
voltei outro,
toquei harpa em teus fios
tenho fiapos das mangas
da tua flora-blusa de chita
só Guanabara já sabia
meu nado contigo: sincroniza o sismo
podem mar y rio
ser simbióticos
quando dançam
com
liberdades
de
rimar
Sou carioca da gema,
aqui se fala mermo,
o resto é tema, Adoro o Rio de Janeiro
lugar de pessoas acolhedoras,
são amigos de verdade
e não bajuladoras,
Aqui no rio é assim,
puxamos o s,
falamos cantado,
Mas o que não pode faltar na gente,
é o nosso rebolado,
todo canto tem diversidade,
pra todo lado tem uma prosa,
Mas o povo debochado,
diz que nossa cidade é a mais perigosa,
perigo tem em lugares
onde tem gente ruim,
mas o debochado insiste,
em falar mal mesmo assim,
Pra toda diversidade cultural ,
com certeza tem um jeito,
Ja na pessoa debochada,
não falta cultura falta respeito.
Sou carioca repito
estou muito orgulhosa,
não é atoa que a minha cidade é dada como maravilhosa,
No Rio de Janeiro cresci,
o Rio me viu nascer,
quer saber se é verdade o que digo?
Vem a minha cidade conhecer!!
Trio elétrico não teve
Nem baile nem Pierrô
As cinzas antecipadas
Mestre-sala não sambou
Não lançou a serpentina
A pobre da colombina
Fevereiro sem calor
O QUE CEROL DE NÓS?
Eu, menino, mirinzinho ainda, voinha me levou para conhecer o Rio de Janeiro.
A gente ficou no bairro de Duque de Caxias, na casa de uma amiga dela, D. Arcanja, que aliás fazia jus ao nome (e sobre quem no futuro contarei algo).
Ocorre que fiquei na frente da casa vendo os meninos empinarem arraias naquela rua de barro.
De repente, um monte de carioquinha veio correndo em minha direção, e - súbito - uma pipa caiu no meu colo.
Tentaram tomar de mim. Aí segurei a arraia com cara de medo e gritei:
- Oxe, oxe, oxe, oxe! Nada! É minha!!!
Aí um deles falou:
- Vc é baiano?
- Sou!
- Oi! Eu sou Arimam!
- Luís.
- A gente vai te liberar, baiano, mas vc vai ter que empinar essa arraia!
Nos dias seguintes, fiquei vendo os meninos temperando a linha - o cerol - para a batalha aérea que aconteceria no dia outro.
Era fascinante ver a algazarra mitológica que a gurizada empolgada fazia. E, quando uma linha era cortada, pequenos troianos fluminenses corriam para ver quem pegava o prêmio. Uma espécie de alegre agressividade coloria o evento... Rsrsrs
Eu não tinha linha nem aprendi a receita do tal cerol. Mal sabia empinar, a não ser o meu nariz, como blefe de valentia (rsrsrs). Então, numa atitude criativa e desesperada (às vezes o desespero é um start para a criatividade...), fui catando um monte de resto de linha velha que via pelo caminho, fui remendando uma na outra e fiz o meu carretel "frankenstein".
Na véspera do retorno à minha Bahia, fiz a arraia ganhar o espaço com as linhas de bagaço.
Arimam já era o meu melhor amigo e me orientava no combate espacial.
- Vai, baiano! Vai, baiano! Puxa! Solta! Vai!!!
Os outros davam risada, pois entendiam que linha remendada, velha, usada, desgastada não garante nada.
Eles entenderam errado...
Consegui cortar a arraia dos meninos da outra rua!
Fui carregado como herói da meninada!
No dia seguinte, a despedida... Ia chover, mas Arimam desenhou um sol no meio da rua de barro... As nuvens respeitaram a majestade solar...
Todos fizeram uma vaquinha e compraram geladinho com broa de milho. Foi uma das melhores festas da minha vida.
Voltei à minha Bahia com a minha voinha.
Isso aconteceu há 39 anos...
Hj não mais menino, lembro essa história e percebo que minha vida é um carretel de linhas remendadas cuja arraia ainda está no céu...
Ainda está no céu...
Sobre o que virá depois?
Não sei mais nada.
A única certeza é que, embora forte e imprevisível, chegará a hora em que a linha será cortada...
E eu correrei em alguma rua do infinito da memória com a meninada.
Obrigado, Arimam!
Nasci em Araguari, nas Gerais
Criei-me no Rio de Janeiro
Quase outra terra Natal
Afinal, sou carioca e mineiro
Um mineiroca do litoral...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/08/2023 - Araguari, MG
O Trem
Veja o trem,veja o trilho! Lá vai ele lotado de passageiros,corre
ligeiro faz parada de Janeiro a Janeiro. O trem faz parada na estação,uns sobem,outros descem e a viagem continua,hora de apreciar com emoção.Da janela dá para ver as árvores,as montanhas e a fumaça do trem que vai ficando no ar. Logo ele vai chegar na última estação!! Depois ele regressa,e muitos estão a espera com as malas na mão,outra viagem,porém,o trem para nas mesmas estações......
Me digo sempre: hoje é um bom dia para recomeçar!... mas... ainda é 06 de Janeiro... então, o jeito é recomeçar rápido antes que seja tarde demais!
Oh, meu Rio de Janeiro!
De céu azul, muitas vezes cinza
Com natureza deslumbrante,
de gente fina e elegante,
É um povo trabalhador
Que acorda de madrugada
Pega trem, ônibus, trânsito e passa raiva
Em uma aventura de muita dor
Sem perder o glamour
Oh, meu Rio de Janeiro!
De um povo trabalhador
sobrevive ano inteiro
em uma grande selva
urbana e de pedra.
Em um capitalismo selvagem
Que não tem pudor
Oh, meu Rio de Janeiro!
Capital mundial do samba
e das praias bonitas
Falta cultura, saúde, transporte,
segurança e educação
Mas o que não falta mesmo
É violência e corrupção
Oh, meu Rio de Janeiro!
De burgueses traiçoeiros
onde o Cristo parece
que abraça o mundo inteiro,
É a cidade do samba e do Carnaval
Mas também é a cidade do mal
Oh, meu Rio de Janeiro!
cidade maravilhosa,
dos contos, dos poetas, da Boêmia
Dos sambistas e de políticos corruptos
Será que não está faltando uma revolta?
Oh, meu Rio de Janeiro!
Quem diria que você seria a mais bela
Linda formosa como uma rosa
Quem diria que a data 21/12/2022 tudo mudaria. Simplesmente uma conversa uma energia. Quem diria que no dia seguinte nossos laços se formariam.
Química desejo, despertou um sentimento. Eu diria a todos que você chegou, mudou sentimentos, pensamentos e desejos.
Hoje vivo um amor, uma vida, uma nova família.
Ela a mais bela.
Ela a minha inspiração, fonte de inspiração para o meu ser, meu ano se completou em 2023 aqui estamos. Temos planos, desejos e medos. Mas temos um grande desejo. Viver, sem temer do que iremos ser.
Ela é a inspiração dessa frase, essa criação, fonte de inspiração.
Te amo Luana
A situação da violência no Rio de Janeiro não tem causa e nem solução únicas; a criminalidade e o descaso social não nasceram de um dia para o outro; a meu sentir, a criação de um Código Penal específico para o enfrentamento da criminalidade no Rio de Janeiro, talvez fosse um reforço juntamente com outras medidas de políticas públicas; tipificar por exemplo, como crime hediondo a conduta de domínio de territórios por parte das milícias é medida que se impõe; a obrigatória inserção no RDD dos integrantes das milícias e do crime organizado; a construção de um presídio federal para recolher unicamente os criminosos das organizações criminosas do estado; a presença efetiva do Estado do Rio de Janeiro, na educação, saúde, lazer, assistência social, nas comunidades do estado; tudo isso, com respaldo numa Lei Complementar autorizando essas medidas, com base no artigo 22, parágrafo único da Constituição da República de 1988.
A beleza estonteante do Rio de Janeiro é um acontecimento de pura magia e encanto; a beleza exuberante desse paraíso nos faz viajar num colorido de imaginações férteis; um lugar maravilhoso que desperta desejos do mundo; e jamais uma minoria de pessoas irresponsáveis tem a força de vencer as pessoas engajadas com a promoção do bem-estar social.
A dança da Vida
A vida é uma dança, um ritmo constante, um bailado entre o sol e a lua, uma melodia doce e vibrante, que nos convida a seguir sua flua.
Em cada passo, um aprendizado, em cada movimento, uma descoberta, a vida nos ensina, com amor e cuidado, A evoluir e a sermos a melhor versão de nós mesmos.
Somos peregrinos em uma jornada incerta, trilhando um caminho de alegrias e tristezas, aprendendo com cada experiência vivida, E crescendo a cada passo que damos.
O medo e a dúvida podem nos acompanhar, Mas a fé e a esperança nos guiam, E a cada obstáculo superado, nos tornamos mais fortes e mais sábios.
A vida é um presente precioso, uma dádiva divina a ser apreciada, cada dia é uma nova oportunidade, para amar, para aprender e para ser feliz.
Então, dance a vida com alegria e paixão, Abrace cada momento com gratidão, E deixe que a melodia do seu coração Te guie em direção à felicidade e à plenitude.
Lembre-se, a vida é uma jornada única e individual, viva-a com intensidade e sem medo, E deixe que a sua luz interior ilumine o caminho de todos aqueles que te rodeiam.
O importante não é o destino final, mas sim a beleza da viagem, aproveite cada passo, cada curva, cada paisagem, E faça da sua vida uma obra de arte.
No final, o que importa é o que você aprendeu, as pessoas que você amou e as marcas que você deixou, então, viva a vida com plenitude e alegria, E deixe o seu legado de amor e de luz.
