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A fome que o Corpo físico reclama se atende com alimentos e nutrientes, a fome da alma é com oração que saciamos, porem quando esta reclama já é tarde, reze todos os dias mesmo sem sentir a fome no espírito pois quando vier estarás munido de energia. Há este alimento não engorda, quanto mais melhor!
Sei que não existo e que não sou imortal, mas não fui invisível aos olhos da fome. Necessidade é um prato raso que falta de tudo um pouco. Porém o amor, o causador de minha morte.
Indelicada?!
Foi não.
Vivemos assim mesmo: nesse
emaranhado de novelos, nesse
samsara cotidiano.
Você é um doce sim.
Muito, sempre.
Eu que não ando
de alegrias.
Mas vai passar.
Tudo passa, não?!
Vou lá na cozinha
temperar meus olhos,
espantar minha fome.
Depois volto de novo
para inebriar meu senso
nesse ópio eletrônico.
Uma existência dependente de um corpo privado daquilo que lhe é mais básico à subsistência não pode ter sido planejada; pelo menos não por bondade.
O que tem de mais sensacional no aspecto cultural é que ele nunca acaba, é uma larica cerebral, quanto mais cultura se detém, mais a fome cultura aumenta.
Eu lhes digo o saldo do Capitalismo:
1 Bilhão de pessoas vivendo bem, até melhor do que necessitam para viver, causando a obesidade e o desperdício;
4,5 Bilhões de pessoas que trabalham duro, só fazem isso da vida (não têm tempo para lazer, praticar esportes, viajar, nem descansar), ganham um salário que mal dá para viver e seu suor sustenta cada uma das pessoas que vivem bem;
1 Bilhão de pessoas passando fome, sobrevivendo com, no máximo, 20 dólares por mês, comendo biscoitos de barro para não morrer, sofrendo as mazelas das doenças erradicadas no "primeiro mundo" há quase 100 anos, sem direito a moradia, saneamento básico, alimentação mínima possível, nem educação;
Tirem suas próprias conclusões.
Tirar o Brasil do mapa da fome é fácil.
Qualquer editor gráfico é capaz de fazer.
Difícil é tirar a fome do mapa real do Brasil.
Isso é tarefa que exige conhecimento e muita
competência.
Resumo da minha vida é:
Pensar que era sorvete, mas na verdade era feijão,
Pensar que era promoção, mas bem pequeno estava "5 x",
Pensar que era amizade pra sempre, mas levar uma furada de olho,
Pensar que era uma música foda, mas era a vinheta do rádio,
Pensar que era pra sempre, mas ouvir Renato Russo cantar que o "pra sempre sempre acaba"
Pensar que era amor, mas na verdade era fome.
é no simplificado da vida
que as questões mais complexas
são resolvidas;
Uma vara e uma isca pra matar a fome...
Flores pra trazer a alegria
e um telefonema pra um amigo...
O resto? São coisas de somenos importância.
Toda arma fabricada, todo míssil e foguete lançado é, num certo sentido, um crime contra os que passam fome e não são alimentados, contra os que sentem frio e não são agasalhados.
Gosto de sua voz grave.
Da fome que habita seus olhos
Da vastidão que ancora seus pensamentos.
Gosto do contorno de suas células epiteliais.
Até pelo "não" seu tenho admiração.
Transformo eles em energia solar!
"Não passei fome (graças a Deus), nem apanhei, fugi de casa ou fui preso por qualquer causa. Ainda sim acredito que posso fazer história e ser lembrado nas próximas gerações. Eu espero em Deus..."
Enquanto no frio nos aquecemos, no calor nos refrescamos, na fome comemos, no cansaço descansamos... há pessoas que no frio não se aquecem, no calor não se refrescam, na fome não se alimentam e no cansaço não descansam, pois o medo da insegura noite tiram-lhe o sono tranquilo.
" As pessoas poderiam se Preocupar com o clima, com o aquecimento ou com a miséria, se não estivessem tão preocupadas com a vida dos outros"
Alma Faminta
A fome me rodeia.
Não tenho ceia,
nem almoço, nem jantar.
Nem um lanche pra disfarçar
Uma migalha de pão e só.
Num frio de dar dó
Enrolado em trapos.
Divido a noite com ratos.
Dormia, e ainda dava pra sonhar
que eu estava em um lugar
onde tinha comida e roupa lavada.
Tinha trabalho e alguém que me amava.
Acordei do nada,
com um tapa.
Era mais um playboy pra infernizar.
Dava chutes e socos, até tentaram me queimar.
Sempre me pergunto: Que mal eu fiz?
Com tanta dificuldade ainda tento ser feliz.
Tem dias que ninguém me vê,
ou finge para não se meter.
Passa como se estivesse tudo normal
Já se acostumaram a ver pobre se dar mal.
Sem família, sem lugar para morar.
Fiz da rua o meu lar.
Comigo só um cachorro magro,
meus trapos e pontas de cigarro.
Fico feliz quando junto muita latinha.
Eu vendo e já garanto o meu dia.
Ou quando alguém faz doação,
sorrio e agradeço a atenção.
Já vendi bala até na porta de padaria,
mas logo pegaram minha mercadoria.
Me aproximo para pedir.
Só ouço: "Não tenho, saia daqui."
Mas eu prefiro pedir do que roubar.
Miserável sou, mas ainda tenho o que me orgulhar.
Não é acampamento, é o lugar onde eu tento repousar.
Destroem sempre, mas volto pro mesmo lugar.
O néon se mistura com o brilho da lua,
é a melhor paisagem pra quem vive na rua.
Bom é quando os restaurantes jogam fora a comida.
Tenho que correr, que dá até briga.
Eu não quero carro e muito menos riqueza.
Só quero um lar onde não habite a tristeza.
Quero dignidade e consciência,
pra suprir essa carência.
De amor e comida.
Que sare minha ferida.
Exterior e interior.
Que me chamem de senhor.
Será que não tenho direito de pedir?
O que será de mim?
Quando a noite cair
é cada um por si.
Ninguém me ouve, e ainda tomo esporro.
Por aqui o grito de gol vale mais do que socorro.
O que me resta é toda noite rezar.
Pra Deus nunca esquecer de me acordar.
Na vida vamos nos deparar com muita gente putrificada, mas não precisamos nos contaminar com elas. A fome não pode ser maior que o bom senso, morder a fruta podre é uma escolha... sem beijo para acordar!
