Tag flores
AS FLORES DESFOLHADAS
O jardineiro com mãos de ouro
Beija o broto. É o seu tesouro...
Lavra a terra e faz o plantio.
Cuida do broto. É o seu feitio!
O jardim está florido,
Belo, livre e colorido.
A beleza lhe faz sentido,
Nunca esteve tão bonito...
Mas a vida tem sobrevida,
Morre uma, nasce outra atrevida.
Quem não cuida, não dá valor,
Corta profundo e não sente a dor.
Com a tesoura bem afiada.
Ceifa a vida, sem dizer nada.
Outrora, mãos de seda, ora mãos de ferro,
Um grito! Não há berro. Não há eco!
Já tem lugar certo...
Por sua graça foi escolhida,
Ainda com sobrevida,
Tem nova casa e nova guarida.
Já foi broto e semente,
Agora, somente,
Vai enfeitar outro ambiente.
Terminada a solenidade, perdeu a graça e perdeu a hora.
Ainda com seus traços de beleza, é abandonada e jogada fora,
Desfolhada, se desfaz.
O buquê já não existe mais...
É levada para o aterro,
Sem orações, sem emoções. Vai sozinha no seu enterro.
Não há pagamento, sentimento. Muito menos lamento,
Apenas abandono, solidão e perecimento.
Pobre natureza!
Destruída pela riqueza,
Esmagada pela beleza e
Ludibriada pela esperteza.
Élcio José Martins
Não sou o tipo de mulher que tem necessidade de ser surpreendida com flores, bombons, roupas e viagens, pra mim não ser decepcionada é suficiente.
Existem flores de várias cores
Rosa é a mais cheirosa
Violeta atraí borboletas
Amarela é a mais bela
As flores são o caminho para os sonhos. Todos os sonhos têm cheiro de flor e um jardim inteiro para percorrer.
Amigo é aquele ser
Que de tão especial
É único, nenhum é igual
Pode haver outros,
Mas, cada um, é um
Amigos surgem
Como flores plantadas
No jardim da nossa vida,
Como quem conosco
Tem uma missão
Que precisa ser cumprida
Uns deixam coisas incríveis
Que ficam tatuadas na pele
Gravadas no coração,
Como mensagem divina,
Pra gente virar rima
No seu coração também,
Outros, nos deixam nus
Levam o nosso EU,
Por ser mais que amigo,
Já virou amor,
Amor de almas
Que acontece
Quando as almas
Se olham e reconhece
No outro, toda uma vida
Já então, vivida
Num tempo, num espaço
Porque esse amigo
Partiu sem dizer nada,
Mas, o nada que ficou
Profundas marcas deixou
Enfim, amigo presente
Amigo Ping- Pong
Amigo de todo dia
Amigo distante,
Amigo que nos quer bem,
Amigo desse espaço,
Receba com todo carinho,
O meu cordial
Um abraço
Feliz dia do amigo
BENDITA SEJA POESIA
Que ninguém rasgue
Os livros floridos
De poemas, versos, sonetos
Repletos de amor, saudade e dor
Se um dia preguntarem por mim
Falem que vivi para a poesia
Que mais nada ficará para recordar
Para além dos poemas, versos
Que deixei escritos
Antes de partir
Que os poemas sejam flores
Na alma de quem os lê
E que fiquem eternos no coração.
voou Como um anjo - mas um anjo não era. Amou como um anjo - mas fora tudo quimera. Fez em seu leito um arranjo de flores da primavera... Mas ninguém apareceu - O seu mundo ficou sem luz... e junto as flores tudo mais feneceu. Sonhou como um anjo inocente...- mas inocente já não era. Desistiu de tudo de repente Quando viu que tudo era quimera ... E veio um vento veementemente E levou as flores da primavera. O desencanto fora tão forte E a angústia tão imensa Que o anjo preferiu a morte como sua última recompensa. Voou Como um anjo - Mas um anjo não era!
Eu busco flores todos os dias.
Flores me perfumam, pedras me
Pedras me cansam e pessoas se dissipam.
rojanemary ❤
As palavras perdem o sentido pois o sentimento adormece...
Dentro do caos da mente apenas perturbações...
As palavras começar a ter formas nas sombras...
O vento gelado parece comentar cada pensamento...
As alucinações sempre lê dar a inspiração...
O frio se aprofunda na escuridão...
A síntese se cala para aqueles que acordam.
Bem querer ser iludir com a marcha de apoiadores são a parte que demostram a pior alienação...
Querem viver dentro prisão para cada instante escolhemos as correções num mar de lama e glória...
A mente sua prisão...
Seus pensamentos não te pertence...
Fruto da alienação...
Conduzidos para o abate...
Apenas mais uma sensação...
Entre as sombras da fogueira de vaidade
A soberania é apenas um detalhe jogada as traças...
Será que pensar doe muito....!
As correntes são decepções....
A amarga tempestade da ignorância...
Não que tenha uma instrução educacional que não será ignorante...!
O frio que adianta um novo momento mostra se mais limite da mudança climática global...
As flores sangram sentimentos...
Lamento pela humildade...
Falar de flores
Falar de flores é falar de você
Cheiro de jasmim, meu bem querer
Quando estamos longe só penso em você
Meu grande amor, pedaço do meu viver.
Como a primavera é o seu florescer
Minha alegria é ao seu lado crescer
Somos mesmo juntinhos
Amor de querer
Estar sempre contigo e
para sempre viver.
Tanto tempo preocupado com as
Ervas daninhas
Que já havia me esquecido de regar as
Flores.
Como são bonitas e cheirosas!?!!
Deixe o mato, ele acaba morrendo,
De inveja.
Não é impossível
Uma forte flor
Estufar o concreto
E nascer amarela
Mesmo debaixo de todos os paralelepípedos
Flores lilás
Águas tranquilas fluem no riacho
Refletem o brilho das flores lilás
O sereno da manhã traz
Um aroma suave das flores lilás
O jardim com seu encanto
Aformoseia o recanto do coração com paz
As flores lilás o quão bem ela faz
no doce jardim onde Dolores se vás
Sobre as flores de plástico. Eu não sabia se eram de rosa pálido ou um vermelho demasiado desmaiado. Só sabia que eram esvaziadas de ideologias.
Cabelos como da cor das tulipas,
olhos quentes como o próprio sol,
jeitinho de estrela famosa,
pena que nunca pude dizer,
que em todo aquele tempo eu
amava você.
Flores Murchas
Desmaiadas na vida
Pálidas desabrochadas
As cores de partida
As pétalas cansadas
Ainda com viço
Afadigadas...
Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Versadas...
De perfume postiço
E as forças exiladas
Feitiço
Da existência traçadas
Do fado mortiço
De inevitáveis jornadas
Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Desenganadas...
Perfazendo o curso
Revoadas
Incurso...
Flores murchas
Murchas flores
Tristes louvores
Encantadas!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 dezembro, 2022, 18’52” – Araguari, MG
Versão musical para o poema “Flores Murchas”
