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Transmitir conhecimento aos pares é complexo, visto que o conteúdo cultural pode ser considerado igualitário. Torna-se, portanto, fundamental um aprofundamento maior e cuidadoso do assunto para que o discurso seja bem recepcionado. Sem um certo grau inteligível daquele, isso pode se tornar cansativo e desmotivante na maioria das vezes.
Sempre que estou discursando, perco a linha de raciocínio e não tenho mínima ideia do que estava falando e de onde queria chegar. É nessa hora que eu grito: Leopoldo!!!
Está cada vez maior o discurso de ódio entre as pessoas, dentro e fora das igrejas. Antes de falarmos sobre direitos humanos devemos primeiramente sermos reconhecidos como seres humanos. Pois a nossa existência por si só já é um ato político. Em vez de falarmos de valores, procuremos partilhar cada um deles, de forma real e concreta.
Ilicitismo retórico: discurso de uma pessoa pública tentando desqualificar provas irrefutáveis de seus crimes.
Existem discursos que batizam com um nome próprio o sentimento de vazio, e ao mesmo tempo fornece a solução, o remédio. Desta forma a satisfação é total ao ponto de não mais fazer conta do discurso, mas confiar no efeito do remédio oferecido em forma de palavras. O efeito colateral será extenuante.
No Brasil, em pouco tempo, passou-se do discurso estrambólico, para o discurso mesoclítico. Tudo muito esdrúxulo!
O discurso político é sempre uma hipocrisia, formatado em protocolos desenhados pela mentira e construídos pela demagogia.
E o povinho néscio engole o texto escatológico, porque a ementa parece-lhe cheirar bem. Ó gentinha...
Para se avaliar corretamente um discurso ou palavra, faz-se necessário considerar o caráter e a intenção de quem está a falar ou a discursar, a natureza ética do discurso, a realidade tal qual se apresenta no momento, a nossa relação com quem fala e suas ideias e, acima de tudo, nossa relação com Deus e sua Palavra!
O engano generalizado que caracteriza a humanidade nos dias atuais é sinal bíblico do fim dos tempos. Estamos por Deus avisados. Todo discurso precisa ser bem avaliado, julgado. Você tem isto praticado?
Fazer diferente na educação, não é uma questão de "se reinventar" como faz parte do modismo quando se fala em educação significativa, mas de buscar um alinhamento entre o discurso e suas ações como educador.
Temos construído esta Nação com êxitos e dificuldades, mas não há dúvida, para quem saiba examinar a História com isenção, de que o nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites.
No palco de uma discussão, onde a razão é disputada, o argumento mais plausível está no discurso do mudo.
Discurso nenhum poderá definir minhas fraquezas e minhas qualidades. Digo apenas que me sinto pequeno diante de tanto o que fazer para amenizar as necessidades daqueles que eu amo.
As palavras não são neutras. Nunca foram. Por mais simples que pareçam, elas carregam camadas de história, afetos e intenções. Cada palavra dita é um gesto simbólico. Pode abrir mundos, mas também pode fechá-los.
INTENÇÃO
Palavras nada mais são
do que mera intenção,
em nada alteram a vida,
não trazem transformação.
Um belo e rico discurso
é como um rio sem curso,
o mundo quer mais ação.
Silencie-se
Entre tantos e tantas, entre o ego dos abutres.
Silencie-se;
Há quem diga, não.
Digam suas manchas pintadas no discurso;
A história não parece ser daqueles que pintam, mas sim daquela audição que só projeta seu próprio discurso.
Manchas, são tantas manchas e manchetes por aí. E o editor é você.
Silencie-se;
Antes de ouvir, eles já haviam feito as manchas de seus problemas.
Por ela, Silencie-se.
Discurso de Professor e Amigo, meados dos anos 2000.
Cumprimento a todos os presentes.
Queremos convidá-los a pensar conosco questões novas e complexas, e buscar caminhos para um processo de formação capaz de permitir aos futuros professores a compreensão de que somos diferentes e, na diferença, nos constituímos sujeitos. Nossa relação com o mundo e com os outros precisa ser pensada a partir daí.
A escola que temos, ainda se pauta em um modelo que valoriza práticas ritualistas e lineares, que atualmente mostram-se insuficientes para enfrentar os desafios contemporâneos de novas questões sociais, culturais e identitárias. Importa desconstruirmos o olhar que privilegia a homogeneidade, que ignora as individualidades e silencia as histórias de vida de seus educandos.
Na contra corrente dos processos de exclusão social que marcam a falta de oportunidades escolares de crianças, jovens, adultos, indígenas, afro-brasileiros e portadores de necessidades especiais, firmamos a unidade na diferença e na diversidade. Unidade que reorienta as práticas educativas a partir de novos discursos e que propõe o acesso democrático à escola como valor universal.
Com ênfase na Formação de Professores, fazem-se necessários o debate e as ações sobre educação inclusiva, perpassados em todos os níveis pela conquista da cidadania. Mas, as vitórias da inclusão não devem restringir-se apenas no âmbito legal. A inclusão deve ser pensada como lugar onde a teoria e a prática tencionam-se, vividas como história humana para além dos campos de batalha e dos gabinetes presidenciais. A inclusão deve ser defendida em ambientes antes impensados, nos quais está o humano: nos palácios e nas sarjetas, nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbio, nas casas de fogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquina, porque só é justo continuar a viver se a nossa vida arrasta com ela as pessoas e as coisas que não tem voz.
Tendo a inclusão, como horizonte, podemos sinalizar uma prática pedagógica a partir da memória e da história dos alunos, orientação metodológica que remete ao cotidiano de segregação, desigualdade e exclusão de serviram como caldo cultural ao longo da formação social brasileira. E isso basta? Pensamos que não. necessitamos da força vital, da credibilidade de nosso aluno. Ele, mais do que ninguém, como desejante, pode ser solidário e renovar, com sua visão crítica, compromissos com a ética. A inclusão, como ampliação da cidadania e do direito, depende de nossa capacidade de conquistar a fé e a esperança que residem no "coração de estudante".
Ao ouvirmos nossos alunos, professores em formação, talvez nos surpreendamos ao descobrir que eles, seus pais e avós, são doutores em desigualdades de oportunidades, mestres em desescolarização, PHDS em analfabetismo, Livres Docentes, em exclusão. Reconhecer cada aluno como dono de sua voz e das muitas vidas severinas - para quem a escola foi a terra boa nunca cedida - talvez seja um bom caminho.
As linguagens, pelo significado das palavras e pelo sentido dos discursos, concretizam e externalizam o pensamento e permitem que o indivíduo, no campo das relações sociais, constitua-se sujeito. Dessa forma, elas confluem para a realização, no indivíduo, da consciência de si e de ser-com-o-outro, de ser membro da espécie humana, de pertencer a uma nação, expressar uma cultura, de dizer-se brasileiro.
Caros formandos, temos em frente o grande desafio de atualizar a escola como ruptura e continuidade. Ruptura com a tradição de exclusão, de silenciamento das culturas (como a indígena e a afro-brasileira); ruptura com o silenciamento de pessoas com necessidades especiais; ruptura com a exclusão de jovens e adultos cuja vida na escola foi a morte severina. Trabalhar a continuidade na escola, implica recuperar o sentido filosófico do homem como sujeito produtor de seu destino e de sentidos. Somente assim superaremos a contradições que excluem crianças, jovens, adultos, etnias, tornando nossa nossa questão-objeto cidadã, em pertencimento a todos nós.
Finalizando: Sussurrando: Cheguem mais perto, mais perto, ouçam:
"Aproveitem a vida!
Cada momento!
Temos só uma oportunidade para viver e compartilhá-la, torná-la possível aos outros, a quem realmente precisa!
Um grande abraço.
Do professor e amigo:
Maxileandro,
