Tag barco
As vezes em meio a toda essa loucura que é a vida,
eu paro e tento enxergar aonde o tempo está me levando.
É desesperador a sensação de ser um barco perdido,
sendo levado pelo vento. Não importa o quanto você tente remar, ou qual direção você decida seguir, o vento sempre te arrasta de volta pro mesmo lugar.
A sensação de ser uma criança chata e a vida nossa mãe. De estar de castigo e quando tentamos levantar a mãe vem e nos segura sentados nos chão, dizendo "eu mandei você ficar aí!"
Talvez exista algum sentido pra isso tudo e mais tarde a gente possa realmente entender. Talvez seja tudo isso uma mentira, e na espera de um dia entender tudo isso, chegue o nosso fim.
Nem ali, nem aqui, nem em parte alguma...
de nenhum lugar... de lugar algum
segue solitário entre brumas
desesperançado o exilado.
Exilado,
expatriado,
de sua própria terra desterrado.
Num barco abandonado,
de tudo afastado,
degredado,
condenado...
sou eu sem você ao meu lado.
Somos como uma barco a vela, sem a vela...
Somos como um calçado sem sola...
Somos a maior importância sem utilidade nenhuma...
Por isso os dias são tão repetitivos.
NO BARCO DA VIDA
Sentado às margens deste negro rio.
Observo a negritude da noite
A cair fleumaticamente.
Ouço o farfalhar das folhas
Se enamorando com o vento.
Sinto o frio gélido e sereno
Da noite sombria que se aproxima.
Tento soerguer-me não consigo.
Sair de onde estou, não posso.
Um espectro se aproxima
Me assusta e aterroriza.
Não, não é a morte.
É apenas uma brisa.
Um arrepiante e gélido zéfiro.
Desses que te sobem
Pela espinha dorsal
E adentra as entranhas da alma.
O rio segue lentamente
Em seu curso silencioso e monótono,
O seu eterno caminhar.
Leva consigo para além-mar
Os sonhos, as quimeras
E todos os tipos de visagens,
Utopias e ilusões.
As alucinações e devaneios,
Não são da alma humana,
Mas, da vida dos mortais vivos.
Traz em si as vicissitudes da existência.
Por ele os nautas peregrinos,
Singram com suas naus.
Não há, para o rio,
Entre eles distinção.
São todos iguais.
Não há pretos novos,
Nem brancos velhos.
Não há mestiços, nem crioulos.
Não há bons, nem maus.
São todos iguais.
Estão todos no mesmo barco.
Estrangeiros não há
Forasteiros também não.
No barco da vida,
Onde vive a ilusão,
São todos iguais,
Somos todos irmãos.
#DORMIR
Coisas mansas como o luar...
Águas de um lago adormecido...
Abandono de um jardim sem flores...
Lamento de uma vida...
Sem amores...
Antes da morte por vir...
Nascendo de vez para a vida...
Deixo os desejos sem rumo...
Me entrego, por completo...
Ao mundo...
No barco sem ninguém...
Anônimo e vazio...
Aonde irei ter?
Tudo passa...passa...
Sem perceber...
Com meus cansados olhos...
Do mesmo modo, a vida é sempre a mesma...
Quero a mim próprio embalar...
Não ver mais nada...
O sono que desce sobre mim...
É o sono de todas as desilusões...
E os anos vão passando...
Deixarei que morra em mim....
Vivendo na sombra de seu encanto...
Porque o melhor enfim...
É não ouvir e nem ver...
Tudo aquilo que um dia...
Deixei de ser para você...
No fim de tudo, dormir...
Para já não mais...
Poder sentir...
Sandro Paschoal Nogueira
Qualquer um pode remar um barco, mas o líder é que direciona e acerta o rumo!
Insta: @elidajeronimo
Porque assim é a vida: um barco navegando, sujeito às tormentas. Embarques e desembarques; partidas e chegadas; risos e lágrimas; derrotas e vitórias.
Homem de pouca fé
Pra viver o milagre é preciso crer
Vencer o próprio medo e nunca temer
Eu sou com você
É hora de viver o sobrenatural
E ver o meu projeto em tua vida se tornar real
Em algumas leituras que nós teólogos realizamos acerca da Sagrada Escritura, sabemos que a grande maioria dos discípulos de Jesus eram pescadores especialistas, acostumados as mais diversas bravuras no mar, diferentes de nós, que nunca tivemos tais experiências. Mas, o Evangelho relata ainda que eles ficaram apavorados com tal tempestade, a ponto de acordar Jesus que estava dormindo tranquilamente: “ – Mestre, não te importa que naufraguemos?” (Mc 4,38). Imediatamente, Jesus que estava deitado, levantou-se (posição de “luta”, de prontidão pra vida) e com atitude de quem sabe enfrentar as grandes tempestades sem apavoramento, ordenou ao mar: “ – Cala-te, emudece!”. Conta Marcos que: “o vento cessou e sobreveio uma calmaria perfeita” (Mc 4,39). Ainda diz o mesmo evangelista que Jesus exortou seus discípulos acerca de suas covardias, medos e de como eles encararam de maneira imperfeita àquela tempestade, ou seja: totalmente intranquilos. Assim, através do magnífico relato do Evangelista Marcos, aprendemos com Jesus mais um ensinamento, o de enfrentar as tempestades rotineiras que aparecem em nossas vidas.
Ninguém irá querer navegar contigo se a cada onda alta que açoitar o barco você ameaçar abandoná-lo.
Se, a vida é uma viagem, um dos seus segredos é aprender a ajustar as velas cada vez que os ventos mudam de direção.
Estamos todos no mesmo barco. Manter o barco seguro significa que todos estão seguros. Se o barco afundar, todos perdem seus empregos. É bem simples.
TE DESEJO!
Te desejo VIDA. O SOL na manhã para te guiar.
Um BANCO na praça para dialogar.
Um BARCO de alegria para te levar.
Te Desejo !
Um SONHO de um menino.
O MAR para te espreitar. O VENTO para te acariciar.
Te DESEJO muito AMOR!
Wilamy Carneiro
No mar não deixamos pegadas... Não navegamos para trás. Contra os ventos que nos empurraram pela proa, damos um bordo e continuamos avançando, mesmo que seja para os lados. Quando com as velas enfunadas, o veleiro fica valente, mas deita o mastro em reverência à natureza se curvando diante dela. Faz o mesmo o capitão, com o orgulho envergado. Sabe ele que não é nada, diante de tamanha perfeição.
No mar não deixamos pegadas...
Saudade é barco que já zarpou e nenhuma memória tem força suficiente para trazê-lo de volta ao cais.
Quando se está num barco prestes a afundar no meio de uma tempestade, é normal sentir medo de se afogar, mais pra que ter medo se temos um salva vidas chamado Jesus!
Barco do Amor
Pedaço de papel....
Vá.....
Segue por esse mar adentro...
Vá...
Em ti , te escrevi...
E te fiz um banco de papel...
Eu sou o poeta que escreveu...
Te revisti com verniz...
Navegue...
Não se desfaça por favor...
Dentro de ti tem algumas linhas...
E nelas tem algo muito precioso...
Fiz um poema que fala...
Dos versos de um amor...
Fiz canção e coração...
Beijei antes de terminar...
Caso consigas chegar do outro lado...
Ancore-se em alguma praia...
Talvez ela passe por lá...
Espero que ela leia-te...
Espero também que ela sinta o que agora estou sentindo...
Não desejo mal a ela...
Espero que não á maltrata...
Só quero que ela saiba que a dor que está em mim...
É dor de um amor de ouro...
Leve essa escrita...
Fale de minha saudade...
Fale do meu sentimento...
Fale de tudo que há em mim...
Pode dizer...
Quem sabe assim...
Ela sinta na alma...
Tudo que eu quis dizer...
Através esse barquinho....
Ah...
Csso se desfaça nessa viagem...
Tente levar ao menos o cabeçalho do poema que escrevi...
E nele está escrito...
"Barco de papel meu"...
"Leve isso ao amor meu"...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Será que dá sempre para consertar o que a gente faz de errado, torto? Ou não faz? Sabe, acho que já está no tempo de errar menos. De tentar mais e mais. Ainda que teu barco vá de encontro à metade do mundo. Pronto. [Eliana Mora, El, 26/11/19]
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Deixando a Maré
As vezes nem você sabe qual é a sua verdadeira intenção, ou até mesmo o que você realmente quer, você vai deixando com o tempo, vai remando conforme a maré.
The Vincit (Klaus)
